Domingo, 12 de junho de 2016
Quebra de sigilos revelaram novas suspeitas envolvendo o ex-senador do Distrito Federal, preso em abril
Um contrato de direitos de propriedade intelectual reserva 3,33% dos
lucros da venda da pílula do câncer para o operador do bicheiro
Carlinhos Cachoeira em negócio com o ex-senador Gim Argello (PTB-DF),
que ficaria com 30%. Réu e preso por corrupção, concussão, lavagem de
dinheiro e pertinência a organização na Operação Lava-Jato, o
ex-parlamentar participaria do negócio por meio de uma empresa de seu
filho, a HTS Investimentos. O uso do remédio foi suspenso por decisão do
Supremo Tribunal Federal.
Um email do advogado Clodoaldo Andrade, obtido pelo Correio, foi
enviado para Gim e Gleyb Ferreira da Cruz — braço-direito de Cachoeira e
condenado em primeira instância a 7 anos e 8 meses de prisão por ser
operador do bicheiro, dono do laboratório Vitapan e pivô da Operação
Monte Carlo. A mensagem, de 6 de janeiro, sucede outra, enviada com
outro contrato em novembro de 2015, redigida depois de uma reunião do
ex-senador com o criador da chamada “pílula do câncer”, o professor
aposentado da Universidade de São Paulo Gilberto Chierice.