Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 14 de junho de 2026

Os juros altos e a desculpa esfarrapada do 0,1%



Domingo, 14 de junho de 2026

Os juros altos e a desculpa esfarrapada do 0,1%

No momento em que o Banco Central prepara-se para manter ou elevar as taxas mais altas do mundo, vale um pouco de teoria. Por que o remédio é ineficaz contra a inflação vivida pelo Brasil? Como ele agrava a desigualdade e mantém o país em estado de regressão prolongada?

OUTRASPALAVRAS                      Mercado x Democracia
Matéria originalmente publicada no OUTRASPALAVRAS de 10/06/2026

Imagem: Gary Waters/Ikon Images

Por Luiz Martins de Melo, no Terapia Política

A inflação que afeta o Brasil é impulsionada por turbulências geopolíticas, preços de energia em alta e cadeias de suprimentos frágeis, em vez de excesso de demanda. No entanto, os formuladores de políticas continuam a tratar isso como um problema monetário, confiando em uma ferramenta que não pode abordar as causas subjacentes.

O Banco Central continua com a sua decisão de manter as taxas de juros elevadas como um exercício de prudência. Com a inflação voltando a subir, mesmo com o crescimento desacelerando, a autoridade monetária enfatiza a paciência e a “dependência dos dados” como o caminho responsável — uma abordagem moldada sobretudo por temores persistentes de repique inflacionário.

A pergunta que importa para a sociedade não é por quanto tempo os bancos centrais podem manter as taxas de juros elevadas ou o ritmo do aperto monetário. É se os formuladores de políticas conseguem manter a ficção de que taxas de juros mais altas são uma resposta eficaz, ou até neutra, às pressões inflacionárias que o Brasil enfrenta atualmente.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Intérpretes do Brasil — Escola Superior de Guerra

Sexta, 21 de maio  de 2021

Por 

Felipe Maruf Quintas

A Escola Superior de Guerra (ESG), criada em agosto de 1949 pela Lei 785/49, é um Instituto de Altos Estudos de Política, Defesa e Estratégia, atualmente incorporada ao Ministério da Defesa.

Foi criada sob a liderança do General Salvador César Obino e do General Oswaldo Cordeiro de Farias, influenciados pelo modelo da National War College dos Estados Unidos, para funcionar como um centro de estudos e pesquisas acerca do Poder Nacional brasileiro.

A ESG situa-se como herdeira do pensamento geopolítico de Alexandre de Gusmão, responsável, no século XVIII, por institucionalizar o alargamento territorial brasileiro para além dos limites de Tordesilhas; de José Bonifácio, o Patriarca da Independência, formulador do nosso primeiro projeto nacional de desenvolvimento e integração interiorana; do barão do Rio Branco, eminente defensor e ampliador da territorialidade brasileira; do General Cândido Mariano Rondon, insigne sertanista que realizou obra de desbravamento dos sertões, integração telegráfica do País e de proteção aos índios; de Cassiano Ricardo, poeta e pensador da Marcha para Oeste, da descoberta continental do Brasil.

Colocou-se, também, como continuadora do pensamento geopolítico brasileiro da década de 1930.