Quarta, 25 de
fevereiro de 2015
Da Tribuna da
Imprensa
Por
Ricardo Kotscho - Via balaio do Kotscho
Que é necessário e
urgente fazer um ajuste fiscal para colocar as contas do governo em ordem,
estamos todos de acordo. Não tem mesmo outro jeito. Ninguém pode eternamente
gastar mais do que arrecada, nem a padaria da esquina, muito menos um país.
Por isso, reuniões e
mais reuniões se sucedem freneticamente em Brasília para garantir a aprovação
no Congresso Nacional do pacote fiscal embrulhado pelo ministro da Fazenda,
Joaquim Levy, encomendado pelo governo Dilma-2. O objetivo é economizar R$ 18
bilhões no orçamento. E quem vai pagar esta conta?
Tem três maneiras de
se fazer isso: cortar despesas, aumentar a arrecadação ou fazer as duas
coisas ao mesmo tempo. O governo brasileiro optou pela primeira alternativa.
Vai tirar dinheiro dos benefícios sociais: abono salarial, seguro-desemprego,
pensão por morte e seguro-defeso para pescadores artesanais.
Nos Estados Unidos, o
governo Obama, que não pode ser chamado de bolivariano, fez exatamente o
contrário: aumentou a taxação dos lucros dos bancos e das grandes fortunas para
aliviar encargos da classe média que vive do seu trabalho.