Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 1 de novembro de 2016

No Senado, especialistas dizem que PEC do Teto vai desconstruir PNE

Terça, 1 de novembro de 2016
Ana Cristina Campos – da Agência Brasil
Brasília - A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado faz ciclo de debates sobre as propostas de limitação dos gastos públicos, com efeitos nas políticas educacionais e sociais (Marcelo
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado faz ciclo de debates sobre as propostas de limitação dos gastos públicos, com efeitos nas políticas educacionais e sociais —Marcelo Camargo/Agência Brasil
Especialistas da área da educação avaliaram hoje (31), em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado, que a proposta de emenda constitucional (PEC) que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos à correção da inflação do ano anterior vai desconstruir o Plano Nacional de Educação (PNE).

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Brasil descumpre metas do Plano Nacional de Educação

Sexta, 1º de julho de 2016

As políticas sociais parecem não caber mesmo dentro do orçamento do governo. Após aprovar o aumento da DRU para 30% (desvinculando recursos que antes eram destinados a áreas específicas e sensíveis a população), suspender vagas para o Pronatec, ProUni e Fies, agora documento comprova que o Brasil não cumpriu ao menos 14 das ações do Plano Nacional de Educação (PNE), com prazos para esse ano. (http://goo.gl/OSBbR3)

É importante lembrarmos que o PNE não é apenas uma carta de intenções, e sim um projeto que pretende expandir matrículas da creche à pós-graduação, com vistas a ampliar o acesso à educação.

Segundo entidades ligadas à educação, o financiamento do PNE é um dos principais entraves para a sua efetivação. (http://goo.gl/5ywvDN)

Essa democratização do ensino é um passo que o governo está dando para retirar o direito ao conhecimento de milhares de gerações. Superar o déficit educacional e as desigualdades sociais passa necessariamente pela continuidade e priorização de políticas públicas universalizantes.

domingo, 26 de junho de 2016

Apenas 4,5% das escolas têm infraestrutura completa prevista em lei, diz estudo; metas do PNE para ensino médio não serão cumpridas se ritmo atual for mantido

Domingo, 26 de junho de 2016
Mariana Tokarnia – Agência Brasil
Apenas 4,5% das escolas públicas do país têm todos os itens de infraestrutura previstos em lei, no Plano Nacional de Educação (PNE), de acordo com levantamento feito pelo movimento Todos pela Educação. As condições de infraestrutura são mais críticas no ensino fundamental, etapa que vai do 1º ao 9º ano: 4,8% das escolas possuem todos os itens. No ensino médio, a porcentagem sobe para 22,6%.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Comissão da Câmara aprova redação final do PNE destinando 10% do PIB para educação

Terça, 16 de outubro de 2012
Iolando Lourenço e Ivan Richard
Repórteres da Agência Brasil
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou hoje (16) a redação final da Plano Nacional de Educação (PNE). Com isso, a matéria segue para o Senado. O PNE prevê investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação até 2023. O percentual provocou debate entre vários setores porque o Executivo desejava que índice fosse 8% do PIB.

“Esta é mais uma vitória da educação. Esperamos que o Senado mantenha os 10% do PIB para educação aprovados pela Câmara”, disse o presidente da Comissão de Educação da Câmara, Nilton Lima (PT-SP).

O PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá atingir no prazo de dez anos. A principal delas, alvo de muita polêmica durante a longa tramitação do projeto, é a que estabelece um patamar mínimo de investimento em educação – atualmente o Brasil aplica 5,1% do PIB na área. O último plano esteve em vigência entre 2001 e 2010.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Com mudança no texto do PNE, aumento de investimentos em educação pode ficar aquém das expectativas

Quarta, 7 de dezembro de 2011
Da Agência Brasil
 
Amanda Cieglinski
Uma diferença aparentemente sutil no futuro texto do Plano Nacional de Educação (PNE), apresentado ontem (6) na Câmara dos Deputados, poderá fazer a diferença de alguns bilhões de reais em investimentos na área. A proposta de substitutivo elaborada pelo relator, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), coloca como meta o investimento de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) considerando o investimento público total em educação. A proposta encaminhada pelo governo, no ano passado, falava em investimento direto em educação. A diferença entre os dois é que, no primeiro caso, são incluídos recursos públicos investidos em entidades privadas, em bolsas de estudo e até em contribuições sociais de aposentadoria de trabalhadores da área. Já no segundo, são contabilizadas apenas as verbas aplicadas diretamente no sistema público de educação. 

Na prática, a mudança do conceito de investimento significa uma ampliação mais tímida dos recursos. Considerando o investimento público total, o patamar atual de investimento em educação é de 5,7% do PIB. A meta de investimento de 8% do PIB definida no relatório significaria, portanto, um crescimento de 2,3 pontos percentuais – enquanto a expectativa das entidades era que esse aumento fosse mais significativo.

Para a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, principal entidade que articula a mobilização social em torno da aprovação do projeto, a mudança do texto foi uma “manobra contábil” para camuflar os investimentos reais. A entidade defende, junto com outras organizações da sociedade civil, que o patamar de investimento incluído no PNE seja de 10% do PIB.

O relator da proposta admite que a alteração do texto foi “fruto do processo de negociação” com o governo, mas nega que tenha sido uma manobra. Nas últimas semanas, Vanhoni adiou diversas vezes a apresentação do relatório do PNE porque não chegava a um consenso com o governo sobre a meta de investimento. A proposta inicial enviada pelo Executivo previa a ampliação dos investimentos para 7% do PIB, índice que foi aumentado para 8%. Essa expansão dos recursos deverá ser feita no prazo de dez anos, período que irá vigorar o novo plano. O projeto estabelece 20 metas educacionais que deverão ser alcançadas pelo país neste prazo. Entre elas, o aumento de vagas em creches, a ampliação de escolas em tempo integral e a expansão das matrículas em cursos técnicos.

O relatório apresentado ontem traz o custo financeiro de cada uma das 20 propostas. Segundo Vanhoni, a meta de investimento de 8% do PIB em educação é o suficiente para pagar as mudanças previstas no projeto, ainda que seja considerado o investimento total em educação e não o direto. “A discussão tem que ser feita em torno do plano de metas e não apenas de índices. O debate que a Câmara precisa fazer é quais as metas para as diversas modalidades para incluir desde as crianças até 3 anos a jovens de 18 a 24 anos no sistema educacional brasileiro e de qual valor nós vamos dispor para custear isso”, argumentou.

A vigência do antigo PNE terminou em dezembro de 2010 e, no momento, não há plano em execução. O impasse em torno do percentual de investimento pode deixar a aprovação para 2012. O texto ainda precisa ser apreciado pelo Senado.