Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 20 de fevereiro de 2021

PAI FAZ PARTO DIFÍCIL E SALVA FILHO APÓS HOSPITAL TERCEIRIZADO DISPENSAR GESTANTE EM TRABALHO DE PARTO

Sábado, 20 de fevereiro de 2021

Do Ataque aos Cofres Públicos, com informações de A Tribuna 

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A qualidade do serviço e dos profissionais dos hospitais terceirizados para organizações sociais (OSs) não corresponde ao alto valor dos contratos firmados com os governos. Em Itanhaém, a terceirização do Hospital Regional Jorge Rossmann (HRJR), gerido pela Organização Social Instituto Sócrates Guanaes (ISG) teve seu custeio inflado desde que deixou de ser administrado de forma direta pelo Estado e passou a contar com médicos e funcionários terceirizados ou até quarteirizados. Veja mais aqui.

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo repassa mensalmente R$ 4,8 milhões mensais para que a Organização Social. O valor corresponde à quase o dobro do custo operacional anterior do equipamento, que era de R$ 2,7 milhões.

terça-feira, 21 de julho de 2020

ATÉ “QUINTERIZAÇÃO”! MÉDICOS DE HOSPITAL DE CAMPANHA FORAM CONTRATADOS SEM SABER NUM ESQUEMA SUSPEITO DE FRAUDE

Terça, 21 de julho de 2020
Intermediação de mão de obra” é o nome da fraude que, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), empresas quarteirizadas contratadas por OSs se utilizam para burlar a legislação trabalhista.

Do Ataque aos Cofres Públicos com informações da Agência Pública


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Uma reportagem especial da Agência Pública mostra com ricos detalhes a precarização dos vínculos trabalhistas de médicos e demais profissionais de Saúde nos hospitais públicos de São Paulo, geridos pelas organizações sociais (OSs). Mostra também a estreita relação desta precarização com a má qualidade dos serviços oferecidos à população usuária, inclusive nesse período de emergência sanitária.
A matéria explica os meandros utilizados por OSs e empresas por elas contratadas para fraudar as leis trabalhistas. Quarteirização e até quinterização estão presentes nessa realidade que há décadas ataca o SUS e os direitos de trabalhadores e usuários.
Reproduzimos abaixo a íntegra da reportagem, que apesar de extensa, é de leitura essencial para entender importância da luta contra a terceirização e privatização da saúde pública.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

OS: Justiça condena dez pessoas por peculato, em processos decorrentes da Operação Maus Caminhos no AM

Quarta, 27 de maio de 2020
Do MPF
Denúncias do MPF apontaram desvios de mais de R$ 11 milhões em verbas públicas destinadas a contratações para unidades de saúde do estado
Palavra Condenação em destaque no centro da imagem na cor azul. Na parte inferior direita está escrito na cor preta as palavras Maus Caminhos
Arte: Ascom MPF/AM
A Justiça Federal condenou dez pessoas por desvios de verbas públicas realizados por meio de pagamentos sem comprovação da prestação dos serviços contratados e de pagamentos integrais por produtos e serviços fornecidos parcialmente ou nunca fornecidos a unidades de saúde da capital e do interior do Amazonas. Somados, os desvios chegam ao valor de R$ 11.283.286,28. As cinco sentenças foram proferidas pela Justiça em ações penais movidas pelo Ministério Público Federal (MPF), em decorrência da Operação Maus Caminhos.
Além do médico e empresário Mouhamad Moustafa, foram condenados pelo crime de peculato, previsto no artigo 312 do Código Penal, Priscila Marcolino Coutinho, Jennifer Naiyara Yochabel Rufino Corrêa da Silva, Paulo Roberto Bernardi Galácio, Pablo Gnutzmann Pereira, Gilberto de Souza Aguiar, Pauline Azevedo Sá Campos, Paulo César Almeida de Souza, Rossycleia de Jesus Pinto da Silva e Aila Maria Lopes de Souza.

terça-feira, 10 de março de 2020

Após abrir a porta para OS, Governo de Araucária (PR) agora tenta receber na Justiça R$ 9,5 milhões

Terça, 10 de março de 2020
Do Site Ataque aos Cofres Públicos

Prejuízo foi causado pela antiga gestora do Hospital Municipal da cidade paranaense

Fonte: O Popular


Uma vez que Legislativos e Executivos abrem a porteira para a entrada das organizações sociais (OSs) e outros tipos de terceirização no serviço público, uma coisa é certa: vem prejuízo pela frente.
Os valores podem ser da casa dos milhões, como aconteceu em Araucária (PR).

sexta-feira, 6 de março de 2020

Organização social na saúde: Ministro mantém as medidas cautelares impostas pelo STJ a acusado na Operação S.O.S.

Sexta, 6 de março de 2020
Do STF
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o Habeas Corpus (HC) 177499, no qual a defesa do empresário Odir Mendes Filho requeria a revogação das medidas cautelares diversas da prisão impostas a ele pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no âmbito da Operação S.O.S., que investiga a atuação de organização criminosa na Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

OSs, máfia na saúde: Justiça condena réus da Operação Maus Caminhos por peculato em pagamentos superfaturados

Quinta, 15 de agosto de 2019
Do MPF
Valores pagos por serviço de lavanderia superavam em mais de 900% os valores de mercado; mais de R$ 630 mil foram desviados entre 2015 e 2016
Arte retangular com fundo marrom e a palavra Condenação escrita em letras claras.
Arte: Secom/PGR
A Justiça Federal condenou também a advogada Priscila Marcolino Coutinho a oito anos e quatro meses de prisão, a enfermeira Jennifer Naiyara Yochabel Rufino Corrêa da Silva a dois anos e dois meses de prisão e o empresário Erhard Lange a cinco anos e dez meses de prisão. Os quatro réus foram condenados pelo crime de peculato, previsto no artigo 312 do Código Penal.O médico e empresário Mouhamad Moustafa foi condenado a 11 anos e oito meses de prisão por pagamentos superfaturados a empresa Ita Serviços, por serviços de lavanderia prestados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Maternidade Tabatinga, no valor de R$ 630 mil. A sentença condenatória foi proferida pela Justiça Federal em ação penal movida pelo Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas, em decorrência da Operação Maus Caminhos.
Os pagamentos superfaturados foram realizados em contrato mantido pelo Instituto Novos Caminhos (INC) com a empresa Ita Serviços. Apesar de o contrato não prever o preço do quilo da roupa lavada, ao se considerar a média de roupa efetivamente lavada e o valor de R$ 50 mil pago mensalmente, ficou constatado que o preço pago por quilo, de R$ 27,77, superava em mais de 900% o valor do mercado. Por serviços semelhantes, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) pagava R$ 2,77 a cada quilo de roupa lavada.
Apuração do MPF indicou que foram emitidas 14 notas fiscais de serviços pelo INC para a Ita Serviços, entre os anos de 2015 e 2016. Do total de R$ 700 mil pagos à empresa, com recursos federais, R$ 630 mil correspondem ao superfaturamento.
A sentença judicial aponta que Mouhamad Moustafa era o principal receptor dos valores desviados dos fornecedores do INC, seja por superfaturamento ou pelo pagamento de serviços não prestados efetivamente. O médico, considerado o controlador de fato do INC, que recebia de volta uma parte dos valores pagos aos fornecedores, foi condenado pelo crime de peculato, assim como ao pagamento de multa de mais de R$ 1 milhão.
Priscila Marcolino Coutinho era responsável pela gestão financeira da organização criminosa e autorizava a transferência dos valores superfaturados à empresa Ita Serviços. Além da pena de prisão, a advogada foi condenada ao pagamento de multa superior a R$ 130 mil.
Já Jennifer Naiyara da Silva era a presidente do INC e assinou o contrato do instituto com a Ita Serviços. Como supervisora operacional dos contratos celebrados, tinha ciência dos pagamentos superfaturados e procurava manter o funcionamento da engrenagem criminosa. A enfermeira teve a pena reduzida em decorrência de acordo de colaboração premiada.
O empresário Erhard Lange era o proprietário e representante legal da Ita Serviços, responsável pela assinatura do contrato com o INC. Lange deverá também pagar multa de mais de R$ 230 mil.
Os réus foram condenados ainda ao ressarcimento dos danos causados ao patrimônio público de R$ 630 mil, corrigidos monetariamente.
A ação penal tramita na 4ª Vara Federal no Amazonas, sob o nº 8140-65.2017.4.01.3200. Da sentença, cabe recurso.
Operação Maus Caminhos – Em 2016, a Operação Maus Caminhos desarticulou um grupo que desviava recursos públicos por meio de contratos firmados com o governo do estado para a gestão de três unidades de saúde em Manaus, Rio Preto da Eva e Tabatinga, feita pelo Instituto Novos Caminhos (INC), instituição qualificada como organização social.
As investigações que deram origem à operação demonstraram que, dos quase R$ 900 milhões repassados, entre 2014 e 2015, pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) ao Fundo Estadual de Saúde (FES), mais de R$ 250 milhões teriam sido destinados ao INC. A apuração indicou o desvio de recursos públicos, além de pagamentos a fornecedores sem contraprestação ou por serviços e produtos superfaturados, movimentação de grande volume de recursos via saques em espécie e lavagem de dinheiro pelos líderes da organização criminosa.
As operações Custo Político, Estado de Emergência, Cashback, Vertex e Eminência Parda, desdobramentos da Operação Maus Caminhos, mostraram, ainda, o envolvimento de agentes públicos, de políticos da alta cúpula do Executivo estadual, entre eles o ex-governador José Melo, e de pessoas ligadas a agentes públicos em um esquema de propina criado para acobertar e colaborar com os desvios feitos pelo grupo que geria as unidades de saúde, liderado pelo médico Mouhamad Moustafa.
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O Gama Livre recomenda a leitura:

A máfia das OSs e a privataria na saúde pública. Nova fase da Operação Maus Caminhos cumpre mandados de prisão e buscas. Alvo da operação é o grupo do senador e ex-governador do Amazonas Omar Aziz (PSD). Mulher dele foi presa hoje

OSs — Maus Caminhos: superfaturamento, propina e pagamentos sem serviço motivam novas ações do MPF; superfaturamento chegava a 100%

terça-feira, 4 de junho de 2019

OSs suspeitas de corrupção na saúde indígena ficam com repasses suspensos

Terça, 4 de junho de 2019
Do Ataque aos Cofres Públicos, com informações do Repórter Brasil

Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) suspendeu repasses para organizações sociais que atuam na gestão de unidades do Mato Grosso.
As entidades são suspeitas de corrupção em contratos de prestação de serviço, como superfaturamento em aluguel de carros e aviões.
Os contratos são geridos por oito organizações sociais conveniadas pelo Ministério da Saúde. A pasta não revela o montante bloqueado desde janeiro de 2019, que afetou principalmente o pagamento de trabalhadores da saúde que atendem as comunidades indígenas. Em 2018, o governo brasileiro gastou R$ 1,6 bilhão com o programa de saúde indígena – sendo 45% repassados para as conveniadas. Até 23 de maio deste ano, os gastos somavam R$ 490 milhões – valor 25% abaixo da média mensal do ano passado.
Estes e outros dados foram publicadas em uma matéria do Reporter Brasil, que denuncia ainda mortes de crianças indígenas depois que o Governo de Jair Bolsonaro substituiu os médicos cubanos do Programa Mais Médicos.
“O atendimento prestado pelos profissionais dentro do território indígena foi o mais prejudicado. Foram 3 meses de salários atrasados, então alguns ficaram sem saber se trabalhavam ou não”, disse Loike Kalapalo, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena do Xingu, que atua na fiscalização do convênio.  Os atrasos nos pagamentos voltaram a se repetir em maio.
As organizações indígenas e suas lideranças dizem que há muitos anos denunciam as fraudes nos contratos com as conveniadas. “Isso acontece em razão das indicações políticas para cargos de gestão na saúde indígena. O ministro Luiz Henrique Mandetta tem todos os meios para investigar esses casos. O que ele não pode é prejudicar as comunidades indígenas e sustar contratos e repasses”, diz Eloy Terena, assessor jurídico da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

sexta-feira, 24 de maio de 2019

OSs. Problemas na terceirização da saúde

Sexta, 24 de maio de 2019
Do Site Ataque aos Cofres Públicos, com informações de outros veículos da imprensa

1. Problemas na terceirização do Hospital de Itanhaém irritam a população

Vários vereadores cobram explicações sobre Hospital Regional Jorge Rossmann e dizem que atendimento é insatisfatório
Quando o Hospital de Itanhaém estava prestes a ser terceirizado, o Ataque aos Cofres Públicos avisou que a decisão custaria caro ao erário e principalmente para a população.
Autoridades, inclusive os representantes do legislativo municipal se omitiram e nada fizeram para impedir a entrega do equipamento pelo Governo do Estado.
Agora que os problemas começam a vir à tona, estes mesmos parlamentares estão se posicionando contrariamente ao modelo de gestão e pedindo explicações ao Governo e à OS.
Eles alegam principalmente que há muita restrição de vagas para munícipes e moradores do entorno, como se a organização estivesse dificultando o acesso.
Conforme reportagem do Diário do Litoral, no último dia 14, os vereadores  aprovaram por seis votos, o requerimento de autoria do vereador Alder Ferreira Valadão (SD), que solicita à Secretaria Estadual de Saúde e ao Instituto Sócrates Guanaes informações sobre o Hospital Regional Jorge Rossmann.
No requerimento, é solicitada a quantidade de leitos disponíveis para atender os municípios abrangidos pelo Departamento Regional de Saúde (DRS IV) por especialidade. O documento ainda requer também os critérios adotados para a ocupação dos leitos e qual o volume mensal de recursos é utilizado por leito mensalmente e origem dos recursos.
Outro questionamento é se existe algum programa do Governo do Estado para ampliar o número de leitos e se positivo, os prazos e valores a serem investidos e ainda quais as especialidades que são atendidas atualmente.
“Precisamos do Hospital em sua plenitude para atender nossa população”, acrescenta. Alder também quer propor na Câmara Municipal uma audiência pública no final de junho com a Secretaria de Estado de Saúde e a DRS IV para elucidar o que de fato ocorre no Hospital.
O vereador Wilson Oliveira disse que deverá apresentar também, nas próximas sessões, um requerimento direcionado à Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (CROSS) para cobrar maior transparência. “O Município não pode arcar com uma responsabilidade que é do Governo Estadual. A UPA não suporta mais”, lembra.
João Rossmann do MDB vai além. Lembra que infelizmente as vagas somente aparecem quando a família do paciente procura a Justiça. “Infelizmente não está claro pra ninguém o que ocorre com esse Hospital”, lamenta.
O líder do Governo Marco Aurélio na Câmara, vereador Peterson Gonzaga Dias (DEM) quer que o CROSS aponte efetivamente quantas vagas está disponível para cada cidade que o Hospital atende. “A cidade chega a gastar o dobro com saúde. É preciso urgentemente resolver esse problema”, aponta.
Outro vereador que já cobrou o Hospital foi Dr. Carlos Antonio Ribeiro (PSDB). “Acho que todos os vereadores aqui já fizeram um requerimento cobrando explicações e eles sequer respondem”.
O hospital foi inaugurado pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB), em 30 de outubro de 2017, numa área de 12,9 mil metros quadrados, com oito pavimentos e heliponto, numa iniciativa entre a Prefeitura de Itanhaém e o Governo Estadual. Foram investidos R$ 66,5 milhões. Além de Itanhaém, atende os municípios de Mongaguá, Peruíbe, Itariri e Pedro de Toledo.
Histórico
O Hospital Regional de Itanhaém é uma unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Em 2007, o equipamento passou a ser gerenciado pelo consórcio público, por meio de um termo de parceria. Porém, com o vencimento do contrato, a Secretaria optou por mudar a gestão, entregando o prédio e o serviço para uma OS, ou seja, para uma empresa.
Um novo processo de escolha foi aberto e o COMSAÚDE foi impedido de participar. O Instituto Sócrates Guanaes (ISG) foi o vencedor e assinou contrato de gestão, publicado oficialmente em 6 de maio de 2017.
Antes, houve protestos e paralisação dos funcionários para tentar resistir às mudanças. Com a saída do CONSAUDE da administração do hospital, os concursados foram orientados a pedir transferência para a distante cidade de Pariquera Açu, onde também há um hospital gerido pelo Consórcio. Uma segunda opção era pedir exoneração do concurso para trabalhar para o ISG, sem a estabilidade de emprego.
Alertamos aqui no Ataque aos Cofres Públicos que o Governo do Estado, em vez de dar estrutura para as unidades e serviços serem geridos de maneira direta, resolveu deixar essa e outras unidades serem sucateadas até que a terceirização vire uma espécie de “solução mágica” para resgatar a qualidade dos serviços.
No caso do Hospital Regional de Itanhaém, o Estado investiu na ampliação das instalações e gastou com a modernização de equipamentos e o incremento de serviços. E depois de todo esse esforço financeiro, entregou tudo de bandeja para uma entidade privada que, ao que tudo indica, agora dificulta o acesso da população que precisa.
Como noticiou a imprensa à época, o custeio do Hospital com os novos serviços e com a contratação da OS quase dobrou, passando de R$ 2.709.000,00 para R$ R$ 4.845.391,00 mensais.
OS tem passado manchado
Em 2017, o ISG foi alvo de uma devassa nos contratos, realizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Junto com outras seis OSs que administram hospitais estaduais do Rio, o instituto foi investigado com o objetivo de evitar que o governo continuasse repassando recursos públicos a organizações sociais que descumpriam metas contratuais.
Contratados pelo ISG, os trabalhadores Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, ficaram dois meses (novembro e dezembro) sem receber salários e sem receber o 13º em 2016.
Uma visita da Defensoria Pública do Rio Janeiro realizada no Hospital também encontrou várias irregularidades. “(…) foram constatados déficits de insumos para nutrição enteral dos pacientes em estado crítico, inutilização temporária de sete leitos de Terapia Intensiva por escassez de medicamentos e materiais hospitalares e a não abertura de leitos de Unidade Intermediária Neonatal após a conclusão das reformas de adequação, por falta de recursos humanos”, escreveu o jornal A Tribuna, do Rio de Janeiro, em reportagem publicada em seu site.
O Instituto Sócrates Guanaes também foi condenado judicialmente por danos morais a um funcionário do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiânia (GO).
Neste mesmo hospital, em 11 de maio de 2016, o ISG foi destaque no noticiário por buscar o fechamento da UTI. Mostramos no site do Ataque aos Cofres Públicos, o quanto isso era incompatível com o fato de a mesma OS ter sido agraciada com um aumento de 65% nos repasses de dinheiro público, em vários aditivos, chegando a embolsar R$ 76,2 milhões por ano, só para o hospital.
Em outro escândalo, a OS foi acusada de gastar parte dos recursos encaminhados pela Secretaria de Saúde de forma irregular. Um relatório encaminhado à pasta pelo próprio instituto aponta quase R$ 70 mil gastos mensalmente (R$ 840 mil por ano) com o aluguel de imóveis e contratação de consultorias. A situação foi considerada ilegal pelo procurador do Estado Antônio Flávio de Oliveira.
Segundo documento obtido pelo Jornal O Popular, como tem sua origem em Salvador, na Bahia, a OS utiliza R$ 800,00 mensais para alugar sua sede em Goiânia e outros R$ 2,7 mil para manter um apartamento no Jardim Goiás. Dinheiro do contribuinte!
Mostramos ainda no AaCP o dia em que uma funcionária do HDT, cansada de ver tanta precariedade, filmou as instalações da unidade com vários problemas, como superlotação, atendimento em corredores e consultórios improvisados e aparelhos de Raio X quebrados.
E não é só. Em 2013, o Ministério Público denunciou o secretário de Saúde da época e quatro OSs que atuavam em Goiás, entre elas o ISG. Além de problemas trabalhistas, foram investigadas irregularidades relacionadas à terceirização ilícita de mão de obra.
Estados que investiram pesado em OSs na saúde sabem que o modelo não funciona e é porta aberta para desvios e desperdícios. Em Mato Grosso, após um prejuízo de no mínimo R$ 200 milhões apurado pela CPI das OSs, o esforço agora é para o Governo do Estado retomar a gestão direta dos hospitais regionais.
O governador Geraldo Alckmin faz exatamente o contrário. A despeito de todas as péssimas experiências trazidas pela terceirização em São Paulo e no Brasil, entrega cada vez mais equipamentos para o empresariado. O Hospital Regional de Itanhaém é só mais um. Quando a população e os trabalhadores vão se levantar?
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2. OS não cumpre metas em Hospital Infantil do Mato Grosso

Atendimentos emergenciais e ambulatoriais ficaram abaixo do contratado
Fonte: Jornal O Popular
É sempre assim quando organizações sociais (OSs) são contratadas para atuar na gestão pública: a despeito de embolsarem repasses milionários, trazem retorno em serviços muito aquém do esperado.
No Hospital Materno Infantil (HMI) tem sido assim. O Instituto de Gestão e Humanização (IGH), organização social que administra o equipamento, descumpriu metas do plano operativo de trabalho. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) pretende punir o Instituto após se deparar com o relatório de execução do contrato firmado entre a entidade e o Estado, no segundo semestre do ano passado.
O documento, encaminhado à Assembleia Legislativa, mostra que a entidade realizou 22.955 atendimentos de urgência e emergência no período, ficando 27,7% abaixo dos 31.500 contratados. No caso das atividades ambulatoriais, foram 14.924 realizadas. O número é 18,53% inferior às 18.318 contratadas.
Ao jornal O Popular, a SES informou que, “diante do descumprimento, a penalidade aplicada foi um ajuste financeiro com desconto de 10% para cada uma das duas áreas de metas não atingidas”.
No período os repasses para o IGH chegaram a R$ 39,5 milhões. A secretaria também afirma que “uma proposta será feita à OS” e, “caso haja acordo entre as partes, o contrato pode ser renovado após seu vencimento, no final do próximo mês”. “Se não, novo chamamento público será feito”.
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3. Ratos e negligência nas UPAs terceirizadas do Rio de Janeiro

Problemas, em unidades do Estado, geridas por OSs, foram destaque na imprensa fluminense

Fonte: G1 e O Globo

As UPAs do Rio de Janeiro são, em sua maioria, administradas de forma terceirizada, por organizações sociais (OSs). São entidades ditas do terceiro setor, que ganham milhões do poder público e prestam serviços mais do que questionáveis.
Na semana que passou dois exemplos repercutidos pela imprensa carioca comprovam o que dissemos acima. Ambos dizem respeito a unidades vinculadas à rede estadual, mas geridas por OSs.
Na UPA da Tijuca o inimaginável para uma unidade de saúde ocorreu. Ratos foram flagrados passeando tranquilos, à luz do dia, dentro da área da UPA.
O vídeo causou ojeriza nos telespectadores do telejornal da Rede Globo. Veja aqui.
O apresentador lembrou que se há ratos é porque há lixo e falta de higiene, o que é inadmissível em se tratando de um posto médico.
Já na UPA Ricardo de Albuquerque cenas dramáticas se desenrolaram após a morte de uma idosa. A família de Elza Hyppolito da Silva, de 75 anos, acusa a equipe de demorar para conseguir uma vaga de internação para tratar adequadamente a paciente.
Em desespero um dos filhos da vítima chegou a invadir a Unidade de Pronto-Atendimento com uma machadinha, acusando o serviço de descaso no encaminhamento do caso. Conforme reportagem do Jornal O Globo, a idosa sofreu um enfarte no dia 14 de maio, uma terça-feira. Daquele dia até domingo, dia 19, ela ficou internada na unidade de emergência. Cinco dias depois da entrada na unidade, ela não resistiu e morreu sem ter sido consultada por um cardiologista.
“Faltou a minha mãe ser transferida para um hospital de porte quando ela entrou. Isso não garantiria que ela estivesse viva, mas pelo menos ela passaria por um especialista. Se tivessem transferido ela assim que entrou, ela poderia ter sido salva. Porque depois piorou e nem poderia mais sair de lá de tão frágil que estava”, conta Antonio Carlos Hyppolito da Silva, de 55 anos.
Após receber a notícia da morte da mãe, o filho mais novo de Elza, Adriano da Silva, de 35 anos, teve um surto e invadiu a UPA com a machadinha. Ele foi preso. A família, que pagou a fiança e liberou o homem no mesmo dia, afirma que ele tem problemas psiquiátricos e se recusa tratamento. Adriano vai responder pelos crimes de dano ao patrimônio público e ameaça. Nenhum paciente ou profissional de saúde foi ferido, mas testemunhas relatam o pânico que tomou conta da unidade, que estava lotada.
“A gente não tem do que reclamar dos médicos. Mas ela precisava de um cardiologista e não de um clínico geral”, diz Antônio Carlos. “O único problema da UPA era a estrutura. Você pisava e parecia que ia abrir um buraco no chão. As paredes não pareciam firmes. E o ar-condicionado onde minha mãe ficou não estava funcionando direito. Ela reclamava muito do calor”.
A Secretaria estadual de Saúde alegou que a idosa chegou à unidade em estado muito grave e não tinha condições de transferência. A pasta admitiu o problema no ar-condicionado e afirmou que a organização social responsável pela unidade já apresentou um projeto para consertá-lo.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Resistência: Por U-NA-NI-MI-DA-DE Conselho de Saúde do DF rejeita a Lei Excremento do Demônio, aquela imposta por Ibaneis e que privatiza serviços de saúde e acaba com o quadro de concursados da Secretaria. E por Resolução

Terça, 29 de janeiro de 2019
A reunião do Conselho de Saúde do DF foi nesta terça (29/1).

O CSDF decidiu por unanimidade em reunião ordinária nesta terça (29/01/2019) aprovar Resolução contra a Lei Excremento do Demônio, a lei que o governador do DF empurrou goela abaixo dos usuários e servidores da rede pública de saúde. O Excremento do Demônio foi 'aprovado' por 14 votos dos 24 deputados distritais, e privatiza serviços da rede pública de saúde do GDF, coloca os cargos de concursados em extinção, o que fará com que dentro de algum tempo não haja mais concursados. É uma coisa horrível, por isso está sendo conhecido como a Lei Excremento do Demônio. Excremento, aí é pouca coisa, sem dúvida.

Veja vídeo dos momentos finais da Reunião do Conselho de Saúde do DF quando, por unanimidade, o Conselho aprovou resolução que:
  1. Rejeita a lei que instituiu o IGESDF, judicializando em caráter de urgência e criar uma Comissão no CSDF para construir uma proposta de organização da atenção terciária nos moldes do que aconteceu com a atenção primária e secundária  (Resoluções 465 e 505);
  2. E um grupo de trabalho para levantamento de todas as ações do IHBDF




A proposta aprovada por unanimidade foi a proposta 2, em vermelho na imagem abaixo. Clique na foto para melhor visualizá-la.

Ibaneis, mesmo sendo o autor do projeto de lei Excremento do Demônio, ainda não sancionou o aprovado pela CLDF (sempre ela), podendo, assim, 'cair na real' e simplesmente vetá-lo. Integralmente. 

Vídeo postado aqui às 17h07 desta terça (29/1).  Williamar Dias Ribeiro, Conselheiro distrital de saúde, fala na reunião do CSDF.

Saiba mais sobre a Lei Excremento do Demônio:

‘Excremento do Demônio’, a lei aprovada pela CLDF e que representa privatização da saúde e extinção do quadro dos servidores concursados, será discutida nesta terça (29/1) pelo Conselho de Saúde do DF (CSDF)

Ilha de excelência uma ova! É o caos no Instituto Hospital de Base de Brasília; madrugada ao relento, cadeira de rodas, mas de escritório, servindo para transporte de paciente

terça-feira, 23 de outubro de 2018

OSs — Maus Caminhos: superfaturamento, propina e pagamentos sem serviço motivam novas ações do MPF; superfaturamento chegava a 100%

Terça, 23 de outubro de 2018
O empresário e médico Mouhamad Moustafa e a empresária Priscila Marcolino Coutinho, que integravam a cúpula da organização criminosa que articulou os desvios, são réus em todas as ações de improbidade e nas ações criminais
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Do MPF
Superfaturamento chegava a 100% do valor real do serviço; pagamentos por fornecimento de serviços assistenciais e de software hospitalar foram feitos sem o devido serviço prestado
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou à Justiça Federal nove novas ações de improbidade administrativa e três ações criminais contra empresários, servidores públicos, ex-secretários de Estado e empresas envolvidas em desvios milionários de recursos da saúde no estado do Amazonas, revelados a partir da Operação Maus Caminhos. Superfaturamento em serviços prestados, pagamentos efetivados sem a contraprestação do serviço e pagamento de propina a agentes públicos estão entre as condutas que levaram o MPF a ajuizar as ações.
O empresário e médico Mouhamad Moustafa e a empresária Priscila Marcolino Coutinho, que integravam a cúpula da organização criminosa que articulou os desvios, são réus em todas as ações de improbidade e nas ações criminais.
Entre os réus nas ações de improbidade administrativa estão também as empresas Salvare, D de Azevedo Flores, Alessandro Viriato Pacheco e Amazônia Serviços e Comércio – fornecedoras do Instituto Novos Caminhos (INC) – e que receberam pagamentos superfaturados por serviços prestados a unidades de saúde administradas pelo INC: Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campos Sales, em Manaus; Centro de Reabilitação em Dependência Química Ismael Abdel Aziz (CRDQ), em Rio Preto da Eva; e Maternidade Enfermeira Celina Villacrez Ruiz, em Tabatinga.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

São as OSs, animal: MPF apresenta nova denúncia por lavagem de dinheiro contra réus da operação Maus Caminhos no AM

Quarta, 26 de setembro de 2018
Do MPF
Dinheiro desviado da saúde foi utilizado para compra de cota de casa de show Villa Mix Brasília, no valor de R$ 2 milhões
DJ utilizando aparelhagem em casa noturna. Foco na mão manuseando os equipamentos de som.
Foto: iStock

Na denúncia, o MPF requer que, ao final do processo, Mouhamad e Priscila sejam condenados pelo crime de lavagem de dinheiro, conforme dispõe a Lei 9.613/98, que prevê pena de três a dez anos de reclusão e ainda o aumento de referida pena de um a dois terços se os crimes forem cometidos de forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa. O MPF também pede a condenação dos denunciados ao dever de reparar os danos causados, devidamente atualizados.O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas apresentou nova denúncia à Justiça contra o médico Mouhamad Moustafa e a empresária Priscila Marcolino Coutinho pelo crime de lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações que embasaram a ação penal, os denunciados, que são réus na operação Maus Caminhos, usaram R$ 2 milhões em recursos desviados da saúde do Estado para compra de 30% de cotas da Sociedade JHLS Lanchonete e Choperia, referentes à casa de shows Villa Mix Brasília, localizada na capital federal.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

CPI entrará com mandado de segurança contra OSs que resistem em divulgar salários

Sexta, 3 de agosto de 2018
Entidades privadas que atuam na saúde pública se negam a revelar a deputados as remunerações de seus diretores

Do site Ataque aos Cofres Públicos e RBA

Fonte: Rede Brasil Atual  
Existe um decreto estadual e uma determinação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinando às organizações sociais contratadas pelo governo que divulguem as remunerações de seus diretores.

No entanto, as entidades privadas simplesmente ignoram solenemente a determinação, mesmo quando inquiridas oficialmente.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Pressionada pela imprensa, OS inicia demissões de parentes de diretor jurídico

Terça, 20 de junho de 2017
Do site Ataque aos Cofres Públicos

No cabide de empregos que virou a entidade, cinco pessoas ganhavam salários de R$ 5.472,22 a R$ 18.556,37. No total de vencimentos, a família ganhava R$ 58.817,30 por mês.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Serviço autônomo de saúde foi tema de audiência pública. Instituo HBDF, OSs e trecos assim foram criticados; presidente da Rede Sarah voltou a criticar a ideia do Instituto do Base

Sexta, 9 de junho de 2017
Governo Rollemberg ainda não respondeu questionamentos feitos pelo MPDF, mesmo considerando que estes aconteceram há tempos. Não respondeu por quê? Você leitor, imagina a razão da não resposta? 

Do MPF
170608 Audiência Pública PRDF NA 109 600 x 400

Mudanças que podem ocorrer no Hospital de Base do DF, caso a proposta de transformação desse hospital público em instituto seja aprovada na CLDF, bem como os serviços sociais autônomos e sua integração com o SUS, foram o foco do encontro.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Justiça divulga nota desmentindo o boato sobre fechamento do Hospital da Criança de Brasília (HCB)

Segunda, 8 de maio de 2017
Assim, as notícias veiculadas na mídia de forma tortuosa, repito, de fechamento, sucateamento, sobrevivência e outras inúmeras assertivas e opiniões sobre o processo contra o HCB não condizem com as decisões judiciais proferidas nos autos, apresentando-se como mera especulação.

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Do TJDF
Nota de esclarecimento sobre o Hospital da Criança de Brasília 

Em razão da repercussão na sociedade quanto ao propagado fechamento do HOSPITAL DA CRIANÇA DE BRASÍLIA – HCB, necessários alguns esclarecimentos para que os cidadãos tenham a notícia do que ocorre no processo judicial em trâmite na Justiça do Distrito Federal.

Em nenhum momento foi determinado ou cogitado nas decisões emanadas do juízo da 3ª Vara da Fazenda Pública do DF ou pelo colegiado do eg. TJDFT o “fechamento” do HCB ou “cortes no orçamento” ou ainda modificação ou intromissão na forma ou qualificação dos serviços médicos prestados pela Organização Social que administra o hospital. 

Não se falou uma única letra dos motivos jurídicos devidamente e exaustivamente fundamentados das decisões judiciais proferidas que culminaram no afastamento provisório do Superintendente Executivo do HCB, a pedido do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios, por 90 (noventa) dias, ocupado agora pelo seu Superintendente Adjunto por decisão deste juízo, ressaltando-se que o DF não quis indicar um servidor de seus quadros para esse mister, o que foi acolhido pelo Tribunal.

Outro ponto primordial se refere ao fato que os recursos recebidos pelo HCB são públicos, decorrentes dos impostos dos contribuintes e, não obstante a destacada excelência que vem sendo veiculada em todos os meios de comunicação e esferas dos três Poderes, as suas contas devem ser prestadas, haja ou não licitação, seja público ou privado. Essa prestação se baseia na própria lei que autorizou a contratação das Organizações Sociais, remetendo a fiscalização rígida do Ministério Público e aos Tribunais de Contas, nunca excluída a apreciação pelo Judiciário quando provocado, lembrando-se que há dois anos o TCDF, órgão auxiliar do Poder Legislativo, não analisa as contas do HCB.

Neste raciocínio, o Ministério Público tem o dever legal de fiscalizar e ajuizar as ações que entende pertinentes à defesa do patrimônio público e, aqueles que forem nessa forma procurados deverão se defender, observado o devido processo legal, com o contraditório e a ampla defesa. Caberá ao Poder Judiciário, em todas as suas instâncias, ao final, decidir. Ninguém está acima ou abaixo da lei. Nem o Juiz, o Ministério Público ou qualquer outra pessoa ou órgão que preste direta ou indiretamente serviço público com verba pública. Não se pode pretender na via oblíqua soltar “nuvens de fumaça”, especialmente expondo crianças, adolescentes e famílias - em tratamento de doenças graves -, à imagem pública, como se a Justiça não estivesse atenta aos carentes e necessitados de atendimento de saúde.

Entretanto, a excelência no atendimento e qualificação também exige a forma pormenorizada da prestação de contas. Enfim, o que se busca no momento processual da ação ajuizada pelo MPDFT é quanto recebe e como gasta o HCB, nos estritos termos da lei. O que está sendo gasto com recursos do erário é muito, pouco, adequado? Poderiam ser mais crianças atendidas com a mesma ou melhor qualidade com o que vem sendo gasto? Isso tem que ser esclarecido à sociedade. Ademais, a Ação de Improbidade Administrativa está ainda na fase inicial em que, após a defesa preliminar, o juiz recebe ou a rejeita, liminarmente.

Assim, as notícias veiculadas na mídia de forma tortuosa, repito, de fechamento, sucateamento, sobrevivência e outras inúmeras assertivas e opiniões sobre o processo contra o HCB não condizem com as decisões judiciais proferidas nos autos, apresentando-se como mera especulação.

Juiz JANSEN FIALHO DE ALMEIDA
Titular da 3ª Vara da Fazenda Pública do DF

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Leia a postagem a seguir e ouça o áudio da promotora Marisa Izar, da Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) do MPDF. Ela fala sobre o Hospital da Criança de Brasília.

Rollemberg em São Paulo, no lançamento de um tal Ibross, elogia OS de Brasília. Mas importante mesmo é ouvir o áudio da fala da promotora Marisa Izar no encontro realizado no último dia 18/11 e que discutiu OSs na Saúde.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

OS Inase dá calote em funcionários de UPA

Quarta, 19 de abril de 2017
Mais um fracasso da terceirização da saúde prejudicando população e trabalhadores.

E aquele governador de Brasília só pensa naquilo. Em OSs, Oscips, Ongs e Institutos. Toma jeito, cara! Veja o que está acontecendo de ruim com essas entidades picaretas Brasil a fora!
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upa-valinhos
Mais um exemplo do que significa terceirizar a saúde para Organizações Sociais. Em Valinhos, interior de São Paulo, uma situação criada por uma irresponsabilidade do prefeito adepto da lógica privatista e entreguista do SUS vitimou a população e funcionários de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

A UPA foi entregue para a OS Inase (Instituto Nacional de Assistência à Saúde e a Educação). A entidade não pagou corretamente e nem em dia os salários do profissionais. Eles foram demitidos no mês passado e até hoje sofrem para receber as verbas rescisórias.