
“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
(Millôr Fernandes)
terça-feira, 21 de julho de 2026
20 anos do pré-sal

domingo, 19 de julho de 2026
Brasil: Uma rota para a soberania energética

segunda-feira, 29 de junho de 2026
Assim a China enfrenta a tempestade de Trump
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Petrobras: o que não se deve comemorar
quarta-feira, 18 de março de 2026
A crise Trump, segundo Varoufakis
segunda-feira, 14 de julho de 2025
O BRASIL E A QUESTÃO ENERGÉTICA
Segunda, 14 de julho de 2025
O BRASIL E A QUESTÃO ENERGÉTICA
José Bento Monteiro Lobato (1882-1948) foi escritor, advogado, empresário e nacionalista. Em 1936 publicou “O Escândalo do Petróleo”, criticando a ausência do governo na pesquisa do petróleo no Brasil. Ele mostrava as descobertas já realizadas na Venezuela, na Colômbia, no Peru, na Bolívia e na Argentina e questionava: cercado de petróleo por que ele não existe no Brasil?
Certamente a campanha de Monteiro Lobato muito ajudou Getúlio Vargas e a criação, em 1954, da Petrobrás.
Igualmente importante foi a nacionalização do petróleo que Lázaro Cárdenas, presidente do México de 1934 a 1940, realizou em 1938, criando a Petróleos Mexicanos (PEMEX) para assumir a administração desta fonte de energia. A data 18 de março é celebrada como feriado cívico naquele país, lembrando o feito histórico.
Poucos no Brasil se interessavam pelo petróleo. A primeira Faculdade de Geologia surgiu em 1957, embora a Escola de Minas de Ouro Preto já oferecesse cursos sobre geologia desde 1876. Os primeiros profissionais para exploração de petróleo na Petrobrás foram engenheiros e agrônomos que fizeram cursos de especialização em petróleo no exterior.
Este descaso não era somente pelo desconhecimento, era para manter o povo na melhor hipótese desinformado, quando não intencionalmente com ideias deformadas.
terça-feira, 3 de dezembro de 2024
O feroz Estado de Israel e suas ações com britânicos e estadunidenses
O feroz Estado de Israel e suas ações com britânicos e estadunidenses
Artigo publicado originariamente no PÁTRIA LATINA de 2 de dezembro de 2024
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*Pedro Augusto Pinho
Só os muito ingênuos ou doutrinados pelos sionistas, ingleses e estadunidenses não conseguem enxergar que o Estado de Israel foi a vingança do Reino Unido contra as populações de suas antigas colônias no Oriente Médio e nordeste da África.
Em relação aos Estados Unidos da América (EUA) foi mais outra ação pelo domínio do mundo. Não pela ocupação territorial como colônias politicamente definidas, mas no novo modelo colonizador das dívidas (financeiro) e sujeição tecnológica e para apoio político e votos em fóruns internacionais.
Na geopolítica do século XXI, distinguem-se as alianças, no Oriente Médio, da Síria com o Irã, apoiados pela Rússia, e da inclusão nos BRICS do Egito e do Irã, antigas colônias/protetorados britânicos.
Sem dúvida forma-se, naquela área do antigo Império Otomano, nova realidade fruto da brandura com que aquele Império tratou as sociedades sob seu domínio. Países como a Síria, o Egito, o Iraque e o Líbano integram o passado otomano na história de seus estados árabes. Muito diferente do domínio britânico, que mesmo antes da criação com apoio brasileiro do Estado de Israel (1948), havia constituído o Kuwait, um satélite na então província otomana, para ser praça de guerra inglesa (1899).
Recorde-se que os otomanos tentaram, em vão, impedir que judeus imigrassem para Palestina e dessem ao sionismo o ponto de apoio demográfico, com a consequência que está nos noticiários destas últimas décadas.
A pilhagem sempre foi atividade cultivada pela aristocracia inglesa desde tempos imemoriais, e dos EUA, desde quando o petróleo alavancou seu modelo de financiamento estatal para desenvolver a industrialização privada naquela parte do continente norte-americano.
A Síria vem tendo seu petróleo roubado pelas tropas dos EUA, acantonadas em seu território. São fatos que a ideologia neoliberal financeira oculta pelo controle que tem das mídias e até mesmo dos currículos escolares (veja-se a respeito o leilão de escolas públicas promovido pelo governador bolsonarista Tarcísio de Freitas, em São Paulo – 29/novembro/2024).
O Oriente Médio está sendo preparado pelas decadentes finanças neoliberais para ruptura que conduzirá o Mundo à III Grande Guerra.
O significado do Oriente Médio é ser o maior polo petrolífero do mundo. Em meados de 2023, as reservas de petróleo globais eram estimadas em 1,6 trilhões de barris, aumento de 3,3% em relação ao ano anterior. Isso significa que, malgrado toda campanha pela “transição energética”, nenhum país está cogitando seriamente de dispensar o petróleo como sua mais importante fonte primária de energia.
Só quem não tem petróleo defende sua substituição.
Além das reservas da Arábia Saudita, com 290 bilhões de barris, lá se encontram as reservas do Irã (173 bilhões de barris), do Iraque (127 bilhões), do Kuwait (110 bilhões), dos Emirados Árabes Unidos (108 bilhões), do Catar (21,5 bilhões), do Omã (sete bilhões), do Iêmen e do Egito (cinco bilhões, cada), da Síria (4,5 bilhões), além do que se supõe na porção marítima da Faixa de Gaza. Ou seja, metade do petróleo líquido (óleo) e gasoso mundial.
E o segundo polo petrolífero está na América Latina, graças às reservas venezuelanas, as maiores em um mesmo país, ao Brasil do pré-sal, ao México, ao Equador, à Colômbia, à Bolívia e à Argentina. Considerando que o terceiro maior polo petrolífero está na Rússia e em países seus aliados (Azerbaijão, Cazaquistão, Uzbequistão), vê-se a dificuldade da antiga hegemonia ocidental (leia-se EUA e Reino Unido) manter seu poder. E fica ainda mais consistente quando um quarto polo está na África, onde se processa sua segunda luta pela independência, começando na região ocidental do Sahel.
A guerra, para países bélicos, que tem boa parte de seu Produto Interno Bruto (PIB) originado da produção e comercialização de artefatos e serviços militares, é sempre a opção preferencial. E, quando em decadência, como se observa após mais de quatro décadas de domínio, torna-se uma condição de sustentação para seu poder neoliberal financeiro.
Posicionemos, geograficamente, este local que EUA e Reino Unido, com a ação desumana de Israel, pretendem ser o Saravejo, o 28 de junho de 1914, estopim da I Grande Guerra, para a primeira guerra termonuclear.
O Oriente Médio compreende a área de 7,2 milhões de km² onde habitam cerca de 260 milhões de pessoas. Os países mais populosos são a Turquia e o Irã, ambos com cerca de 80 milhões de habitantes e o mais extenso, com área de 2,2 milhões de km², é a Arábia Saudita.
Muitas diferenças mais do que identidades se observam neste Oriente Médio.
As principais etnias lá encontradas são os árabes, os persas e os turcos. Os judeus estão concentrados no Estado de Israel e majoritariamente de imigrações recentes. Sob o ponto de vista religioso, lá se encontram as três maiores religiões monoteístas: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Estas duas últimas com diversificadas crenças, matizes dos cultos e interpretações, e, consequentemente, dos pastores e hierarquias religiosas.
O petróleo e sua importância como fonte primária de energia e como insumo industrial tem sido a mais relevante produtora de guerras neste oeste asiático. Ainda que surjam em todas as mídias não por interesses colonizadores dos EUA e da Europa Ocidental, mas pelos supostos conflitos culturais, sobressaindo as diversidades religiosas.
Assim vai sendo o mundo inteiro preparado para não ver como surpreendente este recanto, construído desde 1.300, que chega ao século XVII estendido pela Ásia Ocidental, norte da África e sudeste europeu, tolerante com a diversidade de povos sob seu domínio, capaz de deflagrar uma guerra nuclear.
No entanto, o que se verifica é o colapso de uma civilização calcada unicamente no lucro, que não carrega feridos, e tem a perspectiva de redução populacional em curto prazo, para que não cesse de concentrar renda e riqueza.
Neste momento de penúria econômica e cultural, a recomendação das finanças é reduzir ainda mais as despesas com a educação, a saúde e o trabalho, como se os robôs e a inteligência artificial pudessem substituir o que o grande cientista brasileiro, neurocirurgião Miguel Nicolelis, chamou “O Verdadeiro Criador de Tudo; como o cérebro humano esculpiu o universo como nós o conhecemos” (Editora Planeta, SP, 2020).
Nesta obra, Nicolelis discorre sobre a informação gödeliana (G-info), aquela devida ao lógico tcheco Kurt Gödel (1906-1978), que afiança quanto mais complexo é um ser vivo, mais informação gödeliana, aquela que não pode ser traduzida pela lógica digital, ele acumulou.
“Nos seres humanos”, afirma Nicolelis na obra referida, “esse processo alcança o ápice quando se usa G-info para gerar conhecimento, cultura, tecnologias e recrutar grandes grupos sociais para colaborações coletivas que melhorem em demasia as nossas chances de adaptação para as mudanças do meio ambiente”, erroneamente atribuídas aos combustíveis fósseis.
E prossegue Nicolelis: “a G-info pode, por exemplo, explicar por que a maior parte do processo neural é executada inconscientemente”. Ora, como então digitaliza-la?
Os EUA criaram o “11 de setembro de 2001” para invadir o Iraque (2003), a Líbia (2011), proclamar o Califado Islâmico do Iraque e da Síria (2014), sendo o Afeganistão uma derrota militar e econômica que saiu das manchetes mundiais.
Também sob o pretexto da corrupção, que vem desde a Idade Média sendo atribuído aos opositores do poder fundiário, comercial, financeiro, desde 2011, a Síria enfrenta violentos conflitos motivados por denúncias de corrupção do presidente Bashar al-Assad, oriundas dos EUA, Reino Unido e aliados europeus.
Há um núcleo de planejamento de ações desestabilizadoras a serem aplicadas em países ou movimentos opositores por todo mundo, coordenado por Washington, que nem sempre tem sucesso, como se observou na Coreia, no Vietnã, em Cuba, no Afeganistão e, mais recentemente contra a Rússia, a partir da Ucrânia, entre outros desastres estadunidenses.
Infelizmente, o Brasil é dos casos de sucesso desta aparelhagem golpista, como foi o Irã (1953) e o Chile (1973).
O atual Plano contra o Mundo parte dos conflitos entre a Turquia e o Irã, os mais populosos do Oriente Médio, que se conectam com a OTAN e os BRICS, dois polos da rivalidade pelo domínio global.
A questão que se coloca no entanto não interessa às partes agressoras: seria outro tiro no pé, como reconhece a Europa envolvida na agressão da OTAN à Rússia?
Não se pode esquecer que a China, grande potência econômica, tecnológica e civilizacional do século XXI dá apoio ao governo Assad e já incluiu a Síria na Iniciativa do Cinturão e Rota, a nova Rota da Seda. E a Rússia procura aproximar o Irã da Turquia, o que incluiu uma conferência trilateral para solução de divergências.
A Guerra portanto é objetivo do decadente ocidente unipolar, não do novo poder multipolar aberto pelos BRICS.
*Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.
sábado, 16 de dezembro de 2023
A ignorância administra a energia brasileira. Energia faz Brasil retroceder a colônia na era financeira neoliberal
A ignorância administra a energia brasileira
Energia faz Brasil retroceder a colônia na era financeira neoliberal
Pedro Augusto Pinho*
Ao fim do Governo Geisel, o Brasil despontava como exemplo de governança energética. Tínhamos a energia nuclear, a da tecnologia de ponta, hoje encaminhando para a fusão nuclear, a energia hidrelétrica, a mais limpa e com amplas possibilidades no Brasil em razão da nossa malha fluvial, a energia da biomassa, cujas possibilidades apenas se anteviam com o pró-álcool e poderia ser de grande valia para distribuição de riqueza e mais equilíbrio regional, e a energia do petróleo que já deixava antever a autossuficiência, graças ao esforço no desenvolvimento das tecnologias envolvidas do poço ao posto, realizado pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (CENPES), órgão da PETROBRÁS. O ano era 1980.
Porém a campanha das finanças pelo domínio dos governos mundiais estava na reta final. A década de 1980 foi das desregulações financeiras que conclui com a divulgação, em novembro de 1989, do denominado “Consenso de Washington”, a nova constituição a ser adotada por todos países do mundo. A década seguinte tratou de implementar, com a extinção da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), a ideologia neoliberal que anunciava o “fim da história” e das guerras.
O Brasil submergiu a este encantamento e começa a regredir, as estatísticas passam a mostrar fatias da realidade e ocultar o que ocorria com a maioria do povo brasileiro. A fraude, a farsa, a corrupção e as ilusões circenses são próprias das governanças das finanças.
Mas fiquemos no Brasil.
Toda década de 1990 foi de governos financeiros neoliberais, uns mais outros menos afoitos, mas o troféu de demolidor do Estado Nacional Brasileiro cabe a Fernando Henrique Cardoso, que extinguiu o monopólio da Petrobrás e criou organismo estatal, com nomeações de pessoas ignorantes ou ideologicamente comprometidas com o “mercado” para ocupar as funções relevantes: Agência Nacional de Petróleo (ANP), que foi alterando o nome para incorporar outras áreas da energia.
Aos poucos o Brasil foi perdendo o controle da energia nacional, com as privatizações, o encerramento de atividades, que vão da organização das atividades a suas execuções, e deixando avançar capitais estrangeiros no planejamento, na execução e até no controle das energias brasileiras. E como ficamos?
Apesar de tantas fontes e da capacidade de produção de energia em 1980, o Brasil se apresenta, de acordo com a série estatística do órgão estadunidense Energy Information Administration (EIA), como dos países de menor energia per capita do mundo, apenas superior a outras colônias como a Colômbia e o Equador. Para ficarmos na América do Sul, Argentina, Equador e Venezuela são países que têm maior energia per capita do que nossos 17.300 kWh.
Em termos mundiais, somos verdadeiramente ridículos quando comparados com países pobres como a Tailândia, a África do Sul, Portugal, México, Grécia, Belarus e Azerbaijão. Países importadores de energia como Trinidad y Tobago e Cingapura apresentam energia per capita de 107.269 e 147.085 kWh, respectivamente.
Em 2006, com a competência técnica já demonstrada quando da descoberta da enorme reserva do Campo de Majnoon, no Iraque, e com a firmeza e coragem de quem não se intimida, quando se trata do interesse nacional, o geólogo brasileiro Guilherme Estrella, dirigindo a equipe de exploracionistas da Petrobrás, descobre o pré-sal.
A camada do pré-sal tem características distintas das outras descobertas marítimas brasileiras. Em competente e didático artigo, o geólogo e mestre em Estratigrafia (UFRGS) Marco Antônio Pinheiro Machado expõe em “Pré-sal: maldição ou redenção” (in Patrícia Laier, Francisco Gonçalves, Orildo Lima e Silva, organizadores, “A Petrobrás Fatiada”, FEBRAGEO, 2022): “O rifte atlântico rasga o supercontinente de Gondwana … aos poucos a evolução do rifte fica mais lenta e forma-se um grande lago. … É nessa ocasião que se forma a rocha-reservatório do pré-sal. … As entradas esporádicas do mar salinizam o grande lago e a combinação com um clima extremamente árido possibilita a precipitação de vários tipos de sal. … Estima-se que a deposição ou precipitação de sal na Bacia de Santos ocorreu durante 500 mil anos – muito rápido, se comparado com a idade da Terra”.
Esta condição geológica da formação do pré-sal se estende de Santa Catarina até Alagoas.
Na lista de reservas de petróleo, o Brasil ocupa o 14º lugar, em 2022, mas há diversas inconsistências e crassos erros nesta divulgação do Wikipédia. O mais grave é somar areias e folhelhos betuminosos como se fossem reservatórios de petróleo. O próprio modo de obtenção é diferente.
Nos reservatórios, sejam do pré-sal ou do pós-sal, terrestres ou marítimos, é pela pressão nas rochas reservatórios que se extraia o petróleo. O mais comum e inicial processo, para aumentar a energia natural do reservatório, é injetar gás, que ficará na parte superior, e água, que ficará abaixo do óleo, pressionando a saída do óleo das rochas. Nas areias e folhelhos é pela lavagem de água misturada com solventes em grande volume e pressão que se obtém o betume, fase intermediária que sofre processo semelhante à destilação para se obter o óleo e o gás.
Portanto incluir areias e folhelhos betuminosos no petróleo de reservatórios é misturar banana com coelhos, não sei como se denominará a resultante, mas não serão frutas nem animais.
Excluídos os países de reservas de areias e xistos betuminosos, as maiores reservas, conforme o Wikipédia, para 2020, estão (em bilhões de barris) na Venezuela (303,8), na Arábia Saudita (297,5), no Irã (157,8), no Iraque (145,0), na Rússia (107,8), no Kuwait (101,5), nos Emirados Árabes Unidos (97,8), na Líbia (48,1), na Nigéria (38,5) e no Cazaquistão (30,0). Líbia e Cazaquistão com dados de 2012. Argélia e Brasil seriam os próximos desta lista.
Pode-se afirmar que existem hoje, no mundo, quatro polos de reservas de petróleo. O maior está no Oriente Médio, o segundo possivelmente estará na América do Sul ou na Rússia com os países da Confederação de Estados Independentes (CEI), e o quarto na África, que passa por outro processo de libertação, agora do domínio econômico e cultural dos anteriores dominadores. Ou seja, o domínio euro estadunidense, do unilateralismo, se enfraquece e mostra que o mundo multipolar, fortalecido pela República Popular da China ganha protagonismo universal.
BRASIL NA OPEP: IGNORÂNCIA OU CORRUPÇÃO
O Brasil segue na rota colonial, mesmo fazendo parte dos BRICS, não aproveita para se firmar com polo importante do mundo multipolar.
Vimos que o Estado, ao abrir mão do planejamento, execução e controle, de autossuficiente na produção de energia é, atualmente, um importador de derivados, sendo a Rússia o principal fornecedor de diesel para o Brasil.
Neste aspecto retrocedemos ao período da República Velha, ou da I República, quando exportávamos café, açúcar, charque pelo Rio Grande do Sul, e importávamos todos os derivados de petróleo.
Ao ingressar na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), o Brasil confirma sua trajetória regressiva ao período colonial, de exportador de matérias primas, de produtos in natura, e importador de produtos industrializados, que dispensa a evolução tecnológica, o conhecimento e vai se afundando no país das desigualdades, das novas escravizações, dos ubers e dos MEIs.
O Brasil já produz 4.666 mil barris de petróleo por dia (b/d) (Agência Brasil, para o mês 09/2023). O pré-sal representa 77% da produção brasileira.
Em 2021 o petróleo já se colocava como o terceiro produto mais exportado, superado somente pelo minério de ferro, primeiro, e pela soja, caracterizando a economia do tipo colonial do Brasil (FazComex, 10/11/2013).
Na OPEP+, o Brasil estará nas disputas ao lado dos exportadores, e não dos consumidores. Isso significa que está abrindo mão de agregar milhares de kWh na energia per capita, tirando o País do mesmo plano do Qatar, dos Emirados Árabes Unidos, que detêm melhores desempenhos nesta avaliação.
Se verificarmos a posição do presidente da Petrobrás, investindo em cata-ventos marítimos para produzir energia eólica, ou de outras autoridades na área de energia do Governo Federal, incentivando a energia solar, ou proibindo a pesquisa de petróleo no território nacional, podemos concluir que é um governo de ignorantes, no domínio da energia.
Ou, alternativamente, por estar subordinado ao capital financeiro apátrida, que incentiva a substituição do petróleo por energias menos eficientes e mais caras, o Brasil na OPEP+ será a voz que aquele organismo está perdendo, pelas mudanças que ocorrem em antigas fidelidades estadunidense, pelo interesse árabe no mundo multipolar e nas novas alianças com a China e a Rússia.
Ou seja, o Brasil assume a vassalagem da qual já se liberara o Irã e a Síria, e nestes anos de 2020, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Qatar, aderindo ao mundo de maior liberdade, de respeito a suas culturas, o mundo multipolar.
*Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado.
domingo, 3 de dezembro de 2023
Um punhado de guerras e a incompreensão das esquerdas
Domingo, 3 de dezembro de 2023
3 de dezembro de 2023
quinta-feira, 28 de julho de 2022
De importador à autossuficiência
sábado, 20 de março de 2021
O mundo que poderia ter sido
Março
O mundo que poderia ter sido
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
O risco de um conflito bélico com a Venezuela
Neste momento, o Brasil tende a atuar como um agente de
confronto aos governos latino-americanos que se opõem aos Estados Unidos da América. As visitas de John Bolton, Mike Pompeu e Mauricio Macri ao nosso país se
traduzem como ordem expressa de Washington no sentido de conclamar o Presidente
da República Jair Bolsonaro a aliar-se com a Colômbia, Argentina e demais
governos de direita da América Latina para derrubar Nicolas Maduro e
desestabilizar Cuba e Nicarágua, com um enfrentamento agressivo ao que estes
dois países representam na configuração geopolítica atual.

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