Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Polícia Federal apreende 15 joias na casa da irmã de Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral

Sexta, 23 de junho de 2017



Douglas Corrêa - da Agência Brasil *

Joias apreendidas pela Polícia Federal na casa da irmã de Adriana Ancelmo (Divulgação/Polícia Federal)
Joias apreendidas pela Polícia Federal na
casa da irmã de Adriana Ancelmo
(Divulgação/Polícia Federal)

Agentes da Polícia Federal no Rio de Janeiro apreenderam hoje (23) 15 joias no apartamento da irmã de Adriana Ancelmo como parte das investigações da Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. A ação teve por finalidade de localizar 149 de um total de 189 joias adquiridas pelo casal Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo em joalherias da cidade para lavar dinheiro obtido por meio de corrupção.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

MPF/RJ denuncia Sérgio Côrtes, ex-secretario de Saúde do governo Cabral, e o empresário Miguel Iskin por obstrução de justiça

Quarta, 3 de maio de 2017
Ex-secretário de Cabral e empresário são acusados de tentar influenciar colaboração
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Sérgio Côrtes, ex-secretário de saúde da gestão de Sérgio Cabral, e o empresário Miguel Iskin por tentativa de obstrução de justiça. A denúncia foi apresentada pelo MPF à 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (3). Côrtes e Iskin, além de Sérgio Vianna Júnior, são acusados pela força-tarefa Lava Jato/RJ de articulação para influenciar no acordo de colaboração premiada firmado pelo ex-subsecretário executivo da pasta, César Romero. Eles são investigados na operação Fatura Exposta, desdobramento da Calicute e Eficiência, que investigam a organização criminosa liderada pelo ex-governador.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Kiko continua na cadeia: Mantida prisão preventiva de ex-subsecretário adjunto de comunicação de Cabral

Sexta, 21 de abril de 2017
Do STJ
Em decisão monocrática, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou pedido de liminar em habeas corpus feito pelo publicitário Francisco de Assis Neto, ex-subsecretário adjunto de comunicação do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Operação Fratura Exposta: Ex-secretário de Saúde do Rio Sérgio Côrtes é preso em operação da PF

Terça, 11 de abril de 2017
Gestão Sérgio Cabral
 

Vitor Abdala – da Agência Brasil

Policiais federais cumprem hoje (11) mandados de prisão preventiva contra o ex-secretário estadual de Saúde do Rio e o ex-diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) Sérgio Côrtes, além de dois empresários. Também estão sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e três de condução coercitiva.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Cabral descobriu agora o que é terra arrasada. Justiça decreta nova prisão preventiva do ex-governador do Rio

Quinta, 26 de janeiro de 2017

Vitor Abdala – da Agência Brasil

A 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro expediu um novo mandado de prisão preventiva do ex-governador Sérgio Cabral. Cabral está preso desde 17 de novembro, sob a acusação de receber propina para fechar contratos públicos no estado. Além dele, outras duas pessoas já presas desde o ano passado também tiveram novo mandado decretado: o ex-assessor de Cabral Carlos Miranda e o ex-secretário Estadual de Governo Wilson Carlos.

Policiais federais também cumprem mandados de prisão preventiva contra outras seis pessoas por envolvimento no mesmo esquema, entre elas o empresário Eike Batista e o advogado Flávio Godinho, vice-presidente de futebol do Clube de Regatas do Flamengo. Também há mandados de prisão contra Álvaro Novis, Sérgio de Castro Oliveira, Thiago Aragão (Ancelmo Advogados) e Francisco Assis Neto.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

No esquema de Cabral, transportadora de valores tornou-se um banco de segredos

Terça, 22 de novembro de 2016
Da Tribuna da Internet
Pedro do Coutto




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Como sempre sonhou, Cabral ficou famoso no exterior
O economista Marcos Lisboa, em sua coluna semanal na Folha de São Paulo, publicada dia 20, apresentou a concessão de aumentos ao funcionalismo público como fator principal do desequilíbrio fiscal e orçamentário do Rio de Janeiro. Equivoca-se, a causa está no sistema desenfreado de corrupção montado e operado sem limites ao longo dos últimos nove anos, ininterruptamente. Incentivos incluíram até joalherias de luxo. Tradicionais, já se encontravam funcionando há muito tempo.
Esta comprovação derruba totalmente o argumento de que os estímulos fiscais destinavam-se à instalação de empresas. Como? Elas já estavam instaladas antes das desonerações concedidas.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Cabral é vascaíno, mas foi levado para Bangu; grupo festeja chegada com fogos e espumante

Quinta, 17 de outubro de 2016
Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil
O ex-governador do Rio Sérgio Cabral foi transferido na noite de hoje (17) para o Complexo Prisional de Gericinó, após passar por exame no Instituto-Médico Legal (IML).

Cabral foi preso por volta das 6h pela Polícia Federal como parte da Operação Calicute, desdobramento da Operação Lava Jato. O ex-governador ficou cerca de 11 horas na sede regional da Polícia Federal no Rio.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Sobre a pacificação nos morros do Rio de Janeiro: a briga Época X Garotinho

Domingo, 9 de fevereiro de 2014
Da Revista Época (Organizações Globo)

Anthony Garotinho e a tentativa de sabotar a pacificação nos morros

O assassinato de uma policial na semana passada no Rio de Janeiro foi parte de uma reação do crime, que se junta à atuação de políticos que sabotam a paz

HUDSON CORRÊA E RAPHAEL GOMIDE, COM ANA LUIZA CARDOSO
Atualizado em 07/02/2014 21h28 
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DOSSIÊS O deputado Anthony Garotinho e o ex-chefe de polícia Álvaro Lins em 2003. Entre suas armas, estão a ameaça e a perseguição (Foto: Alexandre Brum /Ag. O Dia  )

Em verdadeiras operações de guerra, com tanques da Marinha e militares do Exército, o poder público retomou o controle de favelas cariocas dominadas por criminosos. De 2008 até hoje, foram reconquistadas 252 comunidades, onde vive 1,5 milhão de pessoas. Antes dessas ações, as áreas eram territórios de traficantes e milicianos, que desfilavam com fuzis e metralhadoras na mão. Para evitar que a bandidagem voltasse ao poder, o governo do Rio de Janeiro instalou Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nos principais morros retomados. Já há 36 UPPs com 9 mil policiais militares. Nestes seis anos, os homicídios diminuíram 65% nas comunidades ocupadas. Apesar das batalhas vitoriosas, a guerra não está ganha. Há muitas favelas para ocupar e, mesmo nas comunidades já retomadas, os bandidos ainda sonham em reconquistar os territórios perdidos. Mais recentemente, os criminosos passaram a adotar a tática de guerrilha. Em ataques-relâmpago contra as UPPs, disparam tiros de fuzil, granadas e coquetéis molotov.

As autoridades já esperavam essas dificuldades. A surpresa são os novos inimigos: os sabotadores da pacificação. O objetivo desse grupo também é territorial, mas no campo político. Suas armas são as ameaças, a perseguição, a produção de dossiês e uma série de outros artifícios para instalar o medo na população e desacreditar a segurança pública. Esses agentes do subterrâneo têm endereço conhecido e comando estabelecido. Eles operam num bunker na Rua Senador Dantas, no centro do Rio de Janeiro. Na liderança do grupo, estão o ex-governador Anthony Garotinho e o ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins.


Pré-candidato a governador do Rio de Janeiro, Estado que já administrou de 1999 a 2002, Garotinho chama a ação nas favelas de “farsa da pacificação”. Seu objetivo é minar a administração de Sérgio Cabral, seu principal adversário político, e atacar sua maior conquista, o programa das UPPs, que reduziu os homicídios na capital em 48%. Se a coisa ficasse apenas no plano eleitoral, seria do jogo. Mas Garotinho extrapolou. Por meio de seu blog, ele divulga dossiês contra o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame. A torrente de acusações foi tamanha que, no ano passado, Beltrame entrou com uma queixa no Supremo Tribunal Federal. Na ação judicial, Beltrame afirma que os ataques contra ele ameaçam sua credibilidade e reputação diante da polícia. “O blog é um permanente corpo de delito”, diz a queixa ao STF. 

Clique aqui e leia a íntegra na Revista Época 
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Leia adiante a defesa que Anthony Garotinho postou em seu blog às 14 horas desse sábado (8/1) sob o título:

'Revista Época, a serviço de Cabral, inventa mentiras contra mim'

A Época publica na sua edição deste final de semana uma matéria recheada de mentiras, ofensas e ficções, que certamente terá como resultado mais uma ação judicial contra as Organizações Globo com pesada indenização, como, aliás, há sete anos a revista foi condenada em me indenizar em R$ 300 mil, valores da época.
 
Sob o título “Garotinho sabotador da pacificação” a revista mistura mentiras com ficção como vocês poderão entender agora. O projeto das UPPs vive no momento uma crise e a Época ao invés de apontar os verdadeiros culpados pelo fracasso do programa afirma que eu através do meu blog consegui desestabilizar a política de segurança do governo Sérgio Cabral. Sinceramente eu não sabia que eu tinha tanto poder e que o meu blog tinha tantos leitores.

O mais grave da matéria é que esconde dos leitores os reais motivos do fracasso das UPPs. O modelo do Rio não tem similar em lugar algum porque ignorou dois princípios básicos. Primeiro os bandidos do Rio não são presos, como aconteceu na Colômbia e em outros países, pelo contrário recebem aviso prévio para se mudarem temporariamente para outros lugares. Segundo: não existe ocupação social, aliás, Cabral extinguiu todos os programas sociais criados por mim e Rosinha. Com os bandidos soltos e sem ocupação para os jovens o tráfico retoma rapidamente o seu papel. Hoje o depoimento de qualquer morador de comunidade com UPP é que a polícia virou segurança de traficantes. As feiras de drogas funcionam livremente desde que não haja armamento à vista.  

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

'Justiça concede salvo conduto a denunciante da farsa contra Garotinho e manda MP investigar conduta de policiais'

Quinta, 9 de janeiro de 2014
Do Blog do Garotinho

O juiz titular da 31ª Vara Criminal, Roberto Câmara Lacé Brandão acaba de conceder salvo conduto para que Anderson Harry Grutzmacher, denunciante da trama montada pelo PMDB e PT com o apoio do Globo para atingir Garotinho, não precise comparecer mais uma vez à Delegacia de Crimes de Informática onde conforme vídeo postado ontem, ele sofreu todo o tipo de constrangimento e intimidação, inclusive sendo obrigado a ficar nu. A medida visa proteger Andersom.
Além disso como poderão conferir abaixo, o juiz determinou que o Ministério Público apure a conduta "apontada como coatora" dos policiais que intimidaram Anderson.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Policial flagrado jogando pedras durante manifestação no Rio é afastado

Sexta, 4 de outubro de 2013
Vídeo mostra agente que subiu no telhado da Câmara Municipal durante protesto de professores na terça

O Estado de S. Paulo
RIO -  A Polícia Militar informou nesta sexta-feira, 4, ter afastado o policial que subiu no telhado da Câmara de Vereadores do Rio na terça-feira, 1, e jogou pedras em manifestantes que protestavam contra a votação do plano de cargos e salários dos professores na última terça-feira, 1. Um vídeo que mostra ação do policial, que está sem camisa, foi divulgado pelo vereador Jefferson Moura (PSOL), que recebera a filmagem de funcionários da Casa.

Após a divulgação, a subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança do Estado informou que o policial foi identificado e que o material foi encaminhado à Corregedoria Interna da PM. O policial, que seria lotado no serviço reservado da corporação, vai ser punido, segundo a PM, mas a punição ainda não foi divulgada. "Mais um flagrante de repressão descontrolada. Este sujeito só teve acesso ao telhado da Câmara com autorização de alguém", comentou o vereador Renato Cinco, também do PSOL.

Imagens divulgadas em redes sociais indicam que policiais também teriam se posicionado nas duas cúpulas do Palácio Pedro Ernesto, que ficou sitiado durante a votação, para lançar bombas contra manifestantes na Cinelândia.

O plano de cargos e salários acabou sendo aprovado. Apenas nove vereadores, entre eles Moura e Cinco, deixaram a sessão e recusaram-se a votar enquanto professores eram espancados do lado de fora, sob uma chuva de bombas de gás.
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Acesse o link a seguir e veja o vídeo

Imagem da TV Globo

sábado, 21 de setembro de 2013

Testemunhas do caso Amarildo são retiradas do Rio de Janeiro pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência

Sábado, 21 de setembro de 2013

Vitor Abdala, repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Um adolescente de 16 anos e sua mãe, duas das testemunhas do inquérito que investiga o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, foram retirados na madrugada de hoje (21) do Rio de Janeiro pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com a ajuda da Polícia Federal. Os dois pediram para ingressar no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte, do governo federal.

O pedido deve ser analisado em até uma semana, mas como eles corriam risco de morrer, a Secretaria de Direitos Humanos optou por retirá-los da cidade do Rio e levá-los para um destino não divulgado, enquanto o pedido de ingresso no programa é analisado. Os dois já estão "sob proteção federal", segundo nota da secretaria.

Uma das testemunhas do caso, o adolescente havia inicialmente dito, em depoimento, que Amarildo de Souza foi morto por um traficante da Rocinha. Em seguida, o jovem disse que foi coagido pela Polícia Militar para dar o depoimento.

Amarildo de Souza desapareceu no dia 14 de julho e, segundo sua família, foi visto pela última vez quando estava sob custódia da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, onde ele morava. O  Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte proporciona ajuda com moradia e com a reinserção da pessoa no novo ambiente.

O desaparecimento de Amarildo foi lembrado em manifestações em diversas cidades do país. Durante os protestos era comum os manifestantes carregaram cartazes perguntando "Onde está Amarildo?".

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

sábado, 17 de agosto de 2013

Ocupação na Câmara do Rio por 'Amarildos' completa uma semana

Sábado, 17 de agosto de 2013
Vinícius Lisboa, repórter da Agência Brasil
Entre lustres e móveis históricos do Palácio Pedro Ernesto, 11 manifestantes completaram hoje (16) uma semana de ocupação na Câmara Municipal do Rio. Com uma lista de nove reivindicações, o grupo diz estar aberto a negociá-las para deixar o prédio. Já a Câmara reafirmou que não tem como atendê-las.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Derrubadas do Cabral

Terça, 30 de julho de 2013
Cabral, governador do Rio de Janeiro, desistiu de derrubar o Parque Aquático Júlio Delamare, no Complexo do Maracanã.

Mas os manifestantes não desistiram de derrubar Cabral.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

'Volta Cabral'

Segunda, 8 de julho de 2013
O governador do Rio, Sérgio Cabral, sofre marcação cerrada dos manifestantes em frente ao seu apartamento no Leblon, em que pese os bopes da vida, as bombas, o spray de pimenta, as porradas. Vizinhos também pedem, em já volumoso abaixo-assinado, para que ele se mude dali para o Palácio Laranjeiras, residência oficial dos governadores do estado. Querem vê-lo longe, bem longe.

Que tal a sugestão para que sua excelência faça o percurso inverso do outro Cabral, o Pedro Álvares?

Volta, Cabral! Ou, melhor, vai Cabral.

Com guardanapo na cabeça e parceiros. E tudo o mais, contanto que não haja nada público, claro.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Relatório final da CPMI do Cachoeira será votado na quarta-feira

Quinta, 29 de novembro de 2012
                                                                        Imagem da internet

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Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil

A Comissão Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira marcou para a próxima quarta-feira (5) a discussão e votação do relatório final dos trabalhos apresentado ontem (28) pelo deputado Odair Cunha (PT-MG). Para viabilizar a leitura do seu parecer depois de duas tentativas frustradas, o petista retirou do texto os pedidos de investigação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e de jornalistas.

Ontem, em reunião tumultuada, Odair Cunha fez a leitura de um resumo do seu relatório com aproximadamente 80 páginas. A íntegra do parecer final tem mais de 5 mil páginas.

Ao todo, o petista sugere o indiciamento de 29 pessoas, entre as quais o bicheiro Carlinhos Cachoeira, além de pedir a abertura de inquérito por crime de responsabilidade contra 12 pessoas. Nesse grupo, está o governador de Goiás, Marconi Perillo, o ex-senador Demóstenes Torres e o prefeito de Palmas, Raul Filho.

Se aprovado pela comissão, o relatório final será encaminhado à Procuradoria-Geral da República.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Procurador Geral da República recebe representação pela continuidade das investigações do caso Cachoeira

Quinta, 22 de novembro de 2012
Do MPF

Parlamentares recorrem ao MPF para que as investigações realizadas pela Comissão Mista Parlamentar de Inquérito sejam aprofundadas

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, recebeu nesta quinta-feira, 22 de novembro, deputados e senadores integrantes da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investiga indícios de crimes nas relações de Carlos Cachoeira com agentes públicos e privados. Os senadores Pedro Simon (PMDB/RS), Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) e Pedro Taques (PDT/MT) e os deputados Rubens Bueno (PPS/PR) e Ônix Lorenzoni (DEM/RS) entregaram a Roberto Gurgel uma representação em que pedem a continuidade das investigações sobre o caso.

A representação é uma reação dos parlamentares ao relatório da CPMI elaborado pelo relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). No documento, que foi entregue aos parlamentares nesta quarta-feira, 21 de novembro, é proposto o indiciamento de 34 pessoas, além da reponsabilização criminal de outras 12 que possuem foro por prerrogativa de função. O relatório pede, ainda, investigações sobre a atuação do procurador-geral da República em relação à investigação que resultou na Operação Vegas, deflagrada pela Polícia Federal. O relatório ainda não é oficial, pois depende de leitura no plenário da Comissão, o que está previsto para ocorrer na próxima semana.

Ao receber dos parlamentares a representação, o procurador-geral da República afirmou que o documento será examinado especialmente em relação à possível relação de seu conteúdo com os fatos que já estão sendo objeto de apuração pelo MPF, especialmente perante a Justiça Federal em Goiás. Gurgel comentou, ainda, a estratégia de investigação adotada pelo MPF, a qual revelou-se bem sucedida. O procurador-geral da República ressaltou que, à época da Operação Vegas, “o quadro que veio ao Ministério Público era diminuto, limitado essencialmente à questão do jogo em Goiás. Mas era perceptível que a investigação era promissora e, por isso mesmo, houve aquele sobrestamento no sentido de permitir que as investigações pudessem ser aprofundadas”. Em seguida, foi deflagrada a Operação Saint Michel, que, conforme declarou Roberto Gurgel, baseou-se em “indícios de crimes de uma amplitude imensamente maior do que aquela daquele momento inicial”.

O senador Pedro Simon declarou que a representação manifesta a desconformidade de parlamentares com o relatório-geral apresentado na CMPI. Ele elogiou os elementos colhidos pelo MPF que chegaram para análise dos parlamentares. “O trabalho que foi levado para o Congresso Nacional pela Procuradoria foi de primeira grandeza. Lá estava provado o nome e a história dos corruptores. Não precisava à CPI fazer demonstrações. Era só pegar o que recebeu e aprofundar. E infelizmente a maioria resolveu esconder, resolveu arquivar”, lamentou o senador. A posição de Pedro Simon é compartilhada pelo senador Pedro Tacques, para quem “a CPMI poderia ter investigado mais”. Na análise de Tacques, “em razão de questões político-partidárias, a CPI não avançou”. Ele advertiu que “a CPI não pode ser um instrumento de perseguições políticas, não pode ser um instrumento de vingança”.

Já o senador Randolfe Rodrigues lembrou o início das investigações do MPF que levaram à instauração da CPMI do Cachoeira, como ficou conhecida a investigação parlamentar. “Nós estamos aqui trazendo a investigação para onde ela começou. E é a essa instituição, o Ministério Público Federal, que tem o dever constitucional de defender a República, de defender a sociedade”, asseverou Randolfe. Ele afirmou ainda considerar que o relatório apresentado pelo deputado Odair Cunha “agride aquele que foi responsável por iniciar o procedimento de investigação. É um relatório retaliatório. É um relatório que busca fazer represália pelo fato de a Procuradoria Geral da República ter cumprido o seu dever que a Constituição impõe”.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Independentes criticam relatório da CPI do Cachoeira e apresentam documento paralelo

Quarta, 21 de novembro de 2012
Ivan Richard e Karine Melo
Repórteres da Agência Brasil
Brasília – Insatisfeitos com o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as atividades do grupo do contraventor e empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, parlamentares que se dizem independentes informaram que vão protocolar nesta tarde representação na Procuradoria-Geral da República. No documento, que é uma espécie de relatório paralelo, os parlamentares pedem a quebra de sigilo de empresas fantasmas que teriam recebido dinheiro da Construtora Delta e a abertura de investigação contra os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e do Tocantins, Siqueira Campos.

O relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG), posto à diposição dos integrantes da CPMI na madrugada de hoje (21), nem chegou a ser discutido e já é alvo de críticas. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) reagiu à parte do texto em que o relator recomenda que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, seja investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público por ter suspendido “sem justificativa” as investigações da Operação Vegas da Polícia Federal, que apontou indícios de ligações de Cachoeira com parlamentares.

Segundo o senador, tudo começou por causa de um trabalho do Ministério Público Federal. “Houve uma disputa interna no PT sobre quem seria indiciado e prevaleceu a pior versão, que é abrir investigação contra o representante da principal instituição que iniciou a investigação. É uma inversão de valores. É trazer para o lume da investigação o investigador. Isso desvirtua o que é central, a empreiteira Delta”, afirmou Randolfe.

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR). ressaltou que, como o governo tem maioria na CPMI, é certo que o relatório será aprovado do jeito que está. “As cartas estão marcadas e não dá para gerar falsas expectativas. É um relatório insuficiente, porque não alcança o essencial, aquilo que deveria ser investigado.

Para Dias, a CPMI “ mais escondeu que revelou” e apenas compilou o trabalho da Polícia Federal para encaminhar ao Ministério Público. “A missão da CPI seria investigar aquilo que não foi investigado pela Policia Federal e pelo Ministério Público. A matriz desse escândalo de corrupção é a Delta. Cachoeira foi coadjuvante.”

O relator aceita fazer mudanças no relatório. “O relatório é da comissão. Não queremos fazer nenhum cavalo de batalha. O que fiz foi apresentar minhas convicções sobre as pessoas que se envolveram com a organização criminosa e dela participaram”, explicou Odair Cunha. Ao sugerir o indiciamento de 46 pessoas que se envolveram com o esquema montado por Cachoeira, o relator destacou que individualizou a  conduta de todas as pessoas envolvidas com o grupo.

“Precisamos fazer um acordo de procedimento para viabilizar a discussão, votação e aprovação do nosso relatório. É natural que, em um relatório de 5 mil páginas, tenhamos muitas dúvidas e questionamentos”, disse Odair Cunha. Sobre o pedido de investigação do governador de Goiás, Marconi Perillo, Cunha destacou que ele precisa esclarecer sua ligação com o grupo de Cachoeira. “ Por que ele se envolveu tão intimamente com a organização criminosa, deixou que ela tomasse conta de parte importante do seu governo? Não temos culpa de ele ter se relacionado com essa organização.”

Quanto às críticas por ter deixado fora do relatório os governadores do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e do Rio de Janeiro, Ségio Cabral, o relator respondeu: “Não investigamos, em nenhum momento, o governador do Rio de Janeiro. Investigamos, sim, as incursões da organização criminosa no Distrito Federal e não restaram provadas, em nenhum momento, vinculações do governador Agnelo Queiroz com o empresário Carlos Cachoeira.”

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Relator: trabalhos da CPI devem ser prorrogados por 48 dias

Quarta, 31 de outubro de 2012
Da Agência Senado
Anderson Vieira
O relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), informou há pouco que já obteve o número de assinaturas necessárias para prorrogar os trabalhos da comissão por 48 dias. O parlamentar disse que o documento foi protocolado no início da tarde na Mesa do Congresso e já pode ser lido no Plenário.

Os defensores de uma prorrogação maior das atividades da comissão - por até 180 dias - já informaram não terem esperanças de conseguirem o apoio necessário. Para que a CPI não seja encerrada no próximo dia 4 de novembro, é preciso o apoio de pelo menos 27 senadores e de 171 deputados.

A reunião administrativa da CPI mista desta quarta-feira (31) foi encerrada pouco depois das 12h, com a aprovação do pedido de adiamento da votação de mais de 500 requerimentos previstos na pauta, o que provocou a revolta de alguns parlamentares, defensores de novas quebras de sigilos de empresas ligadas à construtora Delta.

A próxima reunião da CPI será na próxima semana, em dia ainda a ser definido pelo presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).
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Sem máscara


Miro Teixeira: a palavra final

Depois de se esgueirar, fazer rodeios, mudar o discurso e esgotar a utilidade dos holofotes e câmeras que acompanhavam as sessões, hoje, enfim, a base aliada deu o tapa na mesa e deixou claro: ninguém quer a continuidade da CPI do Cachoeira. Não houve acordo.
O motivo é simples: há na lista dos pedidos de quebra de sigilo pelo menos doze empresas que apresentam risco a governos de PT e PMDB. Por razões matemáticas, sem essas duas bancadas, não há o que ande no Congresso. Miro Teixeira saiu da reunião suando:
- O que irrita é a demagogia. Há a versão para a plateia e outra a portas fechadas. Quando liga a luz da câmera, todos dançam cancan, jogando as perninhas feito prostitutas e defendendo a prorrogação. Na reunião, a conversa é outra, inclusive por parte da oposição.
Fonte: 
Lauro Jardim - Radar on-line Veja

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Aqui se esconde o laranja que pode escancarar o propinoduto da Delta

Sexta, 7 de setembro de 2012
Da Revista Veja

CPI do Cachoeira

Aqui se esconde o laranja que pode escancarar o propinoduto da Delta

VEJA desta semana revela que uma operação foi montada para ninguém chegar perto de Bruno de Freitas. Ele pode revelar o propinoduto da empresa no Rio

Leslie Leitão
LIGAÇÃO PERIGOSA - Da favela para o condomínio Terra Nossa: Bruno (à esq.) tem muito que contar sobre seus negócios com a Delta de Cavendish (à dir.) 
LIGAÇÃO PERIGOSA - Da favela para o condomínio Terra Nossa: Bruno (à esq.) tem muito que contar sobre seus negócios com a Delta de Cavendish (à dir.)  (Oscar Cabral/Ed Ferreira/AE)

O paradeiro do contínuo Bruno Estefânio de Freitas, 20 anos, paira como um mistério na favela do Muquiço, Zona Norte do Rio de Janeiro, de onde ele evaporou sem deixar rastros há cerca de um mês. VEJA sabe para onde Bruno foi levado. Ele está instalado em uma confortável casa de condomínio fechado em Jacarepaguá. Atualmente, divide-se entre esse e outro endereço, onde vive sob permanente escolta de seguranças e de onde só sai mantendo-se invisível por trás dos vidros fumê dos carros. Mas por que tamanho empenho para fazer o contínuo desaparecer de circulação? A resposta emerge das próprias investigações. Bruno é peça-chave na rede de laranjas e fantasmas aos quais a construtora Delta repassou quase 1 bilhão de reais para irrigar campanhas e bolsos de políticos de todo o país. Recém-saído da adolescência e hoje desempregado, o rapaz consta como dono de uma pujante empresa de terraplenagem que, entre março de 2011 e maio de 2012, recebeu 33 140 000 reais da Delta. VEJA revelou em julho que ele entrara no radar do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, ao chegar a uma agência bancária na Barra da Tijuca, com escolta armada, e sacar de uma só vez 5 milhões de reais. A CPI que investiga o bicheiro Carlinhos Cachoeira, enroladíssimo no esquema, está ciente da existência de Bruno - o único, entre vários laranjas já identificados, a ser flagrado com a mão na massa. Na semana passada, chegou-se a discutir sua convocação. Mas, em vez de darem o passo decisivo para revolver o lamaçal de corrupção, os deputados e senadores optaram por suspender os trabalhos até o fim do primeiro turno das eleições municipais.
 
Leia a íntegra da reportagem da Revista Veja.