“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Argentina prorroga por 30 dias intervenção federal na petrolífera YPF

Quarta, 16 de maio de 2012
A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, determinou a prorrogação por mais 30 dias da intervenção federal na empresa petrolífera YPF, que foi expropriada no mês passado. A companhia era administrada pela espanhola Repsol. A decisão está publicada no Boletim Oficial do país  (espécie de Diário Oficial da União) cujo endereço na internet é http://www.boletinoficial.gov.ar/Inicio/Index.castle.

O texto informa que o ministro do Planejamento, Investimentos Públicos e Serviços da Argentina, Julio de Vido, e o vice ministro da Economia e de Finanças Públicas do país, Axel Kicillof, são os principais responsáveis pela intervenção.

O Decreto 732 é assinado pela presidenta Kirchner e pelo chefe de gabinete, Juan Manuel Abal Medina. No texto, ela diz que "a magnitude e a complexidade das tarefas e funções atribuídas determinam a necessidade de continuar a intervenção".

No dia 16, a presidenta anunciou a expropriação da YPF e a intervenção federal na empresa. Cristina Kirchner alegou que os investimentos referentes à companhia na Argentina estavam abaixo do esperado pelo governo. A Câmara e o Senado aprovaram a iniciativa do governo por ampla maioria.

Pela proposta, 51% das ações da YPF foram expropriadas. O governo escolheu como gerente-geral executivo da empresa, Michael Galuccio. A expropriação e a intervenção provocaram críticas na Europa e nos Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil — Renata Giraldi, repórter

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Cristina Kirchner critica empresas de petróleo e Reino Unido

Quinta, 26 de janeiro de 2012
Monica Yanakiew
Correspondente da EBC na Argentina
Buenos Aires – A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, voltou ao trabalho nesta quarta-feira (25), depois de 21 dias de licença médica. E deixou claro que não ficou de repouso absoluto, depois da cirurgia para retirar a glândula tireoide.

Em discurso, à noite, ela criticou as empresas petrolíferas – entre elas, a Petrobras – de formarem um cartel para cobrar um sobrepreço ao óleo diesel vendido no atacado. E de não investirem no país, que este ano terá que gastar US$ 7 bilhões para importar energia. “Acabou-se a esperteza”, disse a presidenta.

A presidenta também respondeu ao primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron. Na semana passada, ele acusou a Argentina de “colonialismo”, depois que o governo argentino conseguiu o apoio dos países vizinhos, para fecharem os portos da região a barcos com bandeiras das Ilhas Malvinas.

sábado, 30 de outubro de 2010

Grande imprensa reconhece que moratória beneficiou Argentina

Sábado, 30 de outubro de 2010
Do site “Auditoria Cidadã da Dívida”
O Editorial do jornal Estado de São Paulo comenta sobre a morte do ex-presidente da Argentina Nestor Kirchner, e surpreendentemente reconhece os méritos da moratória argentina inciada em fins de 2001:
“Mediante um calote espetacular da dívida, tirou o país da recessão, reduziu o desemprego e a pobreza, e resgatou das profundezas a autoestima nacional.”

Em 2005, o presidente Kirchner impôs aos rentistas uma anulação de 75% de uma importante parcela da dívida externa argentina, provando que é possível enfrentar de frente o mercado financeiro.

É bem verdade que esta medida não solucionou o problema do endividamento argentino, pelo fato de não ter sido acompanhada de uma auditoria e de um questionamento da legitimidade da dívida, repleta de irregularidades já comprovadas em sentença judicial do “Processo Olmos”. Assim, parcela significativa dos rentistas entrou na justiça contra a Argentina, e recentemente o país teve de recuar em sua medida de reconhecer somente 25% da dívida.

Já no caso da recente auditoria da dívida equatoriana, onde o governo também anulou cerca de 70% da dívida externa com bancos privados, as contundentes provas de ilegalidade da dívida fizeram com que todos os rentistas aceitassem imediatamente a proposta, sem questionamento algum.

Porém, de qualquer forma, é digno de registro histórico que o Editorial de um dos jornais mais conservadores do país finalmente reconheceu que o não-pagamento da dívida argentina “tirou o país da recessão, reduziu o desemprego e a pobreza, e resgatou das profundezas a autoestima nacional”. Mesmo que tenha sido necessário a morte do ex-presidente Kirchner para que a grande imprensa finalmente admita tantos méritos em um “calote”. 
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Acesse “Auditoria Cidadã da Dívida”.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Néstor Kirchner morre de infarto

Quarta, 27 de outubro de 2010

Vítima de infarto morreu hoje (27/10) o ex-presidente argentino Néstor Kirchner. Ele chegou a ser internado em hospital da cidade de El Calafate, na província de Santa Cruz, na Argentina. Quando passou mal ele participava de uma reunião política. Sua mulher, Cristina Kirchner, atual presidente da Argentina, encontrava-se com ele.