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(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 6 de julho de 2015

José Roberto Arruda, Paulo Octávio e mais 17: No mensalão do Dem, o TJDF nega todos pedidos apresentados pelas defesas dos réus

Segunda, 6 de julho de 2015
Do TJDF
O juiz da 7ª Vara Criminal de Brasília indeferiu todos os pedidos de revogação do recebimento da denúncia realizados pelas defesas dos réus do processo conhecido como Mensalão do DEM. O juiz também designou datas para a audiência de instrução e julgamento: 21, 25, 28/9 e 2, 5/10. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios - MPDFT havia denunciado os acusados pelo crime de formação de quadrilha.
O magistrado indeferiu os pedidos de declaração de ilicitude de prova, inépcia da inicial, falta de justa causa e de absolvição sumária, rejeitou a ilegitimidade ativa do MPDFT para postular reparação de danos, indeferiu os pedidos de cópias de documentos e depoimentos existentes em outras ações, indeferiu pedido de que o colaborador Durval Barbosa junte todas as gravações realizadas, indeferiu o pedido de exclusão da prova colhida por meio da escuta ambiental de 21/10/2009.
Quanto à ilicitude das provas, o juiz decidiu que não há elementos para que se considere nulo, neste momento, todo o conjunto de indícios e provas apresentados pelo Ministério Público (vídeos, ações controladas, captações ambientais, buscas e apreensões, delação premiada e declarações prestadas perante a autoridade policial), havendo necessidade de se adentrar na fase instrutória para esclarecer os elementos trazidos pela defesa.
Quanto ao pedido de exame pericial sobre todos os vídeos, formulado de maneira genérica, o juiz negou, pois 21 laudos avaliaram a integridade dos vídeos, dos trechos examinados e concluíram pela inexistência de adulteração, sendo desnecessária a realização de nova prova com o mesmo escopo.
As defesas alegaram também que a captação ambiental foi deferida nos termos em que foi requerida, ou seja, instalação de equipamento fornecido pela Polícia Federal, de modo a não permitir a interferência de Durval Barbosa, que teria gravado apenas o que quis. Contudo, o juiz entendeu que o STF pacificou a discussão quando decidiu em favor da validade da gravação ambiental realizada por um dos interlocutores sem conhecimento dos demais.
São réus no processo: José Roberto Arruda, Paulo Octávio Alves Pereira, Durval Barbosa Rodrigues, José Geraldo Maciel, Fabio Simão, Ricardo Pinheiro Penna, José Luiz Da Silva Valente, Roberto Eduardo Ventura Giffoni, Omezio Ribeiro Pontes, Adailton Barreto Rodrigues, Gibrail Nabih Gebrim, Rodrigo Diniz Arantes, Luiz Claudio Freire De Souza Franca, Luiz Paulo Costa Sampaio, Marcelo Toledo Watson, Marcelo Carvalho De Oliveira, José Eustáquio De Oliveira, Márcio Edvandro Rocha Machado e Renato Araújo Malcotti.
Processo: 2013. 01.1.122065-5
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Clique aqui e leia a íntegra da sentença.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Exoneração no GDF

Sexta, 5 de março de 2010
Pego com a mão da botija tentando emprenhar um projeto de lei, não restou outra coisa ao governador em exercício, para não se desgastar ainda mais, que exonerar José Geraldo Maciel, primo de Arruda, da chefia da Casa Civil, e também Fábio Simão, o chefe de gabinete de Arruda. A exoneração foi assinada ontem, quinta-feira.
Wilson Lima, o governador em exercício, tentou no bojo de um projeto enviado à CLDF e que propõe aumento salarial para dentistas contratados pelo GDF empurrar um salvo conduto para chefes de gabinetes de secretaria de estado e titulares da Casa Civil e da Casa Militar do governo, concedendo o status de secretário aos chefes de gabinete e das Casas Civil e Militar do Distrito Federal. Aquela tal coisa indecente de foro privilegiado. Descoberto o golpe, restou a exoneração dos dois auxiliares de Arruda.

Indecência

Sexta, 5 de março de 2010
Parece mesmo que não há outro caminho que não a intervenção federal no DF, tanto no executivo quanto no legislativo. O governador está preso, mas o seu substituto, mesmo depois de toda essa celeuma, toda essa corrupção que veio à tona, o governador em exercício, Wilson Lima, teve a coragem de enviar à CLDF um projeto que tentaria livrar, na prática, a cara de figurões envolvidos no escândalo da Caixa de Pandora.
Segundo reportagem do Correio Braziliense de hoje, Wilson Lima encaminhou à CLDF um projeto de lei, o PL nº 1531, que aumenta os salários dos dentistas contratados pelo governo. Até aí nada de mais. Acontece que o governador em exercício emprenhou o projeto com uma coisa que nada tem a ver com o aumento dos dentistas.
Usando de esperteza (olha lá, governador, tem gente que deu uma de esperto e continua preso na Polícia Federal) ele emprenhou, perpetrando verdadeiro estupro, o projeto com um artigo que concede status de secretário aos chefes de gabinete e das Casas Civil e Militar do Distrito Federal.
Qual a finalidade disso tudo? Garantir foro privilegiado a envolvidos na Caixa de Pandora. Claro que é livrar a cara de gente grande e especialmente no caso da corrupção estourada pela Caixa de Pandora, proteger o secretário da Casa Civil, Geraldo Maciel, primo de Arruda, e gravado pelo cinegrafista do cerrado, Durval Barbosa, bem como o chefe de gabinete de Arruda, Fábio Simão, aquele que na residência oficial do governador foi apanhado pela PF com notas carimbadas pela própria polícia. Aquelas notas que Durval entregou à PF para serem carimbadas, devolvidas e entregues aos mensaleiros de Brasília.
No jargão político a esperteza do governador em exercício é chamada de submarino (coisa que anda submersa), mas no jargão popular tem outro nome.
Geraldo Maciel e Fábio Simão não foram exonerados (que absurdo!) dos seus cargos, foram simplesmente afastados temporariamente. Assim, se a CLDF aprovar a sem-vergonhice que faz parte do projeto de lei encaminhado no dia 3 pelo governador, os dois estariam, pelo menos em tese, protegidos pela lei do foro especial. Claro que a proposta do governador é ilegal e inconstitucional. Mas o que não é ilegal nesse pântano podre em que se tornou politicamente o Distrito Federal?
O artigo 5º do Projeto de Lei nº 1531 de 2010, o que Wilson Lima enviou no dia 3 para a CLDF, diz:
“Os ocupantes dos cargos previstos no Decreto nº 31.256, de 18 de janeiro de 2010, terão as honras, as prerrogativas e garantias asseguradas aos Secretários de Estado, na forma da Lei Orgânica do Distrito Federal”
E ainda falam em honra.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Amigos de Durval ameaçam Wilson Lima com denúncia, diz o Blog do Pannunzio

Quinta, 4 de março de 2010
O Blog do Pannunzio trouxe ontem postagem com a informação de que “o novo governador do DF já foi avisado de que terá até a meia-noite desta quinta-feira para cancelar” algumas negociações em torno das comemorações dos 50 anos de Brasília, “E encontrar uma maneira de parar o processo de pilhagem que continua erodindo as finanças do DF”.
Ainda segundo o blog do jornalista, amigos de Durval Barbosa ameaçam “por a bandeira na rua” e trazer Wilson Lima, o governador em exercício, para o foco dos debates éticos. “Não vai faltar Material”, segundo a fonte de informação de Panunzio.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ex-chefe de gabinete de Arruda é condenado

Terça, 26 de janeiro de 2010
Ex-chefe de gabinete do governador Arruda foi condenado pelo Tribunal de Contas do DF a ressarcir os cofres públicos em $663 mil. Fábio Simão, o condenado, e mais três ex-dirigentes da Federação Brasiliense de Futebol não conseguiram comprovar a aplicação de recursos repassados pela Secretaria de Esportes do Governo do DF. Fábio Simão, que já foi assessor do senador cassado Luiz Estevão, foi homem forte do governador Roriz, era chefe de gabinete de Arruda até que a Operação Caixa de Pandora apreendeu em sua sala na residência oficial do governador, em Águas Claras, dinheiro que teria sido marcado pela PF e repassado ao delator Durval Barbosa.