Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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domingo, 18 de setembro de 2016

PMDF investigará suspeita de irregularidade na compra de software

Domingo, 18 de setembro de 2016
Do Metrópoles
Auditoria do TCDF identificou sobrepreço de 398% na compra de um programa chamado “Clarity”, que custou quase R$ 1,4 milhão. O caso foi denunciado pelo Metrópoles em julho e, agora, o comando da corporação formou uma comissão para fazer um pente-fino no contrato de aquisição dos equipamentos

Leia a íntegra

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Oficiais da PMDF são condenados por desvio de verba pública; Plano de saúde é impedido de aumentar mensalidade em razão da idade da beneficiária

Sexta, 5 de fevereiro de 2016
Do TJDF
A Auditoria Militar do DF condenou sete oficiais da Polícia Militar local pelo crime de estelionato. Os réus foram denunciados pelo MPDFT porque, entre maio de 2006 e dezembro de 2007, obtiveram para si vantagem ilícita em prejuízo da Administração Militar, consistente no recebimento de valores referentes a translado de mudanças e transporte de veículos para outras unidades da federação.

De acordo com a denúncia, os militares foram autorizados a se afastarem do Distrito Federal, a fim de participarem do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais - CAO, sendo que alguns deles também receberam ajuda de custo para os dependentes. Para isso, receberam valores que variam de R$ 15.497,29 a R$ 50.256,84. Contudo, após a realização de diligências, constatou-se que os traslados não foram efetivamente prestados pela empresa contratada, tampouco ocorreu a instalação definitiva dos dependentes nas cidades de destino. Além disso, ofício da ANTT comprova que a empresa que realizou o serviço (Área Turismo) sequer estava autorizada a fazer transporte rodoviário de cargas.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Kinder Ovos (postinhos) da PMDF finalmente serão desativados. E os responsáveis pela construção dessas inutilidades, ficam impunes?

Sexta, 12 de junho de 2015

Postos comunitários da PM serão desativados em todo o DF

O chefe do Estado Maior da Polícia Militar, coronel Marco Antônio Nunes, confirmou na tarde desta quinta-feira (11) que os postos comunitários da corporação, implantados durante o governo de José Roberto Arruda, serão desativados. A declaração foi feita em reunião da Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle da Câmara Legislativa do Distrito Federal. O presidente da Comissão, deputado Joe Valle (PDT), propôs a realização de uma audiência pública, em conjunto com a Comissão de Segurança da Casa, para debater a futura destinação dos postos.

quinta-feira, 26 de março de 2015

PM e Bombeiros do Distrito Federal: PGR questiona lei que permite acesso à carreira de oficiais militares no DF sem concurso

Quinta, 26 de março de 2015
Do STF
O procurador-geral da República ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5249) contra dispositivos da Lei Federal 12.086/2009 e do Decreto 33.244/2011, do Distrito Federal, que, ao dispor sobre os servidores da Polícia Militar do DF e do Corpo de Bombeiros Militar do DF, permitem acesso a diversas carreiras de oficiais por meio de transposição. Para o chefe do Ministério Público, as normas afrontam o princípio constitucional do concurso público e, em consequência, os princípios da igualdade e da eficiência.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

STF: Ministra nega reclamação sobre greve de militares da PMDF realizada em 2014

Sexta, 13 de fevereiro de 2015
Do STF
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), julgou improcedente a Reclamação (RCL) 17915, ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) sobre a greve deflagrada por policiais militares do DF no início de 2014. A ministra entendeu que a decisão do Tribunal de Justiça local, que encaminhou o assunto para a primeira instância, não violou entendimento da Suprema Corte.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Ex-secretária de Igualdade Racial do Distrito Federal denuncia policiais militares por racismo

Quarta, 15 de outubro de 2014

Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
A ex-secretária de Igualdade Racial do DF, a advogada Josefina Serra dos Santos disse ter sido alvo de racismo praticado por cinco policiais militares (Elza Fiuza/Agência Brasil)
A ex-secretária de Igualdade Racial do DF, Josefina Serra dos Santos disse ter sido alvo de racismo praticado por cinco policiais militares —Elza Fiuza/Agência Brasil
Ex-secretária do governo do Distrito Federal, candidata derrotada à Câmara Legislativa do Distrito Federal (DF) e militante do movimento negro, a advogada Josefina Serra dos Santos disse ter sido alvo de racismo praticado por cinco policiais militares. Segundo ela, eles a abordaram e a revistaram com violência, ameaçando-a durante todo o tempo.
De acordo com a Doutora Jô, como a advogada é conhecida na capital, o caso aconteceu no último dia 7, próximo ao Museu da República, na Esplanada dos Ministérios. O local fica a menos de 2 quilômetros (km) do Congresso Nacional e a 7 km do Palácio do Buriti, sede do governo do DF .
Josefina conta que caminhava próximo à Biblioteca Nacional quando viu alguns policiais revistando um grupo de jovens por volta das 18h30. Em dias úteis, neste horário, é grande o movimento de pedestres e de carros. Apesar disso, até o momento, nenhuma testemunha do fato se apresentou ou foi identificada.
A ex-secretária de Igualdade Racial do DF, a advogada Josefina Serra dos Santos disse ter sido alvo de racismo praticado por cinco policiais militares (Elza Fiuza/Agência Brasil)
Josefina dos Santos apresentou na 1ª Delegacia da Polícia Civil representação criminal contra soldados da Polícia Militar —Elza Fiuza/Agência Brasil
Na representação criminal que apresentou à 1ª Delegacia da Polícia Civil, nesta segunda-feira (13), a advogada narra que após os policiais liberarem um dos jovens, negro, se aproximou do garoto e o aconselhou a ir para casa. E que, logo após a conversa, foi abordada por uma viatura.
“Ouvi alguém me mandar parar, senão atiraria. Foi então que olhei para trás e vi uma policial, também negra, apontando uma arma para mim”. A advogada diz que, a fim de se identificar, apresentou sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “Um outro policial, também negro, se aproximou e, gritando comigo, disse que não era para eu falar nada. Quando perguntei o porquê daquilo, uma segunda policial, branca, disse que, como advogada, eu devia saber que aquilo era um procedimento padrão, principalmente com pessoas iguais a mim – e que eu entendesse isso como quisesse”, relatou Josefina.
A advogada destaca que, durante a revista, seu celular foi atirado longe, sua blusa levantada de forma que seus seios ficaram expostos, seu braço torcido com força por um dos policiais e que a policial, branca, declarou que “neguinhas, quando aprendem algo, se acham”, mas que de nada adiantaria ela denunciá-los, pois nada aconteceria. “Tentaram me intimidar dizendo que era mais fácil acontecer algo comigo do que com eles. O que eu ia dizer? Só queria me proteger. Nunca tive medo da polícia. Conheço muita gente boa que faz seu trabalho dentro da PM, mas, infelizmente, há pessoas assim e, apesar de haver um trabalho [de conscientização dos policiais], parece que não está surtindo efeito e pelo que ouvi e passei só posso dizer se tratar de racismo”.
Josefina diz ter demorado quase uma semana para denunciar os cinco policiais pelos crimes de racismo, ameaça, tortura e intimidação por, inicialmente, ter ficado com medo. “Estava sim como medo. Quer dizer, ainda estou. Tenho clientes que passaram pela mesma coisa e que, de vítimas, quase viraram rés [no processo]. Então, é natural a pessoa ficar receosa de fazer qualquer denúncia”, comentou a advogada, alegando que após se acalmar, decidiu denunciar os policiais a fim de alertar outras pessoas e tentar evitar que fatos semelhantes se repitam.

O secretário Geral da PM, Coronel Macos Araujo, durante a coletiva sobre descriminação racial no Sindicato dos jornalistas.(Elza Fiuza /Agência Brasil)
O secretário-geral da PM explica que racismo é uma "situação atípica" na corporação —Elza Fiuza /Agência Brasil
“Infelizmente, a sociedade brasileira ainda é racista e machista. E como as pessoas que compõem a PM vêm dessa sociedade, a corporação empenha todos os esforços para que essas pessoas não coloquem para fora esses sentimentos. Essa é uma situação atípica, pois não é assim que ensinamos os policiais a agirem”, declarou o secretário-geral da PM, coronel Marcos Araújo, garantindo que, há mais de duas décadas, o Curso de Formação dos Policiais Militares de Brasília inclui conceitos de direitos humanos.
A Corregedoria da PM instaurará uma sindicância ou um inquérito policial militar para apurar os fatos. Imagens que possam ter sido gravadas por câmeras de vídeo existentes no local serão analisadas. Se a denúncia for confirmada, os policiais podem ser punidos até mesmo com a expulsão. Como a PM, oficialmente, só tomou conhecimento dos fatos nesta quarta-feira, ainda não se fala em prazo para a conclusão da apuração. Segundo o coronel, mesmo identificados, os policiais não serão afastados de suas funções pelo tempo que durar o processo administrativo.
“Pode ser que alguns policiais não tenham ainda internalizado o que ensinamos na academia, mas a corporação repudia veemente esses fatos. Não coadunamos com essas atitudes. O comandante-geral e o corregedor da PM já estão cientes da denúncia e vamos apurar tudo rapidamente”, disse o coronel. “Não posso adiantar nada, mas, pelo relato, a abordagem fugiu aos padrões e houve sim alguns erros. Vamos ter que ouvir também o policial”.
Apesar de ser uma queixa frequente por parte principalmente de moradores de bairros carentes, o coronel disse não haver, na corregedoria da PM, denúncias formais por racismo. “Há uma quantidade enorme de procedimentos decorrentes da possível conduta irregular de policiais sendo apurada, mas não de racismo”. O coronel revelou que um levantamento feito em 2008 identificou que 62% dos cerca de 15 mil policiais militares do Distrito Federal são negros, mas não soube dizer quantos desses são oficiais e ocupam postos de comando na corporação. “Há alguns, mas não são muitos. Mas o que de fato ajuda a mudar a mentalidade da corporação é o que já estamos fazendo, trabalhando a educação e a internalização de valores de respeito aos direitos humanos. Um fato como esse, que é exceção, nos magoa, pois derruba todo nosso trabalho”.
Além de manifestar solidariedade e oferecer apoio jurídico e psicológico à advogada, a Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial (Sepir) promete acompanhar a apuração do caso junto à PM e também os eventuais desdobramentos no Ministério Público. "É preciso garantir que a lei seja cumprida. No imaginário brasileiro, os negros são vistos como um objeto, como seres não-humanos, o que resulta não só numa carga de preconceito pessoal, mas também de racismo institucional. Um cidadão negro discriminado e por um agente do Estado negro tem sua própria psiquê agredido. E o agressor, por sua vez, não consegue enxergar no seu semelhante uma vítima dessa discriminação", disse à Agência Brasil a ouvidora da Sepir, Jacira da Silva.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

'Papo de Araponga': Editora não terá de pagar indenização a policiais militares do DF

Sexta, 13 de junho de 2014
Do STJ
Em julgamento de recurso especial, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reformou decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) que havia condenado o Grupo de Comunicação Três S/A a indenizar policiais militares por matéria divulgada na revista IstoÉ.
Publicada em 1996 com o título “Papo de Araponga”, a reportagem relacionou os nomes de todos os membros do serviço de inteligência da Polícia Militar do DF, atribuindo-lhes adjetivos como “arapongas”, “bisbilhoteiros” e “abelhudos”.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

GDF: Pregão para compra de micro-ônibus da PMDF é suspenso por sobrepreço de 354% no valor de cada veículo

Quarta, 24 de julho de 2013
 O TCDF suspendeu nesta terça-feira (23/07) o Edital do Pregão Eletrônico nº 04/13 da Polícia Militar do DF, para compra de veículos especiais tipo micro-ônibus, destinados ao transporte de tropa.

Foi constatado sobrepreço de 354% nos valores de cada um dos oito veículos previstos no edital, cujo valor estimado é de R$ 4.795.533,28. A abertura das propostas estava marcada para as 14hs do dia 24/07.
 

No pregão do tipo menor preço, a PMDF estimou para cada micro-ônibus o valor de R$ 599.441,66. De acordo com a análise do corpo técnico do Tribunal, a diferença é de aproximadamente R$ 430.441,66 por unidade, 354 % mais caro que na última aquisição da PMDF em 2012, numa licitação semelhante, onde cada veículo custava R$ 169.000,00.
 

Segundo os técnicos do Tribunal, mesmo que os veículos sejam adaptados às necessidades inerentes ao Batalhão de Policiamento de Choque (BPCHOQUE), não há justificativa nos autos sobre a “expressiva discrepância” entre o valor estimado neste edital e o valor da aquisição anterior.
 

Em função dos valores elevados, além da suspensão do pregão, O TCDF determinou que a PMDF apresente suas justificativas para o preço estimativo dos micro-ônibus, bem como a respectiva planilha detalhada dos veículos, explicitando os itens relativos à customização.
Processo: 24.202/13
Fonte: TCDF

terça-feira, 7 de maio de 2013

Futuros oficiais da PM se preparam para as ruas?

Terça, 7 de maio de 2013
Enquanto a sociedade pensa que os futuros oficiais em curso de formação estão nas salas de aula sendo preparados para as funções inerentes ao cargo que irão ocupar, na verdade eles estão em pleno pátio da academia fazendo faxina. ...

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

PMDF: Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre anistia a militares grevistas terá rito abreviado

Sexta, 26 de outubro de 2012
ADI sobre anistia a militares grevistas terá rito abreviado
O ministro Dias Toffoli, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4869, aplicou ao caso o rito abreviado previsto no artigo 12 da Lei das ADIs (Lei 9.868/99). A ação foi ajuizada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, contra a lei que concede anistia aos policiais militares e bombeiros de 13 estados e do Distrito Federal que participaram de movimentos reivindicatórios por melhores salários e condições de trabalho.

Com isso, o processo terá seu mérito julgado diretamente pelo Plenário, sem prévia análise do pedido de liminar, em razão da “relevância da matéria e de seu especial significado para a ordem social e a segurança jurídica”. O relator também solicitou informações à Presidência da República e ao Congresso Nacional e, em seguida, será aberto o prazo de vista de cinco dias para o advogado-geral da União e ao procurador-geral da República, sucessivamente.

A Lei 12.505/2011 anistia policiais militares e bombeiros de Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia e Sergipe que participaram de movimentos entre o dia 1º de janeiro de 1997 e a sua publicação (em 13/10/2011, no Diário Oficial da União), e também os bombeiros e policiais militares da Bahia, Ceará, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Santa Catarina, Tocantins e Distrito Federal que fizeram manifestações por melhores salários e condições de trabalho entre a data da publicação da Lei 12.191/2010 (de 13 de janeiro de 2010) e o dia 13 de outubro de 2011.

A Lei 12.191/2010 também está sendo questionada no STF por meio da ADI 4377, ajuizada pelo governo de Santa Catarina. Segundo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o argumento de ambas as ADIs é a ausência de competência da União para conceder anistia relativamente a infrações administrativas cometidas por servidores estaduais. “A anistia de infrações disciplinares de militares estaduais, pelo ente federal, parece incompatível com explícitos comandos constitucionais sobre o vínculo de tais membros com os próprios Estados (art. 42, caput, da CF) e a franca subordinação deles ao respectivo governador (art. 144, § 6º, da CF)”, argumenta Gurgel.

Leia mais:


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Licitação para compra de aeronave para a PMDF deve prever garantias

Quarta, 17 de outubro de 2012
Do TCDF
A concorrência internacional n.º 2/2012, que está prevista para o dia 13 de novembro, prevê a compra de uma aeronave com pagamento antecipado pelo Governo do Distrito Federal. O helicóptero de porte leve com capacidade para, no mínimo, quatro pessoas, será destinado à Polícia Militar. Mas o edital de licitação, com valor estimado em R$ 2.239.625,85 não estabelece a apresentação de garantias por parte da empresa ganhadora, o que contraria o art. 38 do Decreto Federal n.º 93.872/86 (aplicável ao caso em razão dos recursos federais envolvidos na aquisição) e o art. 64, § 1º, inc. II do Decreto Distrital n.º 32.598/10.

Diante dessa falha, o Tribunal de Contas do Distrito Federal determinou à PM, à Secretaria de Segurança Pública e à Subsecretaria de Licitações e Compras da Secretaria de Planejamento e Orçamento que façam constar do edital a previsão de garantias pela futura contratada.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Tribunal de Contas representa contra comando da Polícia Militar do Distrito Federal

Segunda, 10 de setembro de 2012

Representação do TCDF solicitando o exame da execução de contratos. Supostos gastos efetuados pelo comando da PMDF custeados com recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal – FCDF

 
Processo nº: 19.387/12.
Origem: Polícia Militar do Distrito Federal - PMDF.
Assunto: Representação.
Ementa: Representação do MPjTCDF solicitando o exame da execução de contratos. Supostos gastos efetuados pelo comando da PMDF custeados com recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal – FCDF. Atendimento aos requisitos de admissibilidade. Unidade técnica opina pelo conhecimento e realização de diligência. VOTO convergente, com ajustes.
Fundamento legal para não inclusão em pauta: art. 1º, inciso VI, da Resolução TCDF nº 161/03. ...

 
RELATÓRIO

Tratam os autos da Representação nº 029/12-CF (fls. 01/04), formulada pelo Ministério Público junto ao TCDF, na qual se alega que “recebeu notícia oficiosa dando conta de gastos milionários efetuados pelo comando da PMDF, os quais, em virtude de serem custeados como recursos do Fundo Constitucional, não se encontram contabilizados no SIGGO, mas, sim no SIAFI”.

 
MANIFESTAÇÃO DO ÓRGÃO INSTRUTIVO

A unidade técnica, nos termos da Informação n° 152/12 –SA/DIACOMP1 (fls. 08/10), apresentou as seguintes considerações:

“2. A referida peça registra pronunciamento do Deputado Distrital Patrício no qual critica os referidos gastos milionários. Em seguida requer que se determine a realização de inspeção a fim de que sejam trazidas aos autos informações que possam corroborar se as despesas envolvendo a plotagem de viaturas e mudança no fardamento da PMDF, no valor de R$ 10 milhões, obedecem aos princípios constitucionais da Administração Pública.

3. Quanto à admissibilidade da representação cabe, in casu, verificar a presença dos requisitos exigidos pelos incisos I a IV, § 1º, art. 195, do RITCDF, a saber:
‘I - caracterização circunstanciada da situação;
II - indicação de violação a princípios constitucionais, a dispositivo legal ou regulamentar ou, ainda, indicação de possível impacto social, econômico, financeiro ou fiscal do ato inquirido;
III - pedido certo e determinado;
IV - enquadramento da matéria nas competências do Tribunal.”

4. Pela leitura da representação, verificam-se presentes os elementos acima relacionados, razão pela qual entende-se possa a peça ser conhecida.

5. No que tange ao encaminhamento a ser dado, cabe informar que uma despesa da ordem de R$ 10 milhões deve, segundo normativos internos desta Casa, ser devidamente acompanhada. Os controles de rotina efetuados por essa Unidade não detectou licitação, dispensa ou inexigibilidade contemplando os objetos denunciados pela representação.

6. Especificamente, sobre a questão do fardamento, o próprio site da PMDF acena para que tais despesas correriam por conta do auxílio pago aos militares para tal, fl. 05. Outra publicação da Corporação informa a apresentação em caráter de teste da nova plotagem de suas viaturas, fls. 06/07.  Esse último fato de corrobora a necessidade de apuração que deve nessa fase se estender ao primeiro, haja vista a necessidade de seu maior detalhamento.”
Ante o exposto, sugeriu-se ao egrégio Tribunal que (fls. 09/10):
“I - confira admissibilidade pà Representação nº 29/2012-CF, haja vista atender aos requisitos previstos no art. 195, §1º, incisos I e II, do RI/TCDF;
II - determine à PMDF que, no prazo de 15 (quinze) dias:
a) apresente esclarecimentos quanto às supostas irregularidades em eventuais contratações para aquisição de fardamento e de serviço de plotagem, nos termos registrados no documento indicado no item I,
b) encaminhe cópia dos processos das correspondentes  contratações;
III - autorize:
a) o envio de cópia da Representação em causa à jurisdicionada;
b) a devolução dos autos à competente Unidade Técnica, para os devidos fins.”
As sugestões formuladas pela área técnica mereceram a concordância do Diretor da Primeira Divisão de Acompanhamento e do titular da Secretaria de Acompanhamento (fl. 10-v).
É o relatório.

Fonte: Blog do Sombra com Blog do Halk

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Diferença de preços de edital da PMDF e valores de mercado chega a 94%

Quarta, 18 de julho de 2012
Do TCDF

TCDF tem o dever de suspender licitações quando
há possibilidade de superfaturamento

O Tribunal de Contas do Distrito Federal informa que o Aviso de Licitação da Polícia Militar para a contratação de empresa especializada na manutenção de viaturas foi publicado no Diário Oficial do DF no dia 27 de junho de 2012.  Com a maior celeridade possível, o TCDF avaliou o edital e decidiu suspender o certame no dia 12 de julho.

Após ampla pesquisa de preços, realizada na internet, em concessionárias da marca solicitada, em lojas tradicionais e oficinas do Distrito Federal, a análise do corpo técnico constatou que, na maior parte dos itens, os preços estabelecidos no edital eram bem maiores do que os preços de varejo. A diferença de valores chegou a 94% em alguns itens. “As diferenças em muitos casos são exorbitantes e podem conduzir para a contratação de preços superfaturados”, aponta o relatório.
ITEM 01 – BLAZER (Estimado x distribuidoras de peças)
Item
Estimativa do Edital
Loja 1
Loja 2
Média
Comparativo
Jogo de Pastilhas
 R$ 306,02
 R$ 64,00
 R$ 62,00
 R$ 63,00
79%
Correia Dentada
 R$ 138,00
 R$ 44,00
 R$ 37,00
 R$ 40,50
71%
Tensionador da Correia Dentada
 R$ 192,04
 R$ 68,00
 R$ 48,00
 R$ 58,00
70%
Conjunto Disco
 R$ 1.483,15
 R$ 460,00
 R$ 457,00
 R$ 458,50
69%
Braço Auxiliar da Barra  Suspensão
 R$ 465,64
 R$ 159,00
n/d
 R$ 159,00
66%
Braço Pitman da Barra Direção
 R$ 193,53
 R$ 104,00
 R$ 120,00
 R$ 112,00
42%
Vela ignição
 R$ 71,89
 R$ 32,00
 R$ 56,00
 R$ 44,00
39%
Amortecedor traseiro (par)
 R$ 383,67
 R$ 340,00
 R$ 302,00
 R$ 321,00
16%
Amortecedor Dianteiro (par)
 R$ 340,52
 R$ 290,00
 R$ 286,00
 R$ 288,00
15%

ITEM 02 – SPRINTER (Estimado x distribuidoras de peças)
Item
Preço Estimado do Edital
Loja 1
Loja 2
Média
DIF
Jogo de Pastilhas Dianteira
R$ 873,00
R$ 51,00
R$ 55,00
 R$   53,00
94%
Correia Alternador
R$ 427,50
R$ 22,00
R$ 33,00
 R$   27,50
94%
Jogo de Pastilhas Traseiras
R$ 340,00
R$ 45,00
R$ 46,00
 R$   45,50
87%
Filtro de Óleo Lubrificante
R$ 141,87
R$ 21,00

 R$   21,00
85%
Filtro de Ar
R$ 112,10
R$ 34,00
R$ 37,00
 R$   35,50
68%
Filtro de Combustível
R$ 126,09
R$ 40,00
R$ 99,00
 R$   69,50
45%

Indício de irregularidade
Na pesquisa de preço realizada pela PM/DF, o orçamento foi feito apenas em quatro estabelecimentos. Dois deles apresentaram preços idênticos em todos os itens, o que configura indício de irregularidade.

Peças mais caras

Além disso, a aplicação de peças “genuínas”, fornecidas apenas pelas concessionárias das montadoras, não é obrigatória, já que os veículos estão fora da garantia. O edital pode prever a utilização de peças “originais”, que são produzidas pelos fornecedores das montadoras e vendidas em distribuidoras de peças. Apesar disso, o edital elaborado vincula os custos aos preços de tabela das montadoras, os quais são bem mais caros.

Número de Viaturas

Apesar da notícia de que 1.200 veículos da corporação estão parados e outros 600 correm o risco de parar por falta de manutenção, o edital elaborado pela própria PM/DF prevê esse tipo de serviço para apenas 250 automóveis do modelo Blazer 2.4 Flex - Ano 2011 e 10 MB/Sprinter Ambulância 313 CDI – Ano 2008.

Responsabilidade

O critério de julgamento desse tipo de licitação é o menor preço por item. Portanto, o Tribunal de Contas do DF esclarece que a atitude de suspender o certame é preventiva e tem por objetivo garantir a aplicação da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações) e proteger o patrimônio público do Distrito Federal, tendo em vista a enorme possibilidade de superfaturamento.

Medidas corretivas determinadas pelo TCDF

Para sanar as irregularidades, de forma a garantir que os preços de peças estimados pela PM/DF de fato reflitam a realidade do mercado e atendam ao interesse público, o Tribunal de Contas do DF determinou que as pesquisas de preços sejam refeitas, com uma consulta ampla de fornecedores, de preferência em lojas de venda de peças.

PROCESSO Nº: 15.381/2012