“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 23 de julho de 2017

A delaçao premiada de Arruda e os sete anos do "Já vai tarde!" de Eurides Brito

Domingo, 23 de julho de 2017
No dia em que a revista Veja divulga que o ficha-suja, o ex-governador Roberto Arruda, quer delatar seus antigos comparsas na famosa Operação Caixa de Pandora, um amigo do Gama Livre nos envia um link de postagem de 2010 sobre um dos personagens importantes daquele escândalo.

É que completou ontem, 22 de julho de 2017, exatos sete anos e um mês da cassação por corrupção desvairada da deputada distrital Eurides Brito. E no dia 23 de julho de 2010 o Gama Livre publicou um texto sobre a cassação da líder de Arruda na CLDF. Ela desmandou por muitos anos na rede pública da educação do DF. Leia abaixo a postagem.

Já vai tarde!


Quarta, 23 de junho de 2010

Pagou, mas não tudo que deve. A cassação ontem (22/6) de Eurides Brito não purga todos os seus pecados. Aliás, não purga nenhum dos seus pecados ou de suas maldades.
Trazida em 1979 para Brasília pelas mãos do então ministro da Educação da ditadura, o coronel Jarbas Passarinho, aquele que eliminou centenas de estudantes e professores das universidades brasileiras com seu Decreto 477, “o AI-5 das Universidades”, dona Eurides demorou de começar a pagar o mal que tanto fez.

O Decreto-Lei 477, fruto da mente de Jarbas Passarinho, inibiu a liberdade e a capacidade intelectual nas universidades brasileiras, demitiu professores e servidores, cassou alunos, prejudicou o ensino superior, mas não apenas o superior, e levou terror à escola. O criador desse monstrengo perverso que, paraense, lembrou-se de sua conterrânea Eurides Brito quando os professores do Distrito Federal lutavam numa greve. Ela foi retirada da bolsa (ops!), do bolso, do coronel Passarinho e trazida para a Secretaria de Educação do DF.

A cassada ontem por quebra de decoro e da ética é a mesma senhora que demitiu e puniu mais de três mil professores públicos do Distrito Federal. É a “professora” que acusava de falta de ética os mestres que não se submetiam, que não aceitavam a submissão à sua nefasta administração, ou influência —quase que eterna— na Secretaria de Educação.

É a mesma dona Eurides que, secretária da Educação na época da ditadura, reinou  também por muito tempo nos quatro governos de Joaquim Roriz, de quem foi titular da área da Educação. Ainda mandou absoluta nessa área no curto, mas péssimo e escandaloso governo de Arruda, aquele dos panetones. Mandou e desmandou, mais desmandou que mandou, na Educação de Brasília por longos e longos anos.

Fez adversários no seio da categoria dos professores e servidores escolares, mas, como todo chefe esperto, também formou um razoável contingente de seguidores, especialmente integrados por dirigentes escolares. Tinha muitos adversários, mas muitos bajuladores e aproveitadores. Estes dois últimos grupos estão desembarcando do hoje navio à deriva.

O seu alforje era muito grande. Enquanto o vaqueiro nordestino na sua labuta diária sob o sol a pique enche o seu alforje com rapadura e farinha que lhe dão a energia para mais um dia de trabalho, a distrital enchia o seu alforje de um determinado e estranho tipo de rapadura.

Quando enche seu alforje de rapadura e com a santa farinha que mata ou engana a sua fome, o sertanejo nordestino é observado por Deus.

A distrital ao encher seu alforje com aquele tipo de “rapadura” foi também observada. Não por Deus, mas por Durval Barbosa. Deus guarda o que observa para o julgamento final. Durval, não. Entrega à Polícia Federal.

O vaqueiro nordestino leva uma vida dura, muito sofrida. Embaixo de sol e chuva, embrenhando-se na caatinga cheia de espinhos juntamente com seu cavalo e seu fiel cachorro leva uma vida dura para poder ter sua farinha e rapadura dentro do alforje e matar a fome de seus filhos.

Enquanto isso, outros enchem seus alforjes —pois que tais bolsas de tão grandes poderiam ser chamadas de alforjes— de um tipo indecente de rapadura. Rapadura de dinheiro. E Deus sabe muito bem de quem essa rapadura foi tirada.

Já vai tarde, Dona Eurides!


Olhe a seguir as “rapaduras” entrando no alforje da deputada.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Ministro do STJ decide que OAB não é parte legítima para propor ação contra políticos acusados no "mensalão do DEM"

Segunda, 2 de fevereiro de 2015
Do STJ
O ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), manteve decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que extinguiu a ação civil pública por improbidade administrativa proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e pela seccional da entidade no Distrito Federal contra políticos supostamente envolvidos em desvio de recursos públicos relacionado ao chamado “mensalão do DEM”.
O TRF1, aplicando entendimento do próprio STJ, concluiu que a OAB não tem legitimidade para a propositura da demanda por não envolver prerrogativas dos advogados nem disposições do Estatuto da Advocacia.

sábado, 20 de julho de 2013

TJDFT confirma condenação da ex-distrital por improbidade administrativa em decorrência de envolvimento no escândalo político

 

No ano passado, a ex-parlamentar foi sentenciada a devolver dinheiro: valores serão reduzidos
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mais de um ano depois de ser condenada em primeira instância por envolvimento com a Caixa de Pandora, a ex-distrital Eurides Brito (PMDB) teve a condenação por improbidade administrativa confirmada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Com isso, ela está inelegível por oito anos, conforme a Lei da Ficha Limpa. Eurides teve, no entanto, uma conquista. A apelação da defesa da ex-deputada, interposta à decisão anterior, foi parcialmente provida pela 3ª Turma Cível do tribunal. Os termos do acórdão só serão divulgados ao longo da próxima semana, mas o Correio apurou que o provimento parcial do recurso está relacionado à redução dos valores que ela terá de devolver.
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Reportagem do Correio Braziliense   

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Juiz Voxprópolis condena todos os réus do mensalão - Auto do Pesadelo de Dom Bosco

Sexta, 16 de junho de 2011
Hoje é o dia da condenação dos corruptos do mensalão daquela aldeia da Idade Média. Ouça o juiz Voxprópolis pronunciar a sentença. Após o texto com a sentença, você pode ler o que o Coro do Povo cantou.

Leia postagem sobre a apresentação em 5 de junho, no Gama/DF, da Ópera de Rua Auto do Pesadelo de Dom Bosco. Obra do maestro Jorge Antunes, professor da UNB, e que trata do mensalão da Idade Média (???). Veja outros vídeos sobre a Ópera de Rua no canal Gamalivre no YouTube
JUIZ VOXPRÓPOLIS:
Nós ouvimos bem atentos
preleções de cada réu.
Percebi triste momentos
de uma torre de babel.

Muitos chegam ao cinismo
de entrarem num papel
de assumido banditismo
e de roubo a granel.

Um lançou forte veneno
como feia cascavel.
Outro fala, obsceno,
de uma prática infiel.


Tem até dissimulado,
que antes do papel cruel
já havia envergonhado
violando o painel.


Eu condeno o bando novo,
criminosos de aluguel
cá trazidos pelo povo
que não teme o tropel


Todo o povo desta aldeia
bem merece um lauréu.
Os réus vão para a cadeia,
pro povo eu tiro o chapéu.

CORO DO POVO:
De pé, cidade envergonhada!
Seu povo quer paz e honestidade.

Esta Cidade
da inovação,
quer civilidade,
quer libertação.

Contra o desmando,
a exploração,
fora o bando
da corrupção!

Vamos além!
Seja onde for,
prendam também
o corruptor.

Nossa cidade
especial,
quer igualdade
e justiça social

(não cai o pano, porque na rua não tem panos, nem nada por baixo dos panos: só nos gabinetes tem coisas por baixo dos panos)

FIM

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Auto do Pesadelo de Dom Bosco - A Bruxa Ouvides Brito

Quinta, 16 de junho de 2011
Hoje é a vez de soltar a voz aqui a poderosa professora de certa aldeia da Idade Média. Chegou à aldeia no bico de um Passarinho —que tinha como esporte favorito caçar (com ç mesmo) estudantes universitários—. A bruxa, melhor, a professora, chegou com a missão específica de demitir professores que se rebelaram contra um monarca bem anterior ao Xaró Parruda, e ousaram fazer uma greve. Puniu quase três mil. Depois de alguns anos, apanhada pela gerigonça de um certo Vassalo Borval da Bóza,  e vítima de sua própria ganância, saiu pelas portas do fundo do palácio monárquico.


Acesse o canal Gamalivre no YouTube e reconheça outras figuras “daquela” aldeia da Idade Média.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Eurides Brito

Domingo, 6 de dezembro de 2009
    Em junho de 2008 quando da apreciação em segundo turno do Projeto de Lei Complementar nº 79, que desaguou na famigerada “Lei” 780/2008, a deputada distrital Eurides Brito, presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa do Distrito Federal, avocou a relatoria do projeto.
Deu parecer favorável quanto à constitucionalidade e juridicidade do projeto, o que permitiu que ele fosse transformado em “lei”. Continuo escrevendo entre aspas a palavra lei quando se refere à que destruiu centenas de passagens de pedestres e áreas verdes das quadras residenciais do Gama/DF, pois tal lei nunca existiu. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal a anulou em 24 de novembro de 2009, exatamente porque foi feita ao arrepio da constituição, da lei orgânica do DF, da lei que trata do Plano Diretor Local do Gama, da lei que trata do Programa Habitacional de Interesse Social. E a anulação é desde a origem da lei, isto é, 4 de setembro de 2009, data em que o governador Arruda, o do pacote de dinheiro, a publicou no Diário Oficial do DF.
O Gama, certamente, tem do que se orgulhar com a luta travada pela anulação da “Lei” 780/2009. O que não sabe o Gama, e os ex-eleitores da distrital Eurides Brito, é se ela se envergonhou de ter sido apanhada recebendo pacotes de dinheiro do grampeador Durval Barbosa. Uma vergonha...pra quem tem vergonha. Reveja a seguir o vídeo da imoralidade.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sobre fariseus e vendilhões do templo

Quarta, 2 de dezembro de 2009
Dois fizeram orações depois de pegarem uma bolada. Rezaram pela vida  (em risco real) daquele que os abastecia de dinheiro. Depois foi a vez de uma das envolvidas no escândalo, a deputada Eurides Brito, líder do governo Arruda na CLDF, e flagrada recebendo grana de Durval Barbosa, soltar nota em que afirma que entregou o seu caminho ao Senhor "e Ele tudo fará". Imagina-se o que Ele poderá fazer com todos eles.

Esse caminho trilhado por essas pessoas, que receberam bem mais dos que as 30 moedas  recebidas por Judas, não é o caminho que o Senhor, que é justo, reto, ético, sério, gostaria que seus filhos percorressem.

Em reportagem de hoje o Correio Braziliense informa que fontes da Polícia Federal dão conta de que foram encontrados durante a batida da PF na casa de Eurides Brito R$244 mil em dinheiro vivo (nem só deputado é que é vivo) e mais um trocado de R$9 mil dólares. Não se sabe até o momento se a dinheirama (mais de um quarto de milhão) seria legal ou seria destinada a alguma empresa de panettone ou coisa parecida, para que pudesse ser “esquentada”no "forno". Também não se sabe se as cédulas são das que a PF anotou a série e Durval teria entregue ao pessoal do mensalão do Demo.

Ele, o Senhor, tudo vê. Não adianta esconder...nem fechar a porta do gabinete.

Leia também Eurides leva o seu (que seria o nosso)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Eurides leva o seu

Eurides Brito, deputada distrital, líder do governo Arruda na Câmara Legislativa do DF, coloca a grana recebida de Durval Barbosa na bolsa. Veja o vídeo abaixo. Também para panetone?