Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 20 de janeiro de 2018

Indústria de alimentos ultraprocessados jamais colocará interesses de saúde pública na frente do seu lucro

Sábado, 20 de janeiro de 2018

Do IHU
Instituto Humanitas Unisinos

Por: Patricia Fachin | Edição: Vitor Necchi | 19 Janeiro 2018
Pesquisas realizadas desde os anos 1980 demonstram que vem crescendo de maneira expressiva e contínua a presença de alimentos ultraprocessados na alimentação dos brasileiros. Eles já representam mais de 20% das calorias ingeridas. “Ou seja, estamos trocando nossas refeições tradicionais, nosso arroz e feijão, pelas refeições prontas”, critica a doutora em Nutrição e Saúde Pública Maria Laura Louzada.
Apelos não faltam para sustentar a escolha por esse tipo de alimento, afinal, eles são convenientes, práticos, portáteis e hiperpalatáveis. “Além disso, estudos de diversos países já mostraram que o consumo de alimentos ultraprocessados está associado com maior consumo de açúcar e gorduras, e menos fibras e diversas vitaminas e minerais, além de aumentarem o risco da ocorrência de obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis”, afirma Louzada. “Impossível não destacarmos os prejuízos ambientais desses alimentos.”

sábado, 23 de setembro de 2017

"Cirurgia Verde": Um livro para mudar conceitos e hábitos

Sábado, 23 de setembro de 201
Os alimentos transgênicos são hoje a maior ameaça biológica à humanidade.
As  doenças  decorrentes  de contaminação por venenos agrícolas de ação direta e pelos utilizados em plantas geneticamente modificadas nas plantações, seja de pequenos, seja de grandes produtores, estão amplamente documentadas por vasta literatura médica, mas as informações a respeito delas continuam longe do alcance da opinião pública e da academia médica, por pressão dos lobbies das corporações que as disseminam no planeta.

Por Aldemario Araujo Castro*
O livro CIRURGIA VERDE de Alberto Peribanez Gonzalez (São Paulo: Editora Alaúde, 2017) pode ser resumido na seguinte frase: conquiste a saúde pela alimentação à base de plantas/vegetais. O doutor Gonzalez é médico especializado em cirurgia geral pela Universidade de Brasília  e doutor  em  medicina  pela  Ludwig-Maximilian Universitat/Munique, Alemanha. É autor do livro LUGAR DE MÉDICO É NA COZINHA, com mais de 100.000 exemplares vendidos.

Na obra CIRURGIA VERDE, o doutor Alberto demonstra, de  forma  convincente  e  com  fundamento  em  farto  e  sólido  material científico, os males causados pela alimentação baseada em comida processada industrialmente, açúcares, amidos, farinhas, carnes, leite e derivados desse último.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Vem mais aumento por aí: Conab prevê queda de 9,5% na safra de grãos 2015/2016

Terça, 9 de agosto de 2016
Da Agência Brasil


safra
A principal cultura de inverno, o trigo, manteve crescimento de produção; a soja, porém, caiu —Imagem de arquivo/Agência Brasil
A safra brasileira de grãos 2015/16 deve chegar a 188,1 milhões de toneladas, com redução de 9,5% em relação à anterior (207,7 milhões de toneladas). Na comparação com o último levantamento, feito no mês passado, houve queda de 0,6%. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados hoje (9) no boletim do 11º Levantamento da Safra de Grãos.

domingo, 3 de julho de 2016

Saúde: Rótulos deverão indicar presença de alergênicos a partir de hoje

Domingo, 3 de julho de 2016
Supermercado 
Rótulos deverão indicar presença de alergênicos a partir de hoje —Arquivo/Agência Brasil

Aline Leal, da Agência Brasil  / Blog do Sombra
Embalagens de comidas e bebidas terão, a partir de hoje (3), de trazer informações sobre a presença de substâncias que comumente causam alergias. Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aprovada em junho do ano passado, obriga a indústria alimentícia a a informar nos rótulos a presença dos principais alimentos que levam a alergias alimentares. O prazo para que a indústria se adequasse à norma foi de um ano.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

O veneno está em nossas mesas e nos ares. MPF/GO ajuíza ação contra empresas que contaminaram cerca de 92 pessoas com uso irregular de agrotóxicos

Sexta, 29 de abril de 2016
Do MPF
Em 2013, alunos, professores e funcionários de escola rural em Rio Verde sofreram com os efeitos de pulverização aérea feita com agrotóxico proibido

O Ministério Público Federal em Rio Verde (MPF/GO) ajuizou ação civil pública (ACP) em desfavor das empresas Syngenta Proteção de Cultivos Ltda., produtora do agrotóxico EngeoTM, e Aerotex Aviação Agrícola Ltda. A ACP objetiva a condenação das empresas por danos morais coletivos suportados por toda a sociedade em razão de ilícito consistente na irregular pulverização com o agrotóxico EngeoTM, que contaminou cerca de 92 pessoas entre alunos, professores e funcionários da Escola Municipal Rural São José do Pontal, localizada no Projeto de Assentamento Pontal dos Buritis, no município de Rio Verde, em Goiás, em área de propriedade da União.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

OMS classifica carne processada como alimento cancerígeno

Segunda, 26 de outubro de 2015
Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
Carnes processadas – como salsicha, presunto, linguiça, hambúrguer e bacon – foram classificadas como alimentos cancerígenos para seres humanos, conforme divulgado hoje (26) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Já a carne vermelha, incluindo partes do boi, porco, carneiro, bode e cavalo, foi classificada como alimento de provável risco cancerígeno.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Idec lança campanha sobre a importância de conhecer a origem dos alimentos

Sábado, 27 de dezembro de 2014
Mariana Tokarnia - Repórter da Agência Brasil
O Instituto de Defesa do Cosumidor (Idec) lança campanha para mostrar a importância de se conhecer a origem dos alimentos. Segundo o Idec, no Brasil, os compradores têm muito pouco acesso a questões como: região onde o alimento foi produzido, em que condições isso foi feito e quais substâncias foram usadas durante a cadeia produtiva, até chegar ao supermercado.
Planaltina/DF - Estrangeiros conhecem experiência brasileira de distribuição de alimentos, desenvolvidas pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) (Antonio Cruz/Agência Brasil)
A prática de rastrear e informar ao consumidor dados sobre a origem do produto já existe em diversos países, sobretudo na Europa (Antonio Cruz/Agência Brasil)
"Saber de onde vêm os alimentos significa saber informações sobre como o alimento foi plantado, se foi ou não usado agrotóxico e se a quantidade usada está dentro do limite estabelecido por lei, saber a distância entre onde o alimento foi produzido e onde está sendo vendido, pois quanto mais próximo, mais fresco e menos poluentes são emitidos no transporte", explica a nutricionista do Idec, Ana Paula Bortoletto.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

“65% a 75% do volume global de alimentos que nós consumimos têm origem na agricultura familiar”. Entrevista especial com Newton Narciso Gomes Junior

Quarta, 28 de maio de 2014
Do IHU
Instituto Humanitas Unisinos
“Eu, francamente, sou um sujeito bípede e racional, e não como milho cru no cocho e tampouco mastigo soja”, diz o economista.
Os incentivos para o desenvolvimento da agricultura familiar brasileira não passam de um “estímulo de intenções”. A ponderação é de Newton Narciso Gomes Junior, professor da Universidade de Brasília – UnB, em entrevista concedida à IHU On-Line, pessoalmente.

Políticas de estímulo ao desenvolvimento da agricultura familiar, como o Programa de Aquisição de Alimentos – PAA e a Lei Federal que determina que 30% dos alimentos servidos nas escolas devem provir da agricultura familiar, são reféns do sistema nacional de abastecimento de alimentos, já que o processo de comercialização é oligopolizado. “O que adianta dar um estímulo brutal para a produção de comida da agricultura familiar, se o agricultor não tiver onde colocar esses produtos? (...) As cadeias de supermercado dominam hoje 85% do volume global de alimentos comercializados, as grandes redes controlam mais de 50% e para entrar no supermercado é preciso ter uma escala que a agricultura familiar não tem”, argumenta.

Segundo ele “a agricultura familiar tem uma característica de diversificação da produção, e o supermercado não aceita a diversificação da produção; ele tem um conjunto de produtos que integra os elementos de interesse dele. (...) Você olha para o setor de frutas, legumes e verduras no supermercado e chega a provocar indignação. Por exemplo, em pleno período de inverno tem manga disponível, mas não é período de manga, aliás, você tem todos os produtos que quiser, no dia que quiser, e isso quebra a possibilidade do agricultor familiar, que trabalha com práticas tradicionais e sustentáveis”.