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(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

STJ afasta desembargadores do Tocantins de suas funções

Sexta, 17 de dezembro de 2010
Do STJ
A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) referendou decisão do ministro João Otávio de Noronha que afastou de suas funções os desembargadores do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) Willamara Leila, Carlos Luiz de Souza e José Liberato Povoa, além dos assessores Dagoberto Pinheiro Andrade Filho e Manoel Pedro de Andrade. O afastamento é pelo período de 180 dias, podendo ser prorrogado.

O STJ também proibiu a entrada dos cinco investigados em qualquer dependência judiciária do Tocantins, bem como o uso de veículos e equipamentos do tribunal estadual. Entretanto, o afastamento acontece sem o prejuízo de vencimentos tanto dos desembargadores quanto dos assessores.

O afastamento dos desembargadores se deu em decorrência do inquérito presidido pelo ministro João Otávio de Noronha envolvendo as investigações realizadas pela Polícia Federal, na Operação Maet. Eles são suspeitos de participar de um suposto esquema de venda de sentenças e de manipulação de autorização para o pagamento de precatórios.

Em sua decisão, o ministro destacou que o pedido da Polícia Federal, nos autos, era pela prisão cautelar dos investigados. Já o Ministério Público Federal (MPF) deu parecer pelo afastamento.

Em suas razões pelo afastamento, o relator entendeu que, no momento, não há robustos elementos para a decretação da prisão. Entretanto, o ministro não vê empecilhos em pedir a prisão cautelar ou preventiva, caso os fatos venham a demonstrar que há prejuízo à ação criminal. “Se eu for com uma medida radical, estou sujeito a um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), que pode colocar em xeque a decisão”, alertou.

A decisão foi unânime.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

OAB: STJ afastou três desembargadores envolvidos com a venda de sentenças

Quinta, 16 de dezembro de2010
Da OAB
Palmas (TO), 16/12/2010 - O presidente da Seccional de Tocantins da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-TO), Ercílio Bezerra, acaba de informar ao presidente nacional da entidade, Ophir Cavalcante, que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o imediato afastamento da presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Willamara Leila, e de outros dois desembargadores, Carlos Luiz de Souza e Liberato Póvoa, envolvidos na operação Maet, deflagrada hoje (16) pela Polícia Federal em Tocantins. Segundo Bezerra, com o afastamento de Willamara Leila, deve assumir a presidência do TJ o desembargador mais velho, Antônio Félix. "Ele é quem vai dizer se aceita ou não", enfatizou Bezerra.

Na manhã de hoje a PF a Operação Maet, cujo objetivo é o combate à corrupção no Estado do Tocantins. O TJ foi fechado pela Polícia Federal e os servidores não puderam entrar, apenas os diretores acompanharam os policiais dentro do prédio. Segundo a nota da PF, estão sendo cumpridos nove mandados de condução coercitiva e nove mandados de busca e apreensão em cerca de 20 endereços nesta capital e na cidade de Araguaína, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça. As investigações policiais tiveram duração efetiva de seis meses e foram realizadas pelo Núcleo de Inteligência da Superintendência de Polícia Federal no Tocantins.

Presa a presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins

Quinta, 16 de dezembro de 2010
Da OAB
OAB acompanha operação da PF contra a máfia da venda de decisões em TO
Brasília, 16/12/2010 - O presidente da Seccional da OAB de Tocantins, Ercílio Bezerra, acaba de informar ao presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, que acaba de ser conduzida à sede da Polícia Federal em Palmas, para prestar depoimento, a presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, desembargadora Willamara Leila. Ela, outros dois desembargadores do TJ - Carlos Souza e Liberato Póvoa - e mais seis advogados são acusados de envolvimento em venda de decisões judiciais e participação na máfia dos precatórios. As acusações integram a Operação MAET, deflagrada hoje cedo pela Polícia Federal, com o cumprimento de nove mandados de condução coercitiva e 09 mandados de busca e apreensão em cerca de vinte endereços de Palmas, todos expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça. O relator do processo é o ministro João Otávio Noronha.

Ercílio Bezerra está na sede da PF em Palmas desde às 5h da madrugada, acompanhando a execução dos mandados. As investigações policiais, segundo a PF, tiveram duração de seis meses. Já foi encontrado na casa de um dos envolvidos uma grande quantidade de dinheiro, que está sendo contado neste exato momento. Cerca de 120 policiais federais estão realizando as buscas em casas, escritórios de advocacia de Palmas e Araguaína.