Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Grande imprensa se equivoca em culpar gastos sociais pelo crescimento da Dívida Pública, que explode devido aos juros; Auditoria Cidadã da Dívida

Terça, 4 de agosto de 2026


No dia 30 de julho, grandes meios de imprensa repercutiram a divulgação pelo Tesouro Nacional do “Relatório Mensal da Dívida”, alegando que a dívida cresceu em junho, principalmente devido à emissão de títulos da dívida para cobrir o déficit orçamentário.

Tal informação dá a entender que a dívida pública brasileira estaria servindo para financiar os gastos sociais (saúde, educação, servidores públicos, previdência, dentre outras áreas sociais), o que até seria positivo, se não fosse mentira.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

LIVE: CPMI do Master, URGENTE! É preciso investigar o maior crime financeiro do Brasil

Segunda, 23 de fevereiro de 2026


É preciso investigar o maior crime financeiro do Brasil

Dia: Hoje (23/02)

Horário: 19h00

No Canal da ACD no Youtube https://www.youtube.com/watch?v=5VVkh3TPL7M

Assista à Live especial com a as autoras do requerimento que pede abertura urgente de CPMI do caso Master, deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e a deputada federal Heloísa Helena (Rede-RJ). O debate contará com a participação da  coordenadora nacional da ACD, Maria Lucia Fattorelli.

No requerimento em que pedem a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), as deputadas afirmam que o Congresso Nacional não pode se omitir diante de denúncias graves que envolvem o sistema financeiro, possíveis crimes econômicos e prejuízos a milhões de pessoas.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Medicamento reabilita paraplégicos mostra que em Ciência não se corta, se investe

Quinta, 19 de fevereiro de 2026


Por Fernando Cruz Moraes*

Nos últimos dias, viralizou o vídeo de Bruno Drummond empurrando a cadeira de rodas de Laís Souza, ex-ginasta da seleção brasileira que ficou tetraplégica após um grave acidente em 2014. O incrível da imagem é que Bruno foi o primeiro paciente a receber a polilaminina, medicamento experimental desenvolvido no Brasil para tratar lesões na medula espinhal. Ele era tetraplégico e voltou a se movimentar graças a uma pesquisa iniciada há mais de duas décadas e liderada pela bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Nada disso é milagre. É ciência. São mais de 20 anos de pesquisa exaustiva e incessante, testes em laboratório, experimentos, formação de equipes e ensaios clínicos. Tudo realizado em uma universidade pública, sustentada por financiamento do Estado. Cada resultado concreto carrega por trás uma longa cadeia de investimento público. Quando o orçamento é cortado, essa cadeia se rompe. Pesquisas são interrompidas, equipes se desfazem e descobertas deixam de existir antes mesmo de nascer.

O caso da polilaminina revela o que o Brasil é capaz de fazer quando aposta em seus cientistas.

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Governo tem recorde de arrecadação e aprofunda cortes de gastos sociais

Quinta, 28 de novembro de 2024

No mesmo dia em que foi divulgado um recorde histórico de arrecadação de tributos, o governo federal anunciou que fará mais um corte de gastos de cerca de R$ 6 bilhões em 2024 e novos cortes em 2025 e 2026.

Em seu mais novo artigo publicado pelo ExtraClasse.org.br, a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), Maria Lucia Fattorelli, destaca que, o gasto excessivo não está na área social, muito menos na estrutura do Estado.

Leia o artigo na íntegra publicado pelo Extraclasse

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terça-feira, 16 de julho de 2024

DÍVIDA PÚBLICA – AUSÊNCIA DE CONTRAPARTIDA EM INVESTIMENTOS, PRIVILÉGIOS DE RECURSOS E IMPEDIMENTO AOS DIREITOS SOCIAIS, POR MARIA LUCIA FATTORELLI

 Terça, 16 de julho de 2024



Da Auditoria Cidadã da Dívida

Maria Lucia Fattorelli, coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), publica um artigo essencial que revela como a chamada dívida pública no Brasil tem servido mais aos interesses de bancos e grandes corporações do que ao desenvolvimento socioeconômico do país.

Ela mostra que, enquanto mantém privilégios de recursos destinados ao setor financeiro, a dívida não tem qualquer contrapartida em investimentos e gera impacto negativo sobre os direitos sociais da população.

Para entender profundamente como o endividamento público impede o nosso desenvolvimento, leia o artigo completo no site da Auditoria Cidadã da Dívida: 
https://auditoriacidada.org.br/conteudo/divida-publica-ausencia-de-investimentos-privilegios-para-o-setor-financeiro-e-menos-direitos-sociais/ 


O artigo também se encontra publicado logo abaixo:

DÍVIDA PÚBLICA
Ausência de contrapartida em investimentos, Privilégios de recursos
e impedimento aos Direitos Sociais

Maria Lucia Fattorelli[1]

A dívida pública deveria ser um instrumento para financiar investimentos de interesse da sociedade e do país, viabilizando o nosso desenvolvimento socioeconômico.

Mas não é isso que acontece no Brasil! O endividamento público tem funcionado às avessas, como o que denominamos “SISTEMA DA DÍVIDA” [2], promovendo uma contínua subtração de recursos públicos, que são direcionados principalmente a bancos e grandes corporações, devido à atuação de diversos mecanismos financeiros que usufruem de diversos privilégios, como se explica e comprova a seguir, prejudicando o atendimento aos Direitos Sociais e impedindo o nosso desenvolvimento socioeconômico, apesar de nossas imensas riquezas e potencialidades.

Nesse artigo, mostramos que a dívida interna federal, que já beira os R$ 9 trilhões, é fruto de diversas transformações de dívida externa ilegítima e até suspeita de prescrição em dívida interna, seguida da aplicação de juros sobre juros exorbitantes e atuação de diversos mecanismos financeiros que fazem o estoque dessa dívida crescer continuamente, porém, sem contrapartida alguma em investimentos em nosso desenvolvimento socioeconômico.   Essa chamada dívida pública tem sido a justificativa para imposição de medidas econômicas nefastas (como o teto de gastos e o arcabouço fiscal que limitam os gastos sociais) que impedem o atendimento aos direitos sociais da população brasileira, condenada em grande parte à pobreza e até miséria e fome[3], prejudicando de forma decisiva os objetivos fundamentais da República, no que diz respeito à garantia de nosso desenvolvimento; a redução da pobreza e desigualdade e a promoção do bem de todas as pessoas. Enquanto isso, os privilégios do Sistema da Dívida garantem aos bancos sucessivos recordes de lucro, com tendência de crescerem ainda mais[4]!

  

É urgente enfrentar o Sistema da Dívida e corrigir os rumos da economia brasileira rumo ao cumprimento dos princípios e fundamentos constitucionais, a garantia de direitos sociais e vida digna para todas as pessoas, e a promoção do desenvolvimento socioeconômico do país, de forma compatível com as nossas imensas potencialidades.

A ferramenta hábil para esse enfrentamento é a auditoria, que embora devesse ser uma rotina obrigatória, e por estar inclusive prevista na Constituição Federal, nunca foi realizada, perpetuando-se uma atuação inaceitável de mecanismos financeiros que subtraem os recursos públicos de forma contínua e em volumes cada vez maiores, para alimentar esse sistema de forma obscura, sem transparência, sem o devido debate público e sem o necessário envolvimento das autoridades. Até quando?

Em seu recente artigo, a advogada Lujan Miranda assevera: omissão na realização de exame analítico e pericial dos atos e fatos geradores do endividamento externo brasileiro tem possibilitado e favorecido o crescimento absurdo da dívida pública brasileira, a despeito do pagamento em dia de montantes cada vez mais elevados. Como tem sido exaustivamente demonstrado pela Auditoria Cidadã da Dívida, com dados oficiais, são inúmeros os instrumentos que privilegiam a dívida pública. Ressalta-se, inclusive a fraude à Constituição Federal (art.166, § 3º, II, b, da Constituição da República) para beneficiar a dívida pública. Confira artigos de Guilherme Rosa Thiago “A fraude do 166”[5]  e “Anatomia de uma fraude à Constituição”[6], de Adriano Benayon e Pedro Antônio Dourado de Rezende. É graças a essa omissão que cerca de 40 a 50 por cento do Orçamento Público Federal Executado anualmente são destinados para pagamento de juros e “amortizações” da dívida pública sem contrapartida em bens e serviços para a população, uma dívida ilegítima, pois quem a paga não recebe nada em troca, a não ser o dever de pagá-la; uma dívida que quanto mais se paga mais se deve.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Priorizar investimentos na população ou o pagamento de juros da dívida?

Sexta, 11 de novembro de 2022

O dólar disparou, o Euro também subiu, a Bolsa caiu… Enfim, um completo caos tomou conta do mercado financeiro nesta quinta-feira. O motivo? O presidente eleito do país declarou que é preciso incluir os pobres no orçamento e parar de privilegiar o corte de gastos sociais, o superávit primário e o teto de gastos. O chamado “mercado financeiro” reage dessa forma pois é composto por poucos grandes operadores que provocam esses movimentos no dólar e na bolsa. Essas operações são sigilosas justamente para manter esse privilégio para aqueles que podem mandar dinheiro para o exterior à vontade.

“Alguém é a favor de continuar vivendo em um país em que os bancos batem recordes de lucro a cada trimestre enquanto mais da metade da população está passando por algum tipo de insegurança alimentar, com muitos passando fome, jogados na rua? Esse questionamento é o de qualquer ser humano que ainda não virou um robô que só enxerga lucro e números”, declarou a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, durante live realizada nesta quinta-feira (10) onde debatemos que dívida o próximo governo herdará.
 
O que Lula questionou foi a pressão para cortar gastos, fazer superávit primário e teto de gastos. O questionamento que a grande mídia deveria focar, é o porquê de não haver esta mesma pressão para acabar com a pobreza, a fome etc. Essa pressão do mercado tem sido motivada para que sobre mais dinheiro para pagar a dívida, jamais auditada, repleta de indícios de ilegalidade e ilegitimidade, e que já consome mais da metade de todo o orçamento federal.
 
“O mercado fica tentando fazer o governo se ajoelhar exatamente para cortar gastos, fazer superávit, teto de gastos… Tudo para pagar o juro abusivo da “bolsa banqueiro” – a remuneração da sobra de caixa dos bancos -, para a farra dos escandalosos swaps, e para garantir o pagamento de juros de uma dívida que nunca foi auditada devidamente, e que numa apuração, o Tribunal de Contas da União (TCU) já demonstrou que não tem servido para investimentos no país. É urgente que se enfrente esse Sistema da Dívida”, afirmou Fattorelli.