“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

G1: 7 em cada 10 denúncias médicas envolvem Organizações Sociais de Saúde

Sexta, 24 de agosto de 2018
Do Ataque aos Cofres Públicos
Com fatos, exemplos concretos e divulgação de estudos temos mostrado nos últimos três anos que Organizações Sociais gerenciando serviços e unidades públicas aumentam em muito o nível de precarização nas contratações de força de trabalho e no cotidiano dos profissionais.
Reportagem do G1 desta quinta-feira (23), reafirma essas constatação que só os governos adeptos desse modelo de gestão insistem em fingir que não existe.
O portal teve acesso a dados do Sindicato dos Médicos e destaca de 7 em cada 10 denúncias que chegam à entidade envolvem profissionais que atuam no serviço público, só que vinculados a organizações sociais ou a empresas contratadas por essas OSs. Portanto, 70% dos problemas trabalhistas, incluindo falta de condições para atuação, envolvem terceirização e quarteirização dentro do serviço público de saúde.
Abaixo reproduzimos a íntegra da matéria em texto. Mas a reportagem também foi feita por meio de vídeo e veiculada no telejornal SPTV. Para ver acesse aqui
7 em cada 10 denúncias médicas em SP envolvem Organizações Sociais de Saúde, diz sindicato

quarta-feira, 14 de junho de 2017

TJDF mantém decisão do TCDF que afastou Renilson Rehem do Conselho da Saúde do DF; ele está também afastado desde abril de 2017, sob acusação de irregularidades, da direção do Hospital da Criança

Quarta, 14 de junho de 2017
Do TJDF

O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, por unanimidade, denegou a segurança e manteve a  decisão do Tribunal de Contas do Distrito Federal que, nos autos do proc. 27.787/2016, deferiu a medida cautelar requerida pelo Ministério Público para  determinar que o Conselho de Saúde do Distrito Federal - CSDF impeça que Renilson Rehem de Souza exerça as funções de Conselheiro até o encerramento das apurações de  irregularidades nos contratos de gestão firmados entre a Secretaria de Saúde do Distrito Federal – SES/DF e o Instituto de Câncer Infantil e Pediatria Especializada – ICIPE.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Em Pernambuco, prefeito sofre ação de improbidade após auditoria do TCE em OS

Quarta, 5 de abril de 2017
Do site Ataque aos Cofres Públicos e do Blog do Jamildo

Terceirização irregular na saúde não exigiu metas à entidade contratada. Não houve prestação de contas e nem controle social. Além disso, nem legislação própria havia no município para embasar a contratação de Oscip/OS.

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Mário Ricardo (PTB), prefeito de Igarassu, em Pernambuco, é alvo de ação civil pública por atos de improbidade administrativa. Além dele, secretários municipais são citados, bem como os responsáveis pela Oscip Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (IDESNE), que atua como terceirizada em vários serviços da Cidade.

Tribunal de Contas pede devolução de R$ 11,4 milhões para OS que geriu UPA

Quarta, 5 de abril de 2017
Do site Ataque aos Cofres Públicos / O Regional




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O Tribunal de Contas do Estado (TCE) [de São Paulo] notificou os responsáveis pelo Instituto Americano de Pesquisa Medicina e Saúde Pública (Iapemesp) para a devolução de R$ 11.449.391,69 recebidos da prefeitura de Catanduva em 2014.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

OSs deram prejuízo de pelo menos R$ 59 milhões à saúde do DF, diz MP

Terça, 22 de novembro de 2016
Do Metrópoles
Márcia Delgado

Esse é o valor cobrado na Justiça em contratos firmados com organizações sociais que teria sido desviado ou mal aplicado

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) cobra na Justiça o ressarcimento de pelo menos R$ 59 milhões em contratos firmados entre o governo local e organizações sociais (OSs) na área da saúde. Os valores são referentes a prejuízos que teriam sido provocados por esse tipo de parceria, segundo o MP, que terceiriza a gestão.
Entre os casos citados pelos órgãos de controle como prejudiciais aos cofres públicos do DF, estão os da Fundação Zerbini, da Cruz Vermelha de Petrópolis e da Real Sociedade Espanhola. No Programa Saúde da Família ou Família Saudável entregue à Fundação Zerbini, entre 1993 e 2005, sem prestação de contas, reclama-se a devolução de mais de R$ 20 milhões. 

domingo, 20 de novembro de 2016

Atuação de Organizações Sociais na saúde pública é debatida por órgãos de controle e fiscalização

Domingo, 20 de novembro de 2016
Do MP de Contas do DF
Encontro abordou experiências de entidades privadas na gestão da saúde pública e formas de fiscalização dessas entidades pelos órgãos de controle externo
A procuradora-geral de Contas do DF, Cláudia Fernanda; o procurador do MP junto ao TCU, Júlio Marcelo de Oliveira; e o conselheiro do TCE da Paraíba, Nominando Diniz, integraram o primeiro painel do encontro.

Os Ministérios Públicos de Contas do DF, do DF e Territórios (MPDFT) e do Trabalho (MPT) realizaram conjuntamente, na tarde desta sexta-feira (18), o encontro “Organizações sociais na saúde pública: a visão dos órgãos de controle e fiscalização”. O evento contou com a participação de autoridades, de entidades da área da saúde e da sociedade civil. Além de formas de fiscalização dessas entidades privadas pelos órgãos de controle externo, foram apresentadas experiências no Distrito Federal, Paraíba e Goiás, além de implicações trabalhistas e o resultado de investigações da Polícia Federal nessa área.

Entre os convidados, estavam o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, Nominando Diniz; o promotor de Justiça de defesa do patrimônio público do Ministério Público de Goiás, Fernando Aurvalle Krebs; a procuradora do trabalho de Brasília, Marici Coelho Barros Pereira; o delegado da Polícia Federal e professor de repressão a desvios de recursos púbicos da Academia Nacional de Polícia, Eduardo Moreno Izel; a promotora de Justiça de defesa da saúde do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Marisa Isar; e a procuradora-geral do MP de Contas do DF e presidente do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais de Contas, Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira.

Cláudia Fernanda trouxe casos emblemáticos de atuação de OSs no DF e as muitas falhas no processo de fiscalização e controle de serviços prestados por organizações sociais na área da saúde pública. “Neste tipo de contrato de gestão, é fundamental se ter acesso a planilhas detalhadas de custos para a comprovação do uso dos recursos. Sem isso a fiscalização não pode ser feita”, apontou Cláudia Fernanda. Ela destacou casos, por exemplo, como a contratação da Fundação Zerbini e do Instituto Candango de Solidariedade (ICS) para o Programa Saúde da Família ou Família Saudável, que teve início com contrato de gestão em 1999; a contratação da Cruz Vermelha, em 2000, e a contratação da Real Sociedade Espanhola de Beneficência, em 2009, para gerir o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM).

Em todos eles houve ações civis públicas ou de improbidade administrativas. A Justiça já reconheceu a nulidade de contratos celebrados e, também, a improbidade administrativa, de forma total ou parcial, de agentes públicos e de entidades privadas envolvidos. Porém, essas decisões foram proferidas após o fim da vigência dos contratos, quando milhões de reais já haviam sido repassados.

RELEMBRE A TRAJETÓRIA DAS OSs NO DF

 - Programa Saúde da Família ou Família Saudável entregue à Fundação Zerbini, entre 1993 e 2005. Sem prestação de contas, reclama-se a devolução de um prejuízo de mais de R$ 20 milhões de reais, até hoje, não cobrados;

- Gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAS), a cargo da Organização Social Cruz Vermelha, Petrópolis/RJ. Apesar de o GDF e de o MPDFT haverem ajuizado ações, com sentenças favoráveis, até hoje os recursos não foram ressarcidos. O valor é de quase R$ 9 milhões de reais;

- Gestão do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) pela Organização Social Real Sociedade Espanhola de Beneficência. O MPDFT e a Procuradoria Geral do Distrito Federal (PGDF) pleiteiam o ressarcimento aos cofres públicos de mais de R$ 30 milhões de reais, sem que até o momento esses valores tenham sido devolvidos;

- Gestão do Hospital da Criança de Brasília (HCB) pela Organização Social Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (ICIPE). O MPDFT ajuizou ação de improbidade administrativa que questiona o repasse de recursos públicos, por ausência de cálculo dos custos do Contrato de Gestão celebrado, dentre outros. Desde 2014 até setembro de 2016, o GDF já repassou ao ICIPE mais de R$ 187 milhões. Se computado o período do contrato de gestão, celebrado em 2011, o valor chega a R$ 280 milhões. O contrato atual vence em fevereiro de 2019. Até lá, ainda está previsto o repasse de mais R$ 383 milhões.

Além do Distrito Federal, operações dos Ministérios Públicos Estaduais e Federais, juntamente com as Polícias Civis e Federais, procuram desbaratar quadrilhas que se instalaram debaixo do rótulo das Organizações Sociais. Seus responsáveis têm sido presos, como, por exemplo, a recente operação “Maus Caminhos”, na qual figura uma Organização Social que pleiteia qualificação aqui no DF.

sábado, 19 de novembro de 2016

OSs: MP aponta irregularidades e secretário de Saúde desconversa

Sábado, 19 de novembro de 2016
Do SindMédico—DF
mp-discute-os
O secretário de Saúde do Distrito Federal, Humberto Fonseca, compareceu ao evento “Organizações sociais na saúde pública: a visão dos órgãos de controle e fiscalização”, mas não ficou para ouvir tudo o que os palestrantes convidados tinham a dizer. Assistiu ao primeiro painel, cumpriu a função de garoto propaganda do projeto de entrega da saúde pública do DF às Organizações Sociais (OS) diante das câmeras de TV, apesar de alegar rouquidão, e foi pego em contradição.