Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 13 de julho de 2016

O relatório silenciado

Quarta, 13 de julho de 2016
Da Ponte
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
Informe parlamentar sobre os desdobramentos da Lava Jato no Peru revela como as empreiteiras brasileiras enviavam dinheiro para subornar políticos no país. Mas o Congresso peruano tenta relegá-lo esquecimento

A solidão obscura dos arquivos do Congresso peruano pode ser o destino final do relatório do presidente da Comissão Investigadora do caso Lava Jato, que desde novembro do ano passado busca identificar as ramificações da investigação brasileira no país vizinho. Seu nome verdadeiro é bem maior: Comissão Investigadora Encarregada de Investigar o Pagamento de Supostas Propinas a Funcionários Peruanos por parte de Empresas Brasileiras Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e outras, desde o Início de suas Atividades até a Data, por Qualquer Forma de Contrato com o Estado Peruano. Mas não é apenas o nome que é incomum. O fato de o presidente da comissão, o deputado independente Juan Pari, assinar o relatório final sozinho também é incomum – e inquietante.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Delação premiada com o FBI: Ex-mulher de político negocia delação com FBI para entregar offshore

Segunda, 2 de abril de 2016
Fontes: Leandro Mazzini - coluna esplanada
A embaixada em Brasília já ofereceu proteção à mulher

A ex-mulher de um poderoso político em Brasília negocia delação premiada com o FBI dos Estados Unidos e a entrada no programa de proteção a testemunhas pelos próximos cinco anos.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Documento da Lava Jato sugere cartel na Olimpíada

Sexta, 29 de abril de 2016
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
Apreendida pela PF, pauta de reunião lista construtoras vencedoras de licitação do Parque Olímpico mais de um ano antes de o resultado oficial ser divulgado. Empreiteiras investigadas na Lava Jato são favorecidas em mais de 90% dos investimentos para os Jogos

Principal interlocutor de Marcelo Odebrecht sobre projetos da Copa e Olimpíada, o executivo Benedito Junior encerrou a carreira de três décadas na maior construtora do Brasil quando a Polícia Federal bateu à sua porta, em fevereiro deste ano, em meio às investigações da Lava Jato. Centenas de documentos foram apreendidos com ele. Entre planilhas com repasses a políticos, há um documento que não traz cifras. No entanto, trata de um negócio bilionário envolvendo o palco principal dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Regime Diferenciado de Contratações (RDC) facilita desastres como o da ciclovia do Rio de Janeiro

Quinta, 28 de abril de 2016
Do Contas Abertas
Dyelle Menezes

Uma parte da ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro desabou, deixando pelo menos duas vítimas. Como a obra foi realizada para a Olimpíada 2016, o empreendimento foi realizado pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC), que especialistas apontam como facilitador desse tipo de problema.
 
De acordo com o especialista em licitações Inaldo Soares, a “expertise” da colaboração dos projetos de engenharia, conforme previsto no RDC, aumenta os prazos e os custos das obras. Além do mais, em contrapartida, diminui a qualidade do serviço e facilita o uso de matérias primas de qualidade inferior.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Saindo! Concedido habeas corpus a executivo da empresa Queiroz Galvão

Quarta, 6 de maio de 2015
Do STF
O ministro Teori Zavascki concedeu habeas corpus a Dario de Queiroz Galvão Filho, um dos investigados por irregularidades em contratos da Petrobras ligados à chamada operação Lava-Jato. Segundo a decisão, não há mais motivos que justifiquem a prisão preventiva, que pode ser substituída por medidas cautelares diversas, como a prisão domiciliar, o uso de tornozeleira eletrônica e o afastamento da administração das empresas envolvidas na investigação.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

As suspeitas de tráfico de influência internacional sobre o ex-presidente Lula

Sexta, 1º de maio de 2015

Capa edição 882 (Foto: divulgação)

O Ministério Público Federal abre uma investigação contra o petista – ele é suspeito de ajudar a Odebrecht em contratos bilionários

Da Revista Época
THIAGO BRONZATTO E FILIPE COUTINHO
30/04/2015 - 22h46 - Atualizado 01/05/2015 01h07 
Quando entregou a faixa presidencial a sua pupila, Dilma Rousseff, em janeiro de 2011, o petista Luiz Inácio Lula da Silva deixou o Palácio do Planalto, mas não o poder. Saiu de Brasília com um capital político imenso, incomparável na história recente do Brasil. Manteve-se influente no PT, no governo e junto aos líderes da América Latina e da África – líderes, muitos deles tiranetes, que conhecera e seduzira em seus oito anos como presidente, a fim de, sobretudo, mover a caneta de seus respectivos governos em favor das empresas brasileiras. Mais especificamente, em favor das grandes empreiteiras do país, contratadas por esses mesmos governos estrangeiros para tocar obras bilionárias com dinheiro, na verdade, do Banco Nacional de Desenvolvimento, o BNDES, presidido até hoje pelo executivo Luciano Coutinho, apadrinhado de Lula. Como outros ex-presidentes, Lula abriu um instituto com seu nome. Passou a fazer por fora (como ex-presidente) o que fazia por dentro (como presidente). Decidiu continuar usando sua preciosa influência. Usou o prestígio político para, em cada negócio, mobilizar líderes de dois países em favor do cliente, beneficiado em seguida com contratos governamentais lucrativos. Lula deu início a seu terceiro mandato. Tornou-se o lobista em chefe do Brasil. 

Documento 01 (Foto: Reprodução)
    • Leia a reportagem da Revista Época  em: http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/04/suspeitas-de-trafico-de-influencia-internacional-sobre-o-ex-presidente-lula.html

terça-feira, 28 de abril de 2015

STF concede habeas corpus a acusados de desvios na Petrobras

Terça, 28 de abril de 2015
Do STF

Ricardo Pessoa, José Ricardo Breghirolli, Agenor Medeiros, Sérgio Cunha Mendes, Gerson Almada, Erton Medeiros Fonseca, João Ricardo Auler, José Aldemário Pinheiro Filho e Mateus Oliveira terão a prisão preventiva substituída por medidas cautelares.  
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal concedeu hoje habeas corpus (HC 127186) a nove réus acusados de envolvimento em um suposto esquema de desvio de recursos da Petrobras. Ricardo Pessoa, José Ricardo Nogueira Breghirolli, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Sérgio Cunha Mendes, Gerson de Melo Almada, Erton Medeiros Fonseca, João Ricardo Auler, José Aldemário Pinheiro Filho e Mateus Coutinho de Sá Oliveira terão direito a responder a processos em liberdade e terão a prisão preventiva substituída por medidas cautelares.
Os réus citados no voto do ministro relator, Teori Zavascki, passarão a ser monitorados por tornozeleira eletrônica, e devem se manter afastados da direção e administração de empresas envolvidas nas investigações.
Deverão ainda cumprir recolhimento domiciliar integral, comparecer em juízo quinzenalmente para informar e justificar atividades, ficarão obrigados a comparecer a todos os atos do processo, bem como estão proibidos de manter contato com demais investigados e de deixar o país. O descumprimento de qualquer dessas medidas acarretará o restabelecimento da prisão.

Lava Jato: PGR é contra revogação de prisão preventiva de empreiteiros

Terça, 28 de abril de 2015
Do MPF
Existência de organização criminosa em funcionamento justifica manutenção da prisão de Ricardo Pessoa, Agenor Medeiros e José Ricardo Breghirolli
Em pareceres enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, manifestou-se contrariamente à liberação da prisão preventiva de Ricardo Pessoa, presidente da UTC, Agenor Medeiros, diretor da área internacional da OAS, e José Ricardo Breghirolli, funcionário da OAS. Atualmente presos por ordem da 13ª Vara Federal em Curitiba,  os réus apresentaram habeas corpus à Corte (HC 127.186/PR, HC127.449/PR e HC 127.347/PR, respectivamente) contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo o procurador-geral, a existência de organização criminosa em funcionamento justifica a prisão.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Mantida prisão preventiva do presidente da Galvão Engenharia

Segunda, 13 de abril de 2015
Do STJ
O desembargador convocado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Newton Trisotto negou habeas corpus impetrado em defesa de Dario de Queiroz Galvão Filho, presidente da Galvão Engenharia S/A. Ele é acusado de ser mandante do pagamento de propinas no esquema de corrupção na Petrobras, investigado na operação Lava Jato. Galvão continuará preso preventivamente.

terça-feira, 24 de março de 2015

A Lei Anticorrupção não pode salvar as empresas, afirma presidente do MP Democrático

Terça, 24 de março de 2015
Do Contas Abertas
Por Dyelle Menezes 

O presidente do Movimento Ministério Público Democrático, Roberto Livianu, afirmou que a Lei Anticorrupção não pode se tonar uma lei de salvamento de empresas. O presidente participou de seminário sobre os risco da Lei Anticorrupção na operação Lava Jato.

“Estamos percebendo o risco de impunidade com as empresas envolvidas em corrupção se relacionando com entidades do Poder Executivo do governo federal”, ressaltou Livianu ao se referir aos possíveis acordos de leniências entre a Controladoria-Geral da União e as empresas envolvidas em corrupção, como no caso da Lava Jato.

Leia a íntegra em: 
http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/10907

terça-feira, 10 de março de 2015

Extinção do Ministério Público só serve aos políticos ladrões, empreiteiros bandidos, banqueiros criminosos, aos propineiros e propinados. Leia postagens que nesses últimos anos trataram da tentativa do governo e do Congresso de amordaçar o Ministério Público, o fiscal da lei

Segunda, 10 de março de 2015
O governo e parlamentares federais quiseram calar a sociedade ao tentar, em 2013 e 2014, amordaçar o Ministério Público. Fracassou no seu diabólico plano. Agora com a continuidade dos roubos contra o dinheiro do Povo, e a continuidade de descobertas de roubalheiras como o do Petrolão/Empreiteiras/Políticos, volta a se pensar no congresso (com inicial minúscula)  em retirar do Ministério Público o poder de investigação. Pior, suas excelências, querem acabar com o MP. Lutam, os ladrões do povo, para continuarem roubando sem sofrerem o menor risco de serem investigados por um Órgão que não está subordinado ao Executivo, ao Legislativo e nem mesmo ao Judiciário: o Ministério Público. Se conseguirem...será a festa, a grande orgia, de muitos políticos, empreiteiros, banqueiros, propineiros e propinados.

Resistir é preciso!

Memória:
Acesse os links abaixo e lembre como foi a luta para manter as prerrogativas do Ministério Público na investigação de crimes.

Protesto contra a PEC 37 na capital paulista reúne 30 mil pessoas

A inconstitucional PEC 37


Lançado site "Especial PEC 37" para esclarecer sociedade


Passeio ciclístico contra a impunidade (PEC 37) será neste domingo


Em visita ao MPF/TO, policiais federais se manifestam contrários à PEC 37, a da impunidade


PEC 37 vai na contramão de qualquer bom senso e razoabilidade, afirma Gurgel


PGR e procuradores-gerais de MPs ibero-americanos entregam nota contra PEC 37 ao Congresso


Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) é contra a PEC 37


A luta contra a Pec da Impunidade

terça-feira, 3 de março de 2015

Executivos da Construtora Camargo Corrêa continuam presos; STJ rejeita habeas corpus

Terça, 3 de março de 2015
Rejeitado habeas corpus para executivos da Camargo Corrêa
O desembargador convocado Newton Trisotto, relator dos casos envolvendo a operação Lava Jato no Superior Tribunal de Justiça (STJ), rejeitou pedido de habeas corpus apresentado em favor de Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler, executivos da construtora Camargo Corrêa investigados por suposta participação no esquema de corrupção na Petrobras.

segunda-feira, 2 de março de 2015

As empreiteiras estão no caminho da impunidade. Não mais “inidôneas”, beneficiadas pela “leniência”, ganharão pelo menos, tempo. E o Doutor Janot, permanência ou aposentadoria?

Segunda, 2 de março de 2015
Da Tribuna da Imprensa
Helio Fernandes
A operação Lava-jato provocou enorme satisfação na comunidade do Brasil todo, normalmente chamada de opinião  pública. Depois de profundas investigações do Ministério Público e da Policia Federal do Paraná, o juiz Sergio Moro determinou o que sempre havia sido impossível e até impensável: a prisão de dezenas de executivos ladrões das mais importantes empreiteiras do país. Roubaram BILHÕES da Petrobras, “nada acontecerá”, imaginavam.
Corruptos e corruptores convencidos de que eram mesmo poderosos, logo recorreram à Justiça. Assustados e desesperados com a negativa do Supremo de examinar e conceder qualquer benefício, compreenderam que agora tudo era para valer.
Passaram a percorrer outros caminhos, sempre insistindo, “se as empreiteiras foram consideradas inidôneas, o Brasil vai parar”. Conseguiram conquistar apoio em muitos setores, na advocacia Geral da União, (AGU), Controladoria Geral da União (CGU), e até mesmo no Tribunal de Contas da União (TCU).
Uma fortaleza expugnável e inatingida era o Procurador Geral da Republica. Resistia a tudo, o mínimo que afirmava: “Como vou DENUNCIAR indiciados que têm foro privilegiado, assim que o juiz Sergio Moro liberar os acusados farei as denuncias ao Supremo”.
Isso valeu até certo momento, quando o Procurador se envolveu com o Ministro da Justiça. Desde que registrei aqui o encontro e a conversa dos dois, “com as mãos na boca” para evitar possível leitura labial, (textual), tudo mudou, principalmente a partir de sexta-feira.
Ricardo Janot fez revelação estrondosa, lógico, com enorme repercussão:”Minha casa foi invadida no inicio de janeiro? Não quis contar nada, achei que podia prejudicar o andamento da ação Lava-jato e das punições aos envolvidos”. Mas por que o procurador vinha a público no último dia de fevereiro, se o assalto a sua casa, segundo ele mesmo, acontecera no inicio de janeiro?
E por que a contradição e a distração do Ministro da Justiça, que no meio de fevereiro, 40 dias antes da revelação do próprio Janot, dizia em entrevista: “Estava conversando com o Procurador Geral para ALERTÁ-LO de que pode sofrer ameaças em sua casa”.
Isso na sexta. No sábado, anteontem, numa radical mudança de posição e de propósitos, Janot veio novamente a público, já com discurso e objetivo completamente diferente.
Textual de Janot; “segunda (hoje) ou terça (amanhã) entregarei a lista ao Supremo com PEDIDO DE INVESTIGAÇÕES”.
Desapareceu a palavra DENUNCIA, tão badalada e satisfatória, surgiu esse PEDIDO de nova INVESTIGAÇÃO. Isso anula todo o trabalho realizado no Paraná, coloca a próprio Supremo, (ainda com 10 ministros) em situação embaraçosa. O fim de semana foi de alivio no Paraná e em Brasília, para políticos.
A mudança de rumo do Procurador Geral foi CONSEQUÊNCIA, INCOERÊNCIA ou COINCIDÊNCIA? Todos irão saber à partir de hoje ou amanhã. Se trocar mesmo a palavra chave contra a corrupção dos corruptores, Janot não precisa esperar o fim do mandato. Basta renunciar, já não terá mesmo mais nada a fazer como Procurador.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Lava Jato: Como o Clube do Bilhão quer implodir a Lava Jato

Domingo, 22 de fevereiro de 2015 
Da Revista Veja
Inspirados na Operação Castelo de Areia, sepultada por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) há quase quatro anos, advogados de empreiteiros montaram uma operação de guerra para tentar acabar com a Lava Jato
 
Laryssa Borges, de Brasília
Era 5 de abril de 2011 quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) jogou por terra a maior operação policial até então realizada no Brasil. Anulou todas as provas produzidas em escutas telefônicas e livrou a gigante Camargo Corrêa de crimes que, desde março de 2009, eram investigados pela Polícia Federal: fraude em licitações, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e pagamentos criminosos a partidos políticos. Com honorários estimados em 15 milhões de reais na época, o criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, foi o principal arquiteto das teses que levaram ao desmonte da investigação. A Operação Castelo de Areia desabou. E políticos de todo o espectro partidário – PMDB, PSDB, PDT, DEM, PP, PSB e PPS –, apontados como beneficiários do propinoduto da construtora, saíram ilesos.

Menos de quatro anos depois – e com oito empreiteiras a mais encrencadas – os principais advogados do país tentam replicar a estratégia bem sucedida. Esgrimem teses de que houve cerceamento de defesa, irregularidades na instrução do processo e ilegalidades nos grampos telefônicos para esvaziar a megaoperação Lava Jato. O mesmo Thomaz Bastos, apelidado à época do julgamento do mensalão de God (Deus, em inglês) pelos colegas de banca, foi até a véspera de sua morte, em novembro do ano passado, responsável por orquestrar as linhas gerais de defesa das construtoras do chamado Clube do Bilhão. Ele reagrupou boa parte dos advogados que trabalharam para minar a Castelo de Areia.

Leia a íntegra em: 
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/como-o-clube-do-bilhao-quer-implodir-a-lava-jato 

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Cardozo isenta advogados, mas confirma as quadrilhas

Sábado, 21 de fevereiro de 2015
Da Tribuna da Internet
Pedro do Coutto
Na entrevista, ministro confirmou a existência da quadrilha

Em declarações publicadas na edição de ontem, 20, na Folha de São Paulo, matéria de Natália Cancian, o ministro José Eduardo Cardozo, voltando a tentar defender o fato de haver recebido advogados de empreiteiras envolvidas nos escândalos da Petrobrás, afirmou textualmente que “advogado não é membro de quadrilha”. Está correta a separação, porém a frase, no fundo, confirma a existência das quadrilhas que assaltaram o universo financeiro da principal empresa do país. Esta conclusão é absolutamente lógica. O titular da Justiça, por ação tácita, confirmou o que o maremoto dos fatos já evidenciou e vem acrescentando mais evidências a cada dia que passa.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Ministério Público Federal cobra R$4,47 bilhões de empreiteiras investigadas na Lava Jato

Sexta, 20 de fevereiro de 2015

Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou hoje (20) cinco ações de improbidade administrativa cobrando a devolução aos cofres públicos de R$ 4,47 bilhões das empreiteiras Camargo Corrêa, Sanko, Mendes Júnior, OAS, Galvão Engenharia e Engevix e dos executivos dessas empresas.

A motivação da devolução são desvios de recursos de contratos surperfaturados da Petrobras investigados pela operação Lava Jato. A ação foi ajuizada na Justiça Federal do Paraná.

Antessala de Cardozo virou casa da Mãe Joana

Sexta, 20 de fevereiro de 2015
Por Josias de Souza
Não é preciso muito esforço para perceber que a “obrigação” que o ministro José Eduardo Cardoso tem de receber advogados transformou a antessala do seu gabinete numa espécie de sucursal da casa da Mãe Joana.

Graças às artimanhas da veneranda senhora, o doutor Sérgio Renault, advogado do empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da UTC e coordenador do bilionário cartel de propinas da Petrobras, materializou-se na sala de espera do titular da pasta da Justiça.

O doutor não tinha nada a tratar com o ministro. Em verdade, estava a caminho de um restaurante. Dividiria a mesa com outro advogado, o ex-deputado federal petista Sigmaringa Seixas. Que esteva no gabinete de Cardozo. Ele, sim, tinha assuntos a resolver com o ministro. Coisa “pessoal”, explicou Cardozo. Nada a ver com a Lava Jato.

Sigmaringa poderia ter sugerido a Renault que o aguardasse na mesa da casa de repastos onde dividiriam o feijão com arroz. Mas, por alguma insondável razão, sugeriu que o encontrasse na antessala de Cardozo. O ministro levou Sigmaringa até a porta. E trocou um dedo de prosa com Renault. Coisa de três minutos, disse Cardozo. Nada a ver com Ricardo Pessoa, o cliente de Renault. Que dorme no colchonete da PF desde novembro de 2014.

Leia a íntegra em: 
http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2015/02/20/antessala-de-cardozo-virou-casa-da-mae-joana/

Lava Jato: Empreiteiras recorrem a Lula e cobram interferência política

Sexta, 20 de fevereiro de 2015
A assessoria de imprensa da Constran nega o encontro
Paulo Okamotto (dir.), que comanda instituto do ex-presidente Lula, admite contato de emissários de construtoras...
 
Executivos da UTC/Constran, OAS e Odebrecht, empresas alvo da operação, tratam desde o fim de 2014 com o ex-presidente e com dirigente de seu instituto sobre as consequências financeiras da investigação e o teor das delações premiadas.

Fonte: Por Débora Bergamasco e Andreza Matais, O Estado de S. Paulo // Blog do Sombra.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Beija-Flor: polêmica com Guiné Equatorial ganha enredo obscuro

Quinta, 19 de fevereiro de 2015
 Leia também: O ditador e seus amigos
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País nega patrocínio e cita empresas brasileiras que operam no país. Odebrecht nega participação

Jornal do Brasil
O desfile campeão da Beija-Flor continua ganhando destaque na avenida mesmo depois da quarta-feira de Cinzas. Mas não do jeito que a escola gostaria. A polêmica envolvendo o nebuloso e milionário patrocínio da Guiné Equatorial ao enredo ganha um novo capítulo a cada dia, mostrando que, no quesito evolução, esta história ainda vai render por muitos carnavais. O governo da Guiné Equatorial agora nega ter patrocinado a escola, afirmando que o dinheiro veio de empresas brasileiras que operam no país. A informação teria sido confirmada por um dos carnavalescos da Beija-Flor, Fran-Sérgio Oliveira, que teria citado ainda as empreiteiras Queiroz Galvão e Odebrecht. Por sua vez, a Odebrecht nega o patrocínio, e afirma que sequer realizou obras na Guiné.

Carnaval acabou com o sonho de Cardozo ir para o Supremo

Quinta, 19 de fevereiro de 2015
Da Tribuna da Internet
Carlos Newton
A situação é constrangedora. Já tivemos todo tipo de ministro da Justiça, incluindo um coronel do Exército, Jarbas Passarinho, que foi alçado ao cargo no governo Collor e assinou a portaria que deu a um tribo de apenas 4 mil índios um território quase do tamanho da Itália, que passou a ser internacionalmente conhecido como a Nação Ianomâmi. Até Renan Calheiros já foi ministro da Justiça, no governo FHC, e não seria preciso dizer mais nada. Mas as coisas sempre podem piorar, e nunca antes, na História deste país, houve um ministro como José Eduardo Cardozo.