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(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 21 de março de 2022

SÍNDROME DE DOWN —Artigo: Ser mãe de filho atípico não é fácil porque dificultam o que deveria ser normal

Segunda, 21 de março de 2022

Cada um é como é, mas a gente insiste em querer moldar, ajustar, padronizar. - Arquivo Pessoal

SÍNDROME DE DOWN
Artigo: Ser mãe de filho atípico não é fácil porque dificultam o que deveria ser normal

Sair da zona de conforto sempre dá um pouco de trabalho, mas procurar saber mais é bom pra todo mundo.

Juliana Acosta*
Brasil de Fato | Brasília (DF)
21 de Março de 2022 às 10:29

21 de março é dia de dar visibilidade à Síndrome de Down ou Trissomia do 21 (T21). A data é uma alusão ao par 21 de cromossomos que recebe um a mais, e em vez de 46 cromossomos, as pessoas com T21 apresentam 47.

E é importante falar disso porque a gente acha que não tem preconceitos, mas ele tá por aí, por aqui.

Quando Benjamim, meu segundo filho, nasceu eu fiquei desconfiada, mas ele era muito pequeno, nasceu com 36 semanas e 4 dias e 2.300gr, mal abria um tantinho de olho, mamava e dormia lindamente.

Na consulta neo natal no terceiro dia de vida a pediatra que atendeu no Hospital Cândida Vargas, em João Pessoa (PB) falou das características que notou, como a linha única na palma da mão e dedinho curvado. A gente em pé com ele no colo e ela sem nem olhar pra gente, recomendou procurar um geneticista.

Sai chorando e fiquei o dia todo aos prantos, porque tenho consciência que o mundo é bem mais desafiador para quem foge da norma e eu desconfio de algumas situações que serão desafiadoras e tristes pra ele e pra mim também, mas tem muita coisa que nem desconfio ainda.