Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

CPI do Cachoeira aprova relatório inocentando todo mundo. Delta, Cavendish, Marconi Perillo, Sérgio Cabral e Agnelo Queiroz batem palma para o vexame

Terça, 18 de dezembro de 2012
Parlamentares rejeitam relatório de Odair Cunha e aprovaram texto alternativo de uma página e meia de Luiz Pitiman.
Parlamentares rejeitam relatório de Odair Cunha
e aprovaram texto alternativo de uma página e
meia de Luiz Pitiman.
 
Sem conseguir aprovar o relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG), que foi rejeitado por 18 votos a 16, a CPI do Cachoeira acaba de aprovar o relatório do deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF).
 
Agora vejam a vergonha, o relatório tem apenas uma página e meia, não cita nenhum nome de investigados e devolve os documentos ao Ministério Público e à Polícia Federal para que eles façam a investigação.
 
Desmoralização maior que essa nunca se viu numa CPI. O impasse foi formado devido aos bloqueios aos nomes de possíveis investigados. O PMDB não aceitava a menção aos nomes de Fernando Cavendish, Delta e Sérgio Cabral. O PT não aceitava incluir o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. O PSDB não aceitava a inclusão do nome de Marconi Perillo.
 
A única unanimidade era Cachoeira.
 
Segundo Pitiman, a solução encontrada foi a mais justa e deixa todos com a consciência tranquila por não ter condenado nem absolvido ninguém.
 
Francamente produziram um documento que envergonha a política brasileira.

Fonte: Blog do Garotinho

CPI do Cachoeira encerra trabalhos e abre documentos para a Procuradoria

Terça, 18 de dezembro de 2012
Depois de rejeitar o relatório do deputado Odair Cunha, a CPI mista do Cachoeira aprovou o voto em separado do deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF), com 21 votos a favor e sete contra. O texto de Pitiman não propõe a responsabilização de ninguém, mas determina o compartilhamento de todo o material em posse da CPI com o Ministério Público e com a Polícia Federal.  No início da reunião, já havia sido aprovado um requerimento com comando semelhante.
Fonte: Agência Senado

Saiu o produto da CPI do Cachoeira/Delta

Terça, 18 de dezembro de 2012
Agora é só o governo servir ao povo! De preferência com uma boa dose de garapa. Papelão de Vossas Excelências!!!

CPI do Cachoeira rejeita relatório de Odair Cunha


Terça, 18 de dezembro de 2012
Da Agência Senado
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira rejeitou o relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG). Foram 18 votos contrários e 16 a favor. Neste momento, os integrantes do colegiado votam requerimento de preferência para exame do voto em separado do deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF).

CPMI do Cachoeira aprova envio de documentos e quebras de sigilo ao Ministério Público

Terça, 18 de dezembro de 2012
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira aprovou por unanimidade requerimento do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), que prevê a remessa dos documentos recolhidos durante a investigação para o Ministério Público Federal de Goiás e para a Procuradoria Geral da República.

O requerimento foi o primeiro item da pauta por sugestão do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Ele afirmou que o material dará ao Ministério Público condições de aprofundar a investigação, muito além do que foi a Polícia Federal nas operações Vegas e Monte Carlo. "É um volume de informações impressionante", disse Lorenzoni. O deputado afirmou ainda que, apesar das disputas políticas, reconhece que o relator cumpriu o trabalho que foi delegado a ele.

O senador Pedro Taques (PDT-MT) afirmou que essa sugestão é o melhor caminho que se pode chegar no momento. Para ele, o ideal seria a prorrogação dos trabalhos, mas essa proposta foi rejeitada.

A reunião está sendo realizada na sala 2 da ala Nilo Coelho, do Senado.
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CPMI decide votar primeiro o relatório oficial

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), decidiu não colocar em votação os votos em separado antes da votação do texto do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). Segundo ele, essa inversão não é permitida pelo regimento.

O deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF) havia apresentado ainda requerimento de preferência para que seu relatório fosse votado antes do texto do relator. O relatório de Pitiman, que tem apenas uma página e meia, não cita nenhum nome de investigdo, critica o trabalho da comissão e diz que deve ser feita pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal.
Ele sugere ainda a criação de uma comissão de deputados e senadores para acompanhar as investigações. Seu relatório, segundo o ele, o deixa com a consciência tranquila por não ter condenado inocentes nem absolvido culpados.

A reunião está sendo realizada na sala 2 da ala Nilo Coelho, do Senado.

Fonte: Agência Câmara

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Relatório final da CPMI do Cachoeira será votado na quarta-feira

Quinta, 29 de novembro de 2012
                                                                        Imagem da internet

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Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

A Comissão Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira marcou para a próxima quarta-feira (5) a discussão e votação do relatório final dos trabalhos apresentado ontem (28) pelo deputado Odair Cunha (PT-MG). Para viabilizar a leitura do seu parecer depois de duas tentativas frustradas, o petista retirou do texto os pedidos de investigação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e de jornalistas.

Ontem, em reunião tumultuada, Odair Cunha fez a leitura de um resumo do seu relatório com aproximadamente 80 páginas. A íntegra do parecer final tem mais de 5 mil páginas.

Ao todo, o petista sugere o indiciamento de 29 pessoas, entre as quais o bicheiro Carlinhos Cachoeira, além de pedir a abertura de inquérito por crime de responsabilidade contra 12 pessoas. Nesse grupo, está o governador de Goiás, Marconi Perillo, o ex-senador Demóstenes Torres e o prefeito de Palmas, Raul Filho.

Se aprovado pela comissão, o relatório final será encaminhado à Procuradoria-Geral da República.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Relator admite retirar procurador-geral da República do relatório da CPMI do Cachoeira

Quarta, 28 de novembro de 2012
Mariana Jungmann, repórter da Agência Brasil
O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), admitiu hoje (27) que poderá retirar o nome do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, da lista de pedidos de investigação do seu relatório. Após reunião com diversos parlamentares da base governista que fizeram parte da CPMI, Cunha disse que está negociando o texto final que será apresentado amanhã (28) e que deverá fazer as alterações antes da reunião da comissão.

“As questões que são centrais, nós vamos continuar defendendo. O tema da análise da conduta do procurador-geral da República e o tema da conduta de jornalistas não são questões centrais da nossa investigação. A questão central é a organização criminosa, seu modus operandi, seu sistema de financiamento. É isso que nós queremos debater. Temas não centrais do nosso relatório podem ser negociados e é por isso que eu estou me reunindo com os parlamentares”, disse o relator.

Odair Cunha foi cobrado por alguns colegas de CPMI, inclusive governistas como ele, por ter incluído no relatório um pedido para que o Conselho Nacional do Ministério Público investigue o procurador-geral da República. Na opinião do relator, a conduta de Gurgel foi questionável porque ele recebeu o inquérito da Polícia Federal, que apontava a relação do ex-senador Demóstenes Torres com o grupo de Cachoeira, mas não deu prosseguimento à denúncia, nem solicitou mais investigações sobre o assunto. Após ver seu nome citado no relatório da CPMI, o procurador-geral da República classificou a atitude do deputado petista de “retaliação”.

Após admitir retirar nomes do seu relatório, Cunha disse que “dificilmente” irá concordar em incluir pessoas na lista de pedidos de indiciamentos. Questionado sobre a cobrança de alguns parlamentares de oposição para que ele também citasse o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o dono da construtora Delta, Fernando Cavendish, o relator disse que eles não fizeram parte da investigação da CPMI.

“Todas as condutas que foram analisadas por nós estão no nosso relatório. A questão do governador Sérgio Cabral, por exemplo, é uma conduta que nós investigamos na CPMI, exatamente por isso, não deve ser analisada sob o ponto de vista de indiciamento”, disse Cunha.

Sobre o governador de Goiás, Marconi Perillo, no entanto, Odair Cunha disse que ele teve relações com a organização criminosa e que foi investigado pela CPMI, por isso continuará constando de seu relatório. Perillo consta da lista de pessoas para as quais o relator pede indiciamento ao Ministério Público.

A CPMI do Cachoeira investigou as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar uma quadrilha que explorava jogos ilegais em Goiás, com agentes públicos e privados. Entre os agentes públicos investigados estão governadores, o ex-senador Demóstenes Torres, deputados, policiais que eram corrompidos pela quadrilha, entre outros. Diversas empresas eram utilizadas pela quadrilha para lavar dinheiro, intermediar pagamentos de corrupção e fraudar licitações públicas.

A Delta, que tem diversos contratos com o governo federal e governos estaduais, é acusada de fazer parte do esquema e consta no relatório de Odair Cunha. O texto deveria ter sido lido na semana passada, mas foi adiada para esta semana. A expectativa é que o relator feche acordos até amanhã que possibilitem a leitura e votação do relatório.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Procurador Geral da República recebe representação pela continuidade das investigações do caso Cachoeira

Quinta, 22 de novembro de 2012
Do MPF

Parlamentares recorrem ao MPF para que as investigações realizadas pela Comissão Mista Parlamentar de Inquérito sejam aprofundadas

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, recebeu nesta quinta-feira, 22 de novembro, deputados e senadores integrantes da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investiga indícios de crimes nas relações de Carlos Cachoeira com agentes públicos e privados. Os senadores Pedro Simon (PMDB/RS), Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) e Pedro Taques (PDT/MT) e os deputados Rubens Bueno (PPS/PR) e Ônix Lorenzoni (DEM/RS) entregaram a Roberto Gurgel uma representação em que pedem a continuidade das investigações sobre o caso.

A representação é uma reação dos parlamentares ao relatório da CPMI elaborado pelo relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). No documento, que foi entregue aos parlamentares nesta quarta-feira, 21 de novembro, é proposto o indiciamento de 34 pessoas, além da reponsabilização criminal de outras 12 que possuem foro por prerrogativa de função. O relatório pede, ainda, investigações sobre a atuação do procurador-geral da República em relação à investigação que resultou na Operação Vegas, deflagrada pela Polícia Federal. O relatório ainda não é oficial, pois depende de leitura no plenário da Comissão, o que está previsto para ocorrer na próxima semana.

Ao receber dos parlamentares a representação, o procurador-geral da República afirmou que o documento será examinado especialmente em relação à possível relação de seu conteúdo com os fatos que já estão sendo objeto de apuração pelo MPF, especialmente perante a Justiça Federal em Goiás. Gurgel comentou, ainda, a estratégia de investigação adotada pelo MPF, a qual revelou-se bem sucedida. O procurador-geral da República ressaltou que, à época da Operação Vegas, “o quadro que veio ao Ministério Público era diminuto, limitado essencialmente à questão do jogo em Goiás. Mas era perceptível que a investigação era promissora e, por isso mesmo, houve aquele sobrestamento no sentido de permitir que as investigações pudessem ser aprofundadas”. Em seguida, foi deflagrada a Operação Saint Michel, que, conforme declarou Roberto Gurgel, baseou-se em “indícios de crimes de uma amplitude imensamente maior do que aquela daquele momento inicial”.

O senador Pedro Simon declarou que a representação manifesta a desconformidade de parlamentares com o relatório-geral apresentado na CMPI. Ele elogiou os elementos colhidos pelo MPF que chegaram para análise dos parlamentares. “O trabalho que foi levado para o Congresso Nacional pela Procuradoria foi de primeira grandeza. Lá estava provado o nome e a história dos corruptores. Não precisava à CPI fazer demonstrações. Era só pegar o que recebeu e aprofundar. E infelizmente a maioria resolveu esconder, resolveu arquivar”, lamentou o senador. A posição de Pedro Simon é compartilhada pelo senador Pedro Tacques, para quem “a CPMI poderia ter investigado mais”. Na análise de Tacques, “em razão de questões político-partidárias, a CPI não avançou”. Ele advertiu que “a CPI não pode ser um instrumento de perseguições políticas, não pode ser um instrumento de vingança”.

Já o senador Randolfe Rodrigues lembrou o início das investigações do MPF que levaram à instauração da CPMI do Cachoeira, como ficou conhecida a investigação parlamentar. “Nós estamos aqui trazendo a investigação para onde ela começou. E é a essa instituição, o Ministério Público Federal, que tem o dever constitucional de defender a República, de defender a sociedade”, asseverou Randolfe. Ele afirmou ainda considerar que o relatório apresentado pelo deputado Odair Cunha “agride aquele que foi responsável por iniciar o procedimento de investigação. É um relatório retaliatório. É um relatório que busca fazer represália pelo fato de a Procuradoria Geral da República ter cumprido o seu dever que a Constituição impõe”.

Relatório da CPMI do Cachoeira tem leitura adiada para a próxima semana

Quinta, 22 de novembro de 2012
Karine Melo
Repórter da Agência Brasil

O deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, surpreendeu hoje (22) os integrantes do colegiado ao pedir que a leitura do relatório final elaborado por ele, prevista para começar nessa manhã, seja feita apenas na próxima quarta-feira (28).

Cunha disse que precisa de mais tempo porque está conversando e recebendo sugestões de parlamentares. “Eu estou agora simplesmente ganhando mais prazo para dialogar com o conjunto dos membros da comissão”, justificou. Apesar de admitir que o conteúdo pode ser aperfeiçoado, o relator não quis adiantar se vai ceder às pressões e fazer mudanças no texto.

“O adiamento só demonstra insegurança, desconhecimento, e a cada ponto que nós contestamos ele [o relator] se surpreende. Só se surpreende quem não conhece o que assinou, o que é grave e triste”, avaliou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) foi na mesma linha. “Ele [o relator] sabe que as inconsistências são muitas, que os erros são muito, e, portanto, eu diria que o relatório é incorrigível, não temos como alterá-lo. Ele não tem uma lógica investigativa, foi fruto de uma perseguição política e nós temos que derrubá-lo”.

Na reunião da CPMI desta quinta-feira, o relator voltou a receber críticas de parlamentares de vários partidos por ter recomendado que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, seja investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Segundo o relatório, o pedido tem como base “indícios de omissão e prevaricação”. Segundo o Código Penal, a prevaricação é crime praticado por funcionário público que retarda ou deixa de praticar indevidamente suas atribuições.

O pedido de indiciamento de cinco jornalistas, entre eles, o chefe da sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, também foi alvo de queixa de senadores e deputados. O jornalista, que aparece conversando com o contraventor em gravações obtidas pela Polícia Federal, foi indiciado por formação de quadrilha.

“As investigações sobre esse profissional nos permitem divisar que Policarpo Júnior não mantinha com Carlos Cachoeira uma vinculação que se consubstanciava apenas na relação de jornalista e fonte", diz um trecho do relatório.

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) pediu que relator revisse a posição sobre os jornalistas indiciados, especialmente, Policarpo Júnior. Miro também defendeu o procurador-geral da República. “Não pode constar da proposta do relator qualquer coisa relativa à Procuradoria-Geral da República, como se estivéssemos aqui a tentar incriminar o procurador-geral. Em nenhum momento foi votado algo que se aproximasse de suspeita contra o procurador-geral”, garantiu.

Ainda durante a reunião, um grupo de parlamentares que se classificam como independentes foi à Procuradoria-Geral da República protocolar um relatório paralelo que, entre outros pontos, sugere a quebra do sigilo de 15 empresas fantasmas que teriam recebido dinheiro da Delta Construção e ficaram fora do relatório oficial.

O deputado Dr. Rosinha (PT-PR) defendeu o trabalho do relator Odair Cunha e disse que a entrega de representação na Procuradoria-Geral da República foi apenas para chamar a atenção da imprensa.

Gurgel: condenação de réus do mensalão representa a “máxima” do direito penal brasileiro

Quinta, 22 de novembro de 2012
Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse há pouco que o resultado do julgamento da Ação Penal 470, conhecida como mensalão, “não poderia ter sido melhor”. Para ele, a condenação dos acusados representa a “máxima” do direito penal do país. Ele voltou a defender, inclusive, que os réus sejam pressos assim que terminar o julgamento.

Após receber representação de um grupo de parlamentares contrários ao relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, Gurgel disse que a criação do colegiado tem ligação direta com o julgamento do mensalão. “Tudo que tem acontecido desde a criação da CPMI está relacionado ao mensalão”, disse ao admitir que tem recebido pressões de partidos aliados sobre esse posicionamento.

O procurador-geral acrescentou que haverá pressões contra ele mesmo depois do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal. “Sempre vai haver inconformados com o resultado do julgamento.”

No relatório final da CPMI, o deputado Odair Cunha (PT-MG) pede que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) investigue a conduta de Gurgel quando recebeu o relatório da Operação Vegas. Para o parlamentar, Gurgel deveria ter se manifestado tão logo recebesse o inquérito do Ministério Público do Estado de Goiás. Gurgel disse que, na ocasião, havia “fatos diminutos”, o que não justificava a investigação.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Independentes criticam relatório da CPI do Cachoeira e apresentam documento paralelo

Quarta, 21 de novembro de 2012
Ivan Richard e Karine Melo
Repórteres da Agência Brasil
Brasília – Insatisfeitos com o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as atividades do grupo do contraventor e empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, parlamentares que se dizem independentes informaram que vão protocolar nesta tarde representação na Procuradoria-Geral da República. No documento, que é uma espécie de relatório paralelo, os parlamentares pedem a quebra de sigilo de empresas fantasmas que teriam recebido dinheiro da Construtora Delta e a abertura de investigação contra os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e do Tocantins, Siqueira Campos.

O relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG), posto à diposição dos integrantes da CPMI na madrugada de hoje (21), nem chegou a ser discutido e já é alvo de críticas. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) reagiu à parte do texto em que o relator recomenda que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, seja investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público por ter suspendido “sem justificativa” as investigações da Operação Vegas da Polícia Federal, que apontou indícios de ligações de Cachoeira com parlamentares.

Segundo o senador, tudo começou por causa de um trabalho do Ministério Público Federal. “Houve uma disputa interna no PT sobre quem seria indiciado e prevaleceu a pior versão, que é abrir investigação contra o representante da principal instituição que iniciou a investigação. É uma inversão de valores. É trazer para o lume da investigação o investigador. Isso desvirtua o que é central, a empreiteira Delta”, afirmou Randolfe.

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR). ressaltou que, como o governo tem maioria na CPMI, é certo que o relatório será aprovado do jeito que está. “As cartas estão marcadas e não dá para gerar falsas expectativas. É um relatório insuficiente, porque não alcança o essencial, aquilo que deveria ser investigado.

Para Dias, a CPMI “ mais escondeu que revelou” e apenas compilou o trabalho da Polícia Federal para encaminhar ao Ministério Público. “A missão da CPI seria investigar aquilo que não foi investigado pela Policia Federal e pelo Ministério Público. A matriz desse escândalo de corrupção é a Delta. Cachoeira foi coadjuvante.”

O relator aceita fazer mudanças no relatório. “O relatório é da comissão. Não queremos fazer nenhum cavalo de batalha. O que fiz foi apresentar minhas convicções sobre as pessoas que se envolveram com a organização criminosa e dela participaram”, explicou Odair Cunha. Ao sugerir o indiciamento de 46 pessoas que se envolveram com o esquema montado por Cachoeira, o relator destacou que individualizou a  conduta de todas as pessoas envolvidas com o grupo.

“Precisamos fazer um acordo de procedimento para viabilizar a discussão, votação e aprovação do nosso relatório. É natural que, em um relatório de 5 mil páginas, tenhamos muitas dúvidas e questionamentos”, disse Odair Cunha. Sobre o pedido de investigação do governador de Goiás, Marconi Perillo, Cunha destacou que ele precisa esclarecer sua ligação com o grupo de Cachoeira. “ Por que ele se envolveu tão intimamente com a organização criminosa, deixou que ela tomasse conta de parte importante do seu governo? Não temos culpa de ele ter se relacionado com essa organização.”

Quanto às críticas por ter deixado fora do relatório os governadores do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e do Rio de Janeiro, Ségio Cabral, o relator respondeu: “Não investigamos, em nenhum momento, o governador do Rio de Janeiro. Investigamos, sim, as incursões da organização criminosa no Distrito Federal e não restaram provadas, em nenhum momento, vinculações do governador Agnelo Queiroz com o empresário Carlos Cachoeira.”

Relator da CPMI do Cachoeira pede indiciamento de 46 pessoas

Quarta, 21 de novembro de 2012
Assista pela TV Senado a pizza da CPI do Cachoeira, clicando aqui.
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a relação do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados analisa em instantes o relatório final com mais de 5.100 páginas do deputado Odair Cunha (PT-MG). O texto já está disponível no site da comissão.

O relatório final sugere o indiciamento de 46 pessoas, dentre elas o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB; o ex-presidente da Delta Construções, Fernando Cavendish; o deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) e o prefeito de Palmas, Raul Filho, do PT.

Cunha recomenda que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, seja investigado por não ter dado prosseguimento às investigações da Operação Vegas, da Policia Federal. O chefe da sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior, e outros quatro jornalistas - a maioria de Goiás - também tiveram o pedido de indiciamento incluído no relatório.

Projetos de Lei
 
O relator sugere a apresentação de oito projetos de lei a partir das investigações. As propostas tratam dos seguintes temas:
- criminalização de jogos de azar;
- tipificação de organizações criminosas;
- alteração prazos prescricionais;
- alteração da atuação do Conselho Nacional do Ministério Público (ampliação de atuação frente ao Supremo Tribunal Federal);
- utilização de pessoa interposta (“laranja”);
- alteração na Lei de Improbidade Administrativa;
- criação do Cadastro Nacional de Dados;
- alteração da fiscalização de empresas de factoring.

Cachoeira

 
Hoje de madrugada, o personagem principal da CPMI, Carlinhos Cachoeira, foi solto do presídio da Papuda, em Brasília, onde estava preso desde fevereiro.

Ele ganhou alvará de soltura após ser condenado, ontem, pela Justiça do Distrito Federal a cinco anos de prisão em regime semiaberto, pelos crimes de formação de quadrilha e tráfico de influencia. Cachoeira também vai ter que pagar mais de R$ 150 mil em multa. Essa condenação se refere à operação Saint Michel da Polícia Civil do DF, que investigou a tentativa de fraude na licitação do sistema de bilhetagem eletrônica do transporte público local.

Essa foi a primeira condenação do contraventor desde que surgiram as denúncias de corrupção.
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Daniella Cronemberger


Fonte:  Agência Câmara de Notícias

Senador Randolfe Rodrigues diz que saída de Cachoeira da prisão é mau presságio sobre relatório da CPMI

Terça, 21 de novembro de 2012
Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) disse que a saída do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, da cadeia é “mau presságio” sobre a apresentação, hoje (21), do relatório da comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI). A comissão investiga as relações de Cachoeira com agentes públicos e privados. O empresário deixou, de madrugada, o Presídio da Papuda, em Brasília, onde ficou durante nove meses.

“A expectativa que tenho do relatório não é das melhores. As notícias que me chegam é que a saída do Cachoeira [da Penitenciária da Papuda] é um mau presságio”, avaliou Rodrigues, que participou da comissão.

O senador foi contra o encerramento da CPMI neste momento e tentou convencer os colegas a aprovar a prorrogação das investigações. Com a base aliada do governo unida pelo encerramento dos trabalhos, Randolfe Rodrigues e outros parlamentares oposicionistas decidiram apresentar voto em separado para ser analisado junto com o relatório oficial do deputado Odair Cunha (PT-MG). Eles também devem pedir ao Ministério Público o indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo, e do ex-presidente da empresa Delta Fernando Cavendish. A Construtora Delta tem diversos contratos com o governo federal e governos estaduais e é acusada de ter sido usada por Cachoeira para fraudar licitações públicas.

Carlinhos Cachoeira foi solto depois de ser condenado nessa terça-feira (20) a cinco anos de prisão em consequência da Operação Saint-Michel, que apurou irregularidades no sistema de transporte público no Distrito Federal. Como a pena é inferior a oito anos, o regime inicial da prisão deve ser semiaberto.

O empresário foi preso no dia 29 de fevereiro como resultado da Operação Monte Carlo, que apurou a corrupção e exploração ilegal de jogos na esfera federal. Desde então, Cachoeira ficou preso preventivamente no Distrito Federal e em Goiás. Vários pedidos de liberdade foram formulados nos dois processos, mas sempre esbarravam em decisões que alegavam o alto poder de influência do empresário.

A CPMI do Cachoeira, como ficou conhecida a investigação parlamentar, apurou o envolvimento dele com agentes públicos e empresários. Cachoeira foi acusado de corromper policiais para garantir proteção ao esquema de exploração de jogo do bicho e máquinas caça-níqueis em Goiás. Deputados estaduais, federais e o ex-senador Demóstenes Torres foram acusados de fazer parte do esquema. Torres teve o mandato cassado por ser considerado um lobista do grupo.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

CPI do Cachoeira chega ao final como uma comédia bufa, em que dois personagens são esquecidos: Sergio Cabral e Agnelo Queiroz

Terça, 20 de novembro de 2012
Por Carlos Newton
Tribuna da Internet
Hoje, Dia da Consciência Negra em importantes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, não é feriado em Brasília. Mesmo assim, os membros da CPI de Carlinhos Cachoeira decidiram adiar para quarta-feira a apresentação do relatório final do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). Afinal, ninguém é de ferro e o fim de semana superprolongado acabou falando mais alto.
Sabe-se que o relator irá pedir o indiciamento do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), do governador goiano Marconi Perillo (PSDB) e de alguns prefeitos goianos, por envolvimento com o esquema operado por Carlos Augusto Ramos, o Cachoeira.

Outros dois governadores envolvidos com o esquema – Sergio Cabral (RJ) e Agnelo Queiroz (DF) – estão de fora do relatório oficial. Mas a CPI, criada para investigar as relações do empresário Carlinhos Cachoeira com políticos, deverá confirmar que a empreiteira Delta, que tem contratos com o governo federal, foi usada para dar aparência legal ao dinheiro do esquema, tudo com o apoio de políticos.

Leréia é a bola da vez, porque também está sendo investigado pelo Supremo e pela corregedoria da Câmara dos Deputados por suas relações com Cachoeira, o que pode levar a abertura de processo de cassação de mandato. Segundo informa Andreza Matais, da Folha de S. Paulo, Leréia será acusado pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva, advocacia administrativa, tráfico de influência, formação de quadrilha, violação do sigilo funcional e crime contra a ordem tributária, vejam que se trata de um parlamentar de múltiplas qualidades.

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RELATÓRIO PARALELO

Diante da omissão e da leniência do relator Odair Cunha (PT-MG), um grupo de parlamentares independentes resolveu apresentar um relatório paralelo, pedindo simultaneamente à Procuradoria-Geral que investigue as relações entre o presidente da Delta, Fernando Cavendish e os governadores Sérgio Cabral e Agnelo Queiróz.

Os parlamentares independentes pretendem uma fiscalização minuciosa nas obras realizadas pela construtora no estado do Rio de Janeiro, não apenas em contratos assinados com os Executivos governado por Cabral e, eventualmente, por Eduardo Paes e outros prefeitos, mas também do que foi contratado pelo Judiciário quando presidido por Luiz Zveiter e Manoel Alberto Rebêlo dos Santos. Querem investigar também o governador Agnelo Queiroz, que tem sofrido graves acusações que acabam caindo no esquecimento.

É louvável a atuação desse grupo, que inclui os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Pedro Taques (PDT-MT) e Pedro Simon (PMDB-RS) e os deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Anthony Garotinho (PR-RJ) e Miro Teixeira (PDT-RJ). Mas já sabe que, no final, quem pagará mesmo o pato será o próprio Cachoeira, que é uma espécie de Marcos Valério em versão goiana.

A Procuradoria-Geral da República está pedindo 80 anos de prisão para Cachoeira, o dobro da pena que Valério poderá pegar.
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Não perca amanhã:  Filhos de Roberto Marinho já são
mais ricos do que Eike Batista. E vem aí o livro sobre Roberto Marinho,
contando como ele usurpou o controle acionário da TV Paulista,
apossando-se das ações de 672 sócios, entre eles o  palhaço Arrelia.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Parlamentares insatisfeitos com investigações da CPMI do Cachoeira preparam relatório paralelo

Segunda, 19 de novembro de 2012 
Karine Melo
Repórter da Agência Brasil
Às vésperas da apresentação do relatório final do deputado Odair Cunha (PT-MG) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, um grupo formado pelos senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) e pelos deputados Rubens Bueno (PPS-PR) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS) está preparando um documento para ser lido como um voto em separado na comissão. O instrumento, que pode ser apresentado por qualquer parlamentar, é uma espécie de manifestação alternativa ao relatório.

O mesmo documento, que está sendo preparado por 12 técnicos, também será a base de uma representação que vai ser protocolada esta semana no Ministério Público Federal. Na semana passada, os autores chegaram a marcar encontro com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, mas desistiram. Eles acharam melhor esperar a leitura do relatório de Odair Cunha na reunião da CPMI que estava marcada para amanhã (20), mas foi transferida para quarta feira (21) por determinação do presidente da comissão, Vital do Rêgo (PMDB-PB).

Segundo o deputado Onyx, o objetivo é “mostrar as omissões, inconsistências e proteções” do relatório final do deputado Odair Cunha. Entre as principais críticas à condução dos trabalhos da comissão está o fato de mais de 500 requerimentos, como os que pedem a quebra do sigilo bancário de empresas que teriam recebido dinheiro da Delta Construção, não terem sido votados na comissão. Também não foram analisados vários pedidos de convocação de autoridades e acareação de envolvidos. “Vamos mostrar no relatório aquilo que a CPMI se negou a investigar”, disse Onyx.

Além do indiciamento do governador de Goiás, Marcone Perillo (PSDB), e do ex-dono da Delta Construções Fernando Cavendish por fraude em licitação, corrupção ativa e formação de quadrilha, o relatório pede a quebra de sigilo das 12 empresas que teriam recebido dinheiro da Delta e abertura de investigação contra os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e do Tocantins, Siqueira Campos (PSDB), que não foram ouvidos pela CPMI. “Essa medida é importante porque tudo indica que o relatório não vai pedir investigação sobre todos os governadores. A CPI também não teve a coragem e a ousadia de avançar sobre a Delta e sobre o que estava por trás dela”, criticou o senador Randolfe Rodrigues.

Randolfe adiantou ainda que outro ponto do documento solicita que a Procuradoria-Geral da República peça autorização do Supremo Tribunal Federal para abrir investigação contra os deputados citados durante as investigações da comissão. Na lista estão Carlos Aberto Leréia (PSDB), Sandes Júnior (PP-GO), Rubens Ottoni (PT-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ). Todos foram alvo de representação na Corregedoria da Câmara, mas até agora Leréia foi o único que teve um parecer do órgão pela abertura de processo no Conselho de Ética da Câmara. A representação contra Nercessian ainda não foi analisada, os demais deputados tiveram os processos arquivados por falta de provas.

O deputado Odair Cunha já está em Brasília fazendo os últimos ajustes no relatório, mas não quer dar detalhes do assunto. Até agora, ele só adiantou que o texto já tem mais de mil páginas e "será bastante contundente”. Ele já adiantou também que pedirá o indiciamento de todos os depoentes que se recusaram a falar na CPMI. Os trabalhos da comissão terminam no dia 22 de dezembro.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

CPI do Cachoeira encontrou 90 minutos de telefonemas entre a Delta e escolas de samba cariocas

Sexta, 16 de novembro de 2012 
Quebra do sigilo telefônico da construtora de Fernando Cavendish revelou que foram feitas 104 ligações entre telefones da construtora, a sede da Liesa e as escolas de samba Beija-Flor, Mangueira e São Clemente

IGOR PAULIN, COM HUDSON CORRÊA E LEONARDO SOUZA
O enredo começou a ser entoado por ÉPOCA na semana passada: as escolas de samba do Rio de Janeiro são usadas para desviar recursos públicos e lavar dinheiro da contravenção. A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), dominada pelos chefes do jogo do bicho no Rio de Janeiro, é nota dez no quesito confusão – o Ministério Público local constatou R$ 1,2 milhão em notas fiscais frias. Agora, descobre-se que a entidade e algumas de suas agremiações também bateram os tamborins para a construtora Delta – sim, aquela que também é acusada de corrupção, desvio de verbas públicas e de se associar ao bicheiro Carlinhos Cachoeira. A CPI do Cachoeira quebrou o sigilo telefônico da Delta e revelou que foram feitas 104 ligações entre aparelhos de telefone da construtora, a sede da Liesa e as escolas de samba Beija-Flor, Mangueira e São Clemente. 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

CPI do Cachoeira pedirá indiciamento de Marconi Perillo

Terça, 13 de novembro de 2012 
Parecer pede ao MPF maiores investigações contra o governador do DF, Agnelo Queiroz (PT)
 
Rosa Costa - O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - Parlamentares da CPI do Cachoeira entregarão na próxima quarta-feira, 14, ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, um parecer pedindo a quebra do sigilo bancário e fiscal de 12 empresas de fachada ligadas à Construtora Delta. Vão solicitar também o indiciamento do dono da empresa, Fernando Cavendish; do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB); e do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), acusados de envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Alegam que já existem provas da ligação desses nomes com o esquema comandando por Cachoeira.

O parecer pede ainda ao Ministério Público Federal (MPF) que aprofunde as investigações contra os governadores do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT); do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) e de Tocantins, Siqueira Campos (PSDB). A conversa com Gurgel está marcada para as 9h30. Dois signatários da representação, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e deputado Rubens Bueno (PPS-PR), tratam o procedimento como sendo a contrapartida ao parecer que o relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG) deverá apresentar na próxima terça-feira. Leia a íntegra

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A pizza servida pelo governo

Quinta, 1 de novembro de 2012
E a CPI do Cachoeira, que deveria ser a CPI da Delta e do Pac, acabou em pizza. Mesmo após um monte de suspeitas envolvendo a construtora, seus laranjas e figurões da política nacional —na realidade por isso mesmo—  a CPI está sendo levada somente por mais 48 dias. E o pior, não vai quebrar novos sigilos. O governo Dilma e sua base parlamentar conseguiu hoje (1/11) impedir a prorrogação por mais 180 dias. Esta é mais uma CPI que o governo da faxineira enterra.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Relator: trabalhos da CPI devem ser prorrogados por 48 dias

Quarta, 31 de outubro de 2012
Da Agência Senado
Anderson Vieira
O relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), informou há pouco que já obteve o número de assinaturas necessárias para prorrogar os trabalhos da comissão por 48 dias. O parlamentar disse que o documento foi protocolado no início da tarde na Mesa do Congresso e já pode ser lido no Plenário.

Os defensores de uma prorrogação maior das atividades da comissão - por até 180 dias - já informaram não terem esperanças de conseguirem o apoio necessário. Para que a CPI não seja encerrada no próximo dia 4 de novembro, é preciso o apoio de pelo menos 27 senadores e de 171 deputados.

A reunião administrativa da CPI mista desta quarta-feira (31) foi encerrada pouco depois das 12h, com a aprovação do pedido de adiamento da votação de mais de 500 requerimentos previstos na pauta, o que provocou a revolta de alguns parlamentares, defensores de novas quebras de sigilos de empresas ligadas à construtora Delta.

A próxima reunião da CPI será na próxima semana, em dia ainda a ser definido pelo presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).
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Sem máscara


Miro Teixeira: a palavra final

Depois de se esgueirar, fazer rodeios, mudar o discurso e esgotar a utilidade dos holofotes e câmeras que acompanhavam as sessões, hoje, enfim, a base aliada deu o tapa na mesa e deixou claro: ninguém quer a continuidade da CPI do Cachoeira. Não houve acordo.
O motivo é simples: há na lista dos pedidos de quebra de sigilo pelo menos doze empresas que apresentam risco a governos de PT e PMDB. Por razões matemáticas, sem essas duas bancadas, não há o que ande no Congresso. Miro Teixeira saiu da reunião suando:
- O que irrita é a demagogia. Há a versão para a plateia e outra a portas fechadas. Quando liga a luz da câmera, todos dançam cancan, jogando as perninhas feito prostitutas e defendendo a prorrogação. Na reunião, a conversa é outra, inclusive por parte da oposição.
Fonte: 
Lauro Jardim - Radar on-line Veja

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Esquema de Cachoeira movimentou mais de R$ 84 bilhões em dez anos

Terça, 16 de outubro de 2012

Ivan Richard e Iolando Lourenço
Repórteres da Agência Brasil
A organização criminosa chefiada pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, movimentou nos últimos dez anos mais de R$ 84 bilhões. Os dados constam do parecer que será apresentado pelo relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG).

De acordo com o petista, a movimentação corresponde a valores que foram recebidos e também usados para pagamentos por integrantes da organização entre os anos de 2002 e 2012. O valor pode ser ainda maior, tendo em vista que o montante corresponde à análise das quebras de sigilos bancários e fiscal feitas até o último dia 1º de outubro.

“Um lado positivo da prorrogação dos trabalhos é que poderemos aprofundar a análise dos dados que ainda estão chegando à comissão”, disse Cunha à Agência Brasil. Ele disse que chegou ao valor de R$ 84 bilhões em movimentações do esquema, analisando 75 quebras de sigilos de pessoas físicas e jurídicas ligadas a Cachoeira.

Hoje (16), os líderes da CPMI decidiram que vão prorrogar os trabalhos da comissão. No entanto, deixaram para depois do segundo turno das eleições municipais a decisão do prazo para mais investigação. Inicialmente, o colegiado encerraria as atividades no próximo dia 4 de novembro.

“Os partidos entenderam que, por estarmos vivendo um período eleitoral, não poderíamos contaminar nenhuma discussão de apresentação de relatório ou outras discussões de requerimentos. Mas, por unanimidade, os partidos também entenderam que devem prorrogar os trabalhos da comissão”, disse o  presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).

O vice-presidente da CPMI, deputado Paulo Teixeira (PT-SP) disse que é preciso avaliar o trabalho que já foi feito para posteriormente definir o prazo da prorrogação. “Ainda temos que refletir o trabalho que nos resta. Temos que fazer um balanço do que fizemos, onde já chegamos e o tempo que necessitamos para conclusão da CPI. Por isso, resolvemos não fixar o tempo de maneira peremptória. Prazo hoje é desejo, e não podemos trabalhar com desejos. Temos que ter cronograma”, disse Teixeira.

O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), defende que a comissão tenha mais 180 dias para concluir as investigações. “Regimentalmente, temos mais 180 dias. Temos que quebrar o sigilo das 29 empresas que receberam recursos da Delta. Essa não é mais uma CPI do Cachoeira, mas
também uma CPI da Delta”, frisou o tucano.


Assim como ocorreu durante o primeiro turno das eleições municipais, os membros da CPMI decidiram suspender as atividades durante o segundo turno. Com isso, a comissão só volta a se reunir na terça-feira (30) quando será definido o prazo de prorrogação dos trabalhos e também
serão votados mais de 500 requerimentos que constam na pauta.


Apesar do acordo dos líderes para prorrogação dos trabalhos da CPMI do Cachoeira, ainda é necessária a coleta de 171 assinaturas de deputados e 27 senadores para extensão do prazo da comissão.