“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 4 de fevereiro de 2017

História de dois irmãos e um Império

Sábado, 4 de fevereiro de 2017
Do Esquerda.Net
Abdulrahman sucumbiu aos 16 no Iémen, na sequência de milhares de operações de assassinato autorizadas por Obama naquele país. Agora, Donald Trump decretou a morte de Nawar, a sua irmã de oito anos. Por Glenn Greenwald.
4 de Fevereiro, 2017
 Uma declaração feita pelo presidente Trump lamentou a morte de um membro do serviço americano e vários outros que foram feridos, mas não fez menção a nenhuma morte de civis. Foto Pars Today
Uma declaração feita pelo presidente Trump lamentou a morte de um membro do serviço americano e vários outros que foram feridos, mas não fez menção a nenhuma morte de civis. Foto Pars Today
Em 2010, o presidente Obama ordenou à CIA para assassinar um cidadão norte-americano no Iémen, Anwar al-Awlaki, a despeito do facto de ele nunca ter sido acusado (muito menos condenado) de nenhum crime. A CIA  cumpriu a ordem um ano depois, com um ataque (link is external)
através de um drone bem sucedido em setembro de 2011. O assassinato deu lugar a um amplo debate. A União Americana para as Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), agora novamente celebrada — processou Obama para o impedir de cometer assassinatos com base no direito a um “processo devido”. Como o seu processo foi rejeitado, acionou Obama  novamente (link is external)
depois do assassinato ser cometido. Mas um outro ataque com um drone realizado depois disso talvez tenha sido mais significativo, embora tenha despertado menos atenção.

sábado, 4 de julho de 2015

WikiLeaks: NSA espionou assistente pessoal de Dilma e avião presidencial

Sábado, 4 de julho de 2015
Da Públcia
Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo

por | 4 de julho de 2015
Novo vazamento revela lista de pessoas alvejadas no Brasil; entre elas, Palocci, o ministro do Planejamento Nelson Barbosa e o atual embaixador nos EUA

Na mesma semana em que Dilma Rousseff realizou a primeira viagem presidencial aos Estados Unidos, informações secretas obtidas pelo WikiLeaks revelam detalhes sobre a espionagem da NSA, sigla em inglês da Agência Nacional de Segurança, contra a presidente e assessores próximos, ministros e um integrante do Banco Central.

Dilma Rousseff é recebida por Barack Obama no EUA. Foto: Agência Brasil
Dilma Rousseff é recebida por Barack Obama no
EUA. Foto: Agência Brasil

As informações, às quais a Agência Pública e a Revista Carta Capital tiveram acesso em primeira mão, revelam que a espionagem da NSA no início do governo Dilma se centrava não só na figura da presidente, mas em integrantes ou ex-integrantes importantes do governo nas áreas econômica, financeira e diplomática. São 29 “alvos”. Entre eles, Antônio Palocci, então chefe da Casa Civil.

O celular do assistente da presidente, Anderson Dornelles, responsável por cuidar das ligações pessoais de Dilma, também estava na mira da NSA. Nem o avião presidencial escapou da bisbilhotagem norte-americana.

terça-feira, 10 de março de 2015

Venezuela e a segurança nacional dos Estados Unidos

Terça, 10 de março de 2015 
Do Blog Política Econômica do Petróleo
VENEZUELA E A SEGURANÇA 

NACIONAL 

DOS ESTADOS UNIDOS

Wladmir Coelho
O presidente Obama assinou um decreto declarando a Venezuela como ameaça a segurança nacional dos Estados Unidos. Intrigante ver a maior economia do mundo cujo exército possui as mais avançadas tecnologias de guerra sentir-se ameaçada por um pais infinitamente menor.
 
O decreto cita a defesa dos direitos humanos como base para declarar a Venezuela uma ameaça à segurança nacional. Nenhuma novidade, pois esta sempre foi a senha para os Estados Unidos iniciarem bombardeios humanitários e práticas semelhantes.
O  decreto, entretanto, não informa a condição venezuelana de terceiro maior fornecedor de petróleo dos Estados Unidos este sim um aspecto relevante para a segurança nacional dos Estados Unidos.
 
Desde 1999, ano da posse de Hugo Chaves na presidência da Venezuela, os governos estadunidenses entendem como ameaça à sua segurança energética – base da segurança nacional –  o controle estatal de uma empresa responsável pelo fornecimento de parcela considerável do petróleo que consome.
 
A PDVSA, petrolífera estatal da Venezuela, ao controlar todo o processo de exploração do petróleo nacional aumenta a sua independência em relação a política econômica determinada através das necessidades das grandes empresas principalmente as sediadas nos Estados Unidos.
 
Adicionamos ao fato a política de integração energética da América Latina, patrocinada pelo governo da Venezuela, utilizando o petróleo como elemento financiador de projetos comerciais, de saúde e educação. Neste ponto observa-se um maior distanciamento dos países beneficiados em relação aos empréstimos diretos ou programas de apoio social patrocinados pelos Estados Unidos, através de organismos nos quais exerce influência direta, em sua maioria acompanhados de exigências relativas a introdução de políticas neoliberais.
 
Os Estados Unidos aplica atualmente uma ousada política energética que resulta no controle absoluto, através de suas empresas, das reservas existentes no continente americano.
 
Este fato ilustra-se com as recentes noticias do armazenamento de 444,4 milhões de barris de petróleo em seu território gerando, segundo o EUA Energy Information Administration (EIA), a ocupação de 60% dos reservatórios estimando-se para abril, graças a produção de um milhão de barris diários em excesso, a plena utilização dos tanques.
 
Armazenar todo o petróleo e manter o preço em baixa gerando crises nos países que dependem da exportação, incluindo a Venezuela, para em seguida patrocinar a concentração comprando as empresas endividadas. Esta prática não é nova e foi aplicada com sucesso através da Standard Oil.
 
O aspecto queda nos preços, resultante do excessivo armazenamento de petróleo, torna-se o resultado visível da estratégia da segurança energética dos Estados Unidos. Todavia causa perturbação observar um país com produção industrial em baixa e historicamente defensor de práticas e métodos imperialistas ocupar totalmente os seus reservatórios de petróleo. Estariam preparando-se para alguma espécie de catástrofe? Quem sabe um inverno ainda mais rigoroso em 2016 ou uma guerra? 
 
Neste processo a Venezuela sofre as consequências de sua ousadia em enfrentar o modelo econômico de base colonial imposto aos países da América Latina da mesma forma que observamos no Brasil a tentativa de destruição da Petrobras empresa símbolo da luta contra o imperialismo.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Síria: Carta-aberta de Putin ao povo norte-americano, publicada no New York Times

Sexta, 13 de setembro de 2013 

Vladimir V. Putin (New York Times)

Os recentes acontecimentos relacionados à Síria levam-me a dirigir-me diretamente ao povo norte-americano e aos seus líderes políticos. É importante que o faça, num momento em que não há suficiente comunicação entre nossas sociedades.

Nossas relações passaram por diferentes etapas. Enfrentamo-nos durante a Guerra Fria, mas também fomos aliados uma vez e juntos derrotamos juntos os nazistas. Criou-se então a Organização das Nações Unidas, para evitar voltasse a acontecer tal devastação.

Os fundadores das Nações Unidas perceberam que as decisões que afetam a guerra e a paz devem ser tomadas sempre por consenso e, com a anuência dos Estados Unidos, o direito de veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança está consagrado na Carta das Nações Unidas. A profunda sabedoria que se condensa nesse dispositivo tem servido de base, há décadas, para a estabilidade das relações internacionais.

Ninguém deseja para a ONU o destino que teve a Liga das Nações, que entrou em colapso porque não tinha influência real. Mas é o que pode acontecer, se os países influentes ignorarem a ONU e decidirem por ação militar sem autorização do Conselho de Segurança.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Veteranos da CIA advertem Obama para o erro de atacar a Síria sem provas

Segunda, 9 de setembro de 2013

Deu no Consortium News
Apesar da administração Obama estar supostamente informada “com alta precisão” de que o governo da Síria perpetrou um ataque com armas químicas no dia 21 de agosto, nos arredores de Damasco, contra a população civil, dezenas de ex-militares dos EUA e funcionários da inteligência norte-americana estão dizendo ao presidente que estão recolhendo informações diametralmente opostas à história oficial.

Um memorando para o presidente, do instituto Veteran Intelligence Professionals for Sanity (VIPS), vazado para a mídia norte-americana, neste sábado, traz como assunto a questão: Será a Síria uma armadilha?. A prioridade do documento foi classificada como “Imediata”.

A mensagem, publicada na página Consortium News, aparece assinada por uma lista de veteranos da inteligência norte-americana, encabeçada por Thomas Drake, aposentado como executivo sênior da National Security Agency (NSA, na sigla em inglês), Philip Giraldi, na reserva como oficial de operações da Central Inteligence Agency (CIA, também na sigla em inglês), Matthew Hoh, capitão reformado da Marinha dos EUA, com serviços prestados no Iraque e no Afeganistão, no Foreign Service Office, e Larry Johnson, também aposentado pela CIA, com serviços prestados ao Departamento de Estado norte-americano.

REINO UNIDO TAMBÉM SABE…

Segundo a mensagem ao presidente Barack Obama, ex-companheiros de trabalho dos agentes o assinam “estão dizendo, categoricamente, que ao contrário do que afirma a sua administração, a informação mais fidedigna mostra que (o presidente da Síria) Bashar al-Assad não é o responsável pelo acidente químico que resultou em civis mortos e feridos em 21 de agosto, e que os funcionários dos serviços de inteligência britânicos também o sabem”.

“Neste breve informe, optamos por assumir que o Sr. não tenha sido plenamente informado, porque seus assessores decidiram lhe oferecer a oportunidade do que comumente se conhece com “negação plausível”. Já passamos por isso antes, com o presidente George W. Bush, a quem lhe dirigimos nosso primeiro VIPS memorando, imediatamente após o discurso de Colin Powell na ONU, em 5 de fevereiro de 2003, quando se descobriu a “inteligência” fraudulenta para apoiar um ataque ao Iraque. Naquele momento, optou-se por dar ao presidente Bush o benefício da dúvida, pensando que ele teria sido enganado, o, no mínimo, muito mal assessorado. A natureza fraudulenta do discurso de Powell era uma obviedade”, afirma o texto.

Ainda segundo os veteranos, as fontes que eles ouviram, de dentro do governo Obama, sabem que “houve um acidente no manuseio de armas químicas, mas insistem, sem nenhuma dúvida, que o incidente não foi resultado de um ataque perpetrado pelo exército sírio com armas químicas do arsenal militar. O que nos informam é que o diretor da CIA, John Brennan, está perpetrando uma fraude idêntica a que ocorreu nos momentos que antecederam a Guerra do Iraque junto aos membros do Congresso e aos meios de comunicação, ao público e até ao senhor presidente”.
Fonte: Tribuna da Imprensa

(transcrito do site Iran News)

Documentos indicam que Petrobrás é espionada por agência americana

Segunda, 9 de setembro de 203
Papéis revelados pelo ex-agente Edward Snowden, mostrados pelo Fantástico, indicam que rede de computadores da empresa foi invadida pela NSA

Gabriel Manzano - O Estado de S. Paulo
Documentos secretos em poder do ex-consultor de inteligência americano Edward Snowden indicam que a rede privada de computadores da Petrobrás é espionada pela Agencia Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. A informação foi publicada na noite deste domingo, 8, pelo Fantástico, da TV Globo.
 
A emissora disse ter tido acesso a documentos obtidos pelo agente - atualmente asilado na Rússia - entre os milhares vazados em junho passado. Os dados, concluiu a Globo, desmentem a alegação da NSA de que não faz espionagem com objetivos econômicos.

A reportagem traz dados, fichas e textos de aulas dadas pela NSA, em maio passado, no treinamento de agentes encarregados de espionar redes privadas de computadores. O nome da Petrobrás é um dos primeiros a aparecer nos slides mostrados nessas aulas - e reaparece outras vezes, à medida que o treinamento vai avançando. Nâo foram divulgados detalhes sobre que tipo de dados foram capturados pela agência americana. Leia a íntegra

domingo, 8 de setembro de 2013

Confirmado: foram os rebeldes quem usaram armas químicas na Síria. Mesmo assim Obama…

Domingo, 8 de setembro de 2013
Francisco Xavier — Tribuna da Imprensa
Os depoimentos de testemunhas e vítimas no distrito de Guta, na periferia de Damasco, “indicam com toda a evidência que o gás neuroparalítico sarin foi usado por militantes da oposição síria”, disse em entrevista à televisão suíça a membro da Comissão de Inquérito da ONU sobre possíveis violações dos direitos humanos na Síria, Carla Del Ponte.

“A comissão pericial não encontrou traços de uso de armas químicas pela parte do Exército governamental”, sublinha Del Ponte.

Ao mesmo tempo, o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon declarou que os peritos da ONU sobre armas químicas que trabalham na Síria precisam mais tempo para tomar a decisão e fazer o relatório.


Em vão esperneia o leitão depois que o fazendeiro já tem ele amarrado e com a faca de ponta afiada. Os Estados Unidos realmente podem destruir qualquer exército da terra. Mas, e o custo-benefício?

Faz-me lembrar de um caseiro de uma fazenda daqui, no interior do Goiás, que também disse que não tinha medo de ser picado, mas só procurava roubar o mel de abelhas sem ferrão, do tipo jataí.

Será que ele conseguiria tirar o mel da “abelha tradicional, hoje africanizada? Claro que conseguiria! Mas, será que a quantidade de mel compensaria as ferroadas recebidas? Para ele, na sua comodidade, com certeza, não. Era preferível pilhar as colmeias indefesas…

O mesmo pensamento vale para as relações entre as nações: Os Estados Unidos, assim como aquele caseiro, só tripudiam em cima de nações “sem o ferrão” das armas nucleares, como o Brasil.

Papa Francisco denuncia “guerras comerciais”

Domingo, 8 de setembro de 2013 
Do Bahia em Pauta 
DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA
O Papa repetiu neste domingo o seu apelo a uma “solução justa” para a Síria e, um dia depois de ter juntado cem mil pessoas na Praça de São Pedro numa vigília pela paz, lançou novo repto aos que defendem uma intervenção militar contra o regime de Damasco ao afirmar que muitas guerras têm como único propósito alimentar o comércio de armas.

Aos milhares de fiéis reunidos para a oração do Angelus, numa praça ainda mais cheia do que o habitual, Francisco pediu para que se empenhem “na luta contra o mal”. “Isso implica dizer não aos ódios fratricidas e às mentiras que os alimentam, dizer não à violência em todas as suas formas, dizer não à proliferação e ao comércio ilegal de armas.”

Afastando-se do texto distribuído aos jornalistas, o Papa disse que paira sobre muitos conflitos a mesma dúvida – “é esta ou aquela guerra sobre problemas reais ou são guerras para vender armas?”. E acrescentou: “Há guerras comerciais para vender estas armas de forma ilegal”. “Estes são os inimigos que devemos combater – juntos e unidos, seguindo nenhum outro interesse que não seja a paz e o bem comum”.

Sobre a guerra na Síria, Francisco agradeceu a todos os que, em Roma ou pelo mundo, participaram na jornada de “jejum e oração” e afirmou que todos devem continuar empenhados. “Convido todos a continuar a rezar para que a violência e as devastações cessem imediatamente” e para que seja possível “encontrar uma solução justa para o conflito fratricida”.
No seu discurso semanal, proferido da janela da residência papal, Francisco lembrou ainda a instabilidade no Líbano, os atentados recentes no Iraque, as divisões no Egito e a necessidade de “israelitas e palestinos avançarem com determinação e coragem” nas negociações de paz.
 
Cerca de cem mil pessoas estiveram ontem, entre as 19h e as 23h, na vigília que o Papa convocou no domingo passado, um dia depois de o Presidente norte-americano, Barack Obama, ter confirmado a intenção de atacar a Síria em resposta ao uso de armas químicas que, segundo as secretas ocidentais, foi ordenado pelo regime de Bashar al-Assad. Sem nunca se referir directamente aos EUA ou à França (o único país que já confirmou a intenção de alinhar numa ofensiva), o Papa declarou que “nunca o uso da violência trouxe paz”.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Ação para defesa cibernética recebeu apenas 31% do previsto ano passado

Segunda, 15 de julho de 201
Dyelle Menezes
Do Contas Abertas

Em reunião do Mercosul em Montevidéu, os presidentes dos países-membros do bloco (Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela) rechaçaram as atividades de espionagem realizadas pelo governo dos Estados Unidos e defenderam o asilo político ao ex-técnico da CIA Edward Snowden. Em resolução contundente, os membros do bloco anunciaram sua decisão de convocar para consultas os embaixadores acreditados junto aos países europeus envolvidos para que informem sobre os fatos ocorridos.

Enquanto cobra explicações dos EUA, o Brasil não faz o dever de casa. Entre as ações do programa “Política Nacional de Defesa”, está a rubrica denominada "Implantação do sistema de defesa cibernética". No orçamento da União de 2012, a iniciativa ação teve dotação autorizada de R$ 111,0 milhões, dos quais R$ 61,6 milhões foram empenhados, mas apenas R$ 34,4 milhões foram efetivamente pagos, o equivalente 31% do total. Vale ressaltar, que R$ 49,4 milhões constituíram crédito orçamentário perdido, visto que sequer foi empenhado.

O objetivo da iniciativa é implementar na esfera da Força Terrestre da capacidade operacional de pronta resposta de defesa em áreas sensíveis nos campos civil, industrial e militar. A intenção é que as estruturas possibilitem a atuação em cenários de ataques de natureza cibernética, de forma coerente com a Estratégia Nacional de Defesa.

A ação é implementada pela infraestrutura de ciência e tecnologia do Exército, por execução própria, parcerias ou contratações, sob a supervisão do Departamento de Ciência e Tecnologia e do Estado-Maior do Exército, e as auditorias realizadas pelo Centro de Controle Interno do Exército (CCIEx) e demais órgãos de controle.

sábado, 6 de julho de 2013

Obama persegue o cidadão que denunciou a gravação em massa, rasga a primeira emenda

Sábado, 6 de julho de 2013
Trecho da coluna de Hélio Fernandes
Tribuna da Imprensa
Esse é o Obama de hoje, de agora, do segundo mandato. Chamou Snowden de delator, de traidor, de tudo o que achava que podia. Snowden prestou um serviço à comunidade mundial. Delator e traidor é o próprio Obama. Deviam pedir o seu impeachment.

Snowden usou seu direito de contestar, de se expressar, de denunciar, usando a PRIMEIRA EMENDA [da Constituição Americana], reverenciada e admirada pelo mundo inteiro. Além de sequestrar seu direito de falar, Obama fez tais ameaças que o jovem (29 anos) Snowden foi obrigado a sair dos EUA, o seu país, traído pelo próprio presidente, eleito e reeleito com uma pretensa e suposta esperança agora desmascarada.

O PRESIDENTE DOS EUA IMPEDE 20 PAÍSES DE DAREM ASILO A SNOWDEN

A perseguição de Obama a Snowden se transformou numa derrocada para a democracia do mundo. Mais do que isso, é a exibição do poderio dos EUA, sua arrogância e influência. Snowden tenta asilo em 20 países. Obama deixa bem claro que “essa concessão seria considerada uma afronta aos EUA”. E Snowden é mantido segregado, isolado e sequestrado no Aeroporto de Moscou.

Ninguém sabe como isso terminará. O cidadão Snowden não pode ficar a vida inteira num aeroporto, sequestrado por Obama pelo controle remoto.

O MÁXIMO EM DELÍRIO DE PODER: OBAMA PRESSIONA PARA IMPEDIR AVIÃO DE MORALES DE POUSAR, TENTA POSAR DE ESTADISTA

O presidente da Bolívia estava em Moscou para um encontro agendado com o presidente da Rússia. Obama sabia, claro, quem quebra a privacidade do mundo não ia ignorar esse fato. Como Morales é presidente de um dos países que podem dar asilo a Snowden, Obama “desconfiou” que ele sairia de Moscou no avião dele.

O presidente dos EUA começou intensa movimentação, para que o avião oficial do presidente da Bolívia não pudesse aterrissar em lugar algum. Se fosse na China, na própria Rússia ou outra potência não ocidental, Obama ficaria em silencio. Mas a Bolívia é pobre, pode tripudiar.

Os países do Mercosul já deveriam ter tomado a decisão COLETIVA de protestar, publicamente, em defesa do presidente de um país do Mercosul.

Por que não fazem esse protesto, digno e obrigatório? Porque, INDIVIDUALMENTE, o Brasil, perdão, Dona Dilma, “não quer desagradar os EUA”. A imagem dele, universal, desmanchada. A dela, pior ainda. D-E-R-R-O-T-A-D-Í-S-S-I-M-A internamente, agora é triturada também externamente.

O SILÊNCIO DOS PRESIDENCIÁVEIS QUE NÃO ABANDONAVAM OS HOLOFOTES

Estão todos escondidos, ninguém diz nada. Como não têm a menor ideia do que está acontecendo ou irá acontecer, se refugiam dentro deles mesmos. Raramente falam com alguém pelo telefone, lembram o que está acontecendo nos EUA, onde o presidente Obama “gravou” conversas de milhões de pessoas lá mesmo ou no mundo inteiro.

Esses supostos candidatos nem sabem se seus partidos resistirão, continuarão existindo. Situação inexplicável para todos eles.

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PS – Interrogada se seu “governo tem padrão Fifa”, a presidente respondeu imediatamente: “Não, meu governo é padrão Felipão”.

PS2 – Dona Dilma não acerta uma. Há anos, quando as ditaduras dominavam toda a América do Sul e Central, esse mesmo Felipão, agora endeusado por comentaristas vários e pela própria presidente da República, não escondia suas convicções.

PS3 – Sem que ninguém lhe perguntasse nada, Felipão afirmou publicamente: “Tenho a maior admiração pelo general Pinochet”. Esse general da “admiração” confessada por Felipão era “apenas” o ditador-perseguidor-torturador, que derrubara e assassinara o presidente eleito do Chile, Salvador Allende.

PS4 – Pinochet (como o também general torturador da Argentina, Rafael Videla) não escondia que gostava de “se divertir à noite, indo assistir torturas”.

PS5 – A única ligação de Pinochet com o esporte é que milhares e milhares de cidadãos foram torturados e mortos no belo Estádio Nacional.

PS6 – Esse estádio foi construído para a Copa do Mundo de 1962, realizada no Chile. A admiração de Felipão por Pinochet não vem da construção do estádio.

PS7 – Quem quiser assistir, AO VIVO (não é jogo de palavras e sim realidade), procure ver ou lembrar o grande filme de Costa-Gavras, “Desaparecidos”. Se passa quase todo no Estádio Nacional, belíssimo, mas na época, s-a-n-g-r-e-n-t-o.

PS8 – Felipão admirador do ditador torturador Pinochet e José Maria Marin, servidor da ditadura e do corrupto Maluf, participou das preliminares de assassinato de Herzog, O que fazer com eles?

sábado, 21 de maio de 2011

Obama e Palocci


Sábado, 21 de maio de 2011 
Por Ivan de Carvalho
Enquanto percorria alguns sítios da Internet para me informar do desastroso discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre a concordância que quer de Israel para que retorne “às fronteiras de 1967” como base para a criação de um estado palestino, em certo momento deparei com uma futrica, dessas que nem no Oriente Médio surgem, mas somente no meio político brasileiro.

            A futrica dizia que o escândalo detonado por matéria do jornal Folha de S. Paulo sobre o crescimento admirável do patrimônio de Antonio Palocci, durante os quatro anos em que o petista foi deputado federal e ex-ministro da Fazenda, deixara felizes diversos e importantes correligionários seus, animados com o presumido constrangimento ou enfraquecimento político do atual ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República.


            A futrica chegava ao detalhe de dizer, assim como se isso nada tivesse a ver com o resto da história, que o ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, a pessoa mais influente no PT depois de Lula (ainda segundo a futrica), tem andado muito sorridente.


            Ora, isso não deve ser verdade, pois Palocci e Dirceu são correligionários, ambos petistas históricos e de elite (elite petista, que isso fique bem claro, pois aqui não se intenta qualquer futrica) e foram colegas de ministério no governo Lula. Na verdade, enquanto ambos estiveram no governo, eram os dois ministros mais influentes e importantes, Dirceu dando as cartas no setor político e Palocci na economia. Depois os dois deixaram o governo, cada qual por seus próprios motivos, que não menciono por desnecessidade, pois a nação bem os conhece, mas não se tem notícia de que hajam brigado.


            Além disso, a ânsia nacional pela futrica pode ter levado a um erro de observação ou de interpretação. É que o ex-ministro José Dirceu, para se esconder dentro do Brasil dos olhares indesejados do regime militar, fez uma cirurgia plástica que lhe deu uma fisionomia sorridente, mesmo quando nenhum dente está aparente. Ele é sorridente, não está andando sorridente por aí.


            Mas, encerrando esta digressão, passando da pequena à grande política e voltando ao assunto lá do começo, Obama conseguiu eliminar Osama, mas – por métodos totalmente distintos e com intenções opostas, obviamente – fez o trabalho do inimigo vencido. Pois se Obama quer fomentar o desentendimento no Oriente Médio, excluindo as já quase nulas possibilidades de paz entre Israel e os palestinos, com suas organizações apoiadas por alguns Estados belicosos, a exemplo da Síria e do Irã, ele está conseguindo. Osama ficaria entusiasmado com isso.


            Israel não admite, em nenhuma hipótese, um acordo pelo qual tenha de voltar às fronteiras anteriores ao conflito árabe-israelense de 1967, conhecido como “a Guerra dos Seis Dias”. Isso implicaria, em primeiro e mais importante lugar, entregar Jerusalém oriental (a antiga Jerusalém). Isso Israel não faz. Até Jesus deu-se ao trabalho de avisar (ao traçar um quadro de guerra sem paz ali, no Final dos Tempos, que “Jerusalém será a pedra pesada”, vale dizer, aquela que não se conseguirá remover para chegar à paz).


            Israel, que declara Jerusalém sua capital “eterna e indivisível”, também insiste em “fronteiras seguras”, o que implica em preservar assentamentos judeus na Cisjordânia (que biblicamente eram Judéia e Samaria) e acertar a situação nas colinas do Golan, estratégicas em relação a um eventual ataque da agressiva (até hoje) Síria.


            O discurso de Obama alterou o quadro de um modo que deixou Israel sem alternativa – tem que dizer não. E isso é o avesso de qualquer acordo.
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Este artigo foi publicado originalmente na Tribuna da Bahia deste sábado.
Ivan de Carvalho é jornalista baiano.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Bin Laden e Obama

Terça, 10 de maio de 2011

O estranho mundo de Bin Laden, agora habitado por Obama. A falsidade e a hipocrisia viajam pelo mundo. Enquanto a CIA exalta e incentiva a tortura. (Helio Fernandes em artigo publicado hoje (10/5) na Tribuna da Imprensa)

terça-feira, 22 de março de 2011

PCB: Governo brasileiro curva-se ao imperialismo

Terça, 22 de março de 2011

Nota do PCB (Partido Comunista Brasileiro) sobre a visita de Obama ao Brasil:

A vinda de Obama ao Brasil foi um gesto forte que marcou, para o Brasil e o mundo, um claro movimento de estreitamento das relações entre os governos brasileiro e norte-americano. O governo Dilma aponta para a continuidade, em nova fase, das ações de defesa dos interesses do capitalismo brasileiro no exterior.

A agenda midiática da visita sinaliza claramente um realinhamento do Brasil ao imperialismo norte-americano. Obama, por decisão do novo governo, foi o primeiro estadista estrangeiro a visitar o Brasil após a posse de Dilma. Mas não foi uma visita qualquer.

O governo brasileiro montou um palanque de honra e um potente amplificador para Obama falar ao mundo, em especial à América Latina, para ajudar os EUA a recuperarem sua influência política e reduzir o justo sentimento antiamericano que nutre a maioria dos povos. Nem na ditadura militar, um presidente estadunidense teve uma recepção tão espalhafatosa como a que Dilma lhe ofereceu.

Os meios de comunicação burgueses do mundo todo anunciam hoje em suas manchetes "o carinho do povo brasileiro com Obama" e a "amizade Brasil/Estados Unidos". Caiu a máscara de uma falsa esquerda que proclama a política externa brasileira como "antiimperialista".

Em verdade, o Brasil esteve três dias sob intervenção do governo ianque, que decidiu tudo, desde os acordos bilaterais a serem assinados à agenda, à segurança, à repressão a manifestações, ao itinerário, ao alojamento, às visitas e até ao cardápio de Obama. No Rio de Janeiro, a diplomacia americana e a CIA destituíram o governador e o prefeito, que queriam surfar na visita ilustre, decidindo tudo a respeito da presença de Obama na capital do Estado. Até a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que fica na Cinelândia, foi obrigada a suspender suas atividades na sexta-feira. Foi ocupada por agentes norte-americanos e militares brasileiros para os preparativos do comício de domingo, que seria na praça em frente.

No caso da América Latina, foi um gesto de solidariedade aos EUA em sua luta contra os processos de mudança, sobretudo na Venezuela, Bolívia e no Equador e uma vista grossa ao bloqueio a Cuba Socialista e à prisão dos Cinco Heróis cubanos.

A moeda de troca para abrirmos mão de nossa soberania foi um mero aceno de apoio norte-americano à pretensão obsessiva do Estado burguês brasileiro de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, um símbolo para elevar o Brasil à categoria de potência capitalista mundial. Tudo para expandir os negócios dos grandes grupos brasileiros no mercado norte-americano e mundial.

Enganam-se os que pensam que existe contradição entre a política externa do governo Lula e a de Dilma, ambas fundamentalmente a serviço do capital. Trata-se agora de uma inflexão pragmática. Após uma fase em que o Brasil expandiu e consolidou os interesses de seus capitalistas por novos "mercados" como América Latina, África, Ásia e Oriente Médio, a tarefa principal agora é dar mais atenção aos maiores mercados do mundo, para cuja disputa segmentos da burguesia brasileira se sentem mais preparados.

Vai no mesmo sentido a vergonhosa atitude de Dilma lavar as mãos para facilitar a extradição de Cesare Battisti ao governo italiano, dirigido pelo degenerado cafetão Berlusconi, entregando um militante de esquerda na bandeja do imperialismo europeu, no exato momento em que cresce na região a resistência dos trabalhadores.

O governo brasileiro, durante os três dias em que Obama presidiu o Brasil, não fez qualquer gesto ou apelo aos EUA, sequer de caráter humanitário, pelo fim do bloqueio a Cuba, o desmonte do centro de tortura em Guantánamo, a criação do Estado Palestino, o fim da intervenção militar no Iraque e no Afeganistão.

Debochando da soberania brasileira e da nossa Constituição – que define nosso país como amante da paz mundial e da autodeterminação dos povos –, Obama ordenou os ataques militares contra a Líbia a partir do território brasileiro, exatamente em Brasília, próximo à Praça dos Três Poderes, que se ajoelharam todos diante desta humilhação ao povo brasileiro. Não se deu ao trabalho de ir à Embaixada americana, para de lá ordenar a agressão militar. Fê-lo em meio a compromissos com seus vassalos, entre os quais ministros de Estado brasileiros que se deixaram passar pelo vexame de serem revistados por agentes da CIA.

O principal objetivo da vinda de Obama ao Brasil foi lançar uma ofensiva sobre as reservas petrolíferas brasileiras do pré-sal, uma das razões da reativação da IV frota naval americana nos mares da América Latina. No caso de alguns países, o imperialismo precisa invadi-los militarmente para se apoderar de seus recursos naturais. No Brasil, bastam três dias de passagem do garoto propaganda do estado terrorista norte-americano, espalhando afagos cínicos e discursos demagógicos.

Outro objetivo importante da visita tem a ver com a licitação para a compra de aviões militares, suspensa por Dilma no início do ano, justamente para recolocar no páreo os aviões norte-americanos. Além disso, os EUA garantiram outros bons negócios na agricultura, no setor de serviços, na maior abertura do mercado brasileiro e latino-americano em geral.

Obama só foi embora fisicamente. Mas deixou aqui fincada a bandeira de seu país, no coração do governo Dilma. Cada vez fica mais claro que, no caso brasileiro, o imperialismo não é apenas um inimigo externo a combater, mas um inimigo também interno, que se entrelaçou com os setores hegemônicos da burguesia brasileira. O pacto Obama/Dilma reforça o papel do Brasil como ator coadjuvante e sócio minoritário dos interesses do imperialismo norte-americano na América Latina, como tristemente já indicava a vergonhosa liderança brasileira das tropas militares de intervenção no Haiti.

O PCB, que participou ativamente das manifestações contra a presença de Obama no Brasil, denuncia o inaudito aparato repressivo no centro do Rio de Janeiro. Repudia a repressão exercida contra ativistas políticos e se solidariza de forma militante com os companheiros presos.

Desde a época da ditadura, nunca houve tamanha repressão e restrição à liberdade de expressão e ao direito de ir e vir. No domingo, o centro do Rio de Janeiro foi cercado por tropas e equipamentos militares. Uma passeata pacífica foi encurralada por centenas de militares armados, agentes à paisana, cavalaria e tropa de choque. Nunca houve tamanho aparato militar, mobilizado pelas três esferas de governo – Federal, Estadual e Municipal –, sob o comando da CIA e do Pentágono, em clara e desavergonhada submissão ao imperialismo.

A resistência do movimento popular teve uma vitória importante: a pressão exercida levou à suspensão de um comício de Obama em praça pública, na Cinelândia, local que simboliza as lutas democráticas e da esquerda brasileira. Obama fugiu do povo e falou em local fechado para convidados escolhidos a dedo, pelo consulado americano, a nata da burguesia carioca: falsos intelectuais, empresários associados, jornalistas de aluguel, artistas globais, políticos oportunistas, deslumbrados e emergentes, enfim, uma legião de puxa-sacos que se comportaram como claque de programa de auditório de mau gosto para o chefe dos seus chefes.

Partido Comunista Brasileiro
Comitê Central – 20 de março de 2011