“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 17 de agosto de 2019

UPA terceirizada custa o mesmo que Hospital Regional gerido pelo Estado

Sábado, 17 de agosto de 2019
“Como pode”, questiona deputada sobre suposta economia com Organizações Sociais, que os governos adeptos da terceirização gostam repetir ao justificar a mudança no modelo de gestão

Do
Ataque aos Cofres Públicos
Com Fonte: Portal Mídia  

terça-feira, 30 de julho de 2019

São as OSs, animal! Que são maus caminhos. Operação Eminência Parda: mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos no AM

Terça, 30 de julho de 2019
Do MPF
Sexta fase da Operação Maus Caminhos indica participação de empresário pecuarista em lavagem de dinheiro e peculato com recursos públicos desviados da saúde do Estado
A Justiça Federal determinou a prisão preventiva de dois empresários e a prisão temporária da assessora de um deles, após pedido do Ministério Público Federal (MPF), na sexta fase da Operação Maus Caminhos, intitulada Operação Eminência Parda. São investigados crimes de lavagem de dinheiro e peculato envolvendo organização criminosa que comandava esquema de desvios de recursos públicos da saúde do Amazonas.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Terceirização de serviços de saúde pública: Operação Torniquete II realiza buscas em hospital e clínicas

Terça, 24 de abril de 2018
Do MPF
Investigação apura favorecimento de clínicas médicas na obtenção de contratos feitos pelo Hospital de Clínicas e Prefeitura Municipal
O Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo realizaram, na última sexta-feira (20), a Operação Torniquete II, que apura a ocorrência de crimes de fraude à licitação e de desvio de recursos públicos no município de São Sebastião, litoral norte de São Paulo. As fraudes ocorreram durante as duas gestões do ex-prefeito Ernane Bilotte Primazzi [PSC]. Durante a operação, foram recolhidos documentos no Hospital de Clínicas de São Sebastião (HCSS) e Clínica Pinheiros
Nessa etapa, a investigação constatou que duas clínicas médicas poderiam ter sido favorecidas na obtenção de contratos e pagamentos feitos pelo Hospital de Clínicas e pela prefeitura daquela gestão. Uma das clínicas médicas, cujo sócio também era médico e diretor clínico do HCSS, recebeu, entre 2011 e 2015, mais de R$ 9,5 milhões e cerca de R$ 13 mil da administração municipal por serviços de diagnósticos de imagem, entre outros. A segunda clínica, cujo sócio de fato é médico servidor público municipal, também prestava serviços médicos ao HCSS, fornecia médicos ao plantão no Pronto Socorro do HCSS e locava ambulâncias, em condições desvantajosas para o serviço público.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

R$ 27 milhões é o que GDF entrega de graça à Intensicare, demonstra o SindSaúde

Segunda, 21 de novembro de 2016
Do SindSaúde

Clique nas imagens para ampliá-las.
21/11/2016 // Por SindSaúde DF
Denúncia do SindSaúde ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) revelou que o GDF pagava R$ 4,1 milhões por mês à empresa Intensicare para custear 100 leitos de UTIs no Hospital de Santa Maria. Todavia, estavam em funcionamento apenas 68 leitos. Ou seja, o GDF pagava por serviços não prestados.
Mas o problema não é apenas esse. Estudos da equipe técnica do SindSaúde comprovam que se o GDF nomeasse os novos concursados o custo dos 100 leitos das UTIs custaria ao GDF apenas R$ 1,8 milhão por mês. Isso representa uma economia de R$ 2,3 milhões mensais. Essa é a quantia que poderia estar servindo à população, mas acaba indo parar no bolso das empresas. E a única desculpa que se ouve é que “não tem dinheiro”. A mentira descarada do chefe do executivo está exposta.
O valor que o GDF paga a um médico que faz 24h no contrato da Intensicare é de R$ 32.700 mil. Já a média de salário de um médico recém-nomeado que faz 20h é de R$ 10.090, considerando as gratificações. O contrato milionário que o GDF fez com essa empresa é uma aberração. Esse é o grande plano do senhor governador: privatizar a Saúde à custa do dinheiro do povo.
Seguindo as recomendações da portaria 930/12 e do RDC 7/2010, a área técnica do SindSaúde calculou o quantitativo de pessoal necessário para cobrir 100 leitos (Veja na imagem abaixo). Vale ressaltar que a Intensicare não atende a essas recomendações, disponibilizando muito menos pessoal.
HRSM

HRSM
  Crédito: Ivan Rodrigues, do portal emdefesadasaude.com.br

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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Para quem ainda tinha dúvidas sobre o malefício das OSs na Saúde: Documento 'Contra Fatos não há argumentos que sustentem as Organizações Sociais no Brasil'

Sexta, 17 de junho de 2016
Da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde 


DOCUMENTO: “CONTRA FATOS NÃO HÁ ARGUMENTOS QUE SUSTENTEM AS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS NO BRASIL”

Relatório Analítico de Prejuízos à Sociedade, aos Trabalhadores e ao Erário por parte das Organizações Sociais (OSs) e das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs)

O presente documento foi elaborado pela Frente Nacional contra a Privatização da Saúde formada por Fóruns de Saúde de diversos estados, movimentos sociais, centrais sindicais, sindicatos, projetos universitários e várias entidades de âmbito nacional[1]. Tem como objetivo apresentar aos Ministros do Supremo Tribunal Federal fatos ocorridos, nos estados e municípios brasileiros que já implantaram as Organizações Sociais (OSs) e as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs) como modelo de gestão dos serviços públicos na área da saúde, que têm trazido prejuízos à sociedade, aos trabalhadores e ao erário. Frente a tais fatos, não existem argumentos capazes de sustentar a defesa jurídica ou econômica das Organizações Sociais, principalmente na gestão dos serviços de saúde. Eles atestam a necessidade dos Ministros do Supremo Tribunal Federal julgarem procedentes os pedidos de inconstitucionalidade formulados no âmbito da ADI 1.923/98.

Os fatos aqui elencados foram baseados em depoimentos de usuários e trabalhadores dos serviços das OSs e em pesquisa na imprensa que noticia a realidade desses serviços, a situação dos trabalhadores e as diversas fraudes que envolveram vultosos recursos públicos, em prejuízo da Administração Pública. Fatos existentes nas OSs implantadas que demonstram que estas têm trazido prejuízo ao erário, aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e aos trabalhadores:



As OSs têm trazido prejuízo ao Erário

As fraudes que envolvem recursos públicos resultam na violação frontal ao princípio da Moralidade na Administração Pública. A Lei 6.937/98 que cria as Organizações Sociais garante a essas a aquisição de bens e serviços sem a emissão de licitações e as mesmas não necessitam prestar contas a órgãos internos e externos da administração pública, porque essas são atribuições do “Conselho Administrativo” gerido da forma que as OSs acharem cabíveis. Isto tem aberto precedentes para o desvio do erário. Deste modo, sem haver fiscalização, o desvio de recursos públicos tem ocorrido de forma mais intensa nos estados e municípios em que esse modelo de gestão já foi implantado.

Na capital de São Paulo, a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União, a Receita Federal e o Ministério Público fizeram uma operação contra o desvio de recursos públicos “[...] A parceria do poder público com organizações sociais que prestam serviços em áreas consideradas 'socialmente sensíveis', como a saúde, a educação, a profissionalização e a assistência social é prevista por lei federal. Segundo a Polícia Federal a organização investigada faturou mais de R$ 1 bilhão nos últimos cinco anos. Desse total, R$ 300 milhões teriam sido desviados em favor de pessoas e empresas que participavam de projeto envolvendo entidade e o poder público”[2].

Essas fraudes ocorrem também camufladas nas compras de equipamentos, como é o caso da Organização Social Amplus que deixou de operar serviços de raios-X e ultrassonografia em 58 unidades do estado de São Paulo sem ao menos ter instalado os equipamentos exigidos no contrato de R$ 108 milhões feito com a prefeitura. Essa OS é acusada de “fraudes trabalhistas e sonegação de ao menos R$ 1,2 milhões, na qual a Secretaria Municipal de Saúde é considerada corresponsável.” Frisando o fato de que há “dois anos o Tribunal de Contas do Município (TCM) apontou as irregularidades, mas o contrato vigorou até o fim”[3].

Organizações Sociais: Relatório da Assembleia Legislativa do RJ pede fim de OSs em Upas do Rio de Janeiro. Rollemberg quer para o DF?

Sexta, 17 de junho de 2016 
Segundo deputados, é preciso ter mais controles das Unidades. Upas não conseguiram alcançar mais de 65% das metas em 2015

Política Distrital/Portal Donny Silva/Blog do Sombra
 
Um relatório preliminar da Comissão de Tributação da Assembleia Legislativa do Rio pede fim da gestão de Organizações Sociais em Unidades de Pronto Atendimento (Upas) do Estado do Rio, como mostrou o RJTV deste sábado (11). Segundo deputados, é preciso um controle melhor das unidades. ...
 
O deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) diz que o ideal é que o serviço, aos poucos, seja substituído pela Fundação de Saúde.
 
“Qual é a diferença das Os? É que a gestão é estatal, a direção é estatal. Tem quase os mesmos atributos, mas a gestão não é privada, a gestão é pública. Então você tem mais economia e no meu entendimento mais controle. Vá diminuindo, diminuindo, para você ter um contrato que dê qualidade associada à eficiência e muito melhor contralado. Eu acho que há mais especialidade, há mais controle, são médicos que têm matricula. Mais responsabilidade do que você colocar numa organização social que hoje pode estar prestando serviço, amanhã não”, explicou ele.