“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Intervenção para inglês ver

Terça, 16 de fevereiro de 2010
Essa história está cheirando mal. O Dem agora adiou para a semana depois do carnaval sua reunião para decidir pela expulsão de Paulo Octávio, o governador em exercício do DF que substitui o governador que se encontra preso na Polícia Federal.
Paulo Octávio é acusado por Durval Barbosa, o cinegrafista de Brasília, de receber propina do esquema que teria sido montado por Arruda. Há, inclusive, filme em que um dos empresários que se beneficiaram da corrupção, mas que, por isso, tinha que “contribuir” com o esquema, se queixa de que Paulo Octávio estava exigindo muito, coisa de 30 por cento do valor de cada contrato. Com o cinismo dos corruptos, dizia que uma propina de quatro ou cinco por cento era razoável, aceitável. Mas 30 por cento já era exagero. Propina, seja de qual percentual for, é uma indecência, um crime.
A intervenção do Diretório nacional do Dem no diretório do Distrito Federal é tida como certa. Mas se não houver a expulsão de Paulo Octávio, e o afastamento de seu grupo do Dem/DF, para que serviu então a intervenção? A imagem do Dem permaneceria suja do mesmo modo. Seria tão somente coisa para inglês ver. E o eleitor não é inglês, e as eleições estão bem ali na frente, em outubro.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Demo vacila

Quarta, 23 de dezembro de 2009
Depois de forçar a auto-expulsão do governador Arruda de suas fileiras, o Demo de Brasília vacila. Vacila nas decisões sobre o que deve ser feito com o deputado distrital Leonardo Prudente, o do pé-de-meia, e também com referência ao vice-governador Paulo Octávio, que diz que não deixará a presidência do Demo-DF. Arruda também dizia que não deixaria os democratas, mas deixou.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Cheiro de pizza no ar

Quarta, 16 de dezembro de 2009
Conversa estranha essa do Demo de Brasília. Após o diretório nacional do partido praticamente forçar a desfiliação do governador Arruda, aquele apanhado pela “câmara indiscreta” do grampeador Durval Barbosa, vem agora essa conversa do Demo da capital do país de que só em 2010 haverá o julgamento do distrital da meia, Leonardo, já chamado por muita gente de O Imprudente. O Demo-DF está usando a desculpa de querer um quorum de no mínimo 18 membros da direção no julgamento de Prudente. O assunto é tão importante para a imagem do partido que não é razoável admitir, mesmo que fosse o julgamento na época das festas de final de ano, uma presença pequena de dirigentes do partido. Se o partido está incomodado com o caso, que seus líderes (dirigentes) não tirem o corpo fora. O eleitor não engole essa.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Demo dá 8 dias para Prudente

Sábado, 12 de dezembro de 2009
  O Demo anunciou ontem que o deputado distrital Leonardo Prudente, o da meia, e também dos bolsos, que foi alvo da “câmara indiscreta” do grampeador Durval Barbosa, agora está na mira do partido. Ele tem oito dias para se defender no processo de expulsão.
A pergunta é: Como poderá ele se defender? As imagens, apesar da opinião de Lula de que imagens não dizem nada, são demolidoras para a reputação do deputado e uma vergonha para Brasília. Resta ao presidente da Câmara Legislativa deixar o partido, e também a vida pública, voltando para a privada, antes mesmo da sua expulsão do Demo.
Reveja a indecência:

sábado, 7 de novembro de 2009

Indecente não foi a moça

Sábado, 7 de novembro de 2009
Vai mal, muito mal a universidade privada no Brasil. A instituição paulista de ensino superior (?) em que ocorreram os deploráveis fatos de uma turba de alunos idiotas perseguir, desrespeitar, agredir, atacar e por pouco não cometer outros crimes contra uma aluna pelo simples fatos dela estar vestindo um minivestido, vai ter dificuldade em convencer a sociedade de que se diferencia dos agressores.
É que uma sindicância da faculdade chegou a “brilhante” (se é educação superior, teria de ser brilhante) conclusão de que a responsabilidade pela selvageria foi da aluna, da vítima, e não dos selvagens.  A moça foi expulsa da instituição, os agressores inocentados.