“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 13 de junho de 2017

Instituto Hospital de Base: Bom para o DF ou jogo de cartas marcadas?

Política Distrital
POR KLEBER KARPOV · 13 DE JUNHO DE 2017


Para se tentar acabar com o caos da saúde pública do DF, aposta na melhoria do HBDF pode se tornar uma grande armadilha à Saúde do DF

Por Kleber Karpov

As cartas estão na mesa e o Projeto de Lei (PL) 1.486/2017, de autoria do Executivo, que institui o Instituto Hospital de Base do DF (IHBDF), pode ser apreciado nessa terça-feira (13/Jun), na Câmara Legislativa do DF (CLDF). O tema divide opiniões além de gerar debates que apontam, além de suposta inconstitucionalidade do PL,  a possiblidade de, os deputados distritais endossarem o início de um processo de terceirização da saúde pública do DF, sem precedentes.

De um lado, entidades sindicais, servidores, membro do Tribunal de Contas da União (TCU), conselhos regionais de Medicina e de Enfermagem, ex-gestores e instituições ligadas à Saúde, se posicionaram contrários ao PL. Do outro, o governo, parte do ‘controle social’, representado pelo Conselho de Saúde do DF (CDSF) e, para a surpresa de muitos, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), defendem a conversão do HBDF em instituto.

Atropelo

Um dos pontos controversos foi a rapidez com que o PL tramitou em algumas comissões da CLDF. Em manobra da base do governo na CLDF, dois dias após o governador do DF, o socialista, Rodrigo Rollemberg (PSB) encaminhar proposta à CLDF, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS)(15/Mar) deu parecer favorável ao PL, sem quaisquer discussões aprofundadas sobre a minuta.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Zero OSs na Saúde: Sindate não aceita a terceirização

Quinta, 23 de fevereiro de 2017
Do Sindate DF
Zero OSs na Saúde: Sindate não aceita a terceirização
Reprodução da internet

por Evely Leão

E quem disse que a ideia de implantar Organizações Sociais (OSs) na saúde tinha morrido se enganou completamente. De acordo com a matéria divulgada pelo Jornal Metrópoles, nesta terça-feira (21/02), “Hospital de Base pode virar instituto. Sindicato teme terceirização”, o Palácio do Buriti agora está com novas ideias, o governo pretende transformar o Hospital de Base em um instituto, com autonomia própria para gerir seus recursos e até para a contratação de pessoal, em outras palavras pretende terceirizar o HBDF.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Bruna da Saúde: ela destrói casas e ele, vidas e projetos de saúde, diz o SindSaúde

Quarta, 15 de fevereiro de 2017

Por Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde/DF

Os dois surfam na onda da destruição

E o arquiteto da destruição, o mensageiro do caos, o cavaleiro do apocalipse, Humberto Fonseca, Secretário de Estado de Saúde, continua com o seu "reinado" de horror e perseguição.  Em sua saga pela terceirização, elegeu os servidores para o flagelo e os pacientes para a morte...Hoje, publicou a Portaria 75 mudando, radicalmente, o instituto da remoção já regulamentado pela Lei 840/2011, onde sempre esteve previsto que, a bem da administração pública, os servidores poderiam ser removidos. Todavia, SEMPRE foi buscado uma equação, onde o interesse da administração convergisse com o bem-estar do servidor e a valorização do serviço preservando os direitos de assistência dos pacientes.

Agora, o Secretário para desativar "serviços" e programas de saúde reconhecidos nacionalmente e pela população local determinou que a remoção pode ser feita por ofício, SEM a anuência do servidor. O déspota em questão olvida principios elementares no gerenciamento de pessoas, a saber, o seu grau de satisfação, que funciona como mola propulsora da motivação! Esse desmonte, diabolicamente arquitetado, vai abrindo caminhos para a terceirização.

Os compromissos de campanha assumidos com os lobbystas e empresários serão cumpridos. Mouhamed Moustafá está preso, mas a teia que ele teceu, está firme e forte nesse governo. No lugar de profissionais capacitados, cabos eleitorais, inchando a máquina pública e deixando os pacientes jogados à propria sorte. É isso que começa a ocorrer em Ceilândia. Logo, todas as superintendências de saúde estarão aderindo a esse modelo de precarização imposto por Rollemberg e seu secretário.  Agora, ao invés do prazer, impera o medo na SES.

O assédio moral, que vinha ocorrendo em vários setores de forma velada, tomou proporções de tortura com essa nova portaria. Nas entrelinhas, a mensagem está clara "pra quem está de nosso lado, tudo; aos opositores, a portaria 75"! Até quando, os órgãos de controle, Correição e Justiça, assistirão a esse massacre contra tudo e todos, impávidos, em sua omissão???

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

GDF suspende qualificação de duas OSs suspeitas de irregularidades

Quarta, 21 dezembro de 2016
Medida foi tomada seis meses depois de alerta do Ministério Público de Contas e atinge duas organizações sociais de saúde: Gamp e Isac

Do Metrópoles
Maria Eugênia
Seis meses depois de o Ministério Público de Contas do Distrito Federal (MPC/DF) denunciar irregularidades no processo de seleção de organizações sociais (OSs) para atuar na gestão da rede pública de saúde, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) suspendeu o decreto de qualificação do Instituto Saúde e Cidadania (Isac) e do Grupo de Apoio a Medicina Preventiva e a Saúde Pública (Gamp).
A medida foi tomada, segundo o GDF, em função das “graves denúncias de irregularidades” identificadas em atividades empreendidas pelas duas instituições. Desde o início do ano, o Palácio do Buriti vem sendo pressionado pelos órgãos de controle para barrar a entrada das OSs no Distrito Federal. Em 22 de junho deste ano, o Metrópoles publicou reportagem com o alerta do MPC. A suspensão fica mantida até a apuração de todos os fatos.
Leia a matéria do Metrópoles clicando aqui
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Leia mais sobre OSs em:

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

ORGANIZAÇÕES SOCIAIS: Joe Valle é contra OSs na saúde pública

Segunda, 19 de dezembro de 2016
Do Jornal Destak e Blog do Sombra


O deputado distrital Joe Valle (PDT), eleito o novo presidente da Câmara Legislativa, disse ser contra o projeto de lei de autoria do Executivo que quer transferir a administração de Unidades de Saúde para as mãos de Organizações Sociais (OSs). "As OSs não são a salvação da lavoura. A saída para saúde não é apenas privatizar", afirmou o político ao Destak.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Com votos dos distritais Israel e Luzia de Paula, projeto que permite contratação de OSs na Saúde é aprovado em comissão; os 2 deveriam ter participado do "Encontro A Fiscalização das Organizações Sociais pelos Órgãos de Controle Externo". Se tivessem participado, não votariam como votaram

Segunda, 12 de dezembro de 2016
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Só o texto dos três parágrafos imediatamente abaixo são de Denise Caputo, da Coordenadoria de Comunicação Social da CLDF.

Polêmico, o projeto de lei do Executivo que trata da contratação de organizações sociais na área da saúde – PL nº 1.186/2016 – passou pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Câmara Legislativa, em reunião extraordinária nesta segunda-feira (12). A proposição foi aprovada com 11 emendas com os votos favoráveis dos deputados Professor Israel (PV), relator da matéria, e Luzia de Paula (PSB). Suplente no colegiado, o deputado Robério Negreiros (PSDB) se absteve.
Conforme destacou o relator Prof. Israel, a contratação das OSs prevista no texto emendado estaria limitada às seis unidades de pronto-atendimento existentes no DF e se daria de forma paulatina. "Isso permitirá dar vazão às demandas urgentes da sociedade em relação a atenção primária, dando o fôlego necessário para que a Secretaria de Saúde promova as melhorias necessárias; quiçá, podendo optar pela interrupção de tais contratos em um segundo momento", disse em seu voto.
A presidente da CAS, Luzia de Paula, lembrou que a matéria segue em tramitação na Casa, precisando passar ainda pelas comissões de Educação, Saúde e Cultura (CESC); Economia, Orçamento e Finanças (CEOF), e Constituição e Justiça (CCJ), podendo ser modificada a qualquer tempo, inclusive, na apreciação em plenário.
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Comentário do Gama Livre: Caso os dois distritais—que na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) votaram pela aprovação de introdução de OSs na rede pública de saúde do DF— tivessem participado das palestras que ocorreram no dia 18 de novembro no MPDFT no "Encontro A Fiscalização das Organizações Sociais pelos Órgãos de Controle Externo" saberiam o mal que essas organizações têm feito brasil a fora. E, possivelmente, não dariam o voto como deram na CAS. Uma pena!

Alguns links de postagens aqui do Gama Livre e que dão uma ideia do que sejam essas tais de OSs:

OSs deram prejuízo de pelo menos R$ 59 milhões à saúde do DF, diz MP


Nominando as falcatruas das OSs. Abre o olho, Rollemberg

Atuação de Organizações Sociais na saúde pública é debatida por órgãos de controle e fiscalização



segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Nominando as falcatruas das OSs. Abre o olho, Rollemberg

Segunda, 28 de novembro de 2016
Nominando Diniz, do TCE da Paraíba.

Do Encontro “A Fiscalização das Organizações Sociais pelos Órgãos de Controle Externo, realizado no último dia 19, no MPDF”



Palestra de Nominando Diniz, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba. Médico com especialização em cardiologia, ex-médico da Universidade Federal da Paraíba, ex-Secretário-Executivo da Saúde da Paraíba, ex-deputado estadual. Ele foi o terceiro palestrante a falar no encontro do dia 19 de novembro.

O palestrante lembrou o político  paraibano José Américo de Almeida, que foi ministro do TCU, senador e governador da Paraíba, reitor da Universidade Federal da Paraíba e que dizia: “Em uma nação de tantos ladrões públicos, só os homens honestos prestam contas”.

E Nominando Diniz acrescentou: “E nós estamos aqui exatamente para fazer a diferença. Todos têm que prestar contas.”

E continuou na sua palestra:

— Então o que me chamou a atenção em relação às Organizações Sociais, que são da mesma linhagem genética das Oscips? Eu tive uma experiência em relação às Oscips, que são das mesma linhagem genética das Organizações Sociais.

Informou que chegou ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba em 2003.

— E a partir de 2005 eu comecei a observar que crescia o número de municípios fazendo a adoção ao termo de parceria. E nós nos aprofundamos. Por que a razão tão vantajosa para o contrato dessas Oscips? E descobrimos que é pra não fazer concurso público para contratar servidores, para não pagar as contribuições previdenciárias, para que não fizessem licitações.

— E fico triste quando vejo a Fundação Zerbini —eu fiz especialização em cardiologia em São Paulo—, fui aluno do professor Zerbini, uma das maiores figuras desse país. [referindo-se ao envolvimento da Fundação em casos suspeitos no DF].

Salientou o palestrante, Nominando Diniz, que a sua experiência no Tribunal de Contas da Paraíba com o terceiro setor se iniciou com as Oscips, e posteriormente com as OSs, quando essas últimas começaram a surgir.

— E a partir da regulamentação do decreto 3.100/1999, que regulamentava a lei das Oscips, nós entendemos que não havia outra interpretação de que o dinheiro dessas entidades tinha que ser delas. Que o dinheiro que deveria receber era de ressarcimento e jamais de receber o dinheiro público do município para substituí-lo na função essencial e precípua do poder público com a sociedade. Porque administrador não usa o seu dinheiro. Usa o dinheiro público que não lhe pertence.

— A partir daí, foram quatro entidades qualificadas como Oscips: Ceneage, Cads, Interset e Cegepo. Que levaram dos cofres dos municípios da Paraíba R$82,5 milhões.

— Pois bem, quando acreditávamos que já tínhamos virado a página, nos defrontamos com Organização Social.

Nominando Diniz continuou sua exposição. Abordou a Economicidade versus a Quarteirização. “A terceirização é do poder público com a organização social. Mas da organização social em diante quem sabe onde está o dinheiro? Aí é a quarteirização, que foge completamente, e os senhores verão, ao controle público”.

— Pois bem! E a IMPESSOALIDADE?

Lembrou o palestrante que é atribuído ao controle externo feito pelo Tribunal de Contas e o Ministério Público o dever —não é uma liberalidade— de fiscalizar. Citou uma decisão referente à reclamação 22844, do MP do Trabalho, em que o ministro Luiz Fux, do STF, suspendeu o contrato de gestão entre uma OS e os municípios de Oeiras e São Raimundo Nonato, no Piauí. “E qual a argumentação? De que era uma FRAUDE a contratação dessa organização social para BURLAR um concurso público que havia sido feito no município de Oeiras e São Raimundo Nonato”.

Mais adiante, Nominando Diniz citou que a Paraíba editou uma lei, chamada de “Gestão Pactuada”. Lei que, segundo ele, é mais forte em termos de fiscalização do que a lei federal. Foi “a partir daí que nós dividimos o trabalho em dois. Primeiro, nós precisamos examinar a escolha da organização social. Então a primeira questão! Economicidade. Por que gastar tanto dinheiro, e os senhores verão os valores, para um estado pobre, transferindo para organizações sociais que são formada por carteis, do que investir nos seus próprios? Por quê? Questão de inteligência, não é. Questão de economicidade não é, e o senhores verão. Questão de capacidade técnica muito menos. O problema é exatamente a quarteirização. A quarteirização.”

E foi adiante o palestrante:

— Pois bem, além da questão da economicidade, vem a transparência. Se passava R$600 milhões para a Cruz Vermelha. Que não é a Cruz Vermelha que presta assistência mundial. Ela é classificada como Cruz Vermelha filial do Rio Grande do Sul, que atua na Paraíba; Cruz Vermelha filial de Sergipe, que é aquela de Oeiras e São Raimundo Nonato; Cruz Vermelhas filial de Petrópolis [que atua e já deu problemas em Brasília]. Pois bem! Tudo isso não passa de jogo de palavras para enganar os incautos. Além da transparência [falta de], o não cumprimento de metas.

E mandou mais brasa o paraibano do TC do Estado:

— Esses três [fatores: quarteirização, falta de transparência e não cumprimento de metas], entre tantas outras irregularidades, levou à irregularidade de TODOS os contratos. Nós julgamos irregulares TODOS os contratos. E encaminhamos ao Ministério Público comum, porque cabe a ele, nós não julgamos pessoas, nós analisamos contas, gestão. Encaminhamos para que o ministério Público tomasse as providências que estão na sua competência.

— Veja os valores. São quatro organizações sociais que passaram a gerenciar sete unidades de saúde. Então para um estado pobre, R$838 milhões. Todos esses contratos foram julgados, no aspecto formal da escolha, IRREGULARES.

Referindo-se à questão da eficiência, Nominando Diniz lembrou que a Lei Orgânica do SUS já acolhe tal conceito. Nessa lei, chama-se resolutividade.

— RESOLUTIVIDADE é a palavra-chave em qualquer serviço de saúde. E quero dizer ao nobre secretário e ao nobre deputado [dirigindo-se a Humberto Fonseca, secretário de Saúde do DF, e ao deputado Wellington Luiz, presidente da CPI da Saúde na CLDF] que o que não avança na questão do cartão SUS são os contratos. Todos os contratos deveriam ser extintos e fazer cadastramento, porque aí prevalecia a competência das instituições que realizassem as ações de saúde.

Quanto à economicidade

Clique nas imagens para ampliá-las.


— Vejam a questão da economicidade. O Hospital de Traumas de João Pessoa tem 148 leitos. O de Campina Grande 220. O Hospital de Trauma de João Pessoa é administrado por uma OS. Recebeu em 2015 a quantia de 136 milhões e 300 mil, arredondando. O de Campina Grande, administração direta, R$39 milhões.        Notificado, o governo do estado disse: Não. Existem outras despesas que nós pagamos e que não estão computadas. Aí nós levantamos essas despesas. Essas despesas chegam a R$95 milhões. Quer dizer, MAIS DE R$40 MILHÕES para um hospital menor. Se isso não bastasse, também levantamos o de João Pessoa, dando R$136 milhões.


E lá vai na sua apresentação arrasadora, o palestrante:



— Mas vamos para o Hospital Regional de Patos, que atende o interior da Paraíba como um todo. Tem 115 leitos, recebeu no ano oito milhões e 300 mil reais, administração direta. Tem uma organização social numa maternidade que, apesar de ser regional, a ação é mais localizada, secretário. [novamente se dirigindo diretamente ao secretário Humberto Fonseca, da Saúde do DF]. Recebeu R$35 milhões.

Nominando é um príncipe

Profundo e contundente em suas análises, volta e meia usando também de ironia, em suas colocações, Nominando Diniz ainda consegue ser um príncipe. Foi o que disse, por ser filho de Princesa Isabel, município da Paraíba. Se é filho de princesa, é príncipe, disse, arrancando risadas daqueles que participavam do encontro A Fiscalização das Organizações Sociais pelos Órgãos de Controle Externo.

Mas aqui interessa mais é conhecermos o que as OSs representam de mal, de ruim, para os cofres públicos e para a saúde do brasileiro. Vejamos o que o “príncipe”, revelou sobre a UPA de sua terra e sobre o Hospital Regional, também de Princesa Izabel.


Na sua Princesa Isabel há um Hospital Regional e também uma UPA.

— Lá tem uma UPA, é uma unidade de pronto atendimento, secretário (novamente Humberto Fonseca era apontado, e mais encolhido ficava na poltrona do auditório do MPDFT). É uma unidade ambulatorial, não faz procedimento cirúrgico nem internamento hospitalar, recebeu R$9 milhões no ano. O hospital que tem 44 leitos, R$1 milhão.

E lá vai o “príncipe” para analisar a economicidade das unidades de saúde da cidade de Guarabira, interior da sua querida Paraíba.


— Em Guarabira, uma das grandes cidades do estado,  a UPA que é gerida por OS, sete milhões e oitocentos mil reais. O Hospital Regional de Guarabira tem 74 leitos, R$3 milhões.

De Guarabira para Taperoá e Monteiro.


 O Hospital Regional de Monteiro, que tem administração direta do Estado, possui 57 leitos e recebeu apenas R$3 milhões. Enquanto isso, o Hospital Regional de Taperoá, que tem apenas 54 leitos, mas que é gerida por uma OS, recebeu uma baba de 14 milhões e 400 mil reais. Não precisa Nominando Diniz nomear uma coisa dessa. Todos nós a nominamos, no mínimo, como absurda, muito estranha, suspeita.

Agora para Cajazeiras e Mamanguape


O Hospital Regional de Cajazeiras, com administração direta, possui 139 leitos, e teve valores empenhados de apenas sete milhões e 300 mil reais. Já o Hospital de Mamanguape, explorado por uma OS, tem apenas 62 leitos, portanto mens da metade dos leitos do de Cajazeira. A despeito disso, o valor empenhado a seu favor foi de 24 milhões e 400 mil reais. Numa continha rápida, o que tem OS (e representa menos da metade do outro) recebe mais de três vezes o valor que o estado pagou ao hospital que gere diretamente. Justo isso?

E lá vem tratorando as OS, o “príncipe” da Paraíba.

— Então veja a diferença, onde está a economicidade? E nós chamamos o governo do estado. Secretário [e novamente se dirigia a Humberto Fonseca, que a essa hora mais se encolhia na poltrona do auditório. Já estava miudinho, miudinho], e nobre deputado [Wellington Luiz, presidente da CPI da Saúde no DF], para dizer porque era mais vantajoso para o governo da Paraíba entregar os serviços ou o dinheiro a uma organização social do que investir nos seus próprios? Se o problema é salário, remunere bem o profissional —que não só é médico. Mas porque prefere tratar de forma terceirizada ou quarteirizada?  Pois bem! Que fez o Tribunal de Contas da Paraíba, na minha pessoa de relator? Elaboramos inicialmente uma Decisão circular responsabilizando o governo do estado e a secretária de saúde, não apenas a gestão do hospital. A secretária e o secretário [foram dois no período] e o governador do Estado, a partir daquele momento. Inclusive, ao final dizendo que haveria reflexos negativos na prestação de contas. E passamos a exigir a transparência.

Novamente a Cruz Vermelha e a quarteirização

Em um dos contratos foram repassados à Cruz Vermelha R$136 milhões. Ao se analisar as despesas “A Cruz Vermelha teve que devolver um milhão e 800 mil reais por despesas não comprovadas”.

— A partir daqui nós começamos a ter a realidade de quem usa o dinheiro nessas organizações sociais. Porque eu digo que é quarteirização?  A maior despesa pública é com pessoal e encargos, quer no âmbito federal, no âmbito estadual e no âmbito municipal. Pois bem! Pessoal no caso da Cruz Vermelha: R$227 milhões. Você vai dar a serviços de terceiros R$238 milhões? A lógica da contabilidade está invertida quanto às organizações sociais.

Para demonstrar cabalmente as coisas estranhas quando ocorre a terceirização e quarteirização, Nominando Diniz voltou ao caso do Hospital de Trauma de João Pessoa, gerido por  pela Cruz Vermelha. A empresa Papatudo papou, de uma verba de R$18 milhões da OS Cruz Vermelha, a bagatela de R$8,5 milhões. Ela, como as demais quarteirizadas na Paraíba, é de fora do estado. A Papatudo tem sede no Rio de Janeiro e é a responsável pela compra de alimentação para o Hospital de Trauma de João Pessoa.

Uma outra quarteirizada do Hospital de Traumas de João Pessoal, tem sede em Brasília e é responsável pela publicidade do hospital paraibano. Já recebeu três milhões e oitocentos mil. Nominando Diniz alertou na sua palestra do dia 18 de novembro, no MPDFT, que o estado da Paraíba já tem um contrato milionário (ou bilionário) para a publicidade de sua administração direta e indireta.

— Isso é que é quarteirização. É assim que está indo o dinheiro das OSs.

Citou outro exemplo de quarteirização, e muito estranho. Disse que o contador do Hospital de Traumas de João Pessoa mora em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. E recebe R$27.400, e até R$33.400, por mês (sim, por mês) para fazer a contabilidade. Na Paraíba, disse o palestrante, um contador ganha R$5 mil para fazer a contabilidade de uma unidade.

— Por que é mais caro fazer por OS e não por administração direta? Porque tem gente se locupletando com o dinheiro público. Essa é a verdade

— É difícil, mas nós temos que lutar!

— Uma [organização] nós já despachamos. Chamada de Fibra, mas ela deixou um rastro para o governo do estado, porque não pagava as folhas, nem as contribuições. Tá o INSS imputando ao estado um valor altíssimo.

Em razão da desaprovação dos processos das empresas “aquelas pessoas que administravam as Oscips [e OSs], os prefeitos, todos sem exceção viraram ficha suja. Nem um concorreu às eleições deste ano [2016]. E esses vão no mesmo caminho, que nós estamos pedindo a desqualificação ao Ministério Público.

Que o governador Rodrigo Rollember seja informado das verdades de todas a mentira, dissimulação, e escamoteio, que envolvem essa perversa  ideia das OSs, cruel para os cofres públicos e principalmente os pacientes do sistema público de saúde.

sábado, 26 de novembro de 2016

Rollemberg mente? Ou quem mente para o governador sobre Organizações Sociais (OSs)?

Sábado, 26 de novembro de 2016

Quem mentiu para o governador Rollemberg sobre Organizações Sociais (OSs)?

Rodrigo Rollemberg, governador do DF, postou na última quinta-feira (24/11) em seu Facebook uma nota tratando de OSs. Como se verá mais adiante, o governador foi iludido, ou se esforça para se iludir, sobre o problema de se entregar à saúde pública às chamadas organizações sociais.

Vejamos a seguir a postagem de Rollemberg:

“Estive hoje em São Paulo para acompanhar o lançamento do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), que irá reunir entidades do setor de todo o país para fortalecer e aperfeiçoar o SUS. No evento, Renilson Rehem de Souza tomou posse como presidente do Ibross. Ele também gerencia o Hospital da Criança, aqui em Brasília, com muita seriedade e o trabalho reconhecido em todo o país.

Além de mim, os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmim, Pernambuco, Paulo Câmara, e Goiás, Marconi Perillo, estavam lá para prestigiar a criação do instituto. Os três estados já têm trabalho com a gestão de unidades de saúde por meio de OS com resultados positivos. Em todos, há dados comprovando que a adoção da parceria aumentou a produtividade do sistema e reduziu os custos, garantindo mais recursos para investimentos em melhorias.”

Feito o registro, aí acima, da postagem do governador de Brasília, fica a certeza de que alguém mentiu para ele. Ou...


Bem, foi realizado aqui mesmo em Brasília no dia 18 de novembro, no auditório do MPDF, o Encontro A Fiscalização das Organizações Sociais pelos Órgãos de Controle Externo. Portanto a exatos 7 dias antes do governador Rollemberg compor, em São Paulo, a mesa da solenidade do lançamento desse tal de Ibross (que não se perca pela sigla) e também postar em seu Facebook uma defesa das OSs.


Esse encontro realizado no Auditório do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) teve a duração de cerca de três horas e 30 minutos. Foram cinco palestrantes, todos profundos conhecedores dos aspectos que envolvem a atuação das OSs no setor da saúde pública. Cinco palestrantes que demonstraram detalhadamente e de modo convincente os males que representam tais organizações, e os vícios que prejudicam o Estado e os usuários da saúde pública. Adiante o nome dos cinco palestrantes:

1.  Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira, procuradora-geral do Ministério Público de Contas do Distrito Federal
2.  Nominando Diniz, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba
3.  Fernando Aurvalle Krebs, promotor de Justiça de defesa do patrimônio público do Ministério Público de Goiás
4.  Eduardo Moreno, delegado da Polícia Federal e que atuou no Amazonas, apurando, inclusive, os crimes de OSs envolvidas na Operação Maus Caminhos (veja aqui) 
5.  Marici Coelho de Barros Pereira, procuradora do trabalho em Brasília.

Vamos nos ater nesta postagem de hoje às afirmações do promotor de justiça de Goiás, Fernando Auvalle Krebs, que explorou o tema “A Experiência das Organizações Sociais em Goiás” (um dos três estados citados, e elogiados, na postagem de Rollemberg no Facebook. Ver o parágrafo segundo daquela postagem).

Em Goiás, o governo está, já há algum tempo, pois o governador atual exerce o mandato pela quarta vez, desenvolvendo um processo de privatização de funções básicas do Estado, passando pela Saúde, Educação e até mesmo a segurança pública, onde chegou a implantar um famigerado Serviço de Interesse Militar Voluntário Estadual  –SIMVE.

Disse —dentre outra coisas também interessantes— o promotor Fernando Auvalle Krebs.

Em Goiás em 2012, após uma gestão catastrófica do Secretário de Saúde, em que, inclusive, ele não fazia licitação, o Ministério Público de Goiás o processou por improbidade administrativa. Todos os hospitais públicos estaduais entraram em situação falimentar, onde, por exemplo, os elevadores não funcionavam para transportar macas e pacientes. Não havia ar-condicionado nos locais em que esse tipo de recurso era necessário e indispensável.

—Era uma tragédia, uma vergonha. Alguns interditados pela Vigilância.

— Na minha santa ignorância, eu imaginava que se roubava pouco, acrescentou o promotor Fernando Aurvalle Krebs.

— Os hospitais que estavam deteriorados, quando apareceram as OSs, o governo que não aparecia para reformar os hospitais, apareceu dinheiro e reformou os hospitais.

— A Cruz Vermelha assumiu a indústria química do Estado e não deu conta de tocar o contrato.

— Só existia uma OS antes do edital de chamamento, que comandava o Crer de Goiânia [Centro de Reabilitação e Readaptação, que é um hospital público localizado em Goiânia].

— Em Goiás as OSs podem atuar em todo o Estado, em qualquer setor indistintamente.

— No Estado de Goiás, praticamente todos os hospitais públicos estaduais foram repassados para as OSs. Agora estão repassando o Hemocentro. Não satisfeitos, querem passar toda a educação para OSs.

— Nos contratos de gestão, se a OS cumprir 80 por cento de execução do contrato de gestão, ela tem direito a 100 por cento da remuneração. Então o contrato é gritantemente lesivo ao erário.

— Não há em Goiás o estudo prévio de economicidade.

Causou espanto aos participantes do encontro sobra A Fiscalização das Organizações Sociais pelos Órgãos de Controle Externo, quando o promotor Fernando Krebs deu um exemplo de como as coisas vêm acontecendo em Goiás, que tem um governo que está privatizando tudo, e entregando setores importante às OSs. 

Foi quando ele citou um exemplo vergonhoso. Disse que ‘com o dinheiro da contratação de veículos para a PM em um ano, daria para comprar toda a frota e ainda sobraria um trocado para a manutenção’.

Sem estudos e fechando a porteira ao paciente

E foi enfático ao dizer:

— Quanto às OSs, já que não houve estudos de viabilidade econômica, de economicidade, as OSs se implementaram, fizeram uma mudança na aparência inegável. E que elas fizeram? Fecharam as portas dos hospitais. Fecharam a porteira no atendimento único de saúde do município, ou seja, da rede básica. Eles fecharam isso, fecharam os portões, colocaram segurança. Você não entra no hospital. Nem os sindicalistas  conseguem entrar no hospital sem mandado de segurança, sem liminar.

Voltando ao inconstitucional SIMVE

O SIMVE, peça importante na privatização das funções do Estado em Goiás, era uma espécie de PM temporária, em que cada homem contratado por processo seletivo simplificado, era treinado em apenas um mês e recebia uma arma, sendo mandado, logo após, para policiar as ruas. Interessante é observar que no processo seletivo para esses “PMs” uma das perguntas da “prova” queria saber do candidato qual era o melhor governador de Goiás até aquela data. Isso dá uma boa visão de quanto vagabundo e enviesado era o processo. A pergunta foi anulada, mas o processo continuou com todos os demais vícios e defeitos.

Com esse ‘modelo’ o governo de Goiás contratou cerca de 2.500 ‘policiais’ temporários. Segundo bem frisou Fernando Krebs, essa força policial era “uma espécie de milícia privada”.

Foram muitas as arbitrariedades cometidas por integrantes desse ‘tipo de milícia’. Os promotores, por entrarem com uma ação direta de inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal, chegaram a receber ameaças, inclusive de tiro na cabeça, especialmente após o STF ter declarado inconstitucional a lei que implantou o SIMVE, o que forçou o governador de Goiás a demitir todos os “PMs” temporários. Eles ficariam por três anos no serviço “voluntário”, quando haveria novo processo ‘seletivo’.

— Não precisa dizer pra vocês a quantidade de abusos que foram praticados por esses policiais. Alguns deles chegaram a nos ameaçar de dar um tiro na cabeça, porque conseguimos essa decisão judicial [no STF, por uma ação direta de inconstitucionalidade] que acabou exonerando [os ‘policiais’].

O grande objetivo das OSs

— Qual o objetivo das OSs? É acabar com o concurso público e acabar com a licitação, enfraquecendo o Estado e criando um Estado...assim como Os na saúde, pode-se falar em escola sem partido. O que é OS na educação? É a escola com partido. Prova disso que a OS credenciada [para a educação] em Goiás, o dono da OS, o presidente da OS, é filiado ao PSDB. E nas mídias sociais ele se manifesta politicamente daquela forma xenófoba a la Trump. Vocês imaginem uma OS na educação selecionando professores.

— Se o professor não rezar na cartilha, ele não será contratado.

Fato considerado pelo promotor goiano Fernando Krebs como ‘Estranho, muito estranho’ foi o que veio a público quando daoperação da PF que prendeu o  presidente do PSDB de Goiás e o presidente da Saneago (empresa de Saneamento e Água de Goiás e que está sendo privatizada). E no bojo das investigações se encontrou OSs da saúde recebendo dinheiro da empresa. Para o promotor uma coisa ainda inexplicável, que ainda não se sabe a razão das OSs que atuam apenas na saúde, receberem grana da empresa de saneamento e água? “Se suspeita mais de alguma lavagem de dinheiro”, afirmou o promotor.

Como a Saneago é a empresa de água...o promotor goiano deve estar certo no seu prognóstico. Lavagem é com água mesmo.

Materiais reutilizados

Vamos em frente nesta postagem sobre a indecência que é, geralmente, organizações sociais na saúde.

Como o MP de Goiás não tem estrutura para fiscalizar todos os hospitais, optou por se valer da Vigilância Sanitária Estadual para esse trabalho. A Vigilância foi para os hospitais do interior. Adiante um relato de Fernando Krebs referente ao resultado desse trabalho da Vigilância.

— Descobrimos várias coisas muito interessantes. Reutilização de compressas, não cumprimento do contrato de gestão, funcionários de OS de uma cidade trabalhando em outra, falta de escala, falta de controle de ponto e uma série de outras irregularidades, inclusive aquelas que são comuns nos hospitais privados do Brasil, que é a reutilização de equipos cirúrgicos. Essas irregularidades todas foram encaminhadas ao conhecimento delas [OSs], a quem de direito. O que foi feito? Nada, nada, absolutamente nada.

Outra colocação grave feita por Fernando Krebs foi de que:

— Nós temos médicos e profissionais da saúde sobrando no sistema [de Goiás], em razão da entrada dos celetistas [das OSs] no sistema, já que não houve planejamento algum. Resultado: repassaram esse pessoal para uma outra unidade e lá tem gente sobrando.

— Como o Conselheiro do Tribunal de Contas da Paraíba mencionou,  [Nominando Diniz, do TC da Paraíba, que falou antes do promotor de Goiás], ao contrário do que se imagina, a OS não é mais econômica do que a gestão direta. Ela é antieconômica. Por quê? Porque ela custa muito mais caro. Quando os hospitais estaduais fecharam as porteiras, fecharam as portas ao contrário das unidades básicas de atendimento dos municípios que vivem lotadas e esses hospitais também não socorrem os sistemas, pois eles não absorvem o papel, o resultado disso é que um paciente atendido hoje nos hospitais de OSs, hoje o das OSs atendem menos do que quando os hospitais eram administração direta, e por via de consequência ele custa muito mais caro do que no sistema.

—Hoje nós temos servidores quarteirizados das OSs que não recebem. O que acontece? Cai a qualidade de serviço. Como OSs não podem formar patrimônio próprio, nós não temos como buscar o dinheiro. E quem vai responder isso será o Estado que vai ter que pagar duas vezes.

Isso acima é um resumo rápido dos pontos tratados na palestras do promotor do MP de Goiás, no dia 18 de novembro de 2016, no encontro A Fiscalização das Organizações Sociais pelos Órgãos de Controle Externo.

A quem tiver um tempo, 31 minutos, recomendo ouvir no áudio abaixo postado o relato do promotor Fernando Aurvalle Krebs, promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público de Goiás. Rico em detalhes e convincente. Pena que o secretário de Saúde do DF, Humberto Fonseca, tenha abandonado o encontro do dia 18 de novembro logo após as duas primeiras palestras. Não ouviu o promotor de Goiás. Palestras que, por sinal, foram fortes cacetadas nessa ideia enviesada, troncha, estranha, suspeita, que é a adoção (ou doação?) de OSs na saúde pública.

Os cinco palestrantes do Encontro A Fiscalização das Organizações Sociais pelos Órgãos de Controle Externo, demonstraram cabalmente que a adoção de OSs na Saúde derruba a produtividade do sistema e representa a elevação absurda dos custos. É bom lembrar, ainda, que no dia (24/11), dia em que Rollemberg tecia elogios às OSs, o Ministério Público denunciava à Justiça Federal um grupo de 16 pessoas por formação de organização criminosa e por desvio de recursos da saúde, sendo que o dono da OSs, que se encontra atualmente atrás das grades no Amazonas, tentava empurrar seu esquema na saúde do DF.

Voltando à postagem de Rollemberg no seu Facebook, onde registrou a sua participação no evento de lançamento do Instituto Brasileiro de Organizações Sociais na Saúde, Ibros (registre-se mais uma vez, que não se perca pela sigla), bem como elogios rasgados ao “desempenho” das OSs em três estados, dentre os quais Goiás, forçoso é repetir abaixo o título dessa postagem do Gama Livre.

Rollemberg mente? Ou quem mente para o governador sobre Organizações Sociais (OSs)?