“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Relações perigosas

Quinta, 16 de setembro de 2010
A ex-ministra da Casa Civil da Presidência da República tem um filho prodígio. Este filho é Israel Guerra, acusado de pertencer a um lobby que atuou dentro do Planalto. Ele, segundo as acusações, era lobista, mas ganhava uns trocados a mais, cerca de R$7 mil por mês, do contribuinte a título de salário na Terracap.

Esse adjutório era pela contrapartida de serviços que não prestava, pois era fantasma na empresa do governdo do Distrito Federal.

Já o irmão da ex-ministra, o “servidor” José Euricélio, dava um “duro danado” na Novacap, outra empresa paga pelos contribuintes. Estava a disposição da Casa civil.

Os dois foram contratados no governo Roberto Arruda, o do Demo. O do mensalão do Demo. Estranho, não? 

Muito estranho!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Infidelidade ao eleitor

Segunda, 15 de março de 2010
Nesta terça, amanhã, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) decide se cassa o governador por infidelidade partidária. Pena que não haja um TRAIE (Tribunal Regional de Apuração de Infidelidade ao Eleitor). Caso houvesse, Arruda e tantos outros, inclusive a quase totalidade dos deputados distritais, estariam no sal.
Quanto ao julgamento de amanhã no TRE, Arruda responderá por infidelidade partidária, porque teria se desfiliado do Demo sem justa causa. Ele deixou o partido quando estourou o escândalo da corrupção de Brasília. Para o Ministério Público Eleitoral a saída do partido, pelas alegações oficiais de Arruda, não se enquadra nos casos de desfiliação motivada, por justa causa. O governador alegou na oportunidade “motivos pessoais” para largar o partido. Ele, na realidade, estava sendo pressionado pelo Demo para se desfiliar, em razão de sua posição no escândalo estourado pela Operação Caixa de Pandora.
O MP Eleitoral entende que se Arruda for considerado culpado terá que deixar o cargo imediatamente, apesar de ser permitido a ele recorrer da decisão ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A peça íntima do deputado

Quinta, 24 de dezembro de 2009

Leonardo Prudente, deputado distrital, alegou “foro íntimo” para deixar o Demo e evitar a expulsão. Parece que confundiu “peça íntima” com “foro íntimo”. Mas... acho que se forçarmos a barra podemos admitir que meia possa ser considerada peça íntima, especialmente quando está recheada de alguma coisa a mais que simplesmente o pé.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Demo vacila

Quarta, 23 de dezembro de 2009
Depois de forçar a auto-expulsão do governador Arruda de suas fileiras, o Demo de Brasília vacila. Vacila nas decisões sobre o que deve ser feito com o deputado distrital Leonardo Prudente, o do pé-de-meia, e também com referência ao vice-governador Paulo Octávio, que diz que não deixará a presidência do Demo-DF. Arruda também dizia que não deixaria os democratas, mas deixou.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Lexotan neles!

Sexta, 18 de dezembro de 2009
Se já não se dormia bem em algumas casas de acusados de participação na corrupção apurada pela Operação Caixa de Pandora, agora é que a coisa ficou pior. Nem Lexotan vai dar jeito. Tem gente que não consegue pregar o olho depois que o Ministério Público Federal pediu ontem ao STJ, Superior Tribunal de Justiça, a quebra de sigilo bancário e fiscal dos acusados no caso de corrupção envolvendo autoridades e parlamentares de Brasília. Está todo mundo esperando para hoje a decisão do ministro Fernando Gonçalves, do STJ. Se ele decidir pela quebra dos sigilos vai ser um Deus nos acuda e ninguém saberá como a coisa vai acabar.
Enquanto os envolvidos tremem, continuam as manifestações populares contra a corrupção em Brasília e pela saída de Arruda do cargo de governador.

TSE pode apurar suposto caixa 2 do Demo de Brasília

Sexta, 18 de dezembro de 2009
Da Agência Brasil
Ayres Britto diz que TSE irá apurar suposto caixa 2 em Brasília se for provocado pelo MP
Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, disse hoje (17) que o tribunal vai apurar o susposto esquema de corrupção em Brasília, se o Ministério Público levar à Justiça Eleitoral as denúncias contra integrantes do governo do Distrito Federal que não tenham declarado integralmente os gastos feitos na campanha de 2006.

Durante a cerimônia de posse do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli, como ministro substituto do TSE, Britto disse à Agência Brasil que o TSE tem evitado falar sobre o episódio Operação Caixa de Pandora por acreditar que ele ainda vá se tornar um caso concreto, tendo que ser julgado pelo tribunal. Por isso, os ministros se veem impedidos de antecipar julgamentos.

Ainda segundo Britto, por maiores que sejam as evidências de que possa ter havido crime eleitoral, o TSE só pode apurar as denúncias quando provocado. “Nos cabe ficar de prontidão, de vigília, mas, neste caso, não podemos fazer nada senão aguardar que o Ministério Público nos provoque. Cabe ao Ministério Público bater às portas da Justiça Eleitoral com uma representação, nos trazendo dados que nos permitam abrir formalmente um processo".

Entre os políticos citados pelo ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, Durval Barbosa, como beneficiários do esquema de corrupção investigado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pela Polícia Federal (PF), em Brasília, ao menos um deputado distrital já admitiu publicamente ter sonegado informações sobre seus gastos de campanha.

Gravado guardando dinheiro em suas “vestimentas”, o presidente licenciado da Câmara Legislativa do Distrito Federal, o deputado Leonardo Prudente (DEM), revelou não ter declarado à Justiça Eleitoral a quantia recebida para financiar parte dos gastos de sua campanha.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Demo dá 8 dias para Prudente

Sábado, 12 de dezembro de 2009
  O Demo anunciou ontem que o deputado distrital Leonardo Prudente, o da meia, e também dos bolsos, que foi alvo da “câmara indiscreta” do grampeador Durval Barbosa, agora está na mira do partido. Ele tem oito dias para se defender no processo de expulsão.
A pergunta é: Como poderá ele se defender? As imagens, apesar da opinião de Lula de que imagens não dizem nada, são demolidoras para a reputação do deputado e uma vergonha para Brasília. Resta ao presidente da Câmara Legislativa deixar o partido, e também a vida pública, voltando para a privada, antes mesmo da sua expulsão do Demo.
Reveja a indecência:

domingo, 6 de dezembro de 2009

O que falta nesta cidade

Domingo, 6 de dezembro de 2009

Que falta nesta cidade?... Verdade.
Que mais por sua desonra?... Honra.
Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.

                (Gregório de Mattos, o Boca do Inferno)