Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Juiz rejeita denúncia de Nisman contra Cristina Kirchner

Sexta, 27 de fevereiro de 2015
Danilo Macedo - Repórter da Agência Brasil
O juiz federal argentino Daniel Rafecas rejeitou hoje (26) a denúncia apresentada pelo promotor Alberto Nisman contra a presidenta Cristina Kirchner. No documento, o promotor acusa a presidenta de encobrir responsáveis iranianos pelo atentado contra o centro comunitário judaico Amia, em 1994 – considerado o pior na história da Argentina -, que matou 85 pessoas e deixou mais de 300 feridas. Segundo Rafecas, “não há um só elemento de prova, sequer evidências circunstanciais, que aponte para a atual chefe de Estado”.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Que inveja!

Quarta, 24 de março de 2010
da Agência Brasil
Cristina Kirchner ameaça recorrer a tribunais internacionais por punições de crimes da ditadura
Monica Yanakiew - Especial para Agência Brasil
Buenos Aires – A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, ameaçou recorrer aos tribunais internacionais, caso a Justiça argentina não avance nos processos contra os responsáveis por crimes cometidos durante a última ditadura militar (1976-1983). A ameaça foi feita, hoje (24), durante um ato marcando o 34º aniversário do último golpe de estado.

Durante sete anos de ditadura militar, 30 mil argentinos desapareceram, entre eles 500 crianças – muitas delas nascidas em campos de concentração e entregues, ilegalmente, em adoção. Essas crianças, que agora são adultas, ainda estão sendo procuradas pela organização Avós da Praça de Maio, presidida por Estela Carlotto.

Em seu discurso, num ato realizado na Escola Mecânica da Armada (Esma), onde funcionava um dos maiores campos de concentração da ditadura militar, Cristina Kirchner cobrou da Justiça argentina resultados na investigação dos crimes contra os Direitos Humanos. Dirigindo-se a Estela Carlotto, prometeu recorrer aos tribunais internacionais se não obtiver os resultados esperados.

"Me comprometo com a senhora [Estela Carlotto] que se não encontrarmos justiça na Argentina, eu, como presidente, vou acompanhá-la aos tribunais internacionais,” disse.

Na Argentina, as cúpulas militares foram julgadas e condenadas. Mas as organizações de direitos humanos querem processar milhares de militares, policiais e civis, que participaram da repressão e que tinham sido perdoados por duas leis de anistia.

As leis de Obediência Devida e do Ponto Final foram anuladas há sete anos, durante o governo de Nestor Kirchner, marido da atual presidente. Atualmente existem 634 pessoas processadas e 90 condenadas na Argentina.

Um dos casos mais notórios, é o de Ernestina Herrera de Noble, dona do grupo Clarin. A Justiça está investigando se os dois filhos adotivos dela são filhos de desaparecidos. O processo depende de testes de DNA. As organizações de direitos humanos querem que os dois forneçam amostras de sangue, para comparar com as amostras existentes num banco de sangue das Avós da Praça de Maio. Mas a família se nega a fazer os exames.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Demitido o presidente do banco central argentino. Cristina Kirchner, mulher de coragem

Sexta, 8 de janeiro de 2010
Depois de no último dia 6 assinar decreto em que determina que os crimes cometidos pela ditadura militar de 1976-1983 devem ser apurados e divulgados, a presidente Cristina Kirchner agora demonstra mais uma vez a sua coragem. Demitiu ontem o presidente do Banco Centra da República Argentina (BCRA), Martín Redrado. O presidente do BCRA é acusado de manter uma postura a favor das garantias dos credores internacionais, negando-se a liberar recursos para o recém-criado Fundo do Bicentenário. Este fundo foi criado com o objetivo de pagar US$13 bilhões de dívida pública que vencem em 2010.
Assinado por Cristina e todos os seus ministros, o decreto de demissão do presidente do BCRA assinala que Redrado “incorreu em má conduta e descumprimento dos deveres de funcionário público”.
Na Argentina o banco central é autônomo, diferente do que ocorre no Brasil. O governo de Cristina Kirchner entendeu que se o banco central é autônomo em suas decisões em relação ao poder executivo, não é autônomo da Constituição nem da ordem institucional.
Enquanto Kirchner mostra coragem na Argentina, no Brasil o presidente do nosso Banco Central, que foi presidente do Banco de Boston, e que até hoje recebe enorme aposentadoria voluntária do banco americano, faz o que bem quer e, inclusive se assanha para ver se pega a candidatura de vice-presidente na chapa de Dilma. E veja que o banco central de nosso país não é autônomo.
É, tem uma presidente de coragem. Na Argentina.