Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

HRSM novamente sem energia da CEB

Quarta, 27 de dezembro de 2017
Virou brincadeira, para não dizer que virou zona. O HRSM, Hospital Regional de Santa Maria, no DF, um dos maiores da capital da República e, certamente, um dos maiores do Brasil, voltou a sofrer com o fornecimento de energia da CEB, a Companhia Energética de Brasília. 

Desde às 13h30 de ontem, terça (26/12), o hospital está se virando apenas com a força do gerador próprio.

Da vez anterior que faltou energia foram mais de 20 horas de sufoco, colocando em risco pacientes que se encontravam na UTI, pois o temor dos servidores era o gerador próprio não suportar muito mais tempo. E os aparelhos de respiração mecânica só funcionam com energia. E não ha pessoal suficiente para fazer respiração com aparelho manual.

Memória de um perigo:  

Santo gerador de energia é o do HRSM. 18 horas salvando vidas! Mas até quando?

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Laudo do IML diz que Maluf tem doença grave, mas pode continuar preso

Terça, 26 de dezembro de 2017
Ivan Richard Esposito - Repórter da Agência Brasil

Perícia feita pelo Instituto Médio Legal (IML) do Distrito Federal atestou que o deputado Paulo Maluf (PP-SP) tem doença grave e permanente, mas que o tratamento pode ser feito no presídio. Maluf está preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília, onde cumpre pena de sete anos e nove meses em regime fechado pela condenação definitiva por lavagem de dinheiro.

De acordo com a peritos do IML, Maluf pode seguir na prisão, desde que tenha acompanhamento ambulatorial especializado. No laudo, os peritos afirmam que o deputado apresenta-se “lúcido, orientado no tempo e espaço, tem discurso coerente, memória preservada e boa cognição”. Além disso, encontra-se em bom estado geral, com respiração normal, “corado, hidratado, afebril ao tato”.

[Veja o vídeo] Crise Hídrica: a conta para os menos favorecidos

Terça, 26 de dezembro de 2017
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna


Brasília vai entrar no terceiro ano de crise hídrica e pouca coisa se fez desde que os reservatórios começaram a secar.

Não foi implementada uma política de incentivo aos moradores a tomarem iniciativa de captação d’água. Pelo contrário, os preços das caixas d’água subiram mais do que as contas da Caesb.

Quem não tem recursos, teve que se virar com baldes e tonéis improvisados.

Nenhuma redução de impostos para quem implantasse uma coleta da chuva. Apenas os novos imóveis, que com a crise econômica, não são muitos, é que passaram a ter exigências especificas de reaproveitamento d’água. Mas, e nas residências dos três milhões de habitantes que habitam em Brasília?

Leia também:
Tudo ficou pela expectativa de São Pedro e de uma adutora que trará água da barragem de Corumbá 4.

Quando vai ficar pronta, não se sabe, a obra está nas mãos do GDF e do governo de Goiás.

O que se sabe, é que mesmo com Corumbá 4, a partir de 2030 novas fontes hídricas serão necessárias. E 2030 está logo ali.

Enquanto isso, os mais pobres sofrem mais acentuadamente com a falta d’água.

Acompanhe aqui o nosso comentário sobre esse tema no programa Direito de Antena, no Canal Cidade Livre, a TV Comunitária de Brasília.

Datafolha: sete em cada dez brasileiros são contra privatizações

Terça, 26 de dezembro de 2017
Do Jornal do Brasil
De acordo com levantamento feito pelo Datafolha, sete em cada dez brasileiros são contrários à privatização de estatais. A maioria (67%) dos entrevistados também vê mais prejuízos do que benefícios na venda de companhias brasileiras para grupos estrangeiros.

“O neoliberalismo é uma perversão da economia dominante”

Terça, 26 de dezembro de 2017


Do IHU
Instituto Humanitas Unisinos
“Os neoliberais certamente não estão errados quando argumentam que esses ideais preciosos são mais propensos a ser alcançados em uma economia vibrante, forte e em expansão. No entanto, eles se enganam quando pensam que existe uma receita única e universal para melhorar o desempenho econômico, à qual eles teriam acesso. O erro fatal do neoliberalismo é que ele se engana sobre o que é a economia em si. Este deve ser rejeitado em seus próprios termos pela simples e boa razão de que é uma economia ruim”. A reflexão é de Dani Rodrik, professor de economia política internacional na Escola de Governo John F. Kennedy na Universidade de Harvard, em artigo publicado por Alternatives Économiques, 12-12-2017. A tradução é de André Langer.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Jesus Revolucionário

Segunda, 25 de dezembro de 2017

Vídeo postado no Youtube por Mídia Ninja

Jesus desafiou a ordem política, econômica e religiosa da época. Foi preso, torturado e assassinado como herege, desviado, imoral, escandaloso e desviado. Esse é o Jesus que tantas vezes parte da Igreja tenta esconder. Contudo esse é o Jesus do Evangelho: subversivo, revolucionário!

Salvador, Bahia, a cidade da alegria. Da minha alegria

Segunda, 25 de dezembro de 2017
Cada palmo de terra palmilhado por mim. Cada pedaço de mar nadado por mim. Cada bela paisagem olhada por mim. Cada som curtido por mim. Salvador é, com certeza, a cidade da alegria. Pelo menos para mim. E, tenho certeza, para quem algum dia viveu lá ou a visitou.

Agora vamos ver a cidade da alegria!

Procura-se Jesus

Segunda, 25 de dezembro de 2017

A viagem do Sol

Dezembro
25

A viagem do Sol

Jesus não podia festejar seu aniversário, porque não tinha dia de nascimento.
No ano de 354, os cristãos de Roma decidiram que ele havia nascido em 25 de dezembro.
Nesse dia, os pagões do norte do mundo celebravam o fim da noite mais longa do ano e a chegada do deus Sol, que vinha para romper as sombras.
O deus Sol tinha chegado a Roma vindo da Pérsia. Era chamado de Mitra.
Passou a se chamar Jesus.
Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias (Um calendário histórico sobre a humanidade), 2ª Edição, L&PM Editores, 2012, página 403.

domingo, 24 de dezembro de 2017

Presente de Natal de Temer passa de todos os limites

 Domingo, 24 de dezembro de 2017

Aldemario Araujo Castro*

Michel Temer, na condição de Presidente da República, será lembrado como:

a) golpista. Afinal, boa parte da sociedade brasileira identifica no processo de impeachment e afastamento da senhora Dilma Rousseff a efetivação de um golpe político com a utilização das instituições estatais;

b) alguém envolvido de corpo e alma com escândalos de corrupção. Nessa linha, basta ler as denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República, os relatos dos delatores e as intermináveis peripécias de seus amigos-assessores;

c) praticante do fisiologismo político mais rasteiro e repugnante. Durante seu governo a imprensa não cansa de noticiar que as relações com sua base de sustentação parlamentar passam longe, bem longe, de uma discussão programática e de implementação de políticas públicas. Para o espanto de todos, notadamente porque se trata de uma suposta “normalidade”, as “negociações” passam por cargos, verbas e todo tipo de vantagem decorrente da condução do Poder Público;

d) representante dos interesses das elites socioeconômicas. São frequentes as reuniões e “acertos de passo” com os mais mesquinhos segmentos do mercado. Invariavelmente, as inúmeras medidas propostas e aprovadas contemplam redução de custos, perdão de dívidas, renúncias fiscais e as mais diversas facilidades para aumento crescente das margens de lucro e ganhos variados;

e) protagonista das mais intensas ações governamentais voltadas para a precarização, enfraquecimento e eliminação de direitos sociais. Praticamente toda a linha “reformista” adotada pelo governo federal ataca a complexa rede de proteção social desenhada na Constituição de 1988 para realizar justiça social pela via do combate às desigualdades sociais, a pobreza e a marginalização;
f) recordista de impopularidade. Provavelmente, em função das características anteriormente listadas, o atual Presidente amarga os menores índices de aceitação registrados na história da República.

Parece que o esforço de Sua Excelência para manchar a biografia não tem limites. Segundo noticia a imprensa:

“O presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta sexta-feira (8/12) que, caso a reforma da Previdência não seja aprovada, pode haver cortes em salários. 'Quando chegar em 2020, talvez tenha que haver corte de salários, se não iniciarmos agora a reforma da Previdência', disse o presidente durante almoço da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee)./De acordo com o jornal O Globo, Temer afirmou que o déficit da Previdência será de R$ 180 bilhões este ano. 'Sem a reforma, serão mais R$ 45 bilhões, no ano que vem, e outros R$ 50 bilhões no ano seguinte”, afirmou. O presidente utilizou diversos dados e números para justificar um possível corte nos vencimentos' (https://www.metropoles.com/brasil/politica-br/segundo-temer-sem-reforma-da-previdencia-pode-haver-corte-em-salarios).

Eis o inusitado presente de natal do senhor Temer. Um anúncio de corte de salários por suposta falta de recursos decorrente da não aprovação de sua Reforma da Previdência (seria melhor qualificar de Reforma contra a Previdência). Com essa infeliz declaração, o senhor Temer mais uma vez mostra sua verdadeira face.

Em primeiro lugar, deve ser observado que o Presidente da República desconhece ou menospreza a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Nos termos do art. 169 do Texto Maior e dos arts. 22 e 23 da Lei Complementar n. 101, de 2000, existe um conjunto de providências a serem adotadas diante de um gasto com pessoal acima de certo patamar da receita corrente líquida. A primeira dessas iniciativas, consiste na redução significativa das despesas com cargos comissionados. Entre as medidas previstas na legislação de regência não constam cortes ou suspensões do pagamento de remunerações.

Em segundo lugar, os déficits anunciados (discutíveis, no mínimo) não apresentam expressão numérica que possam indicar um colapso inédito nas contas públicas da União. Um dado pode demonstrar a extensão do exagero do discurso presidencial. Segundo a Receita Federal do Brasil, somente a arrecadação tributária da União em 2015 alcançou a impressionante cifra de R$ 1,31 trilhão.

Em terceiro lugar, se fosse efetivamente o caso, existem áreas nas contas públicas bem mais “vocacionadas” para sofrerem mudanças profundas, até porque desprovidos de natureza alimentícia, como acontece com as remunerações dos servidores públicos. Eis uma lista, meramente exemplificativa, a ser considerada:

a) os juros da dívida pública consumem mais de 500 bilhões de reais por ano, segundo dados do Banco Central do Brasil. Por que não suspender ou cortar, total ou parcialmente, esse monumental gasto, diante de uma eventual “falta de dinheiro” nos cofres públicos?;

b) as desonerações fiscais são imensas. As renúncias de receitas tributárias realizadas e projetadas, entre os anos de 2010 e 2018, alcançarão o montante de aproximadamente 500 bilhões de reais, consoante informação da Receita Federal do Brasil. Eis um bom e largo campo para suspensões e cortes;

c) os perdões fiscais são concedidos contemplando benefícios cada vez maiores. Um cálculo conservador, realizado pelo Unafisco Nacional, aponta que três Medidas Provisórias veiculadoras de benefícios fiscais em 2017 (números 783, 793 e 795) “… custarão aos cofres públicos cerca de R$ 256 bilhões”. Essa é outra seara vocacionada para obtenção de significativos recursos para os cofres públicos;

d) os subsídios de várias naturezas concedidos pelo governo constituem um capítulo especial em matéria de gastos públicos. A maior parte desses benefícios não aparecem expressamente no orçamento discutido e aprovado no Congresso Nacional. “Segundo o Ministério da Fazenda, de 2003 a 2016 os subsídios embutidos em operações de crédito e financeiras somaram quase R$ 1 trilhão – 420 bilhões do total foram para o setor produtivo” (Folha de São Paulo, dia 6 de agosto de 2017). Um corte criterioso em subsídios indevidos produziria recursos bilionários em favor dos cofres públicos;

e) o volume de “operações compromissadas” cresceu tanto nos últimos anos que foi responsável por parte significativa do aumento do endividamento público. No Brasil, os condutores da política econômica converteram, na prática, um mero e relativamente modesto instrumento de política monetária, realizado pelo mundo afora, em um grandioso mecanismo de transferência de riqueza do conjunto da sociedade para setores já altamente privilegiados do todo-poderoso mercado financeiro. Em linguagem simples e direta, as operações compromissadas são “compras” de dinheiro dos bancos, realizadas pelo Banco Central, em troca de títulos da dívida pública com cláusula de revenda. Elas reduzem a liquidez (quantidade de moeda em circulação) e são fundamentais para a manutenção da taxa de juros em patamares altíssimos. Esses juros enormes são pagos pelo Banco Central aos bancos no momento de retomada dos títulos. Em dezembro de 2011, 311,86 bilhões de reais do estoque da dívida pública brasileira correspondiam a “operações compromissadas”. Em dezembro de 2012, o valor subiu para 497,5 bilhões de reais. Em dezembro de 2014, o número chegou a 791,57 bilhões de reais. Em dezembro de 2015, o quantitativo alcançou 894,54 bilhões de reais. Em dezembro de 2016, o valor atingiu o patamar de 1.026,39 bilhões de reais. Os dados estão disponíveis no site do Banco Central. Não seria de bom tom controlar esses tipos de operações? Os benefícios para os cofres públicos não seriam infinitamente mais relevantes que a caça às remunerações dos servidores públicos?;

f) as reservas internacionais alcançam o patamar de 380 bilhões de dólares (ou 1,2 trilhão de reais). A maior parte desse valor corresponde a títulos americanos que rendem juros baixíssimos. Inúmeros economistas destacam: f.1) que o nível das reservas é exageradamente alto (deveria observar um patamar menor) e f.2) o custo de formação (ou de carregamento) é muito elevado. Isso porque o Brasil lança títulos remunerados por juros SELIC (altíssimos) para captar os recursos a serem utilizados na formação das reservas em títulos americanos e dólares. Essas operações foram (e são) responsáveis por boa parte do aumento da dívida pública brasileira nos últimos anos. Eis outro bom campo, para controlado e disciplinado, render bons frutos aos cofres públicos;

g) a tributação sobre grandes fortunas, prevista na Constituição desde 1988 e jamais implementada, poderia alcançar de forma significativa realidades econômicas como os mais de 500 bilhões de dólares de brasileiros em paraísos fiscais, conforme notícia da BBC Brasil. Aliás, os brasileiros têm quarta maior fortuna do mundo nesses “portos seguros”.

É evidente o absurdo de se chamar os servidores públicos para pagar a conta de eventuais desarranjos nas contas públicas ante vantagens enormes de poderosos segmentos socioeconômicos. Esse quadro dantesco não passou despercebido pelo Ministro Ricardo Lewandowski ao conceder cautelar, na ADIn n. 5.809, restabelecendo o reajuste remuneratório dos servidores públicos federais e evitando a majoração da alíquota da contribuição previdenciária. Afirmou o referido magistrado:

Vale notar que, da leitura da exposição de motivos do ato aqui vergastado, conclui-se que uma das razões apontadas para a suspensão e o cancelamento dos reajustes foi 'a situação de forte restrição fiscal na economia brasileira e suas consequências, dentre as quais se destaca a redução do valor de arrecadação das receitas públicas'. (…) Ocorre que tem sido amplamente noticiado pelos meios de comunicação a concessão de desonerações fiscais para diversos setores econômicos e a aprovação de novo programa de parcelamento de tributos no âmbito do governo federal, por meio do qual, segundo projeção orçamentária, com a concessão de diversos benefícios, a União arrecadará cerca de R$ 8,8 bilhões, ao invés dos R$ 13 bilhões projetados inicialmente (...)./Nessa esteira, vale registrar a contundente iniquidade das medidas abrigadas na MP aqui contestada, que fazem com que os servidores públicos arquem indevidamente com as consequências de uma série de verdadeiras prebendas fiscais, que beneficiaram setores privilegiados da economia ...”

Os baixíssimos níveis de popularidade do senhor Temer indicam claramente que a sociedade brasileira, quase na totalidade, não se deixa enganar. Uma parte dela identifica de forma clara e consciente a natureza e os compromissos espúrios do governo instalado. A outra parte, mesmo intuitivamente, possui a mesma percepção.

*Aldemario Araujo Castro é professor, Advogado, Mestre em Direito, Procurador da Fazenda Nacional

O Natal na favela (charge de Latuff)

Domingo, 24 de dezembro de 2017


O Natal na favela
“Botei meu sapatinho
Na janela do quintal
Papai Noel deixou
Meu presente de Natal
Como é que Papai Noel
Não se esquece de ninguém
Seja rico ou seja pobre
O velhinho sempre vem
Seja rico ou seja pobre
O velhinho sempre vem”
Como é linda a fantasia, e dura a realidade.

Intensifica-se o esquema indecoroso para aprovação da contra reforma da Previdência

Domingo, 24 de dezembro de 2017



Mário Augusto Jakobskind*
Como já se previa, colunistas de sempre na grande mídia foram acionados para se somar a cruzada em favor da aprovação da contra reforma da Previdência, que tem por objetivo exatamente favorecer ao capital financeiro que faz de tudo para controlar o setor. O farsante e lesa pátria Michel Temer está a frente das mentiras juntamente com o aposentado do Banco de Boston e atual Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles que, por sinal, ocupou o espaço da propaganda eleitoral de seu partido, o PSD, para elogiar a política econômica que ele mesmo executa em favor dos bancos.

Em seguida ao pronunciamento de Meirelles, um telejornal noticiava os acontecimentos no Rio Grande do Norte em que funcionários do setor de segurança estavam em greve por não receberem salários em dia. E os entrevistados acusavam a crise econômica que Meirelles e demais golpistas dizem que está superada. E o governador do Estado em crise, Robinson Faria, por sinal, é do mesmo partido que Meirelles, o partido que proporcionou ao Ministro ocupar o espaço propagandístico para, como sempre, enganar a opinião pública cada vez mais cansada de ouvir o que não corresponde à realidade.

Segovia vai substituir delegado que investigava porto de Santos. Inquérito de Temer

Domingo, 24 de dezembro de 2017
Do Jornal do Brasil

O delegado-chefe da Polícia Federal de Santos, Júlio César Baida Filho, deverá ser substituído nos próximos dias. A mudança acontece no momento em que está em curso a investigação sobre contratos referentes ao porto da cidade. De acordo com a Folha de S. Paulo, nos últimos dias houve telefonemas entre diretores para tratar da substituição de Baida. Ele teria recebido uma ligação do diretor-executivo da Superintendência da PF de São Paulo, Lindinalvo Alexandrino de Almeida Filho, número dois na hierarquia paulista, informando que ele seria substituído do posto. Baida Filho está de férias nos EUA.

Indulto de Temer é inconstitucional e poderá até ser descumprido pelos juízes

Domingo, 24 de dezembro de 2017
Da Tribuna da Internet
Jorge Béja
A irresignação de Francisco Bendl, em artigo aqui na TI, é de todos os brasileiros e da comunidade jurídica nacional. Quando a Constituição, no artigo 84, nº XII, outorga ao presidente da República poder e competência para conceder indulto e comutar penas, há balizamentos para o ato presidencial. E este ato (o de conceder indulto e comutar penas) não é discricionário, ou seja, não se sujeita à conveniência e oportunidade do chefe da Nação e nem está imune ao crivo posterior do Judiciário.
O ato, pelo contrário, é vinculado. Sujeita-se à própria Constituição Federal, que o condiciona à prévia, necessária e indispensável oitiva, audiência, e pareceres dos órgãos instituídos em lei, além de primar pela moralidade administrativa. E os órgãos instituídos emitiram pareceres e aconselhamentos contrários, desprezados por Temer.
PREPOTÊNCIA – A Carta da República não dá ao chefe da Nação um poder ilimitado, absoluto, de revogar as prisões decretadas pelo Poder Judiciário. Só aí teríamos uma intromissão e a prepotência de um Poder (o Executivo) sobre outro Poder (o Judiciário). Se assim fosse — e assim não é e nem pode ser — todos os presos condenados pela Justiça poderiam ser postos em liberdade por ato presidencial, ato voluntário, sem regramento, ato discricionário. Bastaria o presidente querer e ponto final.

Médicos cearenses gravam nova versão da música de fim de ano da Globo, destacando horror da saúde. Mas poderiam ser médicos do DF, em especial do HRG

Domingo, 24 de dezembro de 2017

Publicado no Youtube pelo Sindicato dos Médicos do Ceará


Eu não gosto de você Papai Noel. Crônica do Natal Capira

Domingo, 24 de dezembro de 2017

Rolando Boldrin

Crônica do Natal Caipira
Monólogo do Natal - Aldemar Paiva 
Eu não gosto de vancê, Papai Noé! 
Tamém não gosto desse seu papé de vendê ilusão pra tar
da burguesia.


Se os meninu pobre da cidade soubessem o desprezo qui
o se tem, pelos humirde, pela humirdade eu acho que eles
jogava pedra em sua fantasia.

 
Você talvez vancê nem se alembra mais. 
Eu cresci, me tornei rapaz, sem nunca me esquecê,
daquilo que passô.

 
Eu lhe escrevi um biete, pedindo um presente a noite
inteira eu esperei contente, chegou o sor, mais vancê
num chegou.

 
Dias depois, meu pobre pai, cansado, me trouxe um
trenzinho véio, enferrujado, e me ponhou ansim na
minha mão e me oiando baixinho me falou: toma, é pra
vancê, foi papai noé que mandou. E vi quandu ele
adisfarçou umas lágrima cum a mão.


Eu alegre e inocente nesse caso, pensei que o meu
biete embora cum atraso tinha chegadu em suas mão, no
fim do mês.

 
Limpei ele bem limpado, dei corda, o trem partiu, deu
muitas vorta, meu pai então se riu e me abraçô pela
urtima vez.


O resto, eu só pude cumpreender quando cresci e
comecei a ver as coisa com a realidade.

 
Um dia meu pai chegou ansim, cum quem tá cum medo e
falou pra mim: me dá aqui aquele seu brinquedo daqui
vou trocá por outro na cidade . Entônce eu entreguei
pra ele o meu trenzinho quase a soluçá.


E, como quem não quer abandoná um mimo, um mimo que
lhe deu, quem lhe qué bem, eu supriquei medroso: ô
pai eu só tenhu ele! Eu num quero outro brinquedo, eu
quero aquele. Por favor pai, num vá levá meu trem?


Meu pai calô e pelo seu rosto veio descendo uma
lágrima que, inté hoje creio, tão pura e santa ansim
só Deus chorou!

 
Ele saiu correnu bateu a porta, ansim como um doido
varrido minha mãe gritou; pra ele: José! ele num deu
orvido. Foi embora e nunca mais vortô.

 
Vancê, Papai Noé, vancê me transformou num homem que
hoje a infância arruinô. Sem pai e sem brinquedo.

 
Afiná, dos seus presentes, num ai um que sobre da
riqueza do menino pobre que sonha o ano inteiro com a
noite de natá.

 
Meu pobre pai coitado, mar vestido, pra num me vê
naquele dia desiludido, pagô bem caro a minha inlusão,
num gesto nobre, humano e dicisivo, ele foi longe
demais pra me trazer aquele lenitivo, tinha robado
aquele trem do filho do patrão.

 
Quando ele sumiu, pensei que tinha viajadu, no
entanto, minha mãe despois deu grande, me contou em
pranto que ele foi preso coitado e tranformadu em réu.


Ninguém pra absolvê meu pai se atrevia. 
Ele foi definhando na cadeia, inté, qui um dia, Deus
entrou na sua cela e o libertô pro céu.

Milagre!

Dezembro
24

Milagre!


Na noite de Natal de 1991, morreu a União Soviética e em seu altar nasceu o capitalismo russo.

A nova fé fez o milagre: por ela iluminados, os funcionários se fizeram empresários, os dirigentes do Partido Comunista mudaram de religião e passaram a ser ostentosos novos-ricos, que puseram a faixa de leilão no Estado e compraram a preço de banana tudo que era comprável em seu país e no mundo.

Nem os clubes de futebol se salvaram.
    
Eduardo Galeano, no livro Os filhos dos dias   (Um calendário histórico sobre a humanidade), 2ª Edição, L&PM Editores, 2012, página 402

sábado, 23 de dezembro de 2017

Imprensa repercute censura em pesquisa sobre comercialização de agrotóxicos

Sábado, 23 de dezembro de 2017
Da Abrasco 
Associação Brasileira de Saúde Coletiva
Vilma Reis

Rádio CBN em Fortaleza entrevistou o professor André Búrigo, membro do GT Saúde e Ambiente sobre a interpelação judicial demandada pela Federação da Agricultura do Estado do Ceará que causou repercussão e reação na comunidade acadêmica. A entidade teria tentado barrar a divulgação de dados sobre comercialização de agrotóxicos feita pelo pesquisador da Fiocruz, Fernando Carneiro.

Ouça aqui a entrevista completa:


Dica do Lula: "Quer ser bom jornalista? Faça como o Reinaldo Azevedo"

Sábado, 23 de dezembro de 2017
Do Blogue Náufrago da Utopia
Por Celso Lungaretti


Lula aponta o modelo...
Lula aponta o modelo...

Façam como o Reinaldo Azevedo, leiam o processo, recomenda Lula aos jornalistas.

A minha recomendação seria bem outra: "Não façam como o Lula, a Dilma e o PT, que se ferram por acreditarem nos valores republicanos, na democracia burguesa e numa Justiça a serviço da classe dominante (tanto que, nos momentos decisivos, alinha-se sempre com os donos do PIB)".

É o que eu cansei de recomendar durante o impeachment da Dilma: de que adiantava travar no campo jurídico uma guerra que verdadeiramente não era jurídica? Por que insistir em perder batalha após batalha, coonestando os êxitos inimigos ao obedecer caninamente ao roteiro constitucional da degola se, desde que a Câmara Federal autorizou a abertura do processo, a condenação e a perda do mandato se tornaram favas contadas?

Mas, resistir ao impeachment nas ruas onde o povo está (e não na Praça dos Três Poderes onde não tem povo nem quase ninguém que seja justo e digno) é tudo que o PT deixou de fazer ao escolher o caminho da conciliação de classes, do reformismo, do populismo, do inchado e desideologizado partido de massas.

Então, reconhecer no Estado democrático de Direito uma miragem que serve para perpetuar a dominação capitalista equivaleria a reconhecer que o PT tem andado errado nas últimas três décadas, quando foi se distanciando cada vez mais dos ideais de transformação em profundidade da sociedade brasileira. 

O Lula desempenhou papel fundamental nesta transição negativa. Está colhendo os frutos agora, mas parece não ter compreendido nada de nada.

...que devemos seguir: este!
...que devemos seguir: este!

Sua tragédia pessoal não se deve a ter ou não se locupletado com o poder, mas sim a haver preferido ser pai dos pobres, ajudando-os a se conformarem com sua triste sina sob o capitalismo, do que irmão dos explorados, ajudando-os a darem um fim à exploração do homem pelo homem.

Então, é emblemático que recomende a leitura do direitista Reinaldo Azevedo, um Carlos Lacerda em miniatura, que ao desertar da esquerda na qual seu trabalho chinfrim não o projetava como gostaria, deixou para trás todo o idealismo que tinha e passou a correr atrás do sucesso num campo (o da direita) desprovido de concorrentes de peso.

Hoje não passa de um defensor um tantinho mais sofisticado do capitalismo e suas mazelas, fingindo não perceber que sob o Estado democrático de Direito, seu cavalo de batalha, estamos sendo tangidos a uma desigualdade gritante, à barbárie e à própria extinção da espécie humana em função dos desvarios ambientais.

No dia em que o Lula disser façam como o Marx, façam como o Proudhon, façam como o Lênin, façam como o Trotsky, façam como o Che, façam como o Allende, eu saberei que a ficha finalmente terá começado a cair para ele. 

Por enquanto, nada tendo aprendido nem esquecido, continua sendo um personagem histórico ultrapassado, nem de longe aquele de que necessitamos no cenário radicalizado da atualidade, quando a crise do capitalismo se agrava a cada momento, fazendo-o reassumir suas feições mais selvagens.

Lula hoje não passa do homem errado na hora errada, enfim. Cada vez mais distante dos revolucionários e cada vez mais próximo dos direitistas civilizados como o Reinaldo Azevedo. 

Estados Unidos: Júri do Caso Fifa condena Marin e juíza determina que ele seja preso. Enquanto isto, no Brasil os criminosos do futebol . . .

Sábado, 23 de dezembro de 2017

Ex-presidente da CBF é acusado pela Promotoria de receber US$ 6,5 milhões em propina. Advogado pediu que ele continue em prisão domiciliar, mas juíza decidiu que ele deve ficar preso até a definição da pena.

Por BuzzFeed News / Foto: Associação Brasileira de Imprensa
e Portal ContextoExato

O júri do caso de corrupção da Fifa, em Nova York, decidiu nesta sexta-feira (22) que o ex-presidente da CBF José Maria Marin, 85, é culpado de seis das sete acusações contra ele.

A Promotoria afirma que Marin recebeu US$ 6,5 milhões em propina em troca de contratos de transmissão. Parte do dinheiro ilegal passou por uma conta em Nova York, o que é considerado crime federal nos Estados Unidos.

Você pensa que todo mundo é filho de Papai Noel? Pensa errado

Sábado, 23 de dezembro de 2017


Simone canta Boas Festas


Boas Festas
Autor Assis Valente

Anoiteceu
O sino gemeu
A gente ficou
Feliz a cantar
Papai Noel
Vê se você tem
A felicidade
Pra você me dar.
Eu pensei que todo mundo
Fosse filho de Papai Noel
Bem assim felicidade
Eu pensei que fosse uma
Brincadeira de papel
Já faz tempo que eu pedi
Mas o meu Papai Noel
Não vem
Com certeza já morreu
Ou então felicidade
É brinquedo que não tem.