Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
Mostrando postagens com marcador mobilidade df. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mobilidade df. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Nova Saída Norte: rumo ao retrocesso

Quarta, 20 de abril de 2022



Do blog Brasília, por Chico Sant'Anna
A nova Saída Norte tem números gigantescos: 16,5 km de via, 23 obras de arte (viadutos, pontes, túneis), trincheiras. Só o concreto a ser utilizado, 172.000 m³, daria pra construir dois novos estádios do Maracanã. Essa solução de mobilidade urbana está desconectada com a realidade por que passa Brasília e o Brasil. O incentivo ao uso de veículos individuais não é mais a palavra de ordem. O complexo é proposto num momento em que o mundo inteiro busca mudar a matriz energética, deixando o petróleo de lado, e aposta em novas fontes de energia e de transporte.

Por Chico Sant'Anna

Já no apagar das luzes, o governo Ibaneis resolve tirar do fundo da gaveta o projeto de uma nova Saída Norte, uma espécie de autoestrada que sairá da Avenida das Nações Norte, atravessará o Lago Norte e chegará à BR-20, na altura de Sobradinho. O custo dessa empreitada deve ficar na casa dos R$ 4 bilhões, ou quem sabe até mais. O projeto é antigo, tem mais de uma década, conta até com duas pontes projetadas por Oscar Niemeyer, falecido em 2012. Ele foi gestado nas administrações de José Roberto Arruda (PL) e Agnelo Queiroz (PT) e chega num momento em que as propostas viárias deveriam apontar novos rumos, para não ficarem ultrapassadas rapidamente.

Essa solução de mobilidade urbana está desconectada com a realidade por que passa Brasília e o Brasil. O incentivo ao uso de veículos individuais não é mais a palavra de ordem. O complexo da Nova Saída Norte é proposto num momento em que o mundo inteiro busca mudar a matriz energética, deixando o petróleo de lado, e aposta em novas fontes de energia e de transporte. Mais do que nunca, investir no transporte coletivo e movido a energia elétrica é uma necessidade. Além da crise do petróleo, temos a questão do aquecimento solar, das mudanças climáticas.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Andar de ônibus no DF: um custo bilionário

Quinta, 25 de novembro de 2021
Do Blog Brasília por Chico Sant'Anna


Os gastos anuais vem apresentando sobressaltos. De 2016 até finais de 2020, foram repassados às empresas de ônibus R$ 2,772 bilhões. A despesa apontada para 2021, R$ 1.167 bilhão, equivaleria, portanto, a pouco menos da metade do que se gastou em cinco anos, sendo um deles da Pandemia.

Por Chico Sant’Anna

Quanto custa andar de ônibus em Brasília? O baú, como diz a galera.

Em valores redondos, R$ 1,167 bilhão, caso a Câmara Legislativa venha aprovar um pedido de verba suplementar da ordem de R$ 166 milhões, apresentado pelo GDF. Até finais de outubro, segundo dados da secretaria de Mobilidade do DF (Semob), as cinco empresas privadas já haviam recebido do GDF a importância de R$ 981,528 milhões. E essa montanha de dinheiro não representou melhorias para os passageiros, que enfrentam ônibus antigos, superlotados e que muitas vezes quebram no meio do caminho.

Esses valores, segundo o GDF representam a indenização das gratuidades — passe estudantil e portadores de necessidades especiais — e mais a diferença entre o preço pago na catraca e a chamada tarifa técnica. O metrô e a TCB não entram nessa contabilidade.

Tarifa técnica + Subsídios

Os gastos anuais vem apresentando sobressaltos. De 2016 até finais de 2020, foram repassados às empresas de ônibus R$ 2,772 bilhões, segundo levantamento feito pela assessoria econômica do gabinete do distrital Leandro Grass (Rede). A despesa apontada para 2021, R$ 1.167 bilhão, equivaleria, portanto, a pouco menos da metade do que se gastou em cinco anos, sendo um deles da Pandemia.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Mobilidade: Empresas de ônibus querem assumir o metrô e implantar o VLT no DF

Sexta, 8 de novembro de 2019
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

Pioneira e Piracicabana, do grupo econômico de Nenê Constantino, e a goiana Urbi estão de olho no metrô e na implantação do VLT. GDF já lançou editais para a elaboração de projetos técnicos para os dois modais e as três empresas pediram para participar.

Por Chico Sant’Anna
Dispor de um eficiente sistema de transporte coletivo sobre trilhos, seja ele trem, metrô ou o vlt, é para muitos dar adeus ao desconforto do transporte proporcionado pelas empresas de ônibus. No Distrito Federal, contudo, o metrô e um futuro sistema de bondes elétricos pode ir parar nas mãos de empresas já concessionárias do transporte coletivo. Pelos menos três delas estão de olho na privatização do metrô e na implantação do veículo leve sobre trilhos: Pioneira e Piracicabana, do Grupo Comporte – holding dos negócios do Clã Nenê Constantino -, e a Urbi, do consórcio goiano HP-Ita.

As empresas do Grupo Comporte colocaram em suas metas empresariais gerir o metrô e VLT em Brasília. O grupo já atua no transporte aéreo, por meio da Gol, no transporte rodoviário interestadual de passageiros, por meio de empresas, como a Real Expresso, e também no transporte coletivo municipal de passageiros em diversos pontos do Brasil. Se tiver êxito e mantidos os contratos que Pioneira e Piracicabana já possuem no DF, o grupo será responsável em Brasília por transportar cerca de 600 a 700 mil passageiros/dia, em diferentes modais.

sábado, 25 de agosto de 2018

Mesmo planejada, Brasília convive com congestionamentos no trânsito

Sábado, 25 de agosto de 2018

Mais de 40% dos deslocamentos são feitos de carros

Por Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil 

Cidade planejada, reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade e símbolo da arquitetura modernista no país, Brasília tornou-se polo atrativo de uma região que cresceu de forma desordenada ao longo dos últimos 58 anos. Com um traçado urbano baseado nos deslocamentos em largos eixos rodoviários livres de semáforos, a capital federal já vive, como demonstram os números, congestionamentos de tráfego que impõem dificuldades para os moradores e desafios aos governantes.

Dados do Observatório Territorial, da Secretaria de Gestão do Território e Habitação, apontam que 41,4% dos deslocamentos para o trabalho são feitos de carro, contra 38% de ônibus e 10% a pé. O metrô, uma opção em uma cidade plana como é a capital federal, responde por apenas 2,6% das viagens de ida e volta para o trabalho.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Passou da hora de Brasília ter seu Trem Regional

Quinta, 31 de maio de 2018
Clique na imagem para melhor visualizá-la.
Projeto original do metrô-DF previa três linhas. Em 2007, uma quarta linha para Sobradinho e Planaltina foi desenhada. Mas a opção foi transformar as novas linhas em linhas de ônibus

Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

O trajeto de 60 km da linha da antiga RFFSA, desde Luziânia, atende aos principais polos habitacionais da parte Sul do DF e Entorno. Seria beneficiada uma população superior a 500 mil habitantes. A linha, hoje é usada só por cargas. No sertão cearense isso já foi feito. Lá surgiu o VLT do Cariri.

Por
Chico Sant’Anna
A recente crise provocada pela greve dos camioneiros revelou com todas as nuances a dependência das cidades brasileiras do transporte rodoviário, seja ele de carga ou passageiros. O atrelamento de Brasília aos carros particulares é ainda mais gritante. Não por menos, numa cidade de três milhões de habitantes, os automóveis aqui registrados ultrapassaram a casa de 1,7 milhão de veículos.

Brasília é a terceira cidade do Brasil em população. São Paulo e Rio de Janeiro, que estão à frente, possuem pluralidade maior de modais – nome chique que os técnicos dão aos diferentes tipos de transporte. Nessas capitais, é maior a quantidade de ônibus e as redes de metrô, trem regional e mesmo de ciclovias se apresentam em melhor qualidade e maior quantidade.