“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 3 de dezembro de 2016

Organizações de direitos humanos entregam documento à OEA contra a PEC do Teto

Sábado, 3 de novembro de 2016
Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
Um grupo de 16 organizações de direitos humanos apresentará à Organização dos Estados Americanos (OEA) um documento com denúncias de ações do governo brasileiro que, segundo as entidades, ferem princípios do setor.

O documento será apresentado na terça-feira (6), em audiência temática da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA, na Cidade do Panamá. Entre outras entidades, assinam o documento a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a Ação Educativa, o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, a Artigo 19, o Instituto Alana, a Andi Comunicação e Direitos e o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Texto na íntegra de: "LI A PEC n. 241/2016 (n. 55/2016 NO SENADO), SUA EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS E …"

Terça, 22 de novembro de 2016
Lei aqui a íntegra do texto de Adelmario Araujo Castro, Advogado, Procurador da Fazenda Nacional, Professor da Universidade Católica de Brasília - UCB, Mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília - UCB.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Ocupa Brasília 29 de novembro; PEC 55 (antiga 241/2016)

Quinta, 17 de novembro de 2016
Ocupar as ruas de Brasília 

No dia 29 de novembro de 2016 será votada no Senado Brasileiro a PEC 55 (antiga 241/16), essa proposta põe teto nos gastos públicos com questões sociais, tais como, educação, saúde e previdência social. 

Além da PEC, o governo também propõe a MP 746/16 que visa reformular o ensino médio de forma extremamente unilateral, sem diálogo com estudantes, trabalhadores da educação, e dá prosseguimento ao projeto de "Lei da Mordaça" que visa extinguir o papel crítico da escola. 

As milhares de ocupações pelo país lutam contra todos esses retrocessos de forma combativa. Os estudantes não abrem mão do futuro e não aceitam tantos assaltos aos direitos do povo. Os trabalhadores da educação, também resistem com greves e paralisações. 

Por isso, dia 29 de novembro é dia de ocupar as ruas de Brasília e lutar contra a PEC 55, contra a MP 746 e o projeto de lei da Mordaça. Seremos milhares por nenhum direito a menos!

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

No ar um novo e excelente site sobre a PEC 241/2016 (55/2016 no Senado)

Segunda, 14 de novembro de 2016
O Gama Livre coloca na coluna ao lado, em "Minha lista de blogs", o link do mais novo site sobre a famigerada PEC 241/2016, transformada em PEC 55 do Senado.

O site é um repositório de materiais a cerca da PEC do fim do muno, aquela que limita gastos sociais (saúde, educação, segurança, transporte, previdência etc) e mantém os recursos do orçamento como alvo da voracidade dos banqueiros e rentistas. Aquela PEC do governo Temer que beneficia menos de 1% dos brasileiros, feita sob medida, e sob recomendação da banqueirada nacional e internacional, especialmente esta última.

No site encontramos dados, textos, vídeos sobre a PEC 241/2016 (PEC 55/2016 no Senado). Acesse o site na coluna ao lado ou clique aqui.

O site foi colocado no ar por Aldemario Araujo, advogado, Mestre em Direito, Procurador da Fazenda Nacional, Professor da Universidade Católica de Brasília, Diretor da Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Nota Pública - Manifestação contrária à PEC 55/2016 (PEC 241)

Quinta, 10 de novembro de 2016
Fonte: site da Ajufe
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A Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (FRENTAS) composta pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (ANAMATRA), Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Associação Nacional do Ministério Público Militar (ANMPM), Associação dos Magistrados do Distrito Federal e Territórios (Amagis-DF), Associação dos Membros do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (AMPDFT), em parceria com a Auditoria Cidadã da Dívida, a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal no Brasil (ANFIP), a União dos Auditores Federais de Controle Externo (AUDITAR), a Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (FEBRAFITE), vêm a público manifestar-se contra a PEC 55/2016, atualmente em tramitação no Senado Federal.

1 – A PEC 55 (PEC 241) COMPROMETE OS DIREITOS SOCIAIS previstos no art. 6º da Constituição ao congelar as despesas primárias, tendo como base o ano de 2016, já marcado por graves cortes orçamentários, atualizando apenas pelo IPCA. Isso prejudicará a prestação dos serviços públicos no país;
2 - A PEC 55 (PEC 241) pretende inserir no texto constitucional um teto para as despesas primárias. Dessa forma, será gerada uma sobra de recursos, que se destinarão às despesas financeiras, cujo maior beneficiado é o setor financeiro. A PEC também viola o art. 167, III, pois limita exclusivamente “a despesa primária total”, destinando todo o restante dos recursos para a dívida pública, sem qualquer teto, limite ou restrição;

3 – A PEC 55 (PEC 241) NÃO CONTROLA OS GASTOS MAIS ABUSIVOS DO BRASIL, pois exclui do congelamento os gastos com a chamada dívida pública, que nunca foi auditada, como determina a Constituição (art. 26 ADCT), e sobre a qual recaem graves indícios de ilegalidade, ilegitimidade e até fraudes. Os gastos com a dívida pública já consomem, anualmente, quase metade do orçamento federal e sequer sabe-se quem são os sigilosos beneficiários desses gastos; 

4 - A PEC 55/2016 PRIVILEGIA OS BANQUEIROS, que lucram extraordinariamente no Brasil. Os juros abusivos, a remuneração da sobra de caixa dos bancos, as operações de swap cambial, os prejuízos do Banco Central e todos os demais privilégios que utilizam o Sistema da Dívida serão beneficiados, enquanto que os investimentos sociais ficarão congelados;

5 - A PEC 55 (PEC 241) COMPROMETE OS DIREITOS SOCIAIS previstos no art. 6º da Constituição ao congelar as despesas primárias, tendo como base o ano de 2016, já marcado por graves cortes orçamentários, atualizando apenas pelo IPCA. A PEC também viola o art. 167, III, pois limita exclusivamente “a despesa primária total”, destinando todo o restante dos recursos para a dívida pública, sem qualquer teto, limite ou restrição;

6 - A PEC 55 (PEC 241) AFRONTA OS OBJETIVOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA constantes do art. 3º da Constituição, inviabilizando o direito ao desenvolvimento socioeconômico do país, a erradicação da pobreza, da marginalização e das desigualdades flagrantes que colocam o Brasil na vergonhosa 75ª posição no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), medido pela ONU!;

7 – A PEC 55 (PEC 241) É INCONSTITUCIONAL, pois contraria o art. 2º da Constituição Federal (Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário), já que, ao impor um teto fixado unicamente aos interesses do Poder Executivo, viola a independência dos demais Poderes, que terão suas atividades prejudicadas;

8 – A PEC 55 (PEC 241) É INCONSTITUCIONAL, porque viola as cláusulas pétreas estabelecidas no art. 60, § 4º da CF de 88 (§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I – (...); II – (...); III - a separação dos Poderes; IV - os direitos e garantias individuais. Não pode o Poder Constituinte Derivado suprimir direitos fundamentais consagrados pelo Constituinte Originário, havendo assim limites fixados no próprio texto constitucional;

9 -  A PEC 55 (PEC 241) É INCONSTITUCIONAL, porque pretende retirar do Poder Legislativo sua prerrogativa de legislar acerca do orçamento, o que deve ser realizado por meio de lei, não sendo a Emenda Constitucional a forma escolhida pelo Constituinte originário;

10 - A PEC 55 (PEC 241) É INCONSTITUCIONAL, porque pretende reduzir a capacidade do Poder Legislativo de legislar acerca do orçamento por cinco legislaturas (vinte anos);

11 – As entidades que assinam este documento contestam a forma escolhida pelo Governo para equilibrar as contas públicas, já que pretende amputar direitos, penalizando uma população numerosa e necessitada;

12 - A PEC 55 (PEC 241) é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública;

13 - A PEC 55 (PEC 241) não enfrenta o cerne do problema econômico, instalado no modelo tributário injusto e regressivo, e baseia-se em falso diagnóstico, identificando uma suposta e inexistente gastança do setor público, em particular em relação às despesas com saúde, educação, previdência e assistência social, responsabilizando-as pelo aumento do déficit público, omitindo-se as efetivas razões, que são os gastos com juros da dívida pública (responsáveis por 80% do déficit nominal), as excessivas renúncias fiscais, o baixo nível de combate à sonegação fiscal, a frustração da receita e o elevado grau de corrupção;

14 – Por fim, deve o Estado Brasileiro cumprir o disposto no art. 3º da Constituição Federal de 1988: Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

“Com a PEC 241, é possível prever a maior crise do SUS em 28 anos, desde a Constituição de 1988”

Quinta, 10 de novembro de 2016
Da Abrasco
Associação Brasileira de Saúde Coletiva

Mário Scheffer: “Com a PEC 241, é possível prever a maior crise do SUS em 28 anos, desde a Constituição de 1988”

Em entrevista exclusiva à ABIA, vice-presidente da Abrasco desmonta, ponto a ponto, a armadilha apresentada pelo governo e convoca a resistência: "Juntemos nossas forças, o momento histórico é de provação"
Especialista em planejamento e gestão em saúde e professor da Faculdade de Medicina da USP, Mário Scheffer, faz um grave alerta: “Com a PEC 241, é possível prever a maior crise do SUS nesses 28 anos de existência, desde que foi criado na Constituição de 1988”. Nesta entrevista exclusiva à ABIA, Scheffer faz um balanço sobre a situação da saúde pública no país e avalia os estragos que a população irá enfrentar na saúde (incluindo as pessoas que vivem com HIV e AIDS) caso a Proposta de Emenda à Constituição se torne uma realidade. A PEC 241 já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e está em análise no Senado. Confira a seguir:

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Estudantes defendem movimento de Ocupação das Escolas em plenário

Segunda, 7 de novembro de 2016
Estudantes protestaram contra as operações policiais ocorridas na semana passada durante o movimento de Ocupação das Escolas do DF e defenderam a continuidade das ocupações. O protesto ocorreu durante audiência pública, convocada pela Liderança do PT, no plenário na tarde desta segunda-feira (7), para debater a PEC 241 e as ações policiais. O deputado Wasny de Roure (PT) mediou as discussões, em que participaram estudantes, pais de alunos, professores, advogados, conselheiros tutelares, secretários de governo e parlamentares.

A presidente da União dos Estudantes Secundaristas do DF, Thays de Oliveira, disse que a PEC representa "o retrocesso e o desmonte da educação pública". Thais protestou também contra as decisões judiciais e do Ministério Público do DF e Territórios, que autorizaram a desocupação. "Os mandantes do golpe político midiático do País querem criminalizar a juventude ao culpar os alunos pela não realização do Enem", afirmou.

domingo, 6 de novembro de 2016

PEC 55/2016 —a do teto de despesas primárias, mas que deixa liberado os gasto com a dívida pública— é inconstitucional, diz a Consultoria Legislativa do Senado

Domingo, 6 de novembro de 2016

Consultoria Legislativa do Senado diz que a PEC 55 é inconstitucional:

AS INCONSTITUCIONALIDADES DO “NOVO REGIME FISCAL” INSTITUÍDO PELA PEC No 55, DE 2016 (PEC Nº 241, DE 2016, NA CÂMARA DOS DEPUTADOS) 

O que se espera da PEC-55 (a PEC 241 da Câmara) segundo Merelles e Requião

Domingo, 6 de novembro de 2016
Da Tribuna da Imprensa Sindical
José Carlos de Assis



O ministro Henrique Meirelles mandou para o Congresso uma peça de ficção de 26 páginas artisticamente encadernadas e com um longo anexo de perguntas e respostas a fim de justificar a PEC-55 (ex-241). O senador Roberto Requião demoliu cada vírgula do papelório, assinalando que qualquer pessoa de bom senso percebe a falácia da proposta já na página 21, sob o título “Como o reequilíbrio das contas ajudará na retomada do crescimento econômico”.

Vejamos, uma a uma, cada efeito que Meirelles anuncia em relação à nova PEC. No total são seis. Trata-se da essência do que o governo espera da aprovação da medida. É claro que se algum deles não funcionar, mas os outros funcionarem, teremos um resultado razoável. A economia, todos sabemos, não é uma ciência exata. Entretanto, que tal se todos os resultados são a mais acabada falácia, produto exclusivo da imaginação de Meirelles? Veja-se uma a uma.

sábado, 5 de novembro de 2016

Li a PEC nº 241/2016 (nº 55/2016 no Senado), sua exposição de motivos e … (partes 1 e 2)

Sábado, 5 de novembro de 2016

Aldemario Araujo Castro — Advogado, Procurador
da Fazenda Nacional, Professor da Universidade Católica de Brasília - UCB, Mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília - UCB, Diretor da ANAFE – Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais

Brasília, 5 de novembro de 2016

Em relação à PEC n. 241/2016 (n. 55/2016 no Senado Federal), o Senhor Michel Temer, ocupante do posto de Presidente da República, afirmou em recente entrevista: "Eu vejo que muita gente não leu [a proposta]." (Disponível em:

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2016/11/05/nao-assumi-poder-para-perseguir-trabalhador-diz-temer-sobre-pec-241.htm.

Eu li: a) a proposta original; b) a exposição de motivos subscrita pelo banqueiro Henrique Meirelles; c) o substitutivo apresentado pelo relator na Câmara dos Deputados e d) cerca de 20 (vinte) textos sobre o assunto (contrários e favoráveis). Pesquisei uma série de dados sobre as contas públicas e algumas das principais variáveis econômicas, notadamente em sites de instituições oficiais (Banco Central, Tesouro Nacional, IBGE, Portal da Transparência, etc). Escrevi 5 (cinco) textos acerca da proposta apresentada pelo Governo Meirelles-Temer.

A conclusão desse esforço indica que a PEC n. 241/206 (n. 55/2016 no Senado Federal) pretende realizar a maior mudança na ordem econômico-financeira brasileira desde a edição da Constituição de 1988. Trata-se de uma medida de arrocho seletivo. Ignora solenemente as possibilidades de aumento das receitas com justiça social e as várias despesas financeiras trilionárias. Atinge exclusivamente as despesas primárias (responsáveis direta e indiretamente pela manutenção e ampliação dos direitos sociais, incluídas a educação, saúde, aposentadorias, assistência social, habitação, transporte, segurança, etc).

Na sequência, de forma cumulativa, serão destacados alguns dos principais aspectos relacionados com o debate em torno da PEC em questão.

I. O LIMITE DE GASTOS PROPOSTO É PARCIAL

A grande imprensa repete à exaustão que se trata de uma medida voltada para limitar o gasto público, evitando gastanças e desperdícios. As abordagens são genéricas. Diante da falta de detalhamento ou especificação, imagina-se a tentativa de implementar um limite total ou global para as despesas públicas.

Ocorre que o limite será parcial. Somente as despesas primárias serão submetidas, em conjunto, a um teto (valor máximo). O limite, nos próximos 20 (vinte) anos, corresponderá ao gasto do exercício anterior corrigido pela inflação verificada no período de um ano (art. 102 a ser inserido no Ato das Disposições Constitucionais Transitórias - ADCT).

As despesas primárias, não financeiras, são justamente aquelas responsáveis, direta ou indiretamente, pela manutenção e ampliação dos direitos sociais. Compreende: a) gastos previdenciários (aposentadorias, por exemplo); b) remunerações de servidores públicos ativos e inativos e c) despesas com educação, saúde, assistência social, moradia, segurança, esporte, cultura, pesquisa científica e e tecnológica, política agrícola, reforma agrária, comunicação social, proteção do meio ambiente, entre outros.


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 II. AS DESPESAS FINANCEIRAS NÃO SERÃO LIMITADAS (esta parte II foi incluída nesta postagem às 9h43 de 6 de novembro)

A PEC n. 241/2016 (n. 55/2016 no Senado) estabelece um limite para as despesas primárias (direta e indiretamente relacionadas com os direitos sociais). As despesas financeiras não são limitadas, sequer mencionadas, pela PEC em questão.

Essas despesas financeiras correspondem basicamente ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública existente. Em 2015, alcançaram 387 bilhões de reais segundo dados governamentais (desconsiderada a rolagem) e 962 bilhões de reais segundo levantamento da Auditoria Cidadã da Dívida. Importa destacar que essa importante organização da sociedade civil identificou, com clara violação da “regra de ouro” (art. 167, inciso III, da Constituição), uma redução na contabilização oficial do pagamento de juros (parte deles são registrados como amortização/refinanciamento).

Os mecanismos monetários e cambiais responsáveis pelo vertiginoso aumento da dívida pública e de seu serviço foram “esquecidos” pelas autoridades governamentais e, por via de consequência, pela PEC em tela. Nenhuma palavra, nenhum controle, nenhum limite para: a) a fixação da taxa de juros SELIC; b) o nível e administração das reservas monetárias internacionais; c) o tamanho da base monetária; d) a realização de operações compromissadas (segundo dados do BACEN, representavam R$ 1,11 trilhões da dívida pública em agosto de 2016) e todas as formas de “ajuste de liquidez”; e) o câmbio; f) o fluxo de capitais e g) as operações de swap cambial (calcula-se em quase R$ 170 bilhões os prejuízos nesse campo nos últimos meses).

Como bem registrou Antônio Augusto de Queiroz, o Toninho do DIAP: “a primeira consequência [da PEC n. 241/2016 transformada em norma constitucional] será a limitação ou o direcionamento do papel do Estado apenas para garantir o direito de propriedade, assegurar o cumprimento de acordos e honrar os compromissos com os credores das dívidas interna e externa” (http://www.diap.org.br/index.php/noticias/artigos/26284-a-pec-241-e-o-papel-do-estado-brasileiro).


“Temer terá muita dificuldade para concluir seu mandato e o cenário para os próximos anos é sombrio”

Sábado, 5 de novembro de 2016

Do Correio da Cidadania
Escrito por Gabriel Brito, da Redação
Encerradas as eleições e seus esforços de campanha, o Brasil volta a encarar a depressão que abala a economia e os pacotes de medidas do governo Temer, ainda incapazes de qualquer resposta positiva à crise geral. Ao mesmo tempo, a onda de ocupações de escolas e universidades que percorre todo o país sinaliza que a rebeldia social e popular não está fora da cena e sugere que as incertezas e instabilidades não têm prazo final. É sobre esse complexo quadro que o Correio da Cidadania publica entrevista com o economista Plinio Arruda Sampaio Junior.

“O pacote de concessões anunciado por Temer foi preparado ainda no governo Dilma. O aprofundamento da privatização é parte da solução liberal para a crise econômica. Trata-se de um esforço desesperado de recuperar a economia, criando grandes negócios para o capital ocioso. A iniciativa certamente vai criar negócios da China para os donos do poder, mas não contribuirá em nada para superar os problemas que paralisam a economia. O pacote não é para resolver nada. É para criar negócios para a tigrada. Enquanto o comércio internacional permanecer deprimido e a crise política não for resolvida, nenhum empresário de bom senso apostará suas fichas no Brasil”, analisou.

Para além das críticas ao legado da esquerda hegemonizada pelo petismo, agora espraiada pelos meios de comunicação de todos os perfis possíveis, o professor do Instituto de Economia da Unicamp relembra o contexto global, a impor dificuldades que se estendem de forma similar por toda a América Latina. De toda maneira, é implacável em relação às intenções do novo governo, que antes de qualquer tentativa de tirar o país da crise e recuperar o emprego visa favorecer setores que nada têm a oferecer, exceto um modelo de exploração econômica já exaurido.

“Temer e companhia não têm base legal, sustentação política, força social e condição moral para impor ao povo brasileiro um retrocesso social que levará o país de volta à República Velha. É o que o programa de ajuste liderado por Meirelles pretende. Com o apoio do STF, as classes dominantes rasgaram a Constituição de 1988. O povo brasileiro não vai engolir um retrocesso social dessa magnitude passivamente. Quem vive do próprio trabalho e depende de políticas públicas para sobreviver ficou sem alternativa senão a desobediência civil. Quando a ficha cair, o bicho vai pegar. Mais dia, menos dia, serão derrubados pela força das ruas”, sintetizou.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Ocupação do CEM 2 do Gama: tudo tranquilo no front nesta tarde de quinta (3/11)

Quinta, 3 de novembro de 2016
Três postagem desta tarde de quinta (3/11) no grupo de WhatsApp do Forum Comunitário do Gama (FComGama). As coisas agora estão tranquilas para os alunos que ocupam  desde a noite de ontem o Centro de Ensino Médio 2 do Gama (CEM 2).

Comentário de Don Juan Ricthelly:

Acabo de visitar a ocupação do CEM 02 do Gama e saí de lá otimista e esperançoso, fiquei impressionado com a organização do estudantes preocupados com cada detalhe, tomando decisões de forma democrática com a participação de todos os envolvidos. Visitei como cidadão que apoia as reivindicações, como ex aluno que se orgulha de haver se formado naquela escola e como advogado me colocando à disposição. 

Aos que vez ou outra se sentem açoitados pela dureza do momento de retrocessos que vivemos, digo que há esperança, apesar dos pesares, há esperança sim, aqueles jovens estão se insurgindo contra algo que consideram injusto e se insurgir contra injustiças é uma das mais belas características da juventude.

Eles e elas precisam do nosso apoio, ocupemos as escolas também, doando uma aula, tempo, conhecimento, música, poesia e principalmente cidadania.

#OcupaTudo


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Áudio postado por Luís Maurício, assessor da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar da CLDF:



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Postagem de Ingrid Soares:

Ocupa CEM 2

Três escolas são desocupadas hoje em Brasília

Quinta, 3 de novembro de 2016
Mariana Tokarnia - da Agência Brasil
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) cumpre, hoje (3) pelo menos três mandados de reintegração de posse de escolas. O Centro Educacional Gisno, na Asa Norte, foi desocupado na manhã de hoje. Os policiais realizam ações semelhantes no Centro Educacional 01 de Planaltina, o Centrão, e no Centro de Ensino Médio Elefante Branco, na Asa Sul. Os estudantes ocuparam uma nova escola, o Centro de Ensino Médio 02, do Gama. [veja aqui]

Com as três desocupações, apenas o CEM 02 do Gama permanecerá ocupado, segundo balanço da Secretaria de Educação do DF. A PM afirma que já tem mandado de reintegração de posse da escola.

PEC 241 passa a tramitar no Senado como PEC 55. Veja vídeo explicativo

Quinta, 3 de novembro de 2016

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Bancada do PT na CLDF pede audiência pública sobre operações policiais contra ocupações de estudantes no DF

Terça, 1 de novembro de 2016

NOTA

A Bancada do PT na Câmara Legislativa do Distrito Federal deu entrada, em sessão plenária realizada nesta terça-feira (01º/11), com requerimento de realização de  audiência pública para discutir as operações policiais empreendidas contra estudantes que, democraticamente, ocupam estabelecimentos públicos de ensino do Distrito Federal para reivindicar garantia de educação pública de qualidade, bem como em resistência a medidas governamentais danosas ao Plano Nacional de Educação.

Com fundamento nos artigos 85, 239, 240 e 241 do Regimento da CLDF, os integrantes da Bancada do PT requerem que a audiência seja realizada no próximo dia 07 de novembro de 2016, convocando a participação das seguintes autoridades: 

- Secretária de Estado de Segurança Pública e da Paz Social do DF;

- Comandante-Geral da Polícia Militar do DF;

- Representação dos Estudantes Secundaristas;

- Representante da UNE; e

- Presidente da CUT/DF.

Estudantes secundaristas e universitários da rede pública de ensino do DF estão lutando pela manutenção de verbas para a educação pública e contra a famigerada PEC 241/16 (agora, no Senado Federal, PEC 55), que, se aprovada, reduzirá recursos para as áreas sociais, como saúde e educação, num período de 20 anos.

É uma luta legítima, travada nos limites democráticos de direito, que, no entanto, tem provocado ataques de toda ordem contra os estudantes, especialmente da PM/DF, quer pela repressão agressiva de suas operações, quer pela sua leniência com um grupo denominado MBL, que se vale de métodos violentos e fascistas contra os estudantes.

A qualquer momento pode ocorrer um desfecho trágico, cumprindo às autoridades públicas evitar com medidas de persuasão, não de repressão.

O Estado de Direito Democrático não coaduna com a truculência e a intolerância, exigindo de todos agentes públicos capacidade ao diálogo e ao entendimento, respeitando-se as divergências de opinião e de luta.

BANCADA DO PT

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Clique nas imagens para ampliá-las.


No Senado, especialistas dizem que PEC do Teto vai desconstruir PNE

Terça, 1 de novembro de 2016
Ana Cristina Campos – da Agência Brasil
Brasília - A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado faz ciclo de debates sobre as propostas de limitação dos gastos públicos, com efeitos nas políticas educacionais e sociais (Marcelo
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado faz ciclo de debates sobre as propostas de limitação dos gastos públicos, com efeitos nas políticas educacionais e sociais —Marcelo Camargo/Agência Brasil
Especialistas da área da educação avaliaram hoje (31), em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado, que a proposta de emenda constitucional (PEC) que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos à correção da inflação do ano anterior vai desconstruir o Plano Nacional de Educação (PNE).

domingo, 30 de outubro de 2016

Taguatinga: Ocupa CEMAB resiste!

Domingo, 30 de outubro de 2016
O MBL tem provocado e ameaçado os alunos que ocupam o CEMAB. Mas a resistência continua.

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Do Facebook Ocupa Cemab

Prezados e prezadas estudantes, moradores, circunvizinhos e comunidade em geral.

A ocupação CEMAB, vem, através deste comunicado, declarar que a ocupação dos estudantes desta escola segue firme e forte em busca de mais investimentos e sem reformas absurdas na educação. Em outras palavras, não concordamos com a PEC241 (agora PEC55/16) que reduz os investimentos na educação ao longo dos próximos 20 anos; nem da Medida Provisória da Educação que, sem a devida consulta, muda a estrutura do ensino básico. Sabemos que são questões complexas para a maioria da população, por isso ao estarmos sensibilizados, investimos na mobilização para impedir tão tamanho retrocesso. É por esse e outros motivos que enfrentamos resistências. Os boatos são os instrumentos ao alcance daqueles que não se preocupam com a maioria das pessoas. Nesse sentido, afirmamos e reforçamos que a ocupação continua e a partir dos próximos dias estaremos oferecendo mais esclarecimentos e atividades para toda a comunidade.

#OcupaBrasília #OcupaCemab #OcupaeResiste
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Cronograma 30/10 - domingo

>10:30h - 12h horas palestra sobre os danos causados pela PEC 241/55 2016 com a população;

>14h - 15h horas oficina sobre a ditadura e sua permanência;

>16h - 17:30h tuiná oficina de massagem da medicina chinesa;

ATENÇÃO: só será liberada a entrada de pessoas com documento de identificação, ou seja, carteirinha da escola ou identidade.

Venham prestigiar nossa escola e conhecer o nosso movimento.

Até que você acorde, a gente luta por você 

#ocupacemab
 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Dá-lhe, garota!!!! Estudante de 16 anos defende legitimidade de ocupações e humilha deputados

Quinta, 27 de outubro de 2016

Os deputado da Assembleia Legislativa do Paraná foram humilhados nesta quarta (26), em Curitiba, durante pronunciamento da estudante Ana Júlia, de 16 anos, do Colégio Estadual Senador Alencar Guimarães.(Do Blog do Esmael)

Que Brasil nós Queremos? Artistas denunciam PEC 241, a PEC da Desgraça

Quinta, 27 de outubro de 2016