Sexta, 6 de maio de 2016
Do Correio da Cidadania
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Escrito por Raphael Sanz, da Redação
Não é de hoje que a educação no estado de São Paulo vem passando por
um processo de sucateamento, que ora culmina com a inédita ocupação dos
secundaristas da Assembleia Legislativa de São Paulo. Mas não é só de
educação que vivem os escândalos dos governos estaduais paulistas. O
mesmo se denuncia no transporte, na segurança pública, no saneamento, na
saúde e em tantas outras áreas acusadas de má gestão e corrupção. Pouco
antes da ocupação da Alesp, o Correio conversou com Carlos Giannazi,
professor e deputado estadual pelo PSOL.
“Em relação à máfia da merenda, um caso gravíssimo, nós queremos
implantar aqui uma CPI. Podemos dizer que foi uma quadrilha organizada
aqui em São Paulo que se apoderou do dinheiro da merenda escolar. Uma
quadrilha formada por empresários, agentes do governo, pessoas ligadas
diretamente ao núcleo do governo e da Casa Civil, tanto que Fernando
Moita, um dos principais envolvidos, é nada menos que o chefe de
gabinete do Edson Aparecido, chefe da Casa Civil. Ou seja, o esquema
estava no coração do governo”, disparou.
Para ele, o governo Alckmin é fraco, corrupto e só consegue manter-se
no poder devido à enorme força e blindagem que recebe de setores
importantes das instituições paulistas, especialmente da Assembleia
Legislativa (Alesp) estadual. Apesar de não enxergá-lo na ordem dia,
Giannazi defende o impeachment do governador Geraldo Alckmin – em 2014
chegou a protocolar um pedido de abertura de processo, que foi negado.