Sábado, 20 de janeiro de 2018
Do IHU
Instituto Humanitas Unisinos
Por: Patricia Fachin | Edição: Vitor Necchi | 19 Janeiro 2018
Pesquisas realizadas desde os anos 1980 demonstram que vem crescendo de maneira expressiva e contínua a presença de alimentos ultraprocessados na alimentação dos brasileiros. Eles já representam mais de 20% das calorias ingeridas. “Ou seja, estamos trocando nossas refeições tradicionais, nosso arroz e feijão, pelas refeições prontas”, critica a doutora em Nutrição e Saúde Pública Maria Laura Louzada.
Apelos não faltam para sustentar a escolha por esse tipo de alimento, afinal, eles são convenientes, práticos, portáteis e hiperpalatáveis. “Além disso, estudos de diversos países já mostraram que o consumo de alimentos ultraprocessados está associado com maior consumo de açúcar e gorduras, e menos fibras e diversas vitaminas e minerais, além de aumentarem o risco da ocorrência de obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis”, afirma Louzada. “Impossível não destacarmos os prejuízos ambientais desses alimentos.”


