Quarta, 9 de dezembro de 2020
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É consabido que o império do norte é, hoje, a maior potência econômica, científica e tecnológica do mundo; a maior potência industrial e a maior máquina de guerra que a humanidade jamais conheceu. Ainda é. Lidera os países industrializados e, segundo o Banco Mundial (dados de 2017), contém o maior mercado consumidor do mundo, comprando 26% de tudo o que é produzido. No entanto, sua classe dominante permanece preocupada em promover o crescimento econômico e o desenvolvimento, para o que não hesita em valer-se ainda hoje (como o fez, aliás em toda a sua história) dos recursos postos à disposição pela estrutura governamental, a começar pela poderosa força intervencionista do Estado, via investimentos em infraestrutura, energia, materiais avançados, biotecnologia, semicondutores e inteligência artificial. Para essas áreas, e destacadamente em pesquisa, desenvolvimento e educação, o novo presidente Joe Biden anuncia “grandes investimentos governamentais” (The New York Times, 02/12/2020). Enquanto isso, nós, que dos EUA guardamos anos-luz em desenvolvimento científico e tecnológico, optamos pelo suicídio neoliberal que nos condena a mais muitos anos de atraso e defasagem tecnológica, em face não só do chamado "primeiro mundo", mas até dos países que até bem pouco eram nossos companheiros no esforço por superar o atraso. Somos o patinho feio entre os emergentes. |

