Segunda,
17 de agosto de 2015
Ivan Richard – Repórter da Agência
Brasil
O ex-diretor da Área Internacional da
Petrobras Nestor Cerveró e os lobistas Fernando Antônio Soares, conhecido como
Fernando Baiano e apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção na
Petrobras, e Júlio Camargo foram condenados hoje (17) por corrupção e lavagem
de dinheiro em uma das ações penais decorrentes da Operação Lava Jato, que
investiga o pagamento de propina em contratos para compra de navios-sondas pela
estatal.
O ex-diretor da Petrobras Nestor
Cerveró recebeu
a segunda condenação / ArquivoAgência Brasil
Conforme sentença proferida pelo juiz
federal Sérgio Moro, responsável pelos inquéritos da Lava Jato na primeira
instância, Cerveró deve cumprir pena de 12 anos, três meses e dez dias de
reclusão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro mais o pagamento de
multa. Em maio, Cerveró já havia sido condenado a cinco anos de prisão por
lavagem de dinheiro pela compra de um apartamento, depois da ocultação e
dissimulação de valores oriundos do pagamento de propina.
Já Fernando Baiano foi condenado a 12
anos, três meses e dez dias de reclusão, mais multa, pelos mesmos crimes. Júlio
Camargo, que em delação premiada disse que o presidente da Câmara, deputado
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cobrou US$ 5 milhões em propina do esquema investigado
pela Lava Jato, foi condenado a 14 anos de detenção.