Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Juan Arias (no El Pais): Os ratos que hibernavam nas sombras, agora voltaram à atividade, com força e autoridade para ditar

Segunda, 27 de novembro de 2017
Do Blog Bahia em Pauta

Os roedores que passearam pelo plenário da Câmara durante sessão da CPI da Petrobras em 2015. L. MACEDO Ag. Câmara

DO EL PAÍS
Opinião

Com Temer os ratos estão saindo de suas tocas

Juan Arias
Em 2015, durante uma sessão da CPI da Petrobras, um funcionário do Congresso soltou um punhado de ratos que começaram a correr entre as pernas de suas senhorias espantadas. Era só uma brincadeira. Hoje, quem saiu de suas tocas são os ratos que passeiam com a cabeça erguida pelo Congresso e ninguém se espanta. O que mudou para que os representantes do povo exibam seus instintos mais retrógrados, como saídos da Idade Média, cortando direitos já adquiridos a favor do diferente, excomungando a cultura, e querendo transformar o Congresso, coração da laicidade do Estado, em um templo religioso em que a Bíblia, lida incorretamente, começa a ser mais importante do que a Constituição?

sábado, 10 de janeiro de 2015

Brasil, o país dos raios e dos ratos

Sábado, 10 de janeiro de 2015
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou que 1.672 pessoas morreram no Brasil atingidas por raios entre os anos de 2000 e 2013. Foram cerca de 50 milhões de raios que caíram no Brasil nesse período. Muita gente morta, claro.
Se os raios, que são fenômenos da natureza incontroláveis pelo homem mataram 1.672 pessoas, o que dizer da ação de outro fenômeno que se verifica no país e que nesse período considerado (2000—2013) certamente matou muito mais brasileiros. Alguns milhares e milhares de crianças, jovens e adultos, morreram pelo fenômeno controlável (mas que nosso país não controlou) da proliferação de ratos dos cofres públicos.
Cinquenta milhões de raios que caíram sobre o Brasil mataram somente 1.672 pessoas. Bem menos ratos da política conseguiram matar muitas vezes mais.
Conclusão: Brasil é mais o país dos ratos do que dos raios.
A imagem do rato é do Blog Osmarfilho

sábado, 6 de dezembro de 2014

A Anvisa, o extrato de tomate com pelo de roedor, os partidos políticos, o Brasil

Sábado, 6 de dezembro de 2014
                                Imagem da internet
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou um lote de extrato de tomate de um fabricante por conter fragmentos de pelo de roedor bem acima ‘do limite de tolerância’. Esse limite é de um fragmento por 100 gramas do produto.
Esta notícia me deixou muito preocupado, preocupado demais. Não tanto pela porcaria que está dentro da embalagem, mas o que poderá acontecer com outros produtos brasileiros.  Aqueles —e que não são poucos—que contêm não apenas pelo de roedor, mas o próprio roedor.
Cada um desses produtos, que aqui me refiro, estão impregnados —segundo análises técnicas e jurídicas— por vários roedores. Tem uns que possuem dentro da embalagem verdadeiras famílias de ratos. É pai, mãe, filha, filho, genros, outros parentes e aderentes, todos roendo muito.
São, por exemplo, ‘partidos-produto’, sendo que uns três ou quatro desses, ainda segundo análises técnicas da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, e já com algumas confirmações da Justiça, se encontram abarrotados de  roedores. Aqui chamo esses partidos políticos de produtos porque eles estão, pelo que parece (só parece?), à venda para empreiteiros, doleiros, banqueiros, cartéis, e coisas tais. E veja que são grandes partidos, não os que chamam por aí de partidos de aluguel. Uma coisa é aluguel, outra é venda.
Vão interditá-los também? Há governos que são puro pelo de roedor. E o pior é que o pelo está pregado no couro dos ratos, dos muitos ratos.
Empreiteiras infestadas de ratos se beneficiam dos roedores que estão em governos, empresas públicas, e também nas de economia mista. Bancos ‘quebrando’, e o rato  visitando governantes e saindo sorrindo e tranquilo certo de que continuará roendo ainda mais o patrimônio do povo. É uma ‘roeção’ só, nesse país de meu Deus!
Se for levar em conta o pelo de roedor como motivo de impedir produtos, vão acabar interditando o Brasil todo.
O limite de tolerância de pelos de rato dentro do extrato de tomate é de um por 100 gramas do produto. E qual seria o limite de tolerância de ratos dentro de cada órgão do governo, de cada empreiteira, de cada banco, de cada cartel? 
Ou se elimina esses ratos ou ele nos eliminam. A nós e ao país. Não pode continuar o império dos ratos em nossa Pátria. Seja de ratos internos ou externos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O rato do GDF. No lixo

Quinta, 4 de dezembro de 2014
Que é uma vergonha o lixão (o governo vai dizer que é apenas um pit stop de descarte de entulho de construção) que existe distante a apenas 25 metros do portão de entrada do cemitério do Gama, todo mundo sabe que é. O lixão fica em uma das saídas/entradas movimentada da cidade. Milhares de carros usam diariamente o caminho do Cemitério—Ponto Alta Norte para pegar em frente ao Riacho Fundo II a estrada que vai para Samambaia, Ceilândia, Taguatinga, fugindo assim das duas únicas pistas de rolamento paralela à faixa exclusiva do BRT no trecho da saída pelo Setor Leste do Gama até o Catetinho, onde invariavelmente há engarrafamento ou lentidão pela manhã quando se sai para o trabalho.

Hoje apenas postamos aqui sobre o rato do dia. O que prova que o lixão do portão do cemitério do Gama é também ponto de depósito de lixo orgânico (outras provas há).

Na manhã desta quinta (4/12) um flagrante dessa evidência. Ratazana que tentou atravessar de um lado ao outra da pista, em direção ao lixão, foi atropelado e morto por um veículo (esse tipo de morte não sai nos programas policiais da TV). Veja nas fotos seguintes, apesar de não tão nítidas, pois tiradas com celular:
  1. Um rapaz, talvez para limpar o asfalto, se abaixa e pega a ratazana atropelada;
  2. Dirige-se para o lixão, levando a ratazana na mão, claro que a mão protegida por um pequeno pedaço de papel escuro;
  3. Na beira da grama junto à calçada e ao lixão ele, ainda afastando de seu corpo a ratazana, prepara-se para jogá-la no mato; e
  4. ...tarefa concluída. Ratazana ao lixão.
Tarefa concluída pelo rapaz, pois pela administração pública nada se conclui por lá.

Clique nas imagens para ampliá-las.

Foto 1

 Foto 2

Foto 3
Olha só o tamanho da ratazana. Compare-a com o tamanho do braço do rapaz.
 
Foto 4
Pronto! Ratazana descartada.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Os ratos e as ratazanas de Brasília

Quarta, 3 de dezembro de 2014
Segundo estimativas oficiais, Brasília tem 8,5 milhões de ratos. Maior concentração desses roedores por metro quadrado certamente fica na Esplanada dos Ministérios e adjacências e, também, no Eixo Monumental do Plano Piloto.

Imagem reproduzida de fernandocabral.blogspot.com

segunda-feira, 14 de abril de 2014

As ratazanas do Reino Unido e as de Brasília

Segunda, 14 de abril de 2014
Ratazanas gigantes, de até 60 centímetros,  e resistentes aos venenos tradicionais estão invadindo Liverpool (Reino Unido). Bobagem de inglês. Em Brasília as ratazanas políticas já invadem (os cofres) há 50 anos. São descendentes das ratazanas que atuavam na antiga capital brasileira, o Rio de Janeiro. Aqui temos as federais e as distritais. As primeiras roem em todo o Brasil. As distritais normalmente por aqui mesmo. Algumas federais que foram presas estão aos poucos escapando do xadrez. As nossas, as distritais, nem sequer foram para a gaiola. Uma foi, é verdade. Passou pouquinho tempo, mas passou.

A seguir uma imagem de ratazana de Liverpool. Se fôssemos colocar também imagem de nossas ratazanas faltaria espaço no blog.
                                    Imagem do Terra — Foto: Getty Images
A semelhança entre a ratazana aí e uma outra sob fogo cruzado na Câmara dos Deputados é mera coincidência. Cara de uma focinho da outra. Essa da foto acima ainda não levantou os punhos.

domingo, 22 de setembro de 2013

Cabeça de rato e rato inteiro

Sábado, 21 de setembro de 2013
Goiano afirma que encontrou cabeça de rato dentro de garrafa de uma famosa marca de refrigerante. Por isso processa a fábrica, pois, segundo ele, ficou doente ao tomar um gole do refrigerante.

Já o brasiliense nem se queixa do montão de ratos inteiros encontrados dentro das casas legislativas. É cada bitelo...

E olha que em consequência desses ratos  do legislativo muitas pessoas também ficaram doentes. Outras tantas acabaram morrendo nos hospitais públicos de Brasília.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Nem raticida dá jeito!

Domingo, 24 de fevereiro de 2013
O site "Contas Abertas" informa hoje (24/2) que o Senado reservou R$825 para compra de raticida. Essa reserva aconteceu um dia antes de ser divulgada pela imprensa a demissão das duas estagiárias que postaram na internet a foto de um rato e o associaram ao presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-Alagoas). O dinheiro foi para aquisição de 15 quilos do veneno. Por coincidência, 15 é o número do partido de Renan.

Lembra o Contas Abertas que essa não é a primeira vez que os ratos provocam polêmica no Senado, tendo um bicho desses, em janeiro de 2012, mordido uma servidora na Secretaria-Geral da Mesa Diretora. Naquela ocasião servidores da limpeza declararam à imprensa que era constante a presença de ratos pelas dependências da Casa.

Em setembro de 2011 a Câmara dos Deputados gastou R$20 mil para matar, em suas dependências,  ratos e outros bichos nojentos que passeiam por lá.

Não é preciso trabalhar no Congresso para saber que muitos são os ratos que desfilam por aquelas bandas da Praça dos Três Poderes.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Rato derruba estagiárias do Senado. Renan continua

Sexta, 15 de fevereiro de 2013
Incrível! Rato, rato mesmo, aquele bichinho roedor. Não, não. Não é daqueles ratões que roem nosso dinheiro. Quem derrubou as estagiárias foi rato que rói restos de queijo, de comida, de papel, coisa sem maior valor.

Segundo reportagem de hoje (15/2) do Correio Braziliense, apareceu um rato na Gráfica do Senado que foi vigorosamente combatido por uma copeira.

Acontece que havia torcida pela morte do bichinho, mas outro grupo de servidores rezava para que o ratinho escapasse. Agredido, o animalzinho estrebuchava, fazendo com que a torcida a seu favor pensasse até mesmo em chamar o Samu para levá-lo a algum pronto-socorro. Logo desistiram dessa ideia. Ora, se o Samu muitas vezes atrasa para salvar pessoas, não seria para salvar um ratinho que o serviço seria diligente. E também se em Brasília no pronto-socorro de gente as pessoas morrem por falta de tudo, um pobre rato não teria sequer a atenção da equipe médica, se equipe houvesse.

Depois de estrebuchar-se por alguns instantes, o danadinho foi a óbito, como diria repórteres dos inúmeros programas de esgoto que há na TV brasileira.

Mas quem foi a óbito mesmo foi o estágio das duas estudantes. Elas, com seus celulares fotografaram o corpo estendido no chão e postaram a imagem em redes sociais. A morte do rato e a postagem da imagem talvez não fizessem as meninas serem desligadas do estágio. O que fez seus estágios serem espancados e elas desligadas, foi um comentário postado por uma delas nas redes sociais da internet. “E a gente que achou que o único problema aqui fosse o Renan Calheiros”, dizia a mensagem. Aí, companheiro..., é ra-re-ri-ro-rua.

Elas, segundo algumas pessoas, não deveriam se meter em história de ratos, muito menos tentado roer a roupa do rei.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Ratos de lá e ratos de cá

Terça, 21 de dezembro de 2010
Japoneses criam em laboratórios ratos que cantam como passarinho.

Brasileiros criam em urnas eleitorais ratos que se alimentam de dinheiro público.

Os nossos ratos já conhecemos. Conheça aqui o rato japonês.