Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Arruda, ex-governador do DF, e outros réus são condenados por improbidade administrativa. Sentença de 19/12/2023

Quinta, 21 de dezembro de 202

O Juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal condenou o ex-governador do DF, José Roberto Arruda, Durval Barbosa, José Geraldo Maciel, Ernesto Carvalho, Antônio Ricardo Sechis e a empresa de informática Adler Assessoramento Empresarial e Representação por improbidade administrativa, com enriquecimento ilícito, e deverão ressarcir os cofres públicos. Arruda e os demais réus tiveram os direitos políticos suspensos e estão proibidos de contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais. Além disso, deverão pagar multa pelo dano causado.

Do TJDF

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) relata que os réus integravam uma organização criminosa liderada pelo réu José Roberto Arruda, conforme denúncia do réu Durval Barbosa. De acordo com o denunciante, o grupo tinha como objetivo direcionar e fraudar contratações públicas de modo que as empresas integrantes fossem beneficiadas com elevados repasses de recursos públicos, que em seguida eram repartidos entre os membros da organização. O réu entregou, como prova, vídeos nos quais políticos, servidores públicos e empresários aparecem recebendo ou entregando dinheiro ilícito, acumulado junto a prestadores de serviços ao GDF. 

O MPDFT informa, ainda, que parte do dinheiro arrecadado pelos criminosos era destinado a corromper agentes públicos, dentre eles deputados distritais, com vistas a manter o apoio político do grupo, prática que ficou nacionalmente conhecida como “mensalão do DEM.” Os crimes ocorreram entre janeiro de 2006 e novembro de 2009. Reforça que a conduta causou perda patrimonial e desvio de bens públicos, o que representa violação aos deveres de honestidade, legalidade e imparcialidade. Também foram denunciados o ex-vice governador do DF, Paulo Octávio Pereira, e Marcelo Carvalho de Oliveira.  

Na decisão, o magistrado concluiu que o depoimento do colaborador (Durval Barbosa), a gravação que capta a voz de José Roberto Arruda em conversa com outros interlocutores, onde faz referência expressa à arrecadação de propinas das empresas de informática, e o destino do dinheiro, gravado em vídeo, que se conectam e ajustam com as demais provas, são contundentes em relação à conduta comissiva e dolosa do réu, o então governador, no referido esquema de corrupção, em especial aquele relacionado aos contratos firmados com a pessoa jurídica Adler. “O elemento subjetivo, dolo, está patente na conduta do réu Arruda, conforme exige a lei de improbidade administrativa, inclusive após as alterações promovidas por legislação no curso deste processo. No caso de enriquecimento ilícito, devidamente comprovado, o dolo é inerente à conduta”, afirmou o magistrado.  

O julgador identificou, ainda, que ficou comprovado apenas o pagamento de propina quanto aos contratos firmados com a Adler, no valor de R$ 88 mil, quantia entregue (em espécie) pelo réu Antônio Seichis, representante da empresa, com o propósito de manter a prestação de serviços de informática com a Administração Pública Distrital. A operação aconteceu no gabinete de Durval Barbosa (Secretário de Estado de Relações Institucionais à época), conforme prova vídeo anexado ao processo e confirmado em sede judicial pelo depoimento do réu. O referido valor é o que deve ser restituído pelo réu, de forma integral e solidária com os demais acusados. 

O Juiz explicou que a multa é um plus no dever de indenizar, impondo aos agentes ímprobos um prejuízo de natureza financeira além do só ressarcimento. “No caso, o acréscimo corresponde ao prejuízo causado ao erário. Como regra de coerência, a multa civil corresponde ao mesmo valor do prejuízo”. 

José Roberto Arruda, José Geraldo Maciel, Durval Barbosa, Antônio Sechis, Ernesto Carvalho e a Adler Assessoramento foram condenados à reparação do dano no valor de R$ 88 mil, de forma solidária. Arruda teve os diretos políticos suspensos pelo prazo de 12 anos, enquanto os demais réus por 10 anos. Todos deverão efetuar o pagamento de multa no valor equivalente ao acréscimo patrimonial, ou seja, R$ 88 mil, e estão proibidos de contratar com o Poder Público ou receber incentivos fiscais ou creditícios por 10 anos.  

Os réus Paulo Octávio Pereira e Marcelo de Oliveira foram inocentados 

Cabe recurso. 

Acesse o PJe e confira o processo: 0052807-83.2014.8.07.0018  



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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Durval nega ter doado dinheiro para Arruda comprar panetone

Terça, 3 de novembro de 2014
Ex-secretário diz ter assinado recibos a pedido do então governador do DF. Defesa de Arruda confirma que doações ocorriam de fato

Arthur Paganini — Correio Braziliense

O ex-secretário de Relações Institucionais do Governo do Distrito Federal, Durval Barbosa confirmou, em audiência realizada nesta manhã, na 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), nunca ter feito doação para o ex-governador José Roberto Arruda (PR) comprar panetones para presentear pessoas carentes às vésperas do Natal.

Leia a íntegra em:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2014/11/03/interna_cidadesdf,455808/durval-nega-ter-doado-dinheiro-para-arruda-comprar-panetone.shtml
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Tony Panetone

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Após quatro anos, denúncia do ‘panetonagate’ contra Arruda volta a andar

Quarta, 28 de maio de 2014
Juiz deu dez dias para ex-governador se defender da acusação de obrigar o delator do mensalão do DEM a assinar recibos em branco para compra de panetones a fim de justificar vídeo em que aparecia embolsando R$ 50 mil

Do Congresso em Foco

Por Eduardo Militão
“Panetones” eram justificativa para flagrante de R$ 50 mil recebidos da mãos de Durval
Com cerca de quatro de atraso, voltou a andar o processo do “panetonegate” contra o ex-governador do Distrito Federal e pré-candidato ao Palácio do Buriti José Roberto Arruda (ex-DEM, hoje no PR). O juiz da 7ª Vara Criminal de Brasília, Atalá Correia, confirmou a denúncia e determinou que o político apresente sua defesa em dez dias sobre a acusação de falsidade ideológica [veja aqui]
O Ministério Público, que já havia acusado Arruda de ser “chefe da quadrilha” que operou o chamado mensalão do DEM, sustenta que ex-governador obrigou o delator e operador do esquema, Durval Barbosa Rodrigues, a assinar recibos em branco para justificar um vídeo em que ele recebe R$ 50 mil. Com os recibos, a defesa do então governador passou a alegar que os recursos eram doações para comprar panetones a serem distribuídos a famílias carentes no Natal.
Leia a íntegra
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Veja movimentação do processo no TJDF.

sábado, 20 de novembro de 2010

Olha o panetone!


Sábado, 20 de novembro de 2010
A imprensa divulga que o panetone já começa a invadir padarias e supermercados da capital. Isso dá até tremor no contribuinte brasiliense. A última vez que ouvimos falar em panetone teve até governador cassado e passando dias na cadeia. Poucos dias, é verdade. Mas que ficou na cadeia, ficou.
MC Paulada - Funk da Caixa de Pandora

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ele está solto. Nosso dinheiro não

Terça, 13 de abril de 2010
Arruda

Oração da Propina

Leonardo Prudente

Júnior Brunelli

Colaço, o dono de jornal.

Eurides, a professora

"Na Hora" em que Luiz França passa o troco. Veja de quem é a foto na parede.

Doutor em operações nada éticas

Assessoria em coisas sujas

Luiz Naves, a Codhab dá casa, comida e roupa lavada.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

E Arruda pode continuar na cadeia

Segunda, 12 de abril de 2002
Fernando Gonçalves, ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que é o relator do inquérito 650, o da Operação Caixa de Pandora, ainda não divulgou se coloca hoje em apreciação na Corte Especial do Tribunal o pedido de revogação da prisão de Arruda. O pedido foi feito pela defesa de Arruda.
O relator pode incluir o pedido na sessão da Corte Especial, sessão que será a última antes de Fernando Gonçalves se aposentar. Caso considere que ainda não tem todas as informações necessárias para a decisão, ele pode adiar a decisão.
Enquanto isso, Arruda permanece preso na Polícia Federal. Ontem ele completou dois meses de cadeia.
O governador cassado está preso por ter, no entendimento do STJ, tentado obstruir a justiça, inclusive com a tentativa de subornar testemunha. A testemunha Edmilson Sombra sofreu assédio de auxiliares diretos de Arruda, para que declarasse à PF e à Justiça que Durval Barbosa, o Cinegrafista do Cerrado, havia editado e alterado as filmagens.
Aquelas filmagens em que Arruda aparece ensacando dinheiro, a deputada Eurides Brito (que vai ser eleitora nas tais eleições indiretas para governador) embolsando grana, a filmagem de Leonardo Prudente e Júnior Brunelli pegando dinheiro e fazendo a famosa oração da propina, a do presidente da Codhab (Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF) precisando tirar jornal da bolsa para que coubesse mais dinheiro.
E também a do proprietário de um jornal do DF literalmente encuecando dinheiro sujo, bem como as filmagens do deputado confessando que fraudou licitação na CLDF. A do candidato a distrital Luiz França, diretor no serviço Na Hora, pegando dinheiro e até dando troco. Por falar em Luiz França, ele já anda a mil, fazendo sua campanha para distrital. Neste sábado estava no Gama se reunindo com "cabos eleitorais".
Todas essas fitas deveriam ser apontadas pelo jornalista Edmilson Sombra como tendo sido fraudadas por Durval Barbosa. É por isso que Arruda está preso. O STJ entendeu que ele e mais cinco de seus auxiliares tentaram obstruir a Justiça.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, continua defendendo a continuidade da prisão de Arruda. Entende que até todas as provas serem coletadas Arruda e seus auxiliares, estes encarcerados na Papuda, representam risco para o bom andamento das investigações. Depois da coleta de provas o próprio Gurgel já disse que pedirá a soltura de Arruda. Esperamos que após isso, ele peça a prisão em razão do que a sociedade de Brasília e do Brasil viram na TV.

domingo, 11 de abril de 2010

Dois meses de cadeia

Domingo, 11 de abril de 2010
Nenhuma matéria, nenhuma referência por menor que fosse, foi publicada sobre o assunto na grande mídia de Brasília neste domingo. Arruda, apontado como o grande líder do escândalo estourado pela Operação Caixa de Pandora, completa daqui a alguns minutos dois meses de cadeia. Ele encontra-se  preso numa cela da Polícia Federal.
Está preso por ter, segundo entendeu o Conselho Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça), tentado subornar uma das testemunhas do inquérito que apura a corrupção no governo do qual fez parte. As tentativas de suborno do jornalista Edmilson Sombra foram filmadas pela própria testemunha. Além do governador cassado, também estão presos pelos mesmos motivos mais cinco dos seus auxiliares. Os cincos estão no xadrez da Papuda, casa de custódia e penitenciária de Brasília.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Arruda continua no xadrez

Quinta, 8 de abril de 2010
Enquanto ocorriam as inscrições dos dez candidatos a governador-tampax, sendo o de maior simpatia  junto à população Tony Panetone, o ex-governador Arruda era mais uma vez derrotado na Justiça. O ministro Fernando Gonçalves do STJ (Superior Tribunal de Justiça), relator do inquérito da Caixa de Pandora, negou o pedido de Arruda para analisar ontem o habeas corpus. A defesa do encarcerado queria que a Corte Especial do STJ analisasse ontem o pedido. No mínimo o acusado ficará na prisão da PF até o dia 12 de abril, quando haverá nova sessão da Corte Especial do tribunal.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mendes pede à PGR informações sobre intervenção na Câmara Legislativa do DF

Quarta, 7 de abril de 2010
da Agência Brasil
Lísia Gusmão - Repórteres da Agência Brasil

Brasília – O relator do pedido de intervenção no Distrito Federal, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, pediu hoje (7) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) explique como a medida seria aplicada na Câmara Legislativa.

“Tanto nos casos em que é necessária a nomeação de interventor, quanto naqueles em que ela se revelar prescindível, é indispensável que a intervenção, antes de sua efetivação, tenha sua amplitude, seu prazo e suas condições definidos e especificados. É necessário que o procurador-geral explicite o pedido formulado para apontar como se daria a intervenção federal na Câmara Legislativa do Distrito Federal”, afirmou o ministro Gilmar Mendes no pedido de informações encaminhado à PGR.

Tanto o governo do Distrito Federal quanto a Câmara Legislativa são alvo do pedido de intervenção formulado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, com base no envolvimento de integrantes do governo e deputados distritais no esquema de arrecadação e distribuição de propina, segundo investigação da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF).

“Gostaria muito de poder dizer que, com o passar do tempo, os fatos evidenciaram que a intervenção já não é necessária. Infelizmente, os fatos só têm evidenciado que a intervenção continua extremamente necessária. Não há dúvida de que o envolvimento de uma grande parcela dos integrantes da Câmara Distrital preocupa muito e é um dos aspectos mais relevantes no sentido de que a intervenção é indispensável”, sustenta Gurgel.

O pedido de intervenção foi feito no dia 11 de fevereiro, quando o então governador José Roberto Arruda teve a prisão preventiva decretada pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por tentar interferir nas investigações da PF.

Segundo Gurgel, as investigações apontam que o esquema de corrupção desarticulado na Operação Caixa de Pandora é ainda mais amplo. Ele disse que a expectativa da PGR era de que a intervenção fosse julgada pelo Supremo na próxima semana, mas, com o pedido de informações feito por Gilmar Mendes, o processo deve atrasar.

A Corte Especial do STJ deve julgar na próxima segunda-feira (12) o pedido de revogação da prisão preventiva de Arruda feito por seus advogados. Contudo, se depender da PGR, o ex-governador permanecerá preso até o fim da fase de coleta de provas.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Dono da empresa que construiu a ponte JK prestou depoimento à PF

Segunda, 5 de abril de 2010
José Celso Gontijo, dono da JC Gontijo, empresa de engenharia, e que foi filmado entregando o que seria dinheiro a Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais de Arruda, prestou depoimento ontem (5/4) à Polícia Federal. Também prestaram depoimento o ex-deputado Pedro Passos e Mariane Vicentin, ex-mulher de Arruda. O que falaram à PF, se é que falaram, a imprensa não sabe até agora.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Nova tentativa de sair da “masmorra”

Segunda, 29 de março de 2010
Os médicos dizem que a saúde de Arruda não inspira tantos cuidados. Que ele está abatido todos nós sabemos, mas certamente menos do que o GDF.
Ele ficou calado hoje no depoimento que deveria dar à Polícia Federal. Não falou, ficou mudo feito passarinho na muda.
Agora é a defesa dele que fala. Foi dada entrada hoje no STJ (Superior Tribunal de Justiça) uma nova ação requerendo a soltura do ex-governador. Preso há 46 dias na Polícia Federal, os advogados lutam de todas as maneiras e com todos os argumentos para tirá-lo da “masmorra”. Mais uma vez a saúde de Arruda será argumento para a soltura. Espera-se que ele curta sua prisão por mais alguns dias, pelo menos até terminar a fase atual das investigações do inquérito 650.

Fala, Arruda!

Segunda, 29 de março de 2010
Arruda bem que poderia abrir o jogo, contar o que sabe de toda a corrupção, apontar todos os corruptos, nomear todos os deputados que fizeram parte do esquema alvo da Operação Caixa de Pantora, contar as "conversas" que teve com parlamentares da base, e também com alguns da oposição. Fazendo isso estaria ao menos uma vez na sua vida pública prestando um serviço a Brasília. Ele depõe hoje na Polícia Federal. O governador cassado completa nesta segunda-feira 46 dias na prisão.
Outro que poderia contribuir com o Distrito Federal é o ex-secretário Wellington Moraes, preso há 44 dias na Papuda, e que também depõe nesta segunda-feira à PF. Ele sabe muito de quase tudo o que aconteceu nos últimos anos na imunda e corrupta política de Brasília.

terça-feira, 23 de março de 2010

Ele pensa que enrola, mas não enrola

Terça, 23 de março de 2010
Pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, Arruda ficará preso até o final das investigações. A desistência de Arruda de recorrer contra a cassação do mandato de governador não sensibilizou Roberto Gurgel, que entende que mesmo afastado do cargo o ex-governador ainda representa um risco para a produção de provas do inquérito da Caixa de Pandora.

Arruda, um cidadão comum. Já pode ir para a Papuda

Terça, 23 de março de 2010
Esperto, esse garoto. Ao não recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitora) contra a decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), Arruda dá mais uma tacada no jogo político. Sua decisão encerra o processo de impeachment na Câmara Legislativa, mas preserva o seu direito de concorrer nas eleições de 2014. Isso caso não venha a ser condenado por crime de corrupção.
Se insistisse em ter de volta o mandato de governador, Arruda seria cassado e ficaria inelegível por oito anos.
Hoje às 19 horas se encerra o prazo para que Arruda possa recorrer da cassação no TRE. Após este prazo a CLDF (Câmara Legislativa do DF) extinguirá o processo de impeachment e também o de concessão de autorização para que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) processe Arruda por falsidade ideológica na fraude de recibos apresentados à Justiça. Os tais recibos dos Panetones.
Não recorrendo ao TSE, como anunciou ontem em carta aos seus advogados, Arruda passa a ser um cidadão comum. Já pode ser encaminhado à Papuda, casa de detenção e penitenciária de Brasília. Como tem curso superior, terá direito ainda a prisão especial, mas já sem alguns dos confortos que mantém na Polícia Federal, como é o caso de ar-condicionado e visita diária de familiares.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Nova tentativa de soltar Arruda

Segunda, 22 de março de 2010
Vale tudo para tentar soltar Arruda da prisão. A defesa do ex-governador entrou novamente hoje com pedido de revogação da prisão. Uma cópia da carta de Arruda enviada hoje ao TRE informando que não recorreria da cassação foi usada pelos advogados. Com isso eles tentam sensibilizar o STJ (Superior Tribunal de Justiça) para que revogue a prisão.
Com o poder que acumulou enquanto governador Arruda poderia ainda tentar influenciar testemunhas do inquérito da Caixa de Pandora, apesar de já não se achar tão poderoso quanto antes. Soltá-lo talvez possa trazer problemas para a boa apuração dos crimes.

domingo, 14 de março de 2010

Defesa tentará amanhã tirar Arruda da cadeia

Domingo, 14 de março de 2010
O jornal A Tarda, da Bahia, publica notícia da Agência Estado informando que a defesa de Arruda deseja entrar ainda amanhã (15/3) no STJ (Superior Tribunal de Justiça) com um pedido de revogação da prisão do governador. Arruda está preso há 31 dias sob a acusação de tentativa de suborno de testemunha em processo que corre contra ele (Operação Caixa de Pandora) no STJ.
Segundo a notícia, a estratégia foi definida na reunião de ontem à noite entre os advogados e o governador encarcerado. A defesa vai alegar “excesso de prazo” dentro da cadeia, problemas de saúde e também de que Arruda não representa mais perigo às investigações.
Quanto à saúde, os médicos que examinaram o governador disseram que nada havia que pudesse preocupar. Já quanto ao “excesso de prazo” na cadeia, o que se tem de observar é que as investigações estão ainda em curso.  Se Arruda não representa mais perigo às investigações, poderíamos nos lembrar das repugnantes imagens da tentativa de suborno, quando o jornalista Sombra recebeu uma bolsa com dinheiro de um suposto emissário do governador.

sábado, 13 de março de 2010

Apagar a velinha

Sábado, 13 de março de 2010
Aniversário de um mês. Arruda completa hoje, 13 de março,  30 dias de prisão na Polícia Federal, sob a acusação de suborno de testemunha da Operação Caixa de Pandora, aquela que revelou vídeos e áudios de empresários e políticos, inclusive o próprio Arruda, recebendo dinheiro de propina.
Que muitos outros 30 dias sejam também comemorados.

Uns querem, outros não

Sábado, 13 de março de 2010
Advogado vai pedir ao STJ reexame da prisão de Arruda, por achar que há razões de sobra para isso. Ele negou que vá pedir a prisão domiciliar para o governador.
Mas tem gente achando que há razões de sobra para que Arruda continue na Polícia Federal até o final das investigações.

Movimentação típica de corruptos

Sábado, 13 de março de 2010
Segundo o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf) 15 empresas e pessoas físicas investigadas pela Polícia Federal no inquérito da Operação Caixa de Pandora apresentaram movimentações financeiras atípicas, a partir de 2004.
Resta agora à Justiça requisitar os nomes desses figurões que estão dentro da Caixa de Pandora, para que possam ser colocados na caixa da Papuda.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Arruda na cadeia até o final das investigações. É o que defende o procurador-geral da República

Quinta, 11 de março de 2010
da Agência Brasil
Arruda deve continuar preso até o fim das investigações, reforça procurador-geral da República
Lísia Gusmão - Repórter da Agência Brasil

Brasília - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, reiterou hoje (11) que o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), deve permanecer preso até o fim das investigações da Polícia Federal (PF) sobre suposto esquema de arrecadação e pagamento de propina desarticulado com a Operação Caixa de Pandora. Segundo Gurgel, há um empenho para que as investigações sejam concluídas "no menor espaço de tempo possível". Contudo, acrescentou, trata-se de um "esquema criminoso muito complexo".

"Tão logo essa investigação esteja concluída, o Ministério Público será o primeiro a opinar pela soltura do governador. Só não queremos que ele interfira na produção da prova. É um esquema criminoso muito complexo e, portanto, a conclusão das investigações é algo igualmente complexo, e está dependendo de uma série de diligências da Polícia Federal", disse o procurador-geral da República.

Questionado sobre o fim do prazo de prisão preventiva, Gurgel respondeu: "Isso não existe, estamos ainda longe".

Ele informou ainda que deve entregar até segunda-feira (15) seu parecer sobre o pedido de intervenção no Distrito Federal. "Estou fazendo todo o esforço para ver se consigo devolver até amanhã (12). Se não for possível, na segunda-feira estarei devolvendo. Estou examinando com toda a cautela as alegações produzidas pelo governo do Distrito Federal e pela Câmara Distrital."