Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

R$ 27 milhões é o que GDF entrega de graça à Intensicare, demonstra o SindSaúde

Segunda, 21 de novembro de 2016
Do SindSaúde

Clique nas imagens para ampliá-las.
21/11/2016 // Por SindSaúde DF
Denúncia do SindSaúde ao Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) revelou que o GDF pagava R$ 4,1 milhões por mês à empresa Intensicare para custear 100 leitos de UTIs no Hospital de Santa Maria. Todavia, estavam em funcionamento apenas 68 leitos. Ou seja, o GDF pagava por serviços não prestados.
Mas o problema não é apenas esse. Estudos da equipe técnica do SindSaúde comprovam que se o GDF nomeasse os novos concursados o custo dos 100 leitos das UTIs custaria ao GDF apenas R$ 1,8 milhão por mês. Isso representa uma economia de R$ 2,3 milhões mensais. Essa é a quantia que poderia estar servindo à população, mas acaba indo parar no bolso das empresas. E a única desculpa que se ouve é que “não tem dinheiro”. A mentira descarada do chefe do executivo está exposta.
O valor que o GDF paga a um médico que faz 24h no contrato da Intensicare é de R$ 32.700 mil. Já a média de salário de um médico recém-nomeado que faz 20h é de R$ 10.090, considerando as gratificações. O contrato milionário que o GDF fez com essa empresa é uma aberração. Esse é o grande plano do senhor governador: privatizar a Saúde à custa do dinheiro do povo.
Seguindo as recomendações da portaria 930/12 e do RDC 7/2010, a área técnica do SindSaúde calculou o quantitativo de pessoal necessário para cobrir 100 leitos (Veja na imagem abaixo). Vale ressaltar que a Intensicare não atende a essas recomendações, disponibilizando muito menos pessoal.
HRSM

HRSM
  Crédito: Ivan Rodrigues, do portal emdefesadasaude.com.br

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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

GDF tenta implantar terceirização na escola pública via Banco Itaú

Sexta, 16 de setembro de 2016
Do Sinpro DF
O governo Rodrigo Rollemberg (PSB) tem usado vários subterfúgios para implantar a terceirização e a meritocracia na rede pública de ensino do DF. Dessa vez o Governo do Distrito Federal (GDF) transfere para a Fundação Itaú Social – uma Organização da Sociedade Civil (OSC) do Banco Itaú – a execução do curso de formação dos coordenadores intermediários.
Ao conhecer o teor do curso-piloto de formação ministrado pela Fundação Itaú Social nas Regionais do Paranoá e Guará, a diretoria colegiada do Sinpro-DF concluiu que este governo usa a Subsecretaria de Educação Básica (Subeb) para introduzir a meritocracia na carreira docente e implantar a mercantilização da educação pública.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

SindSaúde debate O$s em Ceilândia

Quinta, 4 de agosto de 2016
SindSaúde-DF debate OSs em Ceilândia
04/08/2016 - Por Lurian Leles — SindSaúde
 
Região administrativa pela qual o governo quer começar a implantação das organizações sociais, Ceilândia recebeu hoje (4) o SindSaúde-DF para discutir estratégias contra o modelo de gestão. Os servidores do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) foram enfáticos e determinaram: OS aqui não!

O Ibuprofeno e a cartilha de Rollemberg propagandeando a má ideia das O$s na saúde

Quinta, 4 de agosto de 2016
"Ele funciona através da redução dos hormônios que causam inflamações e dor no corpo. O ibuprofeno é usado para reduzir a febre e tratar a dor ou inflamação causadas por diversas condições como dores de cabeça, dor de dente, dor nas costas, artrite, cólicas menstruais ou pequenas lesões." (texto da internet sobre o remédio ibuprofeno)

Pelo texto acima, dá para se observar que é um remédio simples. E sua indicação é usual pelos médicos em hospitais e centros de saúde.

Dito isto, vem a pergunta que não quer calar! 

Por que diabos este remédio falta tanto nos postos de saúde da rede pública do DF, havendo casos de falta pra lá de seis meses, enquanto uma cartilha de propaganda de implantação de O$$, aquelas organizações que tanto mal tem feito pelo Brasil a fora, chega rápido nos postos de saúde do DF?

Verdade que as tais peças publicitárias do governo Rollemberg não chegou, ainda, ainda, em muitas unidades de saúde. Mas no Gama, tem posto de saúde que levou meses sem o tal remédio Ibuprofeno. Só há poucos dias é que foi suprido com essa droga. Mas hoje pela manhã, para surpresa dos funcionários, e pacientes, havia exemplares de cartilhinha para todos.

Está faltando, no mesmo posto, tinta para imprimir até mesmo receituário. Estão usando tinta comprada com o dinheiro do bolso dos próprios servidores da unidade. E o GDF gastando milhares de reais para imprimir uma peça de propaganda enganosa. A tal cartilha pró-O$$.

Seria cômico, se não fosse trágico, uma pérola da cartilha. Diz:

"Como lidamos com a vida humana, o tempo da saúde é diferente do de qualquer outra atividade. Nossos problemas devem ser resolvidos em horas ou minutos, e não em semanas ou meses."

O governo Rollemberg completa hoje 581 dias de não-vida. E até agora nada resolveu em mais de ano e meio —muito menos "em horas ou minutos"— Tem contribuído, isso, para deteriorar ainda mais o sistema de saúde público de Brasília, como bem mostra diárias reportagens e queixas dos usuários do sistema. 

Que tal, governador, esquecer a cartilhinha e começar a trabalhar pra valer?

Ah! E não esqueça as lições do Velho Arraes. Não o decepcione ainda mais. 


Abaixo, foto da capa da 'Cartilha louvando as O$$' no governo Rollemberg. Certamente não era este o ABC do sertanejo Arraes à frente do governo pernambucano.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Rollemberg é o bicho!!! É o ator!

Quarta, 17 de junho de 2015
O governador “socialista” de Brasília, Rodrigo Rollemberg, é o bicho! Até o Zoológico ele quer privatizar. Pronto, bichos privatizados. Vai dar uma de jacaré (que me desculpe o jacaré).
É o bicho e é o ator, pois até a Torre de TV será privatizada, segundo a vontade e o decreto que será assinado hoje (17/6).
Ele nunca foi de pegar ônibus —a não ser para filmar propaganda—, mas vai privatizar a Rodoviária do Plano Piloto.
Centro de Convenções de Brasília também será privatizado, bem como centros culturais do DF.
E o Parque da Cidade, um dos espaços mais democráticos da capital do país? Privatizará também.
O decreto a ser assinado pelo “socialista” abre ainda para a privatização estacionamentos no centro da cidade. Será área pública enriquecendo alguns poucos empresários.
O homem é ou não é o bicho?
Durante as eleições ele foi o ator. Representou o bom moço, o bom gestor. Tudo ‘filminho’. Tudo de faz de conta.
Alega o governo que privatizará bens e serviços que a administração pública não consegue gerir com eficiência. Dessa forma vai acabar privatizando —ainda mais— os hospitais, as escolas, e logo logo vai ter que privatizar a governadoria, pois isto ele tem demonstrado, até aqui, que não consegue gerir com eficiência.
É o bicho!!!!!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

MP questiona anunciada possibilidade de terceirização da saúde pública do DF no governo Rollemberg

Quinta, 28 de maio de 2015
Do MPF
Nessa quinta-feira, dia 28, a Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC) e a 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) encaminharam ao governador do DF, Rodrigo Rollemberg, e ao secretário de Saúde, João Batista de Sousa, relatório de auditoria do Tribunal de Contas do DF (TCDF) referente a irregularidades na gestão de pessoal da rede pública de saúde do DF. O Ministério Público tomou tal atitude após receber, em abril, cerca de cem requerimentos por meio da Ouvidoria com queixas sobre a suposta decisão do governo local de terceirizar a saúde do DF.

Segundo a titular da 2ª Prosus, promotora de Justiça Marisa Isar, não se pode admitir que eventual incompetência dos gestores públicos, bem como o contumaz desrespeito aos princípios da Administração Pública, em especial ao da eficiência, sejam utilizados como justificativa para se transferir para a iniciativa privada serviços de natureza genuinamente pública e que devem ser prestados, por força das disposições constitucionais, diretamente pelo Estado.

A PDDC e a Prosus cobram da Secretaria de Saúde (SES) a adoção de providências para coibir o desperdício de dinheiro público decorrente da falta de controle de frequência dos profissionais da saúde, o que repercute na falta de assistência à população. Também foram requisitadas as propostas de modelos de gestão supostamente elaborados pelo secretário da pasta.

O Ministério Público também requisitou o cronograma de nomeação dos candidatos aprovados nos concursos públicos e os valores pagos em horas extras entre janeiro e abril de 2015. A SES deve apresentar o número de horas trabalhadas, os valores pagos e a correspondência com os valores que seriam pagos aos mesmos profissionais no horário normal de trabalho, caso fossem nomeados os candidatos aprovados no concurso homologado em 2014. A Secretaria tem dez dias para responder os questionamentos.

Segundo estudos do Conselho Federal de Medicina, citados no relatório encaminhado ao governo local, o DF conta com 40,2 médicos por 10 mil habitantes, número próximo ou superior ao da Suíça (40,8), Bélgica (37,8), Dinamarca (34,2) e Alemanha (36,9). Esses dados reforçam a constatação do Ministério Público no sentido de que o problema no DF não é a falta de recursos, mas sim a reiterada má gestão praticada por sucessivos gestores públicos de saúde, especialmente em relação a administração de sua força de trabalho.

Terceirização – A 2ª Prosus investiga a possível terceirização da saúde no DF. Segundo matéria veiculada na mídia, o secretário de Saúde do DF visitou hospitais administrados por organizações sociais em Goiânia e teria afirmado que a administração direta sozinha é incapaz de levar a termo uma boa gestão em saúde pública e que o modelo deve ser adotado no DF, em dois hospitais e nas Unidades de Pronto Atendimento.

A promotora de Justiça Marisa Isar lembra que nos termos da Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/90) e da Constituição Federal cabe à iniciativa privada apenas a participação complementar na prestação dos serviços de saúde. A terceirização só pode ocorrer quando for demonstrada indisponibilidade de recursos para garantir a cobertura assistencial à população de uma determinada área, o que o DF ainda não demonstrou, ante as irregularidades constatas no relatório do TCDF.

"A opção do legislador visa a evitar que a assistência à saúde na rede pública, essencial para a proteção de direitos fundamentais tão caros como o direito à saúde e à própria vida, fique à mercê de uma ou outra entidade que pode, a qualquer momento, simplesmente interromper suas atividades, deixando a população e o próprio Estado sem alternativas", completa a procuradora distrital dos Direitos do Cidadão, Maria Rosynete de Oliveira Lima.

Para a promotora, experiências anteriores demonstram o perigo envolvido nessas iniciativas, na medida em que o Estado não conseguiu reorganizar sua estrutura a tempo de suprir o serviço que era prestado pela iniciativa privada. "No DF, já tivemos experiências negativas ao repassar, de forma contrária à lei, o Hospital de Santa Maria a uma organização social. Ficou demonstrado que, nesse caso, não houve aumento da capacidade instalada nem melhora no padrão de assistência à população. Apenas a transferência dos serviços da unidade para a iniciativa privada. Quando a entidade retirou-se, a população ficou desassistida em várias especialidades", recorda Marisa Isar.

Outra investigação do Ministério Público é sobre a transferência de diversos pediatras da rede pública para o Hospital da Criança, gerido por uma organização social. "Se estamos em meio a uma alegada crise da pediatria, porque a Secretaria de Saúde vem autorizando que inúmeros pediatras de seus quadros trabalhem no Hospital da Criança, já que uma entidade foi contratada e já recebe dinheiro público para fornecer, de forma complementar, o serviço de saúde? O governo não está, então, pagando duas vezes pelo mesmo serviço e, ainda, mantendo a lacuna da assistência no setor de pediatria?", questiona Marisa Isar.

Fonte: Divisão de Jornalismo / Secretaria de Comunicação