Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quinta-feira, 2 de julho de 2026

A independência incomum da Bahia

Quinta, 2 de julho de 2026

A independência incomum da Bahia

Neste 2 de julho, o estado celebra emancipação onde o povo foi protagonista – não figurante de uma transição negociada. O Recôncavo Baiano conta outra história. Lutaram vaqueiros, lavradores, negros e mulheres. Entre elas, Maria Felipa, Maria Quitéria e Joana Angélica

OUTRASPALAVRAS                         História e Memória
Publicado 02/07/2026

Em 2 de julho, baianos comemoram a expulsão das tropas portuguesas e a independência do Estado. Foto: Camila Souza/BBC Brasil

Há uma pergunta incômoda que o calendário cívico brasileiro se recusa a responder: como pode um país ter se tornado independente em 7 de setembro de 1822 se, dez meses depois, tropas portuguesas ainda ocupavam Salvador, a cidade que fora por mais de dois séculos a capital da América portuguesa? A resposta exige admitir aquilo que a historiografia oficial, forjada no Sudeste imperial e republicano, sempre tratou como nota de rodapé: a independência do Brasil não foi um ato, foi uma guerra. E essa guerra foi decidida na Bahia.

O 2 de Julho de 1823 — dia em que o Exército Pacificador entrou em Salvador após a fuga das tropas do general Inácio Luís Madeira de Melo — não é um episódio regional pitoresco. É o momento em que a independência deixou de ser uma proclamação e passou a ser um fato. Mais do que isso: é o único capítulo do processo de emancipação em que o povo — no sentido mais concreto e menos retórico da palavra — aparece como protagonista, e não como figurante de uma transição negociada entre elites.

Uma guerra, não um grito

A narrativa do Ipiranga tem a conveniência de todas as fábulas fundacionais: um príncipe, um cavalo, uma espada erguida, nenhum sangue. Ela consagra a leitura de que o Brasil nasceu de um arranjo — a continuidade da casa de Bragança nos trópicos, a preservação da escravidão, a unidade territorial garantida de cima para baixo. Não por acaso, essa é a versão que interessava ao Império e que a República, apesar de todos os seus rearranjos simbólicos, jamais teve interesse em revisar.

quinta-feira, 6 de março de 2025

Instituto Fogo Cruzado alerta para violência policial na Bahia

Quinta, 6 de março de 2025

Salvador (BA, 05/03/2025 - Polícia Militar da Bahia. Foto: PMBA/Divulgação
© PMBA/Divulgação

© PMBA/Divulgação

Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil - Publicado em 05/03/2025 - 17:33 - São Luís

A violência na capital baiana, em decorrência da ação policial, mostra a necessidade de se repensar a política de segurança pública no estado. A avaliação é do Instituto Fogo Cruzado. 

Na madrugada de terça-feira (4), uma operação policial deixou 12 mortos, após relatos de uma invasão promovida por um grupo armado de uma organização criminosa na região de Fazenda Coutos, em Salvador.

Dados compilados pelo Fogo Cruzado mostram que é a 100ª chacina em Salvador e região metropolitana desde o início das pesquisas na Bahia, em julho de 2022. Desse total, 67% das chacinas envolvem policiais, resultando em 261 mortos.

Para a coordenadora regional do Instituto Fogo Cruzado na Bahia, Tailane Muniz, os números mostram que a política de segurança precisa ser pensada para proteger os cidadãos e os moradores de toda a cidade.

“Quando 12 pessoas morrem numa ação policial, fica claro que a prioridade é o confronto e não a proteção. Os moradores da região enfrentaram mais de 7 horas de um intenso tiroteio, o transporte público foi suspenso, e a pergunta que fica é quais os resultados disso? O que vai mudar depois de tantos tiroteios e tantas mortes? Os dados de chacina ajudam a entender que mesmo com tanta morte ainda carecemos de uma política eficiente e que dê os resultados esperados pela população”, disse Tailane à Agência Brasil.

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Salvador, magia, sedução e encantos mil

Quinta, 13 de julho de 2023


Salvador, magia, sedução e encantos mil

13 de julho de 2023

Salvador, fundada em 1549 e primeira capital do Brasil, é tradicional pela sua pluralidade, pela alegria do seu povo e pela beleza contagiante de suas paisagens, banhadas pela imensidão do Atlântico. Fascinante também pela combinação de culturas e religiões, a capital da Bahia oferece atrações imperdíveis. É o segundo maior destino turístico do Brasil, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro, e atraindo cada vez mais os estrangeiros que a visitam em todas as estações do ano.

No início deste século, foram eleitos, com o auxílio do Conselho Baiano de Turismo, os chamados “sete pontos mágicos de Salvador”. Foram elencados o Parque do Abaeté, onde fica a Lagoa do mesmo nome, palco de inspiração para as composições de Dorival Caymmi e Vinícius de Moraes, no bairro de Itapuã; o icônico Farol da Barra, situado no bairro do mesmo nome; o Complexo do Contorno e o bairro do Comércio, tradicional reduto da cidade; a Península de Itapagipe; o Centro Histórico, com o Pelourinho, um dos mais exuberantes postais da cidade; o Dique do Tororó, com os orixás dançando em suas águas, obras do escultor Tati Moreno, falecido recentemente; e a sedutora Baía de Todos os Santos, cenário de filmes.

A fascinante e mágica Salvador reserva aos visitantes um portfólio de outras atrações, como a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, no alto da Colina Sagrada, na Península de Itapagipe; a Catedral, antiga igreja jesuíta da cidade, construída na segunda metade do século 17; a Igreja e o Convento de São Francisco, que datam da primeira metade do século 18; a Igreja da Conceição da Praia em frente ao Segundo Distrito Naval; e a do Mosteiro de São Bento; Fundação Jorge Amado; Museus Costa Pinto, Afro-Brasileiro, Arte Sacra, Arte da Bahia, Casa do Carnaval, Museu Rodin Bahia, conhecido como Palacete das Artes; Teatros Castro Alves, Jorge Amado e Vila Velha, onde os Novos Baianos se lançaram; Elevador Lacerda, inaugurado em 1873, suas quatro cabines conectam os 72 metros de altura entre a Praça Tomé de Sousa, na Cidade Alta, à Praça Cairu, na Cidade Baixa.

sábado, 2 de outubro de 2021

Bôra ali no Caribe da Baía? O paraíso é aqui.

Sábado, 2 de outubro de 2021

Do Portal Pátria Latina*



Fotos: Janaina Gusmão

Por: Angélica Parras/Especial para Revista Pelo Mundo


Roteiros na Baía de Todos os Santos, próximos a Salvador, podem ser percorridos em curto período e atraem baianos e turistas

Foto 1 Ilha das Vacas

Foto 2 Ponta de Nossa Senhora, Ilha das Vacas

Foto 3 Praia da Luiza, Ilha dos Frades

Foto 4 Praia da Pontinha, Ilha de Bom Jesus dos Passos

Foto 5 Ponta de Nossa Senhora, Ilha dos Frades

Foto 6 essa foto está repetida (veja foto 4)

Foto 7 Igreja do Loreto, Frades

Foto 8 Igreja de Senhor dos Passos, Ilha de Bom Jesus dos Passos

Foto 9 Praia da Pontinha

Foto 10 Praia da Luiza

Foto 11 Ponta de Nossa Senhora

Foto 12 Praia do Loreto

Foto 13 Praia do Loreto

Foto 14 Piscinas Naturais da Costa

Foto 15 Paramana

Foto 16 Ilha Maria Guarda

Foto 17 Loreto

Foto 18 Pier do Loreto

Foto 19 Praia da Luiza, Ilha dos Frades

Foto 20 Ilha de Maria Guarda

LEGENDAS DAS FOTOS (SENTIDO HORARIO)
Foto 1 Ilha das Vacas
Foto 2 Ponta de Nossa Senhora, Ilha das Vacas
Foto 3 Praia da Luiza, Ilha dos Frades
Foto 4 Praia da Pontinha, Ilha de Bom Jesus dos Passos
Foto 5 Ponta de Nossa Senhora, Ilha dos Frades
Foto 6 essa foto está repetida
Foto 7 Igreja do Loreto, Frades
Foto 8 Igreja de Senhor dos Passos, Ilha de Bom
Jesus dos Passos
Foto 9 Praia da Pontinha
Foto 10 Praia da Luiza
Foto 11 Ponta de Nossa Senhora
Foto 12 Praia do Loreto
Foto 13 Praia do Loreto
Foto 14 Piscinas Naturais da Costa
Foto 15 Paramana
Foto 16 Ilha Maria Guarda
Foto 17 Loreto
Foto 18 Pier do Loreto
Foto 19 Praia da Luiza, Ilha dos Frades
Foto 20 Ilha de Maria Guarda

A modalidade de viagens feitas em períodos curtos tem se apresentado como alternativa de lazer, principalmente para pessoas que gostam de explorar novos roteiros.

Próximos a Salvador, as opções são muitas, e o melhor: “São logo ali”, como costuma definir o artista plástico soteropolitano Sandro Costa, frequentador dos recantos da Baía de Todos os Santos (BTS), que estão fazendo fama como “Caribe Baiano”, ou “Caribe da Baía”.

segunda-feira, 23 de março de 2020

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Bahia de todas as cores, classes, crenças e gêneros: o olhar do El Pais sobre o clube mais popular do Nordeste, pioneiro em ações afirmativas

Quinta, 22 de novembro de 2018
DO EL PAÍS/Blog Bahia em Pauta


Personalidades negras recebem camisas do Bahia na Fonte Nova. Divulgação


Breiller Pires
Breiller Pires  
Uma mascote negra. Homenagens a Marielle Franco e Moa do Katendê, assassinados por motivações políticas. Criação do “Bolsa Ídolo”, que ampara ex-jogadores em dificuldades financeiras. Ronda Maria da Penha no estádio da Fonte Nova para proteger as mulheres. Solidariedade a Claudia Leitte após a cantora, torcedora tricolor, sofrer assédio machista do apresentador Silvio Santos. Ao inovar com seu Núcleo de Ações Afirmativas, o Esporte Clube Bahia pretende não apenas promover transformações sociais por meio do futebol, mas se consolidar como o time mais democrático e inclusivo do Brasil.



O desafio surgiu no fim do ano passado, quando o empresário Guilherme Bellintani, então secretário de ACM Neto (DEM), decidiu se afastar do trabalho na prefeitura de Salvador para concorrer à presidência do Bahia. Durante a campanha, ouviu apelos de sócios e torcedores para que o clube dialogasse mais com a torcida e se integrasse melhor à comunidade baiana, fazendo valer a fama de time da massa. Depois de vencer a eleição, não teve dúvidas ao instituir, logo nos primeiros dias de mandato, o único departamento de ações afirmativas do futebol brasileiro. “O Bahia representa muito da identidade cultural e social do nosso Estado”, afirma Bellintani. “Por isso, temos obrigação de nos posicionar, frear extremismos e apoiar causas que vão além do campo de jogo.”
Com menos de um mês de existência, o Núcleo de Ações Afirmativas lançou sua campanha inaugural no Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, destacando religiões de matriz africana e a história do sincretismo religioso na Bahia. Desde então, não parou mais de fazer barulho no estádio e nas redes sociais. Uma das ações de maior repercussão foi a Não há Impedimento, em combate à discriminação de gênero. Rendeu ao clube o troféu Honra ao Mérito da Diversidade Cultural LGBT, concedido pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), mas também protestos homofóbicos de alguns torcedores e deboches dos rivais. Porém, nada que abalasse a convicção tricolor de romper o tabu ao enfrentar preconceitos. “A maioria das reações foi positiva”, conta o presidente. “Nossa torcida tem entendido a mensagem de tolerância e respeito às diferenças que o Bahia quer passar.”
Outra bandeira permanente é a Mulheres no Futebol, que incentiva a participação feminina no clube e nas arquibancadas. Em março, mais de 1200 torcedoras – a maioria negra – responderam um questionário que revelou que 43% delas nunca foram sozinhas à Fonte Nova e 38% têm receio de frequentar o estádio por medo de serem assediadas, discriminadas ou agredidas em brigas de torcida. Com base nas principais queixas, o Bahia desenvolve ações práticas para aumentar a frequência de mulheres, como a parceria com a Polícia Militar que levou a Ronda Maria da Penha – composta por muitas oficiais do sexo feminino – para atender exclusivamente às torcedoras na Fonte Nova. Segundo a diretoria, o apoio ao desabafo de Claudia Leitte contra Silvio Santos na semana passada é coerente com a postura do clube em defesa da mulher. “As campanhas de responsabilidade social do Bahia são muito importantes, porque ajudam a agregar mais torcedoras”, afirma Júlia Fraga, integrante da torcida Tricoloucas.
As mulheres também foram lembradas na série de três ações do Novembro Negro que exalta heróis e personalidades negras. Na primeira, jogadores entraram em campo estampando em suas camisas nomes históricos como Dandara, Luiza Bairros, Mãe Menininha do Gantois, Zumbi dos Palmares e Moa do Katendê. Na segunda, os homenageados foram artistas, integrantes do movimento negro e ativistas, entre eles o cantor Gilberto Gil, o repentista Bule-Bule, o antropólogo Kabengele Munanga, a ialorixá Mãe Jaciara e a influenciadora Tia Má. “Fizemos questão de homenagear inclusive torcedores do Vitória, para provar que a luta contra o racismo está acima de qualquer rivalidade”, diz Bellintani. A última ação do mês será nesta quinta-feira, antes do jogo contra o Fluminense, quando 23 ex-jogadores negros que defenderam o clube, como Cláudio Adão, Dadá Maravilha, João Marcelo, Fabão e o camaronês William Andem, serão prestigiados.
Outra forma de reverenciar o passado é o Dignidade ao Ídolo, programa de assistência social a veteranos notáveis da equipe que passam por necessidades. Uma pequena parte da receita anual (0,31% – número simbólico que remete a 1931, ano de fundação do clube), equivalente a cerca de 400.000 reais, é destinada para o pagamento de até três salários mínimos por mês a ex-jogadores em situação de vulnerabilidade. Um dos sete contemplados pelo “Bolsa Ídolo” é o ex-lateral Maílson, que teve o corpo paralisado pela Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). “Além de dar orgulho à torcida, por cuidar da nossa memória, o benefício é um recado aos jogadores atuais”, afirma o presidente tricolor. “Mostramos que vale a pena se tornar ídolo do Bahia, que eles não serão desamparados no futuro.”

Revolução com democracia e inclusão

O Núcleo de Ações Afirmativas é formado por funcionários do clube, mas também por professores universitários, líderes de movimentos sociais e coordenadores de ONGs. Por abraçar a defesa dos direitos de minorias, o Bahia já foi tachado de “esquerdista” e “comunista”. Mas, de acordo com Bellintani, o Esquadrão de Aço se mantém neutro na política, embora não tenha se omitido de posicionamentos que pudessem gerar discordância entre torcedores durante as eleições. “Não sabíamos que o país estava tão dividido. Tomamos posição de maneira equilibrada, sem nenhum intuito de partidarizar questões. Nossa linguagem é de convergência.”
Para a atual gestão, a abertura às ações afirmativas é fruto do processo de democratização do clube, iniciado com o interventor Carlos Rátis e o mandato provisório de Fernando Schmidt, que interromperam o período de 15 anos em que as famílias Guimarães e Barradas se revezaram no poder. Após a deposição de Marcelo Guimarães Filho por improbidade administrativa, a modernização do estatuto do Bahia se tornou prioridade. Sob o comando de Rátis, ainda em 2013, foi aprovada a eleição direta para presidente. Na gestão de Marcelo Sant’ana, que assumiu em 2015, as finanças foram saneadas, dando fôlego ao sucessor para tocar o futebol e seguir com a “revolução” institucional.
Homenagem a Zumbi dos Palmares na camisa tricolor. TV Bahêa Reprodução

Em maio, o Bahia deu um passo importante rumo à inclusão da população mais pobre em seu quadro de sócios. Com mensalidade de 45 reais, o plano Bermuda e Camiseta abriu 2.000 vagas para torcedores que recebem até 1.500 reais se associarem e, consequentemente, ganharem direito a voto – em agosto, o Conselho Deliberativo aprovou a votação pela internet para tricolores de fora de Salvador. Novas vagas da modalidade popular devem ser abertas em janeiro. Também neste ano, o clube anunciou a própria marca de uniformes e está prestes a lançar um modelo de camisa mais acessível (99 reais) que a oficial, que hoje custa 219 reais.

Ainda assim, grupos de torcedores como a Frente Esquadrão Popular reivindicam ingressos mais baratos e maior diversificação em posições de destaque: “Se os negros são maioria na torcida do Bahia, por que são tão poucos no Conselho Deliberativo?”. As mulheres também são minoria (menos de 10%) entre os 23.000 sócios. O time feminino só foi criado no início de novembro, em parceria com o Lusaca, por exigências do Profut e da Conmebol. Guilherme Bellintani reconhece que o clube ainda está longe de espelhar a sociedade baiana em seus quadros, mas defende o aprimoramento dos mecanismos democráticos para mudar essa realidade nos próximos anos. “Buscamos uma transformação real, não de fachada, como as cotas para mulheres em partidos políticos. Com a manutenção das políticas inclusivas, o Bahia terá mais diversidade no Conselho e na diretoria.”
Dentro do clube, há o consenso de que o bom momento esportivo, na esteira de títulos da Copa do Nordeste e do Campeonato Baiano, somado a duas temporadas consecutivas na Série A do Brasileirão, estimula um ambiente favorável para ampliar as campanhas afirmativas. “Se o desempenho do time fosse ruim, ia ter torcedor mandando a gente cuidar do futebol”, diz Bellintani, convencido de que a revolução no clube será duradoura, independentemente de tropeços e conquistas. “A grande lição do Bahia é provar que democracia combina com resultado em campo. Não promovemos inclusão e ações sociais por marketing. Mas por acreditar que o futebol pode dar sua contribuição para melhorar a sociedade.”
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Do editor do Gama Livre
É por isso que grito igual aos meus conterrâneos torcedores do Esquadrão de Aço:

“Bora Bahêêêêêêêêêaaaaa minha porra!!!!!”
Leia também: 

Gilson Nogueira : Bahia, 29 de março de 2018, data de celebrar a maior proeza de um time baiano no futebol nacional

quinta-feira, 29 de março de 2018

Gilson Nogueira : Bahia, 29 de março de 2018, data de celebrar a maior proeza de um time baiano no futebol nacional

Quinta, 29 de março de 2018
Do Blog Bahia em Pauta
ARTIGO
Bahia, Bahia, Bahia:Viva!!!
Gilson Nogueira

Hoje, 29 de março de 2018, o Esporte Clube Bahia completa 58 anos de sua maior proeza no futebol, desde que o esporte das multidões passou a ser considerado a cara do Brasil, após a conquista, em 1958, da sua primeira Copa do Mundo, com Pelé, Didi, Nilton Santos, Garrincha, Gérson e outras feras que jamais serão igualadas, em campo, envergando o uniforme verde, azul, branco e amarelo da Seleção. Mesmo carregando nos ombros a zebra dos 7 a 1, tomados da Alemanha, o Brasil, com a bola nos pés, assusta qualquer adversário.

Em junho, na Rússia, eles, os gringos e os não gringos, tremerão de medo e de frio. Mas, o que minha alma quer, agora, no instante em que a cabeça explode feito  bomba arrasa quarteirão, no quintal de minhas mais gratificantes lembranças, ao recordar instantes em que, ao lado de meus pais e meus irmãos, na voz de Jorge Curi, lenda da locução esportiva no país, no Século XX, ouvimos, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, em ondas curtas, a empáfia sulista da bola cair aos pés dos heróis do Esquadrão de Aço, quando o irmão do cantor Ivon Cury cantou, com aquela voz inimitável,” O Bahia é o primeiro campeão da Taça Brasil!!!” ??? O grito de Glória,  para o baianos, que Acordou Deus no Vestiário do Universo, ecoa feito gol além das placas, interminável.

Aos 14 anos, sem nunca ter entrado no maior estádio do mundo, o Maracanã, na época, senti, naquele lendário 3 a 1 que os comandados de Geninho haviam aplicado no Santos Futebol Clube do meu querido primo Cássio, que meu coração, além de vermelho sangue, era, também azul e branco. E fiquei, na sala, ajoelhado, enquanto meu pai abria uma cerveja preta, ao pé do rádio, e elogiava a histórica performance dos meninos, imaginando aqueles jogadores vestidos de cowboy atirando acarajés e abarás para a torcida paulista que havia lotado o Maraca, com um recadinho no copinho de pimenta: Hei, rapaziada, de agora em diante, quando vocês falarem sobre os melhores jogadores do país, lembrem-se que, além de Caymmi e João Gilberto, sem citar outros gênios, Salvador, capital da Bahia, tem Biriba, Marito, Nadinho, Florisvaldo e Companhia.

O Bahia orgulha o Brasil!  Seria bom que os atuais atletas do técnico Guto Ferreira conhecessem, ao lado dele, a história do clube que defendem. E que  parassem  de dançar. A torcida os quer jogando bola. E bem. Em tempo, perguntei ao mestre do jornalismo esportivo, Antonio Matos, se o Bahia completa 58 ou 59 , hoje, da mais que célebre conquista da Primeira Taça Brasil, considerada o Primeiro Campeonato Brasileiro de Futebol, pela CBF, e ele, com a classe de sempre, respondeu-me:” Cinquenta e oito, porque a I Taça Brasil, disputada em 1959, somente se encerrou em 29 de março de 1960, no Maracanã, em razão de o Santos ter excursionado para a América do Sul, em dezembro de 59.” Viva!!!

Gilson Nogueira, jornalista, é colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta. 


Hino do Esporte Clube Bahia | Oficial

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Comentário do editor do Blog Gama Livre:
Ba
êêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêêaaaaa!!!!!!




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domingo, 16 de julho de 2017

Vai à Bahia de Todos os Santos e também de todos os pecados? Que tal aprender o dialeto baiano e não passar vergonha!

Domingo, 16 de julho de 2017

Colé, meu bródi! = Olá, amigo.
Colé, misera! = Olá, amigo.
Colé, meu peixe = Olá, amigo.
Colé, men! = Olá, amigo.
Diga aê, disgraça! = Olá, amigo.
Digái, negão! = Olá, amigo. (independente da cor do amigo)

As fotos desta postagem são de Taciano (Gama Livre). Clicadas em períodos diversos em que se fez necessário o exercício do dialeto baianês. Porque se você é baiano, não pode esquecer da sua língua.

E aí, viado! = Olá, amigo. (independente da opção sexual do amigo)
E aê, meu rei!? = Olá amigo.
Ô, véi! = Olá amigo.
Diga, mô pai! = Oi para você também, amigo!
ÊA! = Olá, amigo.
Colé de mêrmo? = Como vai você?

É niuma, miserê = Sem problemas, amigo.
Relaxe mô fiu = Sem problemas, amigo.
Cê tá ligado qui cê é minha corrente, né vei? = Você sabe que é meu bom amigo, não é?
Bó pu regui, negão? = Vamos para a festa, amigo?
Aí cê me quebra, né bacana = Aí você me prejudica, não é meu amigo?


Aooonde! = Não mesmo!
Vô quexá aquela pirigueti = Vou paquerar aquela garota.
Vô cumê água = Vou beber (álcool).
Colé de mermo? = O que é que você quer mesmo? (Caso notável de compactação!)
Eu tô ligado que cê tá ligado na de colé de merma = Estou ciente do seu conhecimento a respeito do assunto.

O brother tirou uma onda da porra. = O cara se achou.
Tá me tirando de otário é? = Está me fazendo de bobo?
Tá me comediando é? = Está me fazendo de bobo?
Se plante! = Fique na sua.
Se bote ae, vá! = Chamada ao combate físico
Eu me saí logo = Eu evitei a situação.
Shhh… Ai, mainhaaa = Até hoje não se sabe a tradução. Sabe-se apenas que nas músicas de pagode, o vocalista está excitado com sua respectiva amante.

Oxe! = Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa.
Lá ele! ou Lá nele = Eu não, sai fora, ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar ou passar para outro.
Lasquei em banda! = meteu sem dó nem pena.
Ó paí ó = Olhe para aí, olhe!
Num tô comeno reggae! = Não estar acreditando ou dando muita importância.
Num tô comeno reggae de (fulano)! = Não estar com medo de provocação/ameaça de (fulano)

Tome na sequência misêre = Tomar o troco de algo ruim que vc fez
Eu quero prova e R$ 1,00 de Big-Big! = Não acreditar. O Big-Big é um chiclete muito valorizado por pessoas de todas as classes.
Sai do chão! = Frase típica e predileta das bandas de axé. O intuito da mesma é de que indivíduo se agite e curta o som tocado em questão.
Rumaláporra! = Agir violentamente contra alguém ou algo.
Picá a porra! = Agir violentamente contra alguém ou algo.
Rumaládisgraça = Agir violentamente contra alguém ou algo.
Ei, ó o auê aí ô = tida como única frase universal a utilizar apenas vogais e ter sentido completo, significa parem de baderna.
Bó batê o baba = Chamar os amigos para uma partida de futebol
Bó pro reggae = Chamar os amigos para a balada

Salvador, chamada sempre por Jorge Amada de A Cidade da Bahia, é também conhecida por ser uma cidade cujo dialeto deu um LAR aos mais diversos impropérios do cancioneiro popular local. Possivelmente você um dia já foi convidado a visitar a casa da porra, a casa do caralho, a casa da desgraça!

Lá também existe a Casa de Noca que ninguém sabe onde fica, mas sabe-se que lá sempre o couro come.
Hoje eu to na bruxa = Hoje eu to irritado, impaciente, intolerante…
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Pra faláverdade, numsei quem foi o porra que escreveu tudoaí acima. Mas que mandou bem, mandou, né meu rei?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

MPF e MP/BA dá um freio no governo da Bahia; recomendam que Ibama fiscalize licenças ambientais no Oeste do estado

Quinta, 28 de janeiro de 2016
Do MPF
A Sema estava solicitando que o Ibama repassasse os processos de embargo de empreendimentos agrícolas localizados no Oeste da Bahia, afrontando a legislação

O Ministério Público Federal da Bahia (MPF/BA) em conjunto com o Ministério Público do Estado da Bahia (MP/BA) emitiu recomendação à presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para que não envie os processos de embargos dos empreendimentos agrícolas sob sua responsabilidade, no Oeste da Bahia, para a Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia (Sema). Os Ministérios Públicos recomendam também que o órgão fiscalize as áreas embargadas e que exija licença ambiental dos empreendimentos que realizam atividades agrossilvipastoris - agricultura, pecuária, aquicultura e silvicultura.