Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador mauro iasi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mauro iasi. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de janeiro de 2018

E agora? É hora de chutar o tabuleiro!

Domingo, 28 de janeiro de 2018
E agora? É hora de chutar o tabuleiro!
“Marx disse certa vez que não se deve brincar com a insurreição se não quiser levá-la até as últimas consequências. Ao que parece o lulopetismo espera que as massas garantam que Lula não seja preso e dispute as eleições, mas que depois saiam de cena para que tudo volte aos trilhos da normalidade para que se possa remendar o pacto social esgarçado pelo golpe.”


Por Mauro Iasi*
Boitempo
A confirmação da condenação de Lula seguiu o script esperado. Apesar da inconsistência de provas, fatos e fundamentos jurídicos, era necessário retirar o ex-presidente da disputa eleitoral de 2018 e seguir com um governo cuja única lealdade é com as contrarreformas e os interesses do grande capital. O fim da democracia de cooptação operada pelos governos petistas abriu espaço para a barbárie explícita e a canalhice que presenciamos, política, jurídica, cultural e comunicacional.
Os pesados ataques contra os trabalhadores, em especial a reforma trabalhista e a ameaça da reforma da previdência, não tiveram a resposta necessária porque o petismo e seus aliados ainda esperavam a “marcha dos acontecimentos” que desembocaria nas eleições de 2018, ainda que programaticamente isso não garantisse a reversão das medidas aprovadas até aqui. Com a condenação de Lula a conjuntura muda radicalmente em dois sentidos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Mais um avião caiu: somos todos Chape, Rafael Braga não é ninguém

Quinta, 22 de dezembro de 2016
Por Mauro Luis Iasi*
Publicado originalmente em 21/12/2016 no Blog da Boitempo

(Para Rafael Braga, porque é sobre ele, e para Rafinha, porque a ideia é dela)
Lamentamos informar que neste terrível ano que parece não acabar nunca, tivemos a notícia de mais um terrível acidente envolvendo uma aeronave. As informações ainda são muito desencontradas uma vez que grandes redes de televisão insistem em dizer que o acidente não ocorreu, distorcem e ocultam os fatos, prejudicando muito a compreensão do ocorrido.
Ainda não sabemos ao certo o número de vítimas e sobreviventes. O avião caiu em um lugar de difícil acesso. As equipes de salvamento tiveram que pegar vários ônibus, fazer baldeação para pegar o trem e se demoram a chegar ao local que ainda sofre, nesta época do ano, com inundações frequentes.

domingo, 7 de dezembro de 2014

‘Infelizmente, segundo governo Dilma será bem mais conservador que o primeiro’, afirma Mauro Iasi

Domingo, 7 de dezembro de 2014
Do Correio da Cidadania
Escrito por Gabriel Brito e Valéria Nader, da Redação  

O ano está acabando, mas, contrariando a tradição, o Brasil não vive clima de fim de expediente, após uma das temporadas mais agitadas da história recente. Ao passo que os escândalos na Petrobras e as prisões de executivos de empreiteiras continuam na ordem do dia, a formação da nova equipe ministerial de Dilma estica mais ainda o rastilho de pólvora. Além disso, a reorganização das esquerdas, das forças populares e a propalada reforma política têm sido assuntos constantes.

“A ilusão de a Dilma fazer inflexão à esquerda já foi desfeita, à medida que ela não chamou ninguém pra se reunir, desde o fim das eleições. Ela só se reúne com os grandes bancos, as grandes bancadas, com o agronegócio e as grandes empresas. A nosso ver, esse caráter dificilmente mudará. Portanto, é um perfil de governo que vai exigir dos movimentos sociais organizados, dos sindicatos e da classe trabalhadora uma posição mais decisiva. Esperamos que finalmente, partam pra cima do governo”, analisou Mauro Iasi, em entrevista ao Correio.

Na entrevista, a primeira de uma série que faz um balanço do desempenho da esquerda nas eleições e também projeta os olhares para 2015, o candidato a presidente do PCB ressalta o rápido fim do mito de um segundo mandato dilmista mais à esquerda, além de alertar para o caráter conservador da reforma política já articulada por PT e PMDB. Em sua visão, uma reforma que concentrará ainda mais o poder entre os tubarões e poderá significar uma “cassação virtual” dos partidos programáticos e ideológicos.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Mauro Iasi (do PCB) defende política agrícola para pequenos agricultores

Segunda, 29 de setembro de 2014
Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil

O candidato do PCB à Presidência da República, Mauro Iasi, defendeu hoje (29) a realização de uma reforma agrária ampla e a consolidação de uma política agrícola que atenda aos interesses dos pequenos agricultores. Segundo ele, os três principais candidatos à Presidência – Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) – têm compromissos com a agricultura voltada à exportação e não com os setores comprometidos em produzir alimentos para os brasileiros.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Mauro Iasi diz que democracia atual é "mutiladora e restrita"

Sexta, 26 de setembro de 2014
Karine Melo - Repórter da Agência Brasil
O candidato do PCB à Presidência da República, Mauro Iasi, participou hoje  (25) de uma conversa sobre democracia e poder popular com um grupo de alunos da Universidade de Brasília (UnB). Para Iasi, os 30 anos de transição democrática no país serviram para consolidar “a hegemonia burguesa no país”. Segundo ele, a Constituição Federal renegou temas importantes como a demarcação de terras indígenas e a taxação de grandes fortunas.

O candidato ainda definiu a política atual como “mutiladora e restrita” e acrescentou que uma política popular tem que ter ruptura, para que seja possível uma governança em prol da classe trabalhadora. “Não é uma forma autoritária, é uma real democracia”, disse.

Mauro Iasi criticou o fato de grandes empresas, como bancos, companhias privadas de vários setores, como o de produção de alimentos, financiarem campanhas políticas, em troca de participação no governo ou de negociações em torno de emendas no Orçamento Geral da União. Segundo ele, ao fazer isso “elas têm um grau razoável de segurança”. Na avaliação do presidenciável, na democracia brasileira “ qualquer presidente fica refém de uma governabilidade”.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

ENTREVISTA: Mauro Iasi propõe controle estatal sobre setores estratégicos; Marina Silva não respondeu às perguntas

Segunda, 22 de setembro de 2014 
ENTREVISTA: Marina Silva


Da Agência Brasil 
Edição: Lílian Beraldo
A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, não respondeu às perguntas enviadas pela Agência Brasil. O pedido de entrevista foi feito no dia 29 de agosto quando também foram enviadas, por e-mail, as perguntas para a assessoria da candidata.
A Agência Brasil encaminhou as mesmas perguntas a todos os candidatos e deu as seguintes opções para respondê-las: pessoalmente, por telefone ou por e-mail. Apesar dos insistentes pedidos, Marina Silva não atendeu à reportagem.
A entrevista da candidata do PSB seria a primeira a ser publicada, seguindo a ordem determinada em sorteio realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para exibição do primeiro programa eleitoral para rádio e TV e adotada pela Agência Brasil.
 ---------------------
A seguir a entrevista com Mauro Iasi, do PCB
Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil
Mauro Iasi, candidato do PCB à Presidência
Mauro Iasi, candidato do PCB à PresidênciaPCB/Divulgação
Historiador e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com mestrado e doutorado em sociologia, Mauro Iasi é o candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB) à Presidência da República. Entre suas propostas, destacam-se a adoção de um planejamento econômico com controle estatal sobre setores estratégicos, como energia, saúde, educação e transportes, a desoneração da renda do trabalhador e o aumento da tributação de grandes fortunas e patrimônios.
O candidato também é contra a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que, a seu ver, reduz a capacidade de investimentos públicos dos estados e municípios. Para uma reforma política, Iasi defende uma assembleia constituinte exclusiva, “eleita por critérios diferentes daqueles que hoje elegem o Congresso e em consonância com a vontade popular”.
Confira, abaixo, algumas das propostas do candidato que concedeu entrevista à Agência Brasil em sua casa, no Rio de Janeiro:
Agência Brasil: As estimativas de inflação oficial pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) para o ano que vem estão em torno de 6,2%, próximo do teto da meta. Como o senhor pretende atuar para conter o aumento de preços?
Mauro Iasi: No Brasil, as políticas anti-inflacionárias estão hoje vinculadas ao chamado equilíbrio macroeconômico, e essa ficção, que é a chamada inflação em torno da meta, é que o Banco Central administra. Nossa proposta é retomar a ideia do planejamento econômico. O que temos hoje é uma economia de mercado que funciona sem freios, e o governo tentando, a posteriori, administrar os preços. Revertendo as privatizações, equacionando o problema da dívida pública e com uma política de investimentos para pensar a economia, com setores estratégicos controlados pelo Estado e pelos trabalhadores, teremos como resultado o equilíbrio de preços. E não o inverso: uma economia sem freios ou controle, tentando controlar os preços depois, o que resulta na situação atual, em que o única meio de controlar preços é produzir políticas recessivas. É preciso inverter essa lógica pela ideia de planejamento.
ABr: A redução de impostos, que tem sido usada para estimular a economia, termina com impacto nas contas públicas. Como manter o equilíbrio nessas contas sem reverter as desonerações? Qual a sua proposta para aumentar a arrecadação sem causar impacto na inflação?
Iasi: Em períodos eleitorais, a questão tributária no Brasil é analisada sempre pela ótica da redução, mas, na realidade, esse tipo de política tem distorções. Nessa política, 63,4% dos recursos arrecadados oneram os trabalhadores, pelo consumo direto ou pela renda do trabalho. Apenas 4% vêm das grandes fortunas. Muito menos do que isso vem, por exemplo, do Imposto Territorial Rural. Há uma distorção na concepção tributária, em conflito com os próprios princípios constitucionais, pelos quais o imposto tem de ser direto, progressivo, e não como hoje ocorre. Temos uma desoneração, uma renúncia fiscal muito grande como política de Estado, no que diz respeito às indústrias automobilística e de eletroeletrônicos, o que consideramos algo muito perverso, pois são setores altamente lucrativos. Não são setores que tiveram dificuldades para manter as taxas de lucro no período – o que ocorre é uma intensa remessa de lucros. Essas empresas arrecadam lucros exorbitantes e os remetem para fora, mas, no momento da crise, elas chantageiam o governo para manter os níveis de emprego, exigindo, portanto, renúncia fiscal. Para nós, é prioridade da política tributária a desoneração da renda do trabalho.