Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Derrapou, bateu no guarda-vidas e voltou à faixa de rolamento. É o governo Rollemberg na Educação

Sexta, 13 de fevereiro de 2015
Depois da descabida Circular da Secretaria de Educação,  que ilegalmente suspendeu os abonos eleitoral e anual dos servidores da Educação, o governo Rollemberg deu marcha a ré e entrou novamente no caminho da legalidade. Foi tornada sem efeito a Circular 03 de 2015, que suspendia os abonos que o servidor tem direito por ano.
Já tem gente comparando o governo Rollemberg a automóvel em algumas das estradas esburacadas do país. Só consegue engatar a primeira para ir um pouco à frente, e logo tem que enfiar a ré para sair do buraco. Primeira pra avançar, ré pra sair, primeira pra avançar, marcha pra recuar.
Uma coisa encuca. O que fazem esses assessores parirem tantas ideias absurdas? O secretário da Educação, o professor Júlio Gregório, sempre demonstrou, tanto como sindicalista, como integrante do Conselho de Educação do DF, ser uma pessoa competente, ponderada, perspicaz. Como pode ter caído numa furada dessa?

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Coordenação da Regional de Ensino do Gama: TCDF encontra sobrepreço de 237% e barra contrato de aluguel da Secretaria de Educação

Segunda, 7 de outubro de 2013

TCDF impede que Secretaria de Educação assine contrato de locação com suspeita de sobrepreço




Do TCDF
O Tribunal de Contas do DF determinou que a Secretaria de Estado da Educação se abstenha de assinar contrato de locação em decorrência de possíveis irregularidades.

A denúncia é do Ministério Público junto ao TCDF (Representação nº 20/2013) referente à locação do imóvel no SH Lote 05, Setor Central do Gama-DF, para a Coordenação da Regional de Ensino do Gama.

De acordo com a denúncia, entre os indícios de irregularidade estão: a não comprovação da urgência para a locação do imóvel, ausência de justificativas para o preço a ser contratado e significativa diferença entre o valor constante do laudo emitido pela Terracap e o autorizado pela Secretaria.

De acordo com o MPjTCDF, a urgência da locação não se justifica já que, segundo a informação prestada pelo Coordenador Regional de Ensino do Gama, José Antônio Gomes Coelho, a unidade, apesar das limitações físicas, precariedade de instalações e necessidade de ampliação para atender adequadamente a comunidade local, encontra-se em pleno funcionamento.

Quanto ao preço da locação, constatou-se um sobrepreço de 237 por cento se comparado ao valor constante do laudo da Terracap.

O Secretário de Educação, Denilson Bento da Costa, autorizou que a contratação fosse firmada com a empresa FC Serviços e Construtora e Incorporadora Ltda. no valor de R$ 135.730,00 (cento e trinta e cinco mil, setecentos e trinta reais), que, acrescido das taxas condominiais (R$ 36.000,00), resultou na importância de R$ 171.730,00 (cento e setenta e um mil, setecentos e trinta reais), totalizando R$ 2.060.760,00 (dois milhões, sessenta mil e setecentos e sessenta reais) para 12 meses de locação.

No Laudo de Avaliação nº 039/2013, da Terracap, foi estimado valor mensal de locação do imóvel em R$ 36.400,00 (trinta e seis mil e quatrocentos reais), mais as despesas condominiais de R$ 36.000,00 (trinta e seis mil reais), totalizando valor mensal de R$ 72.400,00 (setenta e dois mil e quatrocentos reais).

Em outro laudo, apresentado junto com a proposta da empresa a ser contratada, o valor da locação era de R$ 118.000,00 (cento e dezoito mil reais). Com as despesas condominiais, somaria R$ 154.000,00 (cento e cinquenta e quatro mil reais) mensais.
 
Ou seja, na locação autorizada pela Secretaria, seria pago R$ 17.730,00 (dezessete mil, setecentos e trinta reais) a mais se comparado a esse laudo.

Em função dos indícios de que a futura contratação poderia ser prejudicial aos cofres públicos, se comprovado o sobrepreço no valor do aluguel, o Tribunal decidiu determinar que: a Secretaria de Educação se abstenha de firmar contrato de locação com a empresa FC Serviços e Construtora e Incorporadora Ltda., ou caso já tenha sido celebrado, que suspenda, imediatamente, os efeitos do referido ajuste.

Além disso, a Corte deu prazo de 10 (dez) dias à Secretaria de Estado de Educação para a apresentação de esclarecimentos quanto à representação em exame; e à empresa FC Serviços e Construtora Incorporadora Ltda. para que se manifeste acerca dos fatos.
Processo 32.396/2013

domingo, 10 de junho de 2012

O Secretário de Educação do DF está perdendo a oportunidade de ouro

Domingo, 10 de junho de 2012
Do Blog do Washinton Dourado
É claro que o professor Denílson Bento assumiu o comando da Secretaria de Educação do DF em um momento complicado, com problemas estruturais, de recursos humanos, administrativos e políticos. Entretanto, nada justifica a pasmaceira em que a Secretaria de Educação vive hoje. Nas escolas o desânimo com a atual gestão é imenso, as pessoas não acreditam em nova política educacional, não acreditam mais em gestão democrática e muito menos em novo projeto pedagógico.

Entre os gestores que atuam na ponta a situação não é diferente. As reclamações das direções das escolas vão desde a dificuldade de obter informação correta sobre os diversos problemas que as escolas enfrentam até mesmo a falta de repasse do PDAF, de problemas na merenda escolar, da falta de professor, de pessoal de apoio. E o mais surpreendente é que nas CREs o lamento não é diferente.

Este quadro mostra claramente que há algo de errado na atual gestão da Educação do DF. Não sei exatamente qual o motivo, mas o fato é que o Secretário conhece os problemas da pasta, foi indicado pelo próprio Governador, tem força política, articula com o Governo Federal, conta com um orçamento respeitável e mesmo assim a gestão não deslancha, não anima; não sai do trivial, do burocrático, do básico.

E olha que esta é uma oportunidade única e está sendo perdida. Hoje o Governo local é alinhado com o Federal, tem maioria no Legislativo, tem a imprensa na mão, a Oposição está desmoralizada pelos eventos de três anos atrás, tem o Fundo Constitucional, tem os recursos humanos mais bem formado do Brasil, mas nada disso parece  impedir o travamento das propostas que poderiam marcar um novo momento na gestão da Educação do DF.

Então, qual o problema? Será que é a supervalorização da política de Gabinete em detrimento de um maior envolvimento direto com quem está no dia a dia das escolas? Será que articulação política e administrativa com outras áreas do Governo não existe? Será algum problema na formação da equipe gestora?

Ou o problema é falta de coragem para enfrentar a agenda política de um Governador que só prioriza a Saúde e a Copa do Mundo? Ou será que está faltando uma visão mais ampla sobre a responsabilidade de assumir uma das tarefas mais caras para aqueles que lutam por uma sociedade diferente, centrada na educação, na solidariedade, na colaboração em detrimento da competição?

A Educação é uma das bandeiras mais importante para um Governo que se Esquerda e não pode ser tratada como reflexo da vontade particular de quem quer que seja. E este parece ser um dos motivos do marasmo atual: tudo depende da decisão pessoal do Secretário, que centraliza e ao mesmo tempo perde a oportunidade de ouro que a conjuntura política oferece. E do jeito que vai não acredito em melhoria da situação.

É o que penso.

Washington Dourado