Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 8 de agosto de 2026

O dia em que Jânio Quadros renunciou

Sábado, 8 de agosto de 2026

O dia em que Jânio Quadros renunciou

O telex começa a chacoalhar furioso, vomitando resmas de notícias. Onde está o presidente? Ninguém sabe. No Sul emerge a figura de Brizola. Diz que respeitará a Constituição e prenderá qualquer oficial que sugira o contrário

Foto: Presidente Jânio da Silva Quadros (Arquivo)
O texto a seguir abre a série Passageiro da História, em que o Outras Palavras passa a publicar as memórias do grande jornalista brasileiro, Carlos Azevedo.

Por Carlos Azevedo, em Passageiro da História

25 de agosto de 1961, um mês de agosto quente. Dia do Soldado. Parada militar em Brasília. Tudo tranquilo na redação do jornal “O Estado de S.Paulo”, na sua majestosa sede na esquina da rua Martins Fontes com Major Quedinho, centro da capital. São duas da tarde. De repente o luminoso da frente do jornal para de dar notícias. O jornalista Raul Bastos, chefe do sistema de comunicação por telefone, rádio e telex, que se comunica com cerca de 400 correspondentes no país e no Exterior, sai de sua cabine apressado. Tem uma bomba nas mãos: o presidente da República renunciou

Comunica a notícia a Perseu Abramo, o chefe de reportagem. Como assim? Deve ser boato. Qual é a fonte? Você confirmou? A fonte era o chefe da sucursal do jornal na capital federal que está ao telefone aos gritos. O telex começa a chacoalhar furioso, vomitando resmas de notícias que vão se estendendo pelo chão.

terça-feira, 10 de junho de 2025

Brasília, cidade de ativista brasileiro sequestrado por Israel, realiza ato no Palácio do Planalto

Terça, 10 de junho de 2025

Manifestantes também pediram que o governo brasileiro rompa relações diplomáticas com o país comandado por Netanyahu


Brasil de Fato — Brasília (DF)
10.jun.2025 às 00h00

Thiago Ávila, ativista brasiliense, é presença frequente em manifestações por direitos humanos na capital federal – especialmente aquelas em apoio à Palestina. Na segunda-feira (9), porém, ele estava ausente. O protesto em frente ao Palácio do Planalto, iniciado às 17h, foi convocado em resposta ao sequestro da tripulação da Flotilha da Liberdade — missão humanitária da qual Thiago fazia parte, ao lado da ativista sueca Greta Thunberg.

“Nossa principal reivindicação é a libertação dos 12 ativistas sequestrados por Israel e que este momento seja usado para intensificar a pressão pelo fim do cerco a Gaza e pelo fim do genocídio, principal motivação desses ativistas”, explicou ao Brasil de Fato DF Luara Lemos, amiga de Thiago e integrante da direção internacional da Flotilha da Liberdade.

Os manifestantes também exigiram o rompimento imediato das relações diplomáticas e comerciais entre Brasil e Israel. Para Lemos, o Itamaraty precisa “emitir uma nota mais contundente sobre a violência do que está ocorrendo”.

terça-feira, 7 de junho de 2022

Panteras do Pantanal protegidas no Planalto

Terça, 7 de junho de 2022
Onça Matí, no papel de Marruá, estrelou na telenovela Pantanal, já está de volta ao criadouro científico do instituto Nex. Foto de Márcia Turcato.

Instituto NEX protege onças para recuperar a espécie. O filhote Apoena é a grande esperança e a onça Mati, que contracenou na novela Pantanal dá visibilidade ao projeto.

Por Márcia Turcato, especial para o Blog Brasília, por Chico Sant’Anna

O filhote de onça-pintada, Apoena, já recebe visitas, mas elas são remotas. Câmaras de monitoramento mostram aos visitantes o pequeno felino, nascido no dia 12 de março deste ano, e sua mãe, Amanaci, uma sobrevivente do incêndio criminoso que consumiu 23% do Pantanal há dois anos.

Apoena está sendo preparado desde o berço para ser introduzido no bioma de seus ancestrais e não pode ter contato com humanos para não perder as características originais da espécie. Sua mãe, ao contrário, jamais voltará ao Pantanal. Vítima da queimada de 2020, Amanaci foi encontrada escondida no galinheiro de uma fazenda em Poconé (MT), local onde começa a rodovia Transpantaneira, a MT-060. Ela estava com as quatro patas tão queimadas que era possível ver o osso. O pai de Apoena é o Guarani, nascido em zoológico e hoje vivendo em um recinto do NEX.

Amanaci foi abrigada no Instituto de Preservação e Defesa de Felídeos da Fauna Silvestre do Brasil (NEX) em Processo de Extinção, uma organização não governamental, com 22 anos, que luta em defesa das onças no Brasil. O Instituto é um criadouro científico para fins de conservação e abriga felídeos da fauna brasileira que estão em processo de extinção. No NEX, Amanaci recebeu um tratamento inovador com células tronco e aplicação de laser e conseguiu se recuperar, explica o veterinário Thiago Luczinski.

Mas não totalmente, o que impede seu retorno ao Pantanal. A queimadura acabou com o tendão de suas patas e, deste modo, ela não consegue expor as garras para se defender ou caçar. A onça macho Ousado, que também foi vítima da queimada no Pantanal, porém com menor gravidade, se recuperou completamente e foi devolvida ao seu habitat.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Te cuida, Brasília! Teus algozes estão logo ali, na Esplanada

Sexta, 29 de maio de 2020
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna

Foto de Ana Volpe/Agência Senado

Compreender Brasília vai muito mais além do que entender seus endereços sem nomes de ruas e cheio de siglas. Compreender Brasília envolve mergulhar nas esperanças de cada um dos candangos que para aqui vieram. Brasília trouxe em si uma atitude de auto-afirmação dos brasileiros, um projeto de nação, o início do Brasil do futuro, o abandono do complexo de vira-lata, tão bem colocado por Nelson Rodrigues. 

Por Chico Sant’Anna
Jornalista, pioneiro e filho de pioneiro

Há pouco mais de seis décadas, brasileiros de todos os rincões e até mesmo alguns estrangeiros deram início a uma grande marcha em direção do Planalto Central. Era o projeto de Brasília que atraia milhares de pessoas. A atração, contudo, não se limitava à possibilidade de se ganhar mais dinheiro. O que movia a muitos era a utopia de um novo Brasil, de uma nova sociedade, onde prevalecessem os sentimentos de igualdade e de harmonia. Talvez por isso, alguns críticos dizem que era um projeto socialista. E se fosse? Brasília representava muito mais do que a expressão de uma pós-modernidade urbanística e arquitetônica. Brasília trouxe em si uma atitude de auto-afirmação dos brasileiros, um projeto de nação, o início do Brasil do futuro, o abandono do complexo de vira-lata, tão bem colocado por Nelson Rodrigues. O orgulho de ter se construído uma cidade no meio do cerrado deveria ser bem maior do que a alegria de ser hexa campeão mundial de futebol.

Compreender Brasília vai, portanto, muito mais além do que entender seus endereços sem nomes de ruas e cheio de siglas. Compreender Brasília envolve mergulhar nas esperanças de cada um dos candangos que para aqui vieram. É verdade que alguns interesseiros encheram a burra de dinheiro e foram para outras paragens, mas a imensa maioria aqui fincou raízes e constituiu uma sociedade peculiar. A vitória desse projeto de nação, pode ser mensurada, por exemplo, no nível educacional dos brasilienses. O Distrito Federal é hoje a unidade da Federação com maior escolaridade do país. Dois, em cada dez brasilienses, tem ensino superior completo. A taxa média de anos de estudos equivale ao ensino médio completo e o percentual de analfabetismo candango tem padrões de Santa Catarina. Tudo isso, é claro, se reflete em emprego, renda, em padrão de moradia, enfim, em qualidade de vida.

domingo, 18 de setembro de 2016

Brasília Maria morreu. Brasília – DF está na UTI

Domingo, 18 de setembro de 2016
Do Blog Brasília, por Chico Sant'Anna
brasilia-maria 

Por Chico Sant’Anna

Brasília Maria nasceu em 21 de abril de 1960. Brasília – DF também

Brasília – DF representava a nova utopia brasileira. A Capital da Esperança. Brasília Maria, ao ser batizada assim, personificou a imagem de um novo futuro para toda uma geração: a verdadeira geração Brasília.

Aos 56 anos, a filha de Brasília – DF, Brasília Maria, morreu dia 10. Morreu pobre, sem condições mesmo de custear o tratamento de sua própria saúde. Morava numa casa humilde, marcada pela impossibilidade de investir em mais conforto e qualidade de vida. Brasília Maria morreu porque a nova utopia brasileira ainda não aconteceu. Brasília Maria morreu porque Brasília-DF, aos 56 anos, está moribunda, sem capacidade de reação, quase que com falência geral dos órgãos. Dos órgãos públicos que deveriam estar funcionando pelo bem estar da população.

Brasília Maria morreu como centenas de brasilienses morrem rotineiramente. Brasília-DF não lhe assegurou internação em UTI. E Brasília Maria deixou Brasília-DF prematuramente em decorrência de parada cardiorrespiratória. A Saúde de Brasília-DF está à beira da morte, morte que Brasília Maria já foi vítima.

sábado, 23 de agosto de 2014

Que cidade é essa?

Sábado, 23 de agosto de 2014
Guará e Águas Claras Orlando Brito 
Por Chico Sant’Anna
Olhe a foto acima, de Orlando Brito, e responda rápido: que cidade é essa?
 
São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte?
 
Quem se deixou influenciar-se com os arranha-céus, pensando que a foto é de alguma metrópole tradicional do Brasil, errou.

A foto é da cidade projetada por Lúcio Costa, considerada revolução nos padrões do urbanismo e da arquitetura mundial, patrimônio da humanidade, mas que vem sendo vilipendiada todos os dias pela cobiça da especulação imobiliária.
Especulação Imobiliária Águas Claras
Projetada inicialmente para ter prédios de no máximo oito andares – um terço a mais do que no Plano Piloto -, Águas Claras abriga espigões com até trinta andares. Foto de Chico Sant’Anna

A imagem é de duas cidades do Distrito Federal: Guará, em primeiro plano, e Águas Claras,em segundo. A primeira foi concebida para ter edifícios de, no máximo, seis andares e, a segunda, oito andares. Hoje, no Guará, há prédios de dez andares e de até de 30 andares, em Águas Claras.
 
Mesmo fenômeno de hiper-verticalização estão vivenciando cidades-satélites como o Gama, Samambaia, Ceilândia e Sobradinho. Espigões cortam os céus, sem que haja uma preocupação como que está na terra: redes de águas pluviais, abastecimento de água potável, captação de esgoto, coleta seletiva de lixo, estacionamentos, dimensões de ruas e avenidas, falta de transporte coletivo, escolas, centros de saúde, delegacias. Leia a íntegra

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Brasília: obras que desconstroem a memória da cidade

Quinta, 17 de abril de 2014

Torre Digital, novo cartão postal de Brasília. Foto de Chico
Sant’Anna

Por Chico Sant’Anna
Aos 54 anos, Brasília já começa a viver um processo acelerado de perda da sua memória urbana. A cada dia que passa, novos elementos da paisagem vão desaparecendo. É certo que a cidade não pode ficar congelada, mas como diz o urbanista José Roberto Bassul, também não pode derreter. Pessoalmente, prefiro outra figura de linguagem: a cidade não pode ficar engessada, tem que se modernizar, mas este processo não pode deixar fraturas expostas. Recentemente, o aeroporto internacional de Brasília teve uma nova ala inaugurada. Bonita, vistosa, toda de metal e vidro.

O estacionamento foi ampliado, mas ai já começa a primeira fratura. A  Praça Santos Dumont, que ficava à frente do Aeroporto Internacional JK é a mais recente vítima do avanço desmedido e impensado das obras projetadas para adaptar a Capital Federal à Copa do Mundo. Onde antes existiam espelho d’água, palmeiras, árvores do cerrado e até um busto do Pai da Aviação, agora prevalece um grande e árido cimentado construído pelo consórcio Infraero/InfrAmérica.
Aeroporto - Praça Santos Dumont
Onde antes existiam espelho d’água, palmeiras, árvores
do cerrado e até um busto do Pai da Aviação, agora
prevalece um grande e árido cimentado construído 
pelo consórcio Infraero/InfrAmérica. Da Praça Santos
Dumont restou apenas uma imagem embaçada do 
google maps.

O estacionamento ganhou duas mil novas vagas, quase todas sem uma sombrinha sequer. As obras de ampliação do estacionamento podiam muito bem ter garantido a presença do busto em bronze. Nem que fosse uma pequena ilha para garantir a manutenção do monumento. Perder duas ou três vagas a menos no estacionamento não faria nenhuma diferença no faturamento dos empresários que o exploram. Mas não, o processo de apagar as memórias é mais forte do que os de sua preservação.

Assim, o busto de Santos Dumont, que estava lá desde os tempos do barracão de madeira que foi o primeiro aeroporto da Nova Capital, desapareceu, ninguém sabe onde foi parar a escultura. A única lembrança, sãoas imagens do google maps.

Leia a íntegra de 'Brasília: obras que desconstroem a memória da cidade'

sábado, 11 de janeiro de 2014

Caminhando por Brasília (ou como aprendi a amar nossa capital federal)

Sábado, 11 de janeiro de 2014
Do Blog http://dzeit.blogspot.com.br/ 
Como que brotando em meio ao cerrado, no "centro" geográfico do País, Brasília é conhecida amplamente como uma capital projetada. Mas apesar do coro que lhe fazem os críticos, Brasília não nasceu congelada e pronta - e muito menos ficou pasteurizada. O fato de ser projetada não a impediu de ter imaginário e mitologia próprias. Mas certamente lhe imputou uma identidade única e marcante.

Turista empolgadíssimo.

Brasília nasce em construções provisórias de madeira - algumas das quais resistem, teve seu apogeu no modernismo à brasileira em concreto armado, teve uma espécie de epílogo pós moderno com algumas obras de Niemeyer tardias e vive uma plena decadência da política urbana e de preservação. É nítida a pressão imobiliária para aprovação de um "plano de preservação" às avessas (o famigerado PPCUB) e o estranho não-protagonismo do IPHAN, órgão responsável pela tutela do projeto urbano que é tombado a nível nacional e reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade.

Mas o texto não pretende falar dos problemas, que são inúmeros, mas sim dar vazão a algumas das impressões mais marcantes de uma passagem pela capital do Brasil.

Expectativas e Impressões

Brasília é uma das cidades paradigmáticas do urbanismo moderno. É impossível, portanto, visitá-la sem grandes expectativas - ainda mais quando se é estudante de arquitetura e urbanismo.

Cresci ouvindo críticas à cidade de Brasília. Fala-se muito dela como uma cidade árida, sem escala humana, projetada para carros. Uma cidade que foi construída isolada, de forma a desmobilizar as massas populares que poderiam influenciar os rumos políticos do País. Uma cidade quente, monótona e sem vida social.

Ao visitar Brasília, constatei que muitas das críticas tem um fundo de verdade. Mas a grande parte acabei concluindo que tem um fundo ainda maior de mentira!

Não dá pra entender Brasília buscando nela os defeitos que lhe imputam a partir da crítica fria do urbanismo moderno.

Não dá pra resumir uma cidade ao seu projeto e suas intenções iniciais.

E principalmente:
Não dá pra vivenciar Brasília como uma cidade qualquer!

Leia a integra de  'Caminhando por Brasília (ou como aprendi a amar nossa capital federal)'

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Brasília é apontada como uma das piores capitais em termos de mobilidade urbana

Segunda, 20 de maio de 2013
A situação de Brasília no ranking de mobilidade urbana é uma das piores dentre as capitais brasileiras. Levantamento feito pela Associação Abaporu, organização que atua nas áreas de educação, cultura e cidadania, e publicado no portal Mobilize Brasil, aponta, por exemplo, que a cidade é a última colocada, numa relação de doze capitais pesquisadas, quando o tema são os ônibus com acessibilidade a pessoas com deficiência física. Na Capital Federal, apenas 31% dos coletivos estão adaptados para receber passageiros com problema  locomotor.
Além de não estarem adaptados aos passageiros com necessidade especiais, muitos coletivos, como este de nº 151661, da empresa Viva Brasília, flagrado pelo passageiro Eudes Galvão,não possuem amínima condição de rodagem.
A situação é ruim inclusive para os passageiros que não possuem necessidades especiais. A fiscalização das autoridades públicas é deficiente e muitos coletivos, inclusive alguns operados pelo próprio poder público – que interveio na empresa Viva Brasília -, não estão em condição de tráfego, mas circulam do mesmo jeito.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Brasília maltratada

Sábado, 12 de janeiro de 2013  
Exclusivo: filha de Lúcio Costa diz que Brasília está sendo maltratada

O projeto urbanístico de Brasília, idealizado por Lúcio
Costa, resistirá mais 50 anos? Foto do paisagismo
projetado, em 1960, por Burle Max para a Esplanada
dos Ministérios. Fonte: http://www.skyscrapercity.com

Em entrevista exclusiva ao blog Brasília, por Chico Sant’Anna, Maria Elisa revela que o Setor Noroeste não segue as recomendações de seu pai e relembra que, segundo Lúcio Costa, “a Brasília não interessa ser grande metrópole.”


Arquiteta e urbanista como o pai, Maria Elisa Costa fala da situação de Brasília e suas preocupações com a Capital Federal. Foto: Arquivo da família.

Com meio século de vida, Brasília vive os dilemas das metrópoles centenárias. A cidade planejada não conseguiu implantar um serviço de coleta e triagem de lixo, garantir tratamento de esgoto para 100% da população, o transporte público é de péssima qualidade e parece ter a predileção de optar pelas tecnologias ultrapassadas. A Educação e a Saúde públicas, outrora modelos referenciais de qualidade, estão sucateados e a especulação imobiliária faz a cidade crescer desordenadamente para cima e para os lados. Brasília, a cidade que não tinha a missão de ser uma metrópole, segundo a visão de seu próprio idealizador, fica, a cada dia, mais descaracterizada e mais semelhante a qualquer outra cidade do país, refém dos interesses da ganância de uns e dos desacertos da classe política que dita os rumos não só de Brasília, mas de todo o País.


Talvez, o último governador do Distrito Federal que tenha tido uma verdadeira preocupação com a preservação da Capital Federal tenha sido José Aparecido. Ele conseguiu que Brasília fosse tombada como patrimônio universal da humanidade pela Unesco e assim tentar aplacar a sanha de alguns que não tem preocupação com o que ela representa nem com a qualidade de vida dos que nela moram.
Maria Elisa Costa, filha de Lúcio Costa, conviveu com os principais responsáveis pela existência de Brasília, como retrata a fotomontagem. Foto: Arquivo da família.
Maria Elisa Costa, filha de Lúcio Costa, conviveu com os principais responsáveis pela existência de Brasília, como retrata a fotomontagem. Foto: Arquivo da família.

Foi na administração Aparecido, entre 1985 e 1987 que Lúcio Costa esteve em Brasília para fazer, quem sabe, uma última reflexão sobre os rumos de sua criação. Elaborou o projeto Brasília revisitada, que de alguma forma buscava garantir os ideários da cidade sonhada por Juscelino Kubitscheck e, ao mesmo tempo abrir um pouco de espaço para o seu crescimento.


Um quarto de século depois, a cidade não parece mais a mesma e as ameaças de uma descaracterização maior – tais como a mudanças de gabaritos nos Setores Hoteleiros ou a mudança de destinação de uso da quadra 901 Norte – se mostram cada vez mais fortes e agressivas. No entorno da cidade, os espigões já tomam conta da linha do horizonte, chegando, em alguns casos a 30 andares. A verticalização das cidades-satélites impacta todo o planejamento feito para Brasília, em especial a qualidade dos serviços que devem ser ofertados pelo poder público. A cidade vive a opressão da força das empreiteiras, das construtoras e das imobiliárias.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Família Niemeyer critica 'Brasília by Cingapura'

Domingo, 16 de dezembro de 2012 
Contrato assinado com empresa asiática para planejar o futuro da capital federal motiva campanha contrária do Instituto dos Arquitetos do Brasil

FELIPE WERNECK / RIO - O Estado de S.Paulo
Na última semana, as imagens de Brasília ganharam o mundo nos obituários de seu principal criador, Oscar Niemeyer, que morreu no dia 5. Para preservar esse legado, a família do arquiteto se uniu agora ao Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) na crítica à decisão do governo do Distrito Federal de contratar uma empresa de Cingapura para planejar os próximos 50 anos da capital do País. Na sexta, foi lançada a campanha "Niemeyer sim! Brasília By Cingapura Não".

O contrato de "planejamento estratégico" com a empresa Jurong Consultants foi assinado em Cingapura pelo governador Agnelo Queiroz (PT) no início de outubro. Todo o processo foi feito sem licitação e sem participação de brasileiros, motivando uma campanha contrária do IAB, que agora ganhou reforço da Fundação Oscar Niemeyer. Leia a íntegra

sábado, 15 de dezembro de 2012

IAB lança campanha nacional “Niemeyer Sim! Brasília By Cingapura Não!”

Sábado, 15 de dezembro de 2012
Do IAB
O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) realizou nesta sexta-feira, 14 de dezembro, no Rio de Janeiro, um evento de lançamento da campanha “Niemeyer Sim! Brasília By Cingapura Não!” para mobilizar a sociedade brasileira contra o contrato firmado, sem licitação, pelo Governo do Distrito Federal com uma empresa de Cingapura para planejar Brasília pelos próximos 50 anos.
O manifesto foi apresentado pelo presidente do IAB, Sérgio Magalhães, que destacou a indignação da classe de arquitetos e urbanistas do Brasil contra o planejamento de uma cidade como Brasília por uma empresa que desconhece a cultura nacional.
“A capital federal é fruto da capacidade do povo brasileiro, concebida e planejada pelo talento dos arquitetos Lucio Costa e Oscar Niemeyer, um retrato da cultura do país no Planalto Central. Este planejamento não pode ser feito por expressões urbanísticas e arquitetônicas de outro contexto e de outra cultura”, contestou.
Para o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Mauricio Azedo, o contrato remete ao colonialismo e prejudica a cultura brasileira. “Esse projeto de sabor colonial reduz a expressão cultural do Brasil em favor de uma empresa cujos méritos precisariam ser justificados para que ela fosse beneficiada com a obtenção do contrato deste porte”, afirmou Mauricio Azedo.
A dispensa de licitação também despertou críticas. O pró-reitor da UFRJ, Pablo Benetti, se declarou indignado em nome da universidade, afirmando a reconhecida capacidade dos profissionais brasileiros, desconsiderada pelo Governo do DF. “Indignação com o procedimento de contratação sem concurso público ou qualquer outro meio de transparência e com o desprezo à nossa arquitetura e engenharia, no sentido de desconhecer a capacidade e a importância que essas formações têm dado para o desenvolvimento nacional”, criticou o pró-reitor.
Segundo João Suplicy, presidente da Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos (FPAA) – entidade representativa de 32 países das três Américas – a realização do projeto por uma empresa de Cingapura é considerada uma invasão cultural. “É inconcebível imaginar que um patrimônio da humanidade como Brasília sofrerá uma invasão de Cingapura. Uma invasão à cultura brasileira com todo esse histórico de arquitetura certamente será muito nociva”, disse.
Para o presidente da Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE), Mauro Viegas, a presença de estrangeiros em um projeto deste porte não é o problema, mas sim a condução do plano liderado totalmente por outro país e não por profissionais brasileiros. “A nossa associação não exclui que haja participação estrangeira, porém essa contratação tem que ser para nos apoiar, transferir tecnologia, mas sempre com a liderança de alguma empresa brasileira”, ponderou Mauro Viegas.
O movimento “Niemeyer sim! Brasília By Cingapura Não!” já está tendo também repercussão no campo político. Segundo o presidente do IAB-DF, Paulo Henrique Paranhos, a maior parte do senado já está apoiando a causa e movimentando ações para que a presidência da República intervenha pela interrupção do contrato, mas o encontro desta sexta-feira com representantes de outras entidades fortaleceu ainda mais o manifesto.
“Temos enviado mensagens até a presidência da República, mas com esse grupo nós podemos bater na porta do Palácio do Planalto e pedir uma decisão mais enérgica porque Brasília é um patrimônio cultural da humanidade e o governo federal não pode virar as costas para esse problema”, exaltou o presidente do IAB-DF.
Já o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU), Haroldo Pinheiro, classificou a contratação um caso vergonhoso. “O CAU está preparando uma ação contra esse evento que nos envergonha”, declarou. “Já recebemos delegações de países do Oriente que vieram se informar como a engenharia e arquitetura nacional tinham conseguido em três anos e meio projetar e inaugurar uma capital da República no meio do nada. Agora, dez anos depois, uma parte desse mesmo grupo é contratada como especialista para tratar de uma cidade única no mundo, que foi projetada, realizada e tombada em favor da memória da humanidade”, disse o presidente do CAU.
O manifesto do IAB também levantou discussão sobre o aspecto social do projeto. Segundo a socióloga e professora da PUC-Rio, Maria Alice Rezende de Carvalho, o Governo do DF está desconsiderando a população local. “Estamos aqui fazendo a defesa da democracia e da capacidade de participação da sociedade em seus próprios destinos. A população deve se manifestar porque democraticamente esperamos poder falar sobre como queremos viver nos próximos 50 anos”, afirmou a socióloga.
O Governo do DF assinou o acordo no dia 3 de outubro com o grupo asiático Jurong. Com valor estimado em US$ 4,25 milhões, o contrato prevê a elaboração de um projeto para o desenvolvimento da capital até 2060, denominado “Plano Brasília 2060”.
O IAB considera o contrato um crime de lesa-cultura. Com a campanha “Niemeyer sim! Brasília By Cingapura Não!” pretende ganhar mais força para levar ao Congresso Nacional o manifesto da sociedade contra esta intervenção estrangeira na cidade símbolo da arquitetura brasileira e do legado de Oscar Niemeyer.
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sábado, 1 de dezembro de 2012

Os planos do governo para o DF e para você

Sábado, 1 de dezembro de 2012
Do Urbanistas Por Brasilia
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O GDF tem proposto ao longo de 2012 diversos planos, projetos, ações e contratos de longo prazo que irão afetar profundamente a vida da população, a realidade econômica e ocupação urbana do DF. A população do DF é constantemente surpreendida por um festival de siglas e informações que não dão a real dimensão do que está prestes a ocorrer com o DF.

Assim, é fundamental que seja dado conhecimento sobre quais são as diversas decisões e projetos do GDF ocorrendo nesse momento e que estão estão motivando diversos setores da sociedade civil a se organizarem por meio do Movimento em Defesa de Brasília . Informe-se, participe e divulgue!

1) Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB)

Status: aguardando votação na CLDF nas próximas semanas (requerimento de urgência urgentíssima)

Fruto de contratação de uma consultoria privada, o conteúdo do PPCUB foi apresentado para a população de forma pouco didática, em pleno feriado de Corpus Christi, e está prestes a ser aprovado pela Câmara Legislativa. Ninguém sabe dizer com segurança o que está sendo mantido e o que está sendo alterado na área tombada. A Unesco recomendou a suspensão do PPCUB e sua reavaliação, mas o GDF ignora. O Iphan recomendou correções estruturais no conteúdo do documento que também resultariam em sua paralisação, mas o GDF ignora. Que cronograma é esse que o GDF tem que cumprir? Esse documento irá ditar o futuro da capital da República, um Patrimônio Cultural da Humanidade, e tem que ser feito com extremas seriedade e cautela, seja no prazo que for necessário. O PPCUB não está em condições de ser aprovado na Câmara Legislativa e precisamos impedir que isso ocorra de forma açodada nas próximas semanas.

2) Lei de Uso e Ocupação do Solo do DF (LUOS)

Status: aguardando votação na CLDF

Também resultado de contratação de uma consultoria privada, a LUOS complementa o polêmico Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) e propõe diversas alterações nas cidades do DF (aumento de alturas, alterações nos usos permitidos e outros parâmetros que regulam as ocupações das cidades). Elaborada ao mesmo tempo do PPCUB, o que reduziu a participação e discussão com a sociedade, foi encaminhada para a CLDF sem discussões aprofundadas nem a transparência necessária a uma legislação tão importante. Aprovar a LUOS de forma açodada pode acarretar danos irreversíveis a todas as cidades do DF, indistintamente.

3) Parceria Público-Privada (PPP) do Lixo por 30 anos

Status: audiência pública realizada e em processo de contratação

Brasília é a única grande capital brasileira que ainda destina seus resíduos a um “lixão”. Em lugar de resolver a questão de forma exemplar, a polêmica “PPP do Lixo” cria  um monopólio para a iniciativa privada nos próximos 30 anos, sem transparência e com sérios problemas de conteúdo, fere os princípios da gestão participativa e democrática, exclui os grupos sociais envolvidos e depõe contra a eficiência do Estado, a responsabilidade e a economicidade do gasto de recursos públicos(*). Essa PPP está sendo criada sem considerar as diretrizes do Plano de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos do DF ou da  Lei 12.305/2010, as quais essencialmente definem que a gestão de resíduos sólidos e limpeza urbana deve ser primeiramente discutida com a sociedade para só então haver a decisão por contratação ou PPP. Porque o contrato é de 30 anos se suas condições têm tantas críticas? Porque os especialistas não estão sendo ouvidos pelo governo?


4) Licitação do Transporte Público com contrato para 20 anos

Status: em processo de contratação
A licitação do transporte público feita para um período de 20 anos cria um oligopólio para três empresas que já exploram atualmente o pior transporte público do país, inviabiliza a longo prazo ajustes e correções no contrato, perpetua o transporte público no DF baseado na queima do diesel. É uma solução precária e emergencial que será adotada a longo prazo mas que não considera o transporte do DF como um sistema integrado tampouco as soluções de vanguarda ou comprovadamente eficientes como metrô, VLT, transporte de vizinhança, ônibus elétricos, etc. Trata-se de uma decisão sem a transparência desejada e ignorando alertas de especialistas para um período excessivamente longo que pode inclusive aprofundar a crise do transporte público no DF.

5) Consultoria de Singapura planejando os próximos 50 anos do DF

Status: contrato assinado e trabalhos se iniciando

No segundo semestre de 2012 o Governo do DF apresentou para a imprensa o projeto “Brasília 2060” sem qualquer previsão na legislação (PDOT) ou discussão prévia com a população com quatro eixos principais a serem desenvolvidos: um novo aeroporto internacional e de cargas, um distrito financeiro internacional, um polo logístico e um parque industrial.

Além desses projetos o Brasília 2060 prevê a implantação intensiva de indústrias no DF, considerando de antemão a indústria armamentista! O contrato entre o GDF e a empresa Jurong Consultants, de  Singapura, foi concebido e desenvolvido pela Terracap, e é questionável em termos de como está ocorrendo e do que está sendo proposto. A empresa Jurong, de Singapura (país asiático), sequer conseguiu comprovar a sua notória especialização para justificar a inexigibilidade adotada pelo GDF. A envergadura dos projetos a serem desenvolvidos para o Brasília 2060 criará eixos econômicos e de ocupação que impactarão fortemente a realidade do DF, sem qualquer tipo de justificativa ou demanda da população e ignorando o que já foi definido pelo Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF (PDOT).

6) Sucateamento da Saúde, Educação e Segurança no DF

O GDF tem priorizado as obras do Estádio Nacional e os mega-contratos entregando a gestão do DF a longo prazo para a iniciativa privada e ao mesmo tempo precarizando as atividades de interesse público sob sua responsabilidade. É importante destacar que o DF foi a única unidade da federação que recusou o financiamento (e a fiscalização) do BNDES para a construção de seu Estádio para a Copa do Mundo. Partos nos corredores de hospitais, insegurança generalizada, greves constantes, são realidades que infelizmente estão se tornando rotina para o brasiliense e não podemos assistir a isso tudo sem uma forte reação de retomada dos rumos do DF.

O Distrito Federal precisa urgentemente que ocorra o resgate da qualidade da saúde, educação e segurança que já tivemos um dia, que haja finalmente um sistema transporte público integrado, inteligente, eficiente e modelo para o país, que tenhamos um planejamento das cidades priorizando a qualidade de vida de seus habitantes e não os interesses do mercado imobiliário.

A população do Distrito Federal não deu um cheque em branco para que o DF seja desfigurado ou se transforme em uma mercadoria a ser negociada e por esse motivo continuará divulgando as informações que tem sido pouco consideradas pela mídia.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

PDOT - Carta da Federação de Entidades em Defesa do Distrito Federal

Segunda, 20 de junho de 2011
Carta publicada hoje (20/6) em http://informe-ambiental.blogspot.com


EXCELENTÍSSIMO SENHOR
GERALDO MAGELA
SECRETÁRIO DE ESTADO DA
SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO URBANO E HABITAÇÃO DO GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL – SEDHAB-DF

C/CÓPIA para o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, Procuradoria Geral da República do Distrito Federal e Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Deputados Federais e Senadores do Distrito Federal, Partidos Políticos do DF e Gabinete Civil da Presidência da República.

A FEDERAÇÃO EM DEFESA DO DISTRITO FEDERAL é constituída de várias entidades representativas da sociedade civil do Distrito Federal, a exemplo dos Conselhos Comunitários, Associações de Moradores, Prefeituras de Quadras, Federação de Entidades da Área Rural do DF, Prefeitura do Setor de Diversões Sul de Brasília e Instituições Não governamentais como o Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, o Instituto de Desenvolvimento Ambiental do DF - IDA, o FORUM das Organizações Não Governamentais Ambientalistas do DF e Entorno, o Instituto Pactos de Desenvolvimento Regional Sustentável, Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Cidade, entre outros.

A FEDERAÇÃO tem acompanhado desde o início a “revisão” do Plano diretor de Ordenamento Territorial do DF – PDOT-DF, então aprovado pela Lei Complementar nº 17/1997, e todas as ações que culminaram com a aprovação da Lei Complementar nº 803/2009, em vigor.

Já apresentamos a essa SEDHAB, em reunião com Vossa Senhoria, documento contendo sugestões e posições a respeito de vários pontos do PDOT-DF, sem que tenha sido esclarecido quais delas foram acatadas ou rejeitadas, e se foram, com que justificativas.

Nem tão pouco foram divulgados no “site” da SEDHAB, as sugestões e propostas de outras Entidades e representações da sociedade.
Por estas razões e pelas que abaixo elencamos, apresentamos a seguir os seguintes esclarecimentos e requeremos:

RESUMO HISTÓRICO DA ELABORAÇÃO E APROVAÇÃO DO PDOT-DF EM VIGÊNCIA

1. As Entidades da FEDERAÇÃO tentaram, inúmeras vezes, contribuir na formulação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal – PDOT-DF, antes de sua aprovação pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, tanto no âmbito do Poder Executivo, que encerrou rapidamente as possibilidades de sugestões, promovendo somente três Audiências Públicas. Apenas na última é que foi apresentada uma proposição em forma de Projeto de Lei Complementar (contendo textos, sem os anexos onde constavam os coeficientes básicos e máximos de aproveitamento de todas as áreas urbanas do Distrito Federal).

2. Por interveniência do Ministério Público do Distrito Federal - MPDFT, a Câmara Legislativa promoveu 11 (onze) Audiências Públicas, onde NÃO SE PERMITIU DISCUTIR, SERVINDO, AS AUDIÊNCIAS, TÃO SOMENTE PARA O PODER EXECUTIVO APRESENTAR a proposta do Plano Diretor, que recebeu o nº PLC 46/2007. Em todas as Audiências houve QUESTIONAMENTOS E PROPOSIÇÕES POR PARTE DA FEDERAÇÃO. Entretanto, não foi possível discuti-las. Pelas palavras de um dos parlamentares em uma das Audiências, Relator do Projeto de Lei Complementar pela Comissão de Assuntos Fundiários, “as Audiências Públicas não eram o local para debater o assunto”. Essa afirmativa deve constar na gravação das Audiências.

3. O conteúdo do PLC 46/2007 era diferente daquele apresentado à população na 3ª e última Audiência Pública promovida pelo Poder Executivo.
4. Na tramitação do processo na Casa Legislativa outras quatro versões do Plano foram elaboradas, após as Audiências Públicas, além da que o Poder Executivo encaminhou, inusitadamente, fora dos trâmites normais e regimentais, distribuída a todos os parlamentares pela Liderança do Governo e publicada no Diário da Câmara Legislativa do DF. Nenhuma delas foi levada para debate com a sociedade que, inclusive, desconhece esses fatos.

5. Embora inviabilizadas as tentativas de participação e contribuição pela sociedade organizada junto aos Poderes Executivo e Legislativo locais, esta FEDERAÇÃO persistiu e apresentou, por escrito, observações, questionamentos e sugestões, entregando-as aos responsáveis pela condução das Audiências Públicas, ao Presidente da Câmara Legislativa do DF e ao MPDFT.

6. Aprovado o Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal – PDOT-DF, pela Lei Complementar 803/2009, com várias Emendas Parlamentares incluídas no texto e Anexos, sem justificativas técnicas, o Ministério Público ingressou com Ação Direta de Inconstitucionalidade, em duas possibilidades: o julgamento de toda a LC, Inconstitucional, ou na forma de item a item. A maioria dos itens questionados na ADI referiam-se às questões de defesa do meio ambiente.
7. O Tribunal de Justiça do DF julgou a versão item a item, conforme encaminhamento do MPDFT.

8. Nesse interregno de tempo, denúncias de corrupção para aprovação do PDOT-DF foram amplamente divulgadas pela imprensa local e nacional e deram origem às investigações, hoje em curso pela Procuradoria Geral da República, conhecida como “Caixa de Pandora”.

PROBLEMAS QUE PERSISTEM NO CONTEÚDO DO PDOT-DF VIGENTE

1) Apesar de julgados inconstitucionais diversos dispositivos da LC 803/2009 – PDOT-DF, outros tantos persistem, comprometendo sua implementação, por contrariar princípios de legalidade, do uso social da propriedade e da cidade.

2) Um deles, jamais corrigido, refere-se à representação gráfica em mapas que, por estarem em base cartográfica sem informações referenciais, demarca as Áreas e Zonas em “manchas”, sem limites identificáveis pela sociedade. Não se sabe onde começam e terminam as diversas Áreas e Zonas do macrozoneamento, de regramentos completamente diferenciados. Além disso, os mapas, por publicação e disponibilização à sociedade em escalas reduzidas, em tamanho inferior ao A4, impedem qualquer tentativa de identificação locacional no território. O Distrito Federal dispõe de um Sistema Cartográfico exemplar – SICAD, com atualização cadastral por vôos sistemáticos, pagos com recursos públicos. Normalmente é a TERRACAP que promove as atualizações do SICAD. Esse Sistema é obrigatório como base cartográfica para projetos e planos, mas não foi utilizado no PDOT-DF.

3) Após insistências e cobranças inclusive por parte do MPDFT, o GDF publicou as “poligonais” e suas descrições. Ocorre que tais “representações gráficas” só podem ser decifradas por especialistas na área de cartografia, e impedem a superposição ao mapa/croqui do macrozoneamento, por estarem em escalas diferentes. Faltam as informações em formato digital para que se possa colocar as poligonais dentro de um sistema de informações geográficas. Até o momento essas informações parecem ser “sigilo de Estado”, mas devem ser de acesso público assim como faz o IBGE, que disponibiliza dados digitais cartográficos de todo o Brasil. Continua o cidadão comum, a quem é destinado o PLANO DIRETOR, afastado do processo e do entendimento do Plano, até mesmo por impossibilidade de se situar no território, de saber em que Área ou Zona seu espaço de interesse está inserido e a que regramentos estará sujeito.

4) Após insistências e cobranças inclusive por parte do MPDFT, o GDF publicou as “poligonais” e suas descrições. Ocorre que tais “representações gráficas” só podem ser decifradas por especialistas cartógrafos, e impedem a superposição ao mapa/croqui do macrozoneamento, por estarem em escalas diferentes. Continua o cidadão comum, a quem é destinado o PLANO DIRETOR, afastado do processo e do entendimento do Plano, até mesmo por impossibilidade de se situar no território, de saber em que Área ou Zona seu espaço de interesse está inserido e a que regramentos estará sujeito.

5) As extensas áreas de categoria urbana, desnecessárias ao atendimento da demanda por habitação demonstrada no Documento Técnico que acompanhou o Projeto de Lei Complementar 46/2007 (único produzido e disponível), criam a ilegalidade da “retenção especulativa da terra”, contrariando o princípio constitucional da função social da propriedade.

6) Áreas de Proteção de Mananciais foram reduzidas, sem nenhuma justificativa.
7) Zoneamentos e Planos de Manejo de Unidades de Conservação como a Área de Proteção Ambiental – APA da bacia do Rio São Bartolomeu e do Rio Descoberto foram descumpridas, permitindo usos vedados por essas regulamentações, apesar de serem superiores ao PDOT-DF (e conflitante ao próprio texto aprovado que determina essa superioridade de regramento).

8) Usos em desconformidade com a preservação do “BIOMA DO CERRADO” FORAM PERMITIDOS, contrariando acordos nacionais e internacionais.
9) Inexistência de informações sobre a capacidade dos sistemas de abastecimento de água potável, de coleta e tratamento de esgotos, de drenagem pluvial, de energia elétrica, de coleta, tratamento e disposição final de lixo (problema da maior relevância no DF), capacidade da estrutura viária existente, para suportar a demanda pelas novas ocupações, regularizações e adensamentos que a Lei do PDOT-DF permitiu.

10) Há, também, no texto vigente, uma injustiça social inaceitável. É do conhecimento de todos que o DF tem problemas de escassez no abastecimento de água potável, embora não se divulgue a real disponibilidade dos sistemas em operação. Não há no texto do PDOT nenhum dispositivo que assegure que essa disponibilidade, quanto a dos demais sistemas de infraestrutura, SERÃO UTILIZADAS NOS PROGRAMAS DE INTERESSE SOCIAL, o que viabiliza sua utilização para os novos loteamentos, como as novas Quadras do Sudoeste, todo o Setor Noroeste, que não representam a grande demanda por habitação. Este fato consagra o PDOT-DF em vigência em contradição à função social da propriedade e da cidade, princípios constitucionais de um PLANO DIRETOR.

11) Os adensamentos decorrentes da aplicação dos coeficientes máximos constantes nos Anexos (jamais colocados para a sociedade), carecem de critérios técnicos e de comprovação de viabilidade. No Documento Técnico do PLC 46/2007 não há nenhuma justificativa técnica para esses coeficientes, e por esclarecimentos verbais da equipe da SEDHAB, foram definidos a partir do “máximo já edificado, legalmente ou não”. Nivelou-se, portanto, o potencial máximo das edificações, novamente, para “regularizar o ilegal”, beneficiando os que agem fora da lei. E o que é pior, sem estudo técnico que demonstre que os sistemas implantados de infraestrutura e viário tenham condições de atender aos adensamentos decorrentes desses dispositivos, na maioria construídos ilegalmente.

12) A revisão do PDOT-DF não reavaliou, também, os Planos Diretores Locais, incorporando-os integralmente, somando assim, ao PDOT-DF, adensamentos decorrentes de mudanças de uso e alterações de gabarito, agravando ainda mais o problema de infraestrutura básica e viária, como nos casos absolutamente perceptíveis na rotina da vida das pessoas. É indiscutível a saturação da estrutura viária nas áreas periféricas aos Empreendimentos em andamento no Guará e no Gama, por exemplo. Nenhum desses empreendimentos foi precedido pelo Estado, nem pelos empreendedores, de estudos de viabilidade ambiental (EIA/RIMA) ou de impacto de vizinhança (EIV), e as consequências são os lucros dos empreendedores em detrimento da qualidade de vida de toda a população, quer a que irá morar nesses empreendimentos, quer aquela que já reside nas imediações e sofrerá os impactos negativos das novas ocupações.

13) Há, no processo de urbanização adotado pelo PDOT-DF, uma inversão perniciosa ao meio ambiente e ao meio já urbanizado colocando em risco as condições mínimas de habitabilidade que a sociedade do DF um dia alcançou. Na medida em que a ocupação de novas áreas urbanas é permitida, que adensamentos populacionais são induzidos por alterações de uso do solo e estabelecimento de coeficientes máximos de aproveitamento desprovidos de critérios técnicos, que não se estabelece prioridade aos programas de interesse social, TUDO SEM ESTUDO TÉCNICO COMPROBATÓRIO DE VIABILIDADE, SEM DEMONSTRAÇÃO DE QUE OS SISTEMAS EXISTENTES DE INFRAESTRUTURA TÊM CAPACIDADE DE ATENDIMENTO, e ao mesmo tempo NÃO ESTABELECE EM QUE MOMENTO ESSES ESTUDOS DEVERÃO OCORRER, O ESTADO INDUZ A OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO AO CAOS. Os Estudos de Impacto de Vizinhança são elaborados nos casos e momento que a Administração Pública decide, quando assim exige, sem que haja definições prévias de critérios para que esses estudos ocorram, apesar da legislação federal estabelecer. Cria-se uma expectativa aos empreendedores que terão sucesso na medida de sua “influência” com o Poder Decisório, pois faltam regras e critérios de conhecimento público.

14) Há, no PDOT-DF em vigência, questões que deveriam ser objeto das Leis de Uso do Solo – LUOS e que, na medida em que inadequada e ilegalmente permitidos usos diversos dos que hoje vigoram, sem os estudos técnicos comprobatórios de viabilidade, consequências danosas ao meio urbano, meio ambiente e à população: conteúdo desconforme no PDOT-DF com a Lei Orgânica do DF, antecipação de usos que motivam proprietários e especuladores a iniciarem empreendimentos sem viabilidade de atendimento pelos sistemas de infraestrutura, profundos impactos ao meio ambiente e à sociedade já instalada, em especial, quanto ao sistema viário, já saturado pela demanda atual.

15) Não menos importante, e também referente à legislação superior à Distrital, são os dispositivos que propõem mudanças de uso na Área Tombada de Brasília, onde as regras básicas de preservação do Conjunto Urbano da cidade constam na Portaria nº 314/92, do IPHAN - do Ministério da Cultura. O Instrumento jurídico do tombamento existe justamente para salvaguardar o Patrimônio Tombado de interpretações subjetivas e pessoais, como, lamentavelmente, tem ocorrido nos últimos anos, à revelia da Portaria 314/92. Dispositivos que permitem alterações de uso, como os previstos para o Setor de Indústrias Gráficas, para a W3 (abrangendo a faixa residencial 700, fortemente contestado pelos moradores e pela sociedade de Brasília) NÃO PODERIAM CONSTAR DO PDOT-DF. Além de matéria alheia ao PDOT-DF e de conteúdo, se for o caso, a ser debatido quando da elaboração do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília – PPCUB, em andamento pelo GDF, antecipa possibilidades hoje ilegais e valoriza imóveis de propriedade particular, tudo à revelia da lei e da participação popular.

AÇÕES DO ATUAL GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL – PDOT-DF

a) CONTRARIAMENTE às expectativas da sociedade, o atual Governo do DF assumiu o PDOT-DF em vigor, com conteúdo sem atendimento ao interesse público, portanto, eivado de vícios de origem e objeto de denúncias pela “Caixa de Pandora”.

b) O GDF, através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação – SEDHAB fez publicar em seu sítio eletrônico um documento que denominou de “PDOT-DF consolidado após julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI pelo Tribunal de Justiça - TJ-DF”, incluindo mapa/croqui marcando manchas negras onde teriam ficado “lacunas” no macrozoneamento.

c) Logo após, a SEDHAB estabeleceu um prazo para que a sociedade apresentasse sugestões ao PDOT-DF, exclusivamente por via eletrônica, sem esclarecer, entretanto, se as sugestões deveriam ser no mérito do que havia sido considerado Inconstitucional, se apenas aos artigos, parágrafos, incisos e alíneas do texto, se incluiriam sugestões aos Anexos que tratam de coeficientes de aproveitamentos, de densidades demográficas, de estratégia de regularização, de novas áreas para ocupação urbana e outras matérias tratadas e especificadas em Tabelas e mapas/croquis nos Anexos.

d) Em seguida, publica novamente no sítio eletrônico uma “minuta de Projeto de Lei Complementar“, a título de “consolidação” das propostas recebidas. Entretanto, no quadro comparativo, que aliás apenas contem o texto, não incluindo nenhum dos Anexos, aparecem as proposições de autoria de órgãos do Governo do Distrito Federal, e sem Justificativas. Não apresenta qualquer informação sobre as proposições da sociedade, quais as acatadas, as rejeitadas e as respectivas justificativas e indicações de autoria.

e) Essa versão não contou com a participação dos órgãos ambientais do Governo do Distrito Federal, tendo o Conselho de Meio Ambiente do DF – CONAM-DF, em sua última reunião ordinária, deliberado pelo chamamento da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação – SEDHAB, para apresentação da proposta ao Colegiado, para apreciação sobre os impactos ao meio ambiente que essa “adequação” provocará no território do DF. Acrescenta-se, ainda, que o CONAM sugeriu que essa apreciação ocorresse antes de submeter a proposta da SEDHAB à população, que tem Audiência Pública marcada para o dia 18 próximo.

f) Desde o início deste processo pelo atual Governo, dois debates sobre o assunto ocorreram, da maior importância, de iniciativa independente do Poder Executivo. Um primeiro, promovido pela 3ª Secretaria da Câmara Legislativa do Distrito Federal, onde os técnicos das Unidades de Constituição e Justiça e de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente apresentaram análises importantes e substanciais, concluindo pela impropriedade urbanística e ambiental de vários itens da proposta e outras ilegalidades ou mesmo inconstitucionalidades de itens que, inclusive, já foram assim considerados pelo TJ-DF.

g) Outra iniciativa relevante foi da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – FAU da Universidade de Brasília - UnB, que também promoveu debates com alunos, professores daquela Faculdade e sociedade, sobre a proposição disponível e o processo de elaboração e aprovação da Lei Complementar em vigor ( LC 803/2009).

h) Pelo Procedimento acima descrito, pode-se afirmar a proposta em debate não tem legitimidade, por absoluta falta de participação popular, por exclusão no processo adotado pela SEDHAB, restrito ao meio eletrônico, pela falta de documentos justificativos e esclarecedores, em cada uma das fases já passadas. Seu conteúdo não atende ao interesse público, e consagra tão somente a ganância imobiliária, que norteou a elaboração da LC 803/2009.

QUESTÕES DO CONTEÚDO DA MINUTA DO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR PRODUZIDO PELA SEDHAB/GDF

1. É, no mínimo, estranho que o Poder Executivo ressuscite dispositivos considerados inconstitucionais pelo TJ-DF, incluídos no texto por Emendas Parlamentares, que provocaram denúncias de corrupção para aprovação, investigadas pela Procuradoria Geral da República, conhecida como “Caixa de Pandora”.

2. A minuta de Projeto de Lei Complementar de “adequação” à LC 803/2009 é, na verdade, uma outra proposta, uma vez que NÃO SE RESTRINGE AOS DISPOSITIVOS CONSIDERADOS INCONSTITUCIONAIS QUE PROVOCARAM “LACUNAS” NO PDOT-DF. A proposta inclui, além de ressuscitar inúmeros dispositivos considerados inconstitucionais pelo TJ-DF, SEM JUSTIFICATIVA, SEM COMPROVAÇÃO TÉCNICA (o Documento Técnico é o que acompanhou o PLC 46/2007), modifica estes dispositivos e INCLUI NOVAS PROPOSIÇÕES.

3. Mantém grande extensão de área de categoria urbana, especialmente ao sul do DF, prevalecendo a “retenção especulativa da terra”, contrariando a função social da propriedade e da cidade, objetivo principal e Constitucional dos Planos Diretores.

4. Também trata de assuntos novos, de conteúdo da LUOS, como a permissão de ocupação como de interesse social, de espaços públicos de uso comum do povo, conhecidos como os becos em várias cidades, como Ceilândia, Brazlândia e outras.

5. Retira o Bairro Catetinho do texto, porém, o mesmo não foi retirado dos mapas.


6. Reduz a Área da APA do Planalto, para permitir usos conflitantes com o previsto nessa APA.

7. Permite uso urbano em Área de Proteção de Mananciais - APM, vedado pelo Termo de Ajustamento de Conduta - TAC.

8. Reduz várias Áreas de Proteção de Mananciais.

Diante de todo o exposto,

REQUEREMOS:

1. Que a Lei Complementar nº 803/2009 seja REVOGADA, seus efeitos tornados nulos, PELAS CONSEQUÊNCIAS DANOSAS, PERNICIOSAS E DE EFEITOS NEGATIVOS AO MEIO AMBIENTE, AO MEIO URBANIZADO E À SOCIEDADE DO DISTRITO FEDERAL;

2. Que seja reativado o Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal aprovado pela LC 17/2007;

3. Que o GDF implemente de imediato o Sistema de Planejamento Territorial e Urbano – SISPLAN previsto na Lei Orgânica, fazendo se instalar os Conselhos Regionais de Planejamento em cada Região Administrativa, e o órgão superior do SISPLAN – o Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF – CONPLAN, TODOS NOS TERMOS das Resoluções do Conselho da Cidade, onde a representação da sociedade se faz por “indicação da própria sociedade organizada”, e não por “seleção e escolha do Governador do DF”;

4. Que os assuntos emergenciais de “regularização de condomínios”, de “regularização de ocupações de interesse social”, de “ocupação de novas áreas de interesse social” sejam objeto de deliberação coletiva, do SISPLAN, conforme prerrogativa já prevista na Lei Orgânica do Distrito Federal, que dá ao Governador a prerrogativa e condições de iniciar o processo e encaminhar Projetos de Leis para essas finalidades, de interesse público, até que a legítima revisão do PDOT-DF e a elaboração da Lei de Uso e Ocupação do Solo – LUOS sejam aprovados.

ATENCIOSAMENTE,

BRASÍLIA, 18 DE JUNHO DE 2011


Conselho Comunitário do Sudoeste
ELBER BARBOSA - elber.barbosa@uol.com.br

Associação Comunitária dos Proprietários de Lotes do Park Way
FLÁVIA RIBEIRO DA LUZ - fguimaraes99@yahoo.com

Associação dos Moradores Lindeiros e Amigos do Canjerana – AMLAC
NATANRY OSÓRIO - natanry@hotmail.com

Conselho Comunitário da Asa Sul
HELIETE DE ALMEIDA RIBEIRO BASTOS - helietebastos@gmail.com

Conselho Comunitário da Asa Norte
RAPHAEL RIOS - raphael_rios@uol.com.br

Conselho Local de Planejamento do Lago Sul – CLP-LS
SUELY F. N. GONSALEZ - sue31@superig.com.br

Forum das Organizações Não Governamentais Ambientalistas do DF e Entorno
MÔNICA VERÍSSIMO - mvfundsd@gmail.com

Conselho Comunitário de Segurança Park Way
ROBSON NERI - robson.neri@gmail.com

Instituto Pactos de Desenvolvimento Regional Sustentável
TÂNIA BATTELLA DE SIQUEIRA – taniabs@terra.com.br

Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Cidade
SILVANA TAYAR

Prefeitura do Setor de Diversões Sul Brasília
FLAVIA PORTELA - flaviaportelaarquitetura@gmail.com

Instituto Histórico e Geográfico Do Distrito Federal
JARBAS SILVA MARQUES - jarbassilvamarques@yahoo.com.br


Associação de Proprietários e Moradores da Orla do Lago Norte
BENEDITO ANTONIO DE SOUZA- beneditomutirao@uol.com.br

Prefeitura do Setor Comercial Norte
REGINA LACERDA - reginalacerda@uol.com.br

Conselho Comunitário do Lago Sul
EDLAMAR PEREIRA BATISTA - edlamarbatista@hotmail.com