Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Bomba relógio

Segunda, 1º de setembro de 2014
Blog do Mino
Esta semana o ex-presidente Lula deve anunciar definitivamente o seu afastamento da campanha do petista e ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O motivo foi a bomba relógio deflagrada na saída de Padilha do ministério que o PT esperava estourar após a eleição. A denúncia publicada com exclusividade no Jornal de Brasília e no site QuidNovi, trouxe a tona uma fraude em licitação no Departamento de Saúde Indígena do Ministério da Saúde envolvendo cerca de R$ 1 bilhão após a denúncia, o senador tucano Aluísio Nunes Ferreira pediu a investigação da Polícia Federal e o resultado está sendo denunciado pelo Ministério Público Federal, que já pediu a suspenção do contrato com a empresa vencedora do certame, San Marino Locação de Veículos e Transportes LTDA e o bloqueio do bens dos proprietários da empresa e dos envolvidos na fraude. Nos depoimentos os envolvidos revelaram que 15% do valor bruto da fatura seria dirigido ao ministro Padilha, a fraude constatada pelo Ministério Público e Polícia Federal revelam um prejuízo de cerca de R$ 160 milhões, só na Bahia onde foi realizado o pregão presencial o Ministério Público e o Tribunal Regional Federal da Primeira Região, constataram um prejuízo de R$ 12 .803.461,70. A ação proposta pelo MPF na Bahia tem quatro procuradores com o caso e esta semana vão pedir o bloqueio dos bens de assessores do então ministro, Alexandre Padilha e avaliam pedir a quebra de sigilo telefônico e bancário de todos os envolvidos, inclusive do ex-ministro. Em Brasília a ação tem a frente o Procurador Federal de combate à corrupção, Paulo Galvão, que fará oitiva dos assessores e do ex-ministro.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

PF vê influência de doleiro sobre Padilha

Quarta, 30 de abril de 2014
Em mensagem interceptada pela polícia, Youssef diz a parceira de esquema que, se ex-ministro for eleito governador, ajudaria ‘e muito’

Fausto Macedo e Fernando Gallo
Estadão
A Polícia Federal aponta “influência política” do doleiro Alberto Youssef – alvo maior da Operação Lava Jato – sobre o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT. A suspeita decorre de diálogo interceptado pela PF, entre Primo, como Youssef é conhecido, e a doleira Nelma Mitsue Penasso Kodama, no dia 5 de março, através de um aplicativo de mensagem instantânea.

Ela questiona Youssef se ele “tem acesso atualmente” ao delegado-geral da Polícia Civil paulista e cita o nome Maurício Blazeck, que ocupa o cargo desde novembro de 2012. Nelma diz que “queria um cargo para um amigo” dela no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

“Se o Padilha ganhar o governo ajudo ele e muito”, respondeu o doleiro. Para a PF, o diálogo grampeado “indica possivelmente que (Youssef) tem influência política junto ao candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha”.

“Tá bom. Eu quero então acesso ao delegado geral de sp prá um cargo”, finalizou Nelma.

Leia a íntegra em:
http://blogs.estadao.com.br/fausto-macedo/pf-ve-influencia-de-doleiro-sobre-padilha/

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Mais um candidato do PT paparica o Maluf. É pra rir ou pra chorar?

Sexta, 25 de abril de 2014
Por Celso Lungaretti


Deu no Painel da Folha de S. Paulo, conforme vocês podem conferir aqui
“Alô, doutor Paulo? Aqui é o Padilha. Sabe onde eu estou?”
Eram quase 13h30 desta quinta-feira (24) quando o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, tirou o celular do bolso e telefonou para o deputado federal Paulo Maluf (SP), presidente estadual do PP paulista...
Padilha informou ao deputado que estava a bordo de um barco na eclusa de Barra Bonita, que (...) foi construída sob o comando do deputado em 1973, quando era secretário de Transportes do Estado.
“Perguntei por aqui quem tinha feito a obra da eclusa e todo mundo acertou de cara. E está tudo ótimo, viu? Estou muito animado”, disse o petista ao telefone.
 A corte foi feita a Maluf em momento estratégico. O PT começa a fechar o apoio dos partidos que irão compor a chapa de Padilha na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
Talvez o Maluf volte a exigir que Lula e o poste da vez compareçam à sua mansão nos Jardins para beijarem-lhe a mão na presença da imprensa escrita, falada e televisada.
Afinal, apesar da repercussão pra lá de negativa daquelas imagens constrangedoras, o Fernando Haddad acabou sendo eleito prefeito de São Paulo em 2012, atestando que a imoralidade e o oportunismo político podem triunfar sobre a virtude.

Não tenho dúvidas de que, se tal condição for colocada, o PT novamente avaliará a promiscuidade com os filhotes da ditadura como um preço justo a pagar pelo apoio eleitoral dos ditos cujos (ou será sujos?).
 
O Padilha poderá até sentir-se mais à vontade no papel do que o Haddad, cujo constrangimento era visível. Afinal, segundo o noticiário, ele parece manter ótimas relações com outros criminosos do colarinho branco.

Viver envilece, sentenciou o escritor francês Maurice Druon. E como!

quarta-feira, 12 de março de 2014

Ministério da Saúde omite gasto publicitário

Quarta, 12 de março de 2014
Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC
Nario Barbosa/DGABC
O Ministério da Saúde descumpre legislação federal de transparência de gastos públicos com publicidade. Desde 2013, quando a Pasta ainda era comandada por Alexandre Padilha (PT), o departamento não publica em seu site oficial lista de contratos firmados para divulgação das ações do ministério, desrespeitando a Lei 12.232, de 2010.

Foi justamente no ano passado que Padilha se consolidou como pré-candidato do PT ao governo de São Paulo para a eleição de outubro. Também foi em 2013 que o Ministério da Saúde lançou Programa Mais Médicos, que promete ser bandeira levantada pelo petista na corrida eleitoral estadual. O projeto continua amplamente divulgado pelo governo federal.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Investigação põe ministro da Saúde na mira da Procuradoria

Quarta, 15 de maio de 2013 
Gurgel analisa abertura de inquérito sobre convênios assinados por Alexandre Padilha em 2004, quando comandava a Fundação Nacional de Saúde

Alana Rizzo - O Estado de S.Paulo
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, avalia a abertura de um inquérito para investigar suspeitas de irregularidades na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que envolvem o ministro Alexandre Padilha, um dos nomes do PT cotados para disputar o governo do Estado de São Paulo nas eleições do ano que vem.
 
Dois convênios da Universidade de Brasília (UnB) com o Departamento de Saúde Indígena firmados em 2004 são alvo da investigação. Naquela época, Padilha comandava o órgão da Funasa e teria mantido repasses de dinheiro público para a UnB mesmo após a identificação de fraudes nos serviços.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

IstoÉ: Como o governo deixou estragar 55 mil bolsas de sangue

Sexta, 31 de agosto de 2012
Da Revista Época edição 2234

Descaso, incompetência administrativa e suspeita de um novo esquema de corrupção fizeram com que o Ministério da Saúde não desse uso a 13,7 mil litros de plasma sanguíneo avaliados em US$ 1,6 milhão

Claudio Dantas Sequeira

Chamada2.jpg
TRÊS MINISTROS ESCONDERAM O DESPERDÍCIO
Humberto Costa, José Gomes Temporão e Alexandre Padilha
(da esq. para a dir.): sangue jogado fora

A cada ano, o Ministério da Saúde gasta milhões em campanhas de incentivo à doação de sangue. Boa parte dessas doações é industrializada fora do País e retorna como hemoderivados, medicamentos essenciais no tratamento de hemofílicos. A matéria-prima desse processo é o plasma sanguíneo, um insumo tão cobiçado que um litro chega a custar US$ 120 no mercado internacional – tanto quanto um barril de petróleo. O Ministério da Saúde esconde em um depósito no Distrito Federal um carregamento de 55 mil bolsas de plasma humano, avaliado em US$ 1,6 milhão, mas cuja validade está vencida há pelo menos cinco anos. O segredo, que pode causar estragos às pretensões políticas dos ex-ministros da Saúde Humberto Costa e José Gomes Temporão, além do atual ministro, Alexandre Padilha, está trancado a 50 graus negativos numa câmara frigorífica vigiada por seguranças armados. ...

Essa espécie de “túmulo do sangue”, como funcionários do ministério chamam o local, é apenas o fio de um novelo que está sendo deslindado em diferentes investigações pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas da União. Os processos, obtidos com exclusividade por ISTOÉ, atestam desvios recorrentes na produção e estocagem do plasma coletado e lançam suspeitas sobre a existência de uma nova modalidade de máfia dos vampiros, com conexões até na França. Os lotes vencidos foram coletados em 41 hemocentros e bancos de sangue de diversos Estados em 2003 e 2004, justamente o ano em que estourou o escândalo do comércio ilegal de hemoderivados, desbaratado pela Polícia Federal na Operação Vampiro. Então ministro, Costa chegou a ser indiciado por suspeita de participação no esquema. Em março de 2010, foi absolvido pela Justiça e conseguiu ser eleito senador. Agora, apenas dois anos depois, está dedicado a virar prefeito do Recife, numa estratégia para chegar ao governo de Pernambuco em 2014.

Leia no Blog do Sombra a íntegra de  "Como o governo deixou estragar 55 mil bolsas de sangue"