Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Júlio Lancellotti: 'Há uma ação de extermínio dos moradores de rua'

Segunda, 18 de junho de 2018

Do IHU
Instituto Humanitas Unisinos

Ofendido e ameaçado, inclusive de morte, nas redes sociais, o padre afirma não ter medo. 
A entrevista é de Tatiana Merlino, publicada por CartaCapital, 18-06-2018.
As ações contra a população de rua estão cada vez mais truculentas, afirma o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua, que há mais de 30 anos trabalha com pessoas em situação de rua. Embora acredite que a política de higienização esteja presente em todas as gestões da prefeitura de São Paulo, ele afirma que a situação só piora. “Não há continuidade das ações, o que um começa o outro termina”, critica.
Em entrevista a Carta Capital ele denuncia as ações violentas da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e do ‘rapa’, que é a apreensão de pertences dos moradores feita por funcionários das subprefeituras de cada região. “Até remédio tem sido tirado das pessoas, nas chamadas limpezas da rua”, conta. “E a GCM os chama de lixo. ‘Ô lixo, o que você ainda está fazendo aqui? ’A intolerância se tornou uma epidemia”.
Padre Júlio também critica a falta de políticas de acolhimento diversificado ao grupo marginalizado. “A população de rua é heterogênea, há idosos, mulheres com crianças, casais, os LGBT. Não se pode dar a mesma resposta para todos”. 

Ofendido e ameaçado, inclusive de morte, nas redes sociais, o padre afirma não ter medo: a luta por direitos humanos é um caminho sem volta.

Confira abaixo:

Leia mais

sábado, 15 de julho de 2017

Justiça Global pede que ONU intervenha para diminuir violência no Rio

Sábado, 15 de julho de 2017
Douglas Corrêa - Agência Brasil*
A organização não governamental Justiça Global, ligada à defesa dos direitos humanos, enviou um documento à Organização das Nações Unidas (ONU) para que se manifeste publicamente sobre a onda de violência que tem aparecido de forma recorrente no Rio de Janeiro em 2017 atingindo crianças e adolescentes. O documento pede que o organismo internacional intervenha junto às autoridades brasileiras.

O relatório cita que as mortes ocorreram em decorrência da atuação da Polícia Militar em favelas e periferias da cidade do Rio de Janeiro.“A realização de operações policiais com caveirões e armamento de alto poderio bélico em áreas urbanas, por si só, já constitui uma violação de direitos humanos, mas isso ganha contornos ainda mais graves ao envolver a vida de crianças e adolescentes.”

quinta-feira, 13 de julho de 2017

“A polícia matou Ricardo na frente de todo mundo”

[Clique na imagem para ampliá-la]

Por jornalistaslivres.org


Por Flávia Martinelli, Gustavo Aranda, Lina Marinelli e Martha Raquel, dos Jornalistas Livres.

SÃO PAULO, 12 de julho de 2017.
Em frente às câmeras, a Polícia Militar executou um carroceiro morador de rua em pleno horário de rush, num dos bairros mais ricos de São Paulo.


Uma das mais letais policias do mundo (5 mil mortos nos últimos 10 anos) a PM paulista mais uma vez matou de maneira covarde, brutal e sem nenhuma justificativa.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Direito Humanos: Mortes em ação policial crescem 100% entre abril e junho deste ano no Rio; são os megaeventos, animal

Terça, 2 de julho de 2016
Da Agência Brasil
O número de casos de mortes resultantes de ações policiais cresceu 100% entre abril e junho de 2016 no Rio de Janeiro, na comparação com o mesmo período de 2015. A informação é da assessora de Direitos Humanos da Anistia Internacional, Renata Neder. Segundo ela, este já é um padrão quando se aproximam eventos de grande porte na cidade.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

“Fernando Haddad é tão higienista quanto Gilberto Kassab”


Quinta, 17 de dezembro de 2015
Do Correio da Cidadania
http://www.correiocidadania.com.br
Escrito por Raphael Sanz, da Redação  
A população de rua da cidade de São Paulo está estimada em cerca de 16 mil pessoas, segundo dados da FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A metade vive na região central da cidade, especialmente na Sé. Há inúmeros debates em torno deste tema e nos atentamos ao que acontece especificamente na Avenida Radial Leste, debaixo dos viadutos Bresser e Alcântara Machado. Buscando novos paradigmas no atendimento e fortalecimento da população em situação de rua, trabalhadores sociais da prefeitura se uniram para formar o Catso (Coletivo Autônomo dos Trabalhadores Sociais).
A ideia não agradou muito ao poder público e mesmo a socialmente elogiada gestão Haddad se zangou. Por três vezes tentou desalojar as tendas e, agora, ameaça conseguir – além de demitir os trabalhadores ligados ao Catso. Marcamos presença no ato de rua que o coletivo chamou no último dia 26 de novembro, quinta-feira, em frente à prefeitura de São Paulo e entrevistamos a trabalhadora social Pamela Maria para um entendimento maior da questão.
 “A única diferença do Haddad para o Kassab é que o higienismo dele é gentil, entre aspas, que é como costumamos falar do atual prefeito, pois é visto como bom moço, que faz projetos bem vistos como o Programa Braços Abertos, do qual muitas pessoas de fora veem como um baita projeto, mas ele é tão higienista quanto o Kassab. Expulsa a população de rua tanto quanto”, afirmou.