Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Corregedoria da Câmara recebeu nesta quarta (7/10) representação contra Cunha por quebra de decoro

Quarta, 7 de outubro de 2015
Bancada do PSOL e deputados de outros partidos querem que presidente da Casa seja investigado com base nos artigos 4º e 18º do Código de Ética da Câmara, pelo seu envolvimento nos casos da Operação Lava Jato e outras denúncias
 Foto: Liderança do PSOL na Câmara
 
O PSOL deu mais um passo importante em sua campanha para que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se afaste da Presidência da Câmara. Ao lado de deputados de outros partidos, Chico Alencar (RJ), Ivan Valente (SP), Edmilson Rodrigues (PA), Jean Wyllys (RJ) e Glauber Braga (RJ) protocolaram na tarde desta quarta-feira (07), na Corregedoria da Casa, uma representação em que denunciam Cunha por quebra de decoro parlamentar, com base nos artigos 4º e 18º do Código de Ética da Câmara. O primeiro diz respeito às declarações do presidente da Câmara na CPI da Petrobras, em depoimento em março, quando negou ter contas no exterior. E o segundo fala sobre a omissão do deputado a respeito dessas contas em sua declaração do imposto de renda.
 
Na representação, os deputados elencam as recentes denúncias feitas contra Cunha, no âmbito da Operação Lava Jato, assim como as informações do Ministério Público da Suíça enviadas ao Ministério Público Federal de que o deputado é titular, junto com familiares, de contas bancárias naquele país, não declaradas à Receita Federal, nem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à época de sua eleição para o atual mandato.
 
Utilizando como base o artigo 4º do inciso V do Código de Ética da Câmara dos Deputados, a representação afirma que Cunha quebrou o decoro parlamentar com a nítida intenção de omitir informação relevante para os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, ainda que o deputado tenha ido voluntariamente prestar tais esclarecimentos, em março deste ano.  O texto cita ainda o artigo 18, que trata das declarações obrigatórias. A representação pede que as denúncias sejam investigadas pela Corregedoria, assim como uma análise de conduta do deputado Eduardo Cunha em face do Código de Ética e Decoro Parlamentar.
 
O documento, entregue hoje ao corregedor Carlos Manato (SD-ES), considera também as declarações feitas na CPI da Petrobras, contra o presidente da Casa pelo seu envolvimento nos desvios investigados pela Operação Lava Jato. “Como indício de sua participação, quatro delatores, incluindo o doleiro Alberto Youssef e os lobistas Júlio Camargo, Fernando Baiano e João Augusto Henriques, o acusam de receber propina do esquema. Outro delator da Lava Jato, o ex-gerente-geral da área internacional da Petrobras Eduardo Vaz Costa Musa, aponta Cunha como responsável por dar a palavra final nas indicações a uma diretoria da estatal. Em seu depoimento, Henriques confirmou ter depositado dinheiro em uma conta no exterior que veio a saber depois era de Cunha. Segundo o relato do lobista, o repasse era para pagar propina a Cunha pela aquisição, pela Petrobras, de um campo de exploração em Benin, na África”, afirma a representação.
 
Para justificar o pedido de investigação por quebra de decoro, os deputados que assinam o documento afirmam que o Brasil passa por uma crise política e econômica de grande estatura. “O Parlamento não pode deixar que uma crise moral ainda se instale dentro de seus próprios quadros, sobretudo na figura do seu próprio presidente. Nossa relação primordial é com nossos eleitores. Devemos legislar para eles e fiscalizar a aplicação dos recursos em prol de seu bem estar. A sociedade deve olhar com respeito para o Parlamento, e não com desconfiança. Devemos ter responsabilidade social e política”.
 
Após o ato de entrega da representação à Corregedoria, o líder do PSOL, deputado Chico Alencar, reforçou a importância das investigações a respeito das denúncias contra o presidente da Câmara e criticou a omissão de boa parte dos deputados. “É impressionante o mutismo da grande maioria das lideranças partidárias. Este silêncio é uma anormalidade e só desvaloriza o Parlamento brasileiro. Em nenhum Parlamento do mundo ocorre este tipo de constrangimento: o presidente da Casa sendo investigado, em seu país e fora dele, e permanece no cargo como se nada estivesse acontecendo. Esta situação está insustentável”, afirmou.
 
O corregedor Carlos Manato tem até 45 dias para elaborar o parecer sobre a representação, considerando depoimentos e defesa de Eduardo Cunha. O parecer opinativo é encaminhado à Mesa Diretora da Câmara (presidida por Cunha), que decide, por voto, se encaminha para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar ou se arquiva o pedido.
 
Confira o inteiro teor da representação.
 
Com informações da Liderança do PSOL na Câmara

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Juiz Voxprópolis condena todos os réus do mensalão - Auto do Pesadelo de Dom Bosco

Sexta, 16 de junho de 2011
Hoje é o dia da condenação dos corruptos do mensalão daquela aldeia da Idade Média. Ouça o juiz Voxprópolis pronunciar a sentença. Após o texto com a sentença, você pode ler o que o Coro do Povo cantou.

Leia postagem sobre a apresentação em 5 de junho, no Gama/DF, da Ópera de Rua Auto do Pesadelo de Dom Bosco. Obra do maestro Jorge Antunes, professor da UNB, e que trata do mensalão da Idade Média (???). Veja outros vídeos sobre a Ópera de Rua no canal Gamalivre no YouTube
JUIZ VOXPRÓPOLIS:
Nós ouvimos bem atentos
preleções de cada réu.
Percebi triste momentos
de uma torre de babel.

Muitos chegam ao cinismo
de entrarem num papel
de assumido banditismo
e de roubo a granel.

Um lançou forte veneno
como feia cascavel.
Outro fala, obsceno,
de uma prática infiel.


Tem até dissimulado,
que antes do papel cruel
já havia envergonhado
violando o painel.


Eu condeno o bando novo,
criminosos de aluguel
cá trazidos pelo povo
que não teme o tropel


Todo o povo desta aldeia
bem merece um lauréu.
Os réus vão para a cadeia,
pro povo eu tiro o chapéu.

CORO DO POVO:
De pé, cidade envergonhada!
Seu povo quer paz e honestidade.

Esta Cidade
da inovação,
quer civilidade,
quer libertação.

Contra o desmando,
a exploração,
fora o bando
da corrupção!

Vamos além!
Seja onde for,
prendam também
o corruptor.

Nossa cidade
especial,
quer igualdade
e justiça social

(não cai o pano, porque na rua não tem panos, nem nada por baixo dos panos: só nos gabinetes tem coisas por baixo dos panos)

FIM

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Auto do Pesadelo de Dom Bosco - A Bruxa Ouvides Brito

Quinta, 16 de junho de 2011
Hoje é a vez de soltar a voz aqui a poderosa professora de certa aldeia da Idade Média. Chegou à aldeia no bico de um Passarinho —que tinha como esporte favorito caçar (com ç mesmo) estudantes universitários—. A bruxa, melhor, a professora, chegou com a missão específica de demitir professores que se rebelaram contra um monarca bem anterior ao Xaró Parruda, e ousaram fazer uma greve. Puniu quase três mil. Depois de alguns anos, apanhada pela gerigonça de um certo Vassalo Borval da Bóza,  e vítima de sua própria ganância, saiu pelas portas do fundo do palácio monárquico.


Acesse o canal Gamalivre no YouTube e reconheça outras figuras “daquela” aldeia da Idade Média.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Reverendo Júnior Embromelli no Auto do Pesadelo de Dom Bosco

Quarta, 15 de junho de 2011
Ele, o da oração da propina, não poderia deixar de se apresentar aqui. Veja como se apresentou na Praça do Cine Itapoã, no Gama/DF, no domingo passado. Uma senhora performance do Senhor Reverendo.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Vassalo O Vilão Aires

Terça, 14 de junho de 2011
Já se apresentaram aqui no Gama Livre os personagens Reverendo Benedictus Dormindo e a Princesa Vampira Jaqueladra Horroriz. Hoje é a vez do Vassalo O Vilão Aires. A apresentação foi no último dia 5 na Praça do Cine Itapoã, Gama/DF. A ópera de rua é de autoria do maestro Jorge Antunes e conta a história de certo Mensalão. Diz o autor que a história se passou na Idade Média. Acontece que nós, que vivemos nos dias de hoje, conhecemos os personagens. Seria a reencarnação de corruptos? Vade retro satanás!
Acesse o canal Gamalivre, no YouTube, e veja mais alguns personagens do Mensalão do Dem, ops! Da Idade Média.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Cabo Patrício pode responder ação por quebra de decoro parlamentar

Quarta, 9 de dezembro de 2009

Do Correio Braziliense de hoje
Advogado entra com representação por quebra de decoro contra Cabo Patrício
Distrital teria favorecido Leonardo Prudente em um projeto sobre a coleta de lixo

Ana Maria Campos

Em meio às discussões sobre a postura ética de oito deputados distritais envolvidos nas denúncias de recebimento de propina da Operação Caixa de Pandora, o presidente em exercício da Câmara Legislativa, Cabo Patrício (PT), que integra a oposição, também virou alvo de uma representação por suposta quebra de decoro parlamentar. Um advogado entrou com denúncia contra o petista por supostamente ter favorecido os negócios do presidente da Casa, Leonardo Prudente (DEM), ao incluir no texto de uma lei a prioridade na contratação de empresas de Brasília para o recolhimento e o tratamento do lixo hospitalar.    
Rafael Cavalcanti Prudente, um dos filhos de Leonardo Prudente, representa em Brasília a empresa Serquip Serviços, Construções e Equipamentos Ltda., que mantém contrato emergencial com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do Distrito Federal. A lei de Patrício aprovada pela Câmara Legislativa e sancionada pelo governador José Roberto Arruda (DEM) estabelece que apenas em situações excepcionais o GDF deverá contratar empresas com tecnologia e sede em outras unidades da Federação. As duas principais concorrentes da Serquip estão instaladas em Anápolis e Cidade Ocidental. Com a lei de Patrício, a coleta, o tratamento e o processamento do lixo hospitalar passarão a ser responsabilidade de quem o produz.
Leia mais no Correio