“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Dia da Terra

Abril 22
Dia da Terra
Certa vez, Einstein disse:
— Se as abelhas desaparecessem, quantos anos de vida sobrariam para a terra? Quatro, cinco? Sem as abelhas não há polinização, sem polinização não há plantas, nem animais, nem gente.
Ele falou isso numa roda de amigos.
Os amigos riram.
Ele, não.
E agora acontece que existem cada vez menos abelhas no mundo.
E hoje, Dia da Terra, vale a pena lembrar que isso não acontece por vontade divina nem maldição diabólica, e sim
por causa do assassinato dos bosques nativos e da proliferação dos bosques industriais,
por causa dos cultivos de exportação, que proíbem a diversidade da flora,
por causa dos venenos que matam as pragas enquanto matam a vida natural,
por causa dos fertilizantes químicos que fertilizam o dinheiro e esterilizam o solo,
e por causa das radiações de alguns aparelhos que a publicidade impõe à sociedade de consumo.
                  Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias (Um calendário histórico sobre a humanidade), Editora L&PM, 2012, página 136

sábado, 2 de janeiro de 2016

No centenário da Teoria da Relatividade Geral, Breve perfil científico e político de Einstein

Sábado, 2 de janeiro de 2015
 

por Jorge Rezende [*]  

De Albert Einstein (1879, Ulm, Alemanha – 1955, Princeton, EUA) aquilo que todos sabem é que formulou a teoria da relatividade, que foi um dos maiores cientistas de sempre e pouco mais. Mas Einstein publicou mais de 300 artigos científicos e de 150 artigos sobre outras matérias. Relembremos apenas alguns dos seus resultados mais importantes.

Produção científica

Em 1905, o seu ano "annus mirabilis", publicou quatro artigos fundamentais sobre o efeito fotoelétrico (sugere que a energia é apenas trocada em pequenas quantidades, "quanta", o que levou ao desenvolvimento da mecânica quântica), o movimento browniano (explicava o resultado experimental da teoria atômica), a relatividade especial (baseado no conhecimento experimental de que a velocidade da luz é finita) e a equivalência entre a massa e a energia (E = mc², que esteve na base da energia nuclear) que o tornariam famoso.

Entre 1907 e 1915, desenvolveu a relatividade geral segundo a qual a atração gravitacional entre massas resulta da deformação do espaço e do tempo provocada por essas massas, o que se revelou muito importante no desenvolvimento da astrofísica. Em 1919, na ilha do Príncipe, Arthur Eddington, por ocasião de um eclipse solar, verificou experimentalmente a curvatura da luz em volta do sol, confirmando assim a previsão de Einstein.