
“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
(Millôr Fernandes)
sábado, 12 de outubro de 2024
Inscontitucional —GDF apresenta punições para grevistas e especialista avalia que intenção é intimidar servidores públicos

sábado, 17 de junho de 2023
EDUCAÇÃO —Ministério Público dá parecer pela inconstitucionalidade de homeschooling no DF

quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
DO MASSACRE À CONIVÊNCIA: A FORÇA TÁTICA DA POLÍCIA CONTRA PROFESSORES E TERRORISTAS
Quinta, 15 de dezembro de 2022
Outubro de 2015. Professores da rede pública de ensino do DF em greve fecharam por cerca de uma hora as saídas dos Eixos Sul e Norte. O protesto legítimo reivindicava o pagamento da última parcela do reajuste salarial conquistado em 2013. Na ação, câmeras de cinegrafistas profissionais e amadores flagraram a ação truculenta do Batalhão de Choque da PMDF.
Policiais cercaram um carro que participava da manifestação e retiraram o motorista, um professor, a força. O deitaram no chão com o rosto colado no asfalto e os braços pra trás. Algemaram-no.
Outro, antes de ser algemado, recebeu um golpe de estrangulamento conhecido como “mata-leão”, perigoso por causar a redução da circulação de sangue até o cérebro.
Muitos feridos pelas balas de borracha e os jatos de spray de pimenta disparados à queima roupa. A professora Meg Guimarães, ex-diretora do Sinpro-DF, foi filmada algemada, cercada de policiais, com o nariz escorrendo sangue. Ela teve lesão corporal atestada pelo Instituto Médico Legal, e, desde então, tem sofrido de transtornos de ansiedade e de estresse pós-traumático.
Aos meios de comunicação tradicionais, a PM disse que “o uso da força ocorreu após uma hora de negociação para a liberação da via”.
Há mais de 40 dias, apoiadores de Jair Bolsonaro acampam em frente ao Quartel General do Exército de Brasília. A ação é criminosa, já que incita as forças armadas contra a sociedade civil. Consequência do ato, a Esplanada dos Ministérios, uma das principais vias do DF, foi interditada sem previsão de reabertura, impondo o desvio de quem passa por ali de ônibus ou de carro, normalmente, para trabalhar ou estudar.
Os bolsonaristas acampados em Brasília fizeram da noite dessa segunda-feira (12/12) uma noite de terror. Eles tentaram invadir a sede da Polícia Federal, atearam fogo em carros de civis e em ônibus. Veículo estacionado em um posto de gasolina ficou em chamas, ameaçando a explosão do local que tem nas proximidades hotéis e um shopping. Durante os atos criminosos, foram espalhados botijões de gás de cozinha em vias do Setor Hoteleiro Norte.
Na transmissão ao vivo da ação terrorista, feita pela jornalista Juliana Castro, ouve-se de um dos apoiadores de Bolsonaro: “imagina amanhã, quando a gente voltar armado”.
Resultado: durante os atos criminosos, ninguém foi preso pelas forças de segurança do DF. A PMDF, convocada para conter as ações daqueles que dias atrás, em outro canto do Brasil, cantavam o hino nacional para um pneu de trator, utilizou força tática completamente distinta daquela empregada contra professores do DF em 2015.
O que motiva ou justifica as diferentes abordagens da polícia militar quando a ação se dá junto a professores das escolas públicas do DF, contra trabalhadores sem terra/sem teto, contra estudantes ou qualquer categoria da classe trabalhadora?
No artigo científico “A Doutrina da Segurança Nacional de Contenção na Guerra Fria: fatores que contribuíram para a participação dos militares na política brasileira (1947-1969)”, Claudia Stephan afirma que “no Brasil, a introdução de uma ideologia de contenção do comunismo e da subversão, aliada ao histórico autoritário e intervencionista do Estado, culminou no estabelecimento de um Estado de Segurança Nacional, na institucionalização de princípios e práticas repressivas e na violação de direitos fundamentais de cidadãos brasileiros”.
Reportagem de dezembro de 2021 publicada pelo portal The Intercept mostra que uma tropa de elite do exército brasileiro encara movimentos sociais e políticos de esquerda como inimigos, e é treinada para combatê-los.
Os exemplos indicam que as forças policiais são fundamentadas em valores avessos às pautas que guiam movimentos sociais e sindicais, como o Sinpro-DF, como a valorização da classe trabalhadora, o questionamento das ordens, o exercício do pensamento crítico, o protagonismo popular.
“É uma forma de doutrinação – eles sim são doutrinados –, numa formação que remete aos tempos da Guerra Fria, onde o ‘fantasma do comunismo’ assombrava o mundo. Toda formação das Forças de Segurança são baseadas na Doutrina de Segurança Nacional, herdada dos EUA e das escolas de formação deste país”, avalia o presidente da CUT-DF (Central Única dos Trabalhadores do DF), Rodrigo Rodrigues.
Segundo ele, os trabalhadores das forças de segurança, de forma geral, “não têm identificação com a classe trabalhadora”. “Há um preconceito institucional com os movimentos sociais organizados, representantes dos anseios sociais.”
Já para o Coronel da Reserva da PMDF Lima Filho, professor de Uso da Força da PMDF, o problema se dá pela estrutura do Estado, “que está tendendo para um lado”. “É um problema de estrutura federal, com articulações estaduais. Porque o governo federal é muito forte. Ele acaba induzindo, principalmente quando a base dele são as forças de segurança”, afirma.
Nesta terça-feira (13/12), o Movimento Policiais Antifascismo do DF e do Comitê de Policiais Civis Antifascismo pró Lula chegaram a lançar nota de repúdio aos atos criminosos realizados pelos bolsonaristas na zona central do DF. “É importante fazermos alguns questionamentos: por qual motivo não houve nenhuma prisão, quando flagrantes os atos criminosos? Por que até o momento não foram desativados os acampamentos que atentam contra a ordem constitucional? Ocorreria tal leniência por parte das autoridades policiais com manifestações legítimas de estudantes, trabalhadores e militantes de movimentos sociais?”, questiona o documento.
Para a diretora do Sinpro-DF Luciana Custódio não há uma única conclusão do porquê da diferença de abordagem das forças de segurança. Mas é possível identificar claramente o resultado disso na sociedade. “Supressão de direitos fundamentais, democracia aparente, tentativa de calar os setores progressistas e de conter a indignação do povo. Tudo isso se torna consequência de uma abordagem truculenta a um movimento legítimo, como foi o da categoria do magistério, em 2015. Paralelamente, quando não são tomadas atitudes de repressão necessárias para conter movimentos antidemocráticos, incentiva-se a destruição do Estado de direito; banaliza-se a barbaridade, caminha-se na direção inversa da democracia”, afirma.
Segundo a sindicalista, o estabelecimento da verdadeira ordem vem através da consolidação dos movimentos sociais e sindical. “Não podemos nos calar. Agora, mais que nunca, a consciência de classe deve nos guiar e a luta nos fortalecer. É dizer não ao fascismo, não ao retrocesso”, diz.
Fonte: SINPRO-DF
JORNALISTA: VANESSA GALASSI
quarta-feira, 24 de março de 2021
VITÓRIA! TJ CONDENA GDF A PAGAR REAJUSTE RETROATIVO A SETEMBRO/2015
segunda-feira, 13 de julho de 2020
GDF arrisca vida de professores e orientadores educacionais, afirma o Sinpro
terça-feira, 2 de junho de 2020
DF: PESQUISA COMPROVA FRACASSO DA TELEAULA
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
Vamos para o Bloco da Educação? Neste sábado à tarde no Espaço Cultural Canteiro Central, Setor Comercial Sul do Plano Piloto
quarta-feira, 13 de novembro de 2019
Sinpro: FAKE NEWS DA POLÍCIA MILITAR (PM)
DIRETORIA DO SINPRO REPUDIA AÇÃO DA PM NO CED 07 DE CEILÂNDIA
- *JORNALISTA: LUIS RICARDO
quinta-feira, 31 de outubro de 2019
INTERVENÇÃO MILITAR NO CEF 05 DO GAMA – GOLPE NA GESTÃO DEMOCRÁTICA
A Coordenação Regional de Ensino do Gama, por imposição do secretário de Educação, juntamente com a atual direção da escola, no afã de aprovar a proposta, cometeram diversas ilegalidades
terça-feira, 30 de julho de 2019
Fake news da Secretaria de Educação do DF
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
GDF anuncia intervenção militar em quatro escolas pública do DF; decisão foi tomada sem a participação da comunidade, o que fere a Lei de Gestão Democrática, diz o Sinpro
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
Rollemberg perde ação contra o Sinpro: E agora, Rodrigo?
domingo, 3 de dezembro de 2017
4 de dezembro, uma data de comemoração e da luta
Uma data de comemoração e de luta
Por Maria Carla*
A diretoria colegiada do Sinpro-DF parabeniza a todos(as) os(as) orientadores(as) educacionais e destaca que continua na luta pelo fortalecimento desse importante segmento da categoria. Atualmente, o sindicato está com a campanha “Convocação Já”, exigindo do Governo do Distrito Federal (GDF) a imediata convocação dos concursados e outras reivindicações específicas dos orientadores educacionais. Confira o cartaz no final deste texto.
Além das nomeações – de orientadores e de professores aprovados nos últimos certames –, o Sinpro-DF está presente nas escolas e nas ruas, mobilizando a comunidade escolar, contra o fim dos direitos, sobretudo, o direito à aposentadoria, ameaçado de ser extinto pela reforma da Previdência do governo Michel Temer (PEC 287/16).
E lembra que as reformas já realizadas, apressadamente, pelo governo federal ilegítimo têm destruído as relações de trabalho no país, de forma generalizada, e enfraquecido os serviços públicos nas três esferas da União, tais como as reformas promovidas pelo Projeto de Lei Complementar 257/16 (que se transformou em Lei Complementar 156/2016), e pelo Projeto de Lei nº 247/16 (que se tornou EC 95/16 e congelou os investimentos do Estado nos serviços públicos por 20 anos).
Na avaliação das lideranças sindicais, essas são as principais reformas, dentre outras, que sustentam a política de choque de gestão do governo Rollemberg (PSB), que não nomeia concursados e o apoia no não cumprimento de leis e normas anteriores, como, por exemplo, a Portaria 32, de 2012. Elaborada, conjuntamente, pela Secretaria de Estado da Educação (SEEDF) e Sinpro-DF, essa portaria ampliou a Modulação de Orientação Educacional e previu, em média, um orientador educacional para cada 500 estudantes.
“Mas ela só existe no papel. O GDF só nomeou cinco orientadores. A validade do concurso já foi prorrogada uma vez por mais 2 anos e nada. Como irão garantir um orientador para cada 500 estudantes como determina essa portaria?”, questiona Meg Guimarães, orientadora educacional, diretora do Sinpro-DF e vice-presidente da CUT Brasília.
Atualmente, segundo dados oficiais, há mais de 520 vacâncias na rede pública de ensino. Todavia, a diretoria colegiada do Sinpro-DF afirma que, com as aposentadorias ocorridas nos últimos 5 anos, esse número já se ultrapassou as mais de 600 carências em todo o DF.
“Esse modelo de gestão, que não nomeia os concursados, desvaloriza o servidor público e deixa o estudante no prejuízo pela falta de um serviço prestado por um profissional importante na sua formação acadêmica, uma vez que o trabalho educacional não se resume às salas de aula”, alerta Luciano Matos, orientador educacional e diretor do Sinpro-DF.
Ele considera importante a valorização de outros profissionais para dar suporte ao professor “e, dentre eles, a figura do orientador educacional, no sentido de contribuir na ação coletiva perante os professores, a direção, a família e a própria comunidade escolar com o objetivo de atender melhor ao estudante”.
Outra consequência que ele aponta da não nomeação dos concursados é o fato de que, com isso, o GDF precariza o serviço. “Ao não cumprir a Portaria 32/12, e diante da sobrecarga e da demanda por orientadores educacionais existente, acaba que a ação do governo causa o adoecimento do profissional. Temos muitos orientadores adoecidos. Além disso, há as vacâncias provenientes das aposentadorias”.
Matos acredita que tudo isso contribui para piorar as condições de trabalho e diminuir a qualidade do serviço público prestado à população. “Tudo isso que acontece nesta gestão de Rollemberg é alinhado à política do Estado mínimo do governo golpista. Isso culmina com a não nomeação, o que contribui para uma precarização cada vez maior do serviço público”, afirma.
Histórico: evolução e importância da orientação educacional
Antes do século XX, já havia esse tipo de atividade nas escolas. No início da década de 1970, ela foi reconhecida como profissão. A diferença é que naquela época, a orientação era mais voltada à adequação do estudante ao ambiente escolar, e tinha um enfoque mais clínico-terapêutico.
“O orientador ficava numa salinha e atendia, individualmente, cada estudante com problemas de comportamento, a partir de um trabalho individualizado para auxiliar na adaptação desse estudante ao meio escolar”, explica Meg.
A profissão evoluiu e se aperfeiçoou. Com isso teve sua concepção modificada. Deixou de ter um enfoque clínico-terapêutico para ter uma atuação mais crítica, focada na prevenção e no trabalho coletivo. Assim, a orientação educacional passou a desenvolver-se numa perspectiva preventiva em relação aos problemas educacionais, com uma intervenção mais concreta no processo de ensino-aprendizagem.
Uma de suas principais atuações é na mediação das relações entre professor–estudante–família para melhorar o processo ensino-aprendizagem. “O trabalho que um orientador faz hoje nas escolas visa, por exemplo, a evitar situações de bullying, gravidez na adolescência e outras formas de violência, inclusive física, ou seja, a orientação saiu do enfoque mais psicológico e direcionado ao indivíduo para um atendimento focado na coletividade”, explica a diretora.
Atualmente, os estudantes são atendidos, principalmente, em sessões coletivas, na perspectiva da prevenção dos problemas que possam causar entraves no processo ensino-aprendizagem. “Assim, em reconhecimento ao importante papel pedagógico desempenhado por esses profissionais, e graças à luta da categoria e do Sinpro-DF, eles saíram da carreira da Assistência à Educação para a carreira do Magistério e passaram a integrar a equipe pedagógica da escola”, lembra Meg.
O fato é que os orientadores educacionais saíram das salinhas isoladas para uma ação coletiva e preventiva e, hoje, participam das coordenações coletivas semanais, às quartas-feiras; têm sua própria reunião coletiva, com seus pares, para discutir a orientação educacional que, geralmente, ocorre nas sextas-feiras de manhã, momento em que trocam experiências e realizam estudos de caso.
Todavia, somente após meados dos anos 1990 é que a orientação educacional teve um impulso maior, com a realização de concursos públicos, o que garantiu o início da ampliação do número de orientadores educacionais na rede pública de ensino do DF. O Sinpro-DF luta para que o governo cumpra o Plano de Carreira, no qual há a proposta de aumentar o número de cargos de orientador educacional de 1.200 para 1.800 e que para cada 300 estudantes haja um orientador.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) também luta para que uma das reivindicações históricas dos orientadores educacionais seja materializada: é a luta pelo direito à aposentadoria especial, assim como ocorre com os professores. Trata-se de uma luta nacional, visto que o orientador educacional ficou de fora por uma decisão equivocada do Supremo Tribunal Federal (STF).
sexta-feira, 13 de outubro de 2017
Professores: Justiça manda GDF pagar, imediatamente, o reajuste do Plano de Carreira retroativo a 2015
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Nesta quarta (13/9) o Sinpro realiza o IV Seminário de Saúde; e nos dias 15 e 16 Seminário por uma Educação Antirracista e sem LGBTfobia nas Escolas
Do Sinpro/DF
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Sinpro-DF obtém vitória em ação contra parcelamento de salário
quarta-feira, 15 de março de 2017
Sindicato dos professores exige imediata revogação de circular que ameaça professores temporários
- Que professores(as) contratados(as) em regime temporário, na condição de trabalhadores brasileiros, têm garantido o seu direito de greve, consagrado na Constituição Federal;
- Que a categoria dos professores é unida e não aceita a diferenciação entre efetivos e temporários que esse governo promove buscando nos dividir;
- Que a previdência pública e a legislação trabalhista encontram-se sob seríssimas ameaças, que comprometem fatalmente o futuro de professores(as), orientadores(as) e seus filhos;
- Que a Lei de Gestão Democrática assegura a autonomia dos gestores e gestoras nas escolas, bem como o vínculo destes à comunidade que os elegeu.
- Que não aceitará que um governo que sequer cumpre leis às quais deveria se submeter trate o Magistério com chantagem e truculência;
- Orientar aos diretores e diretoras de escolas que não cumpram a solicitação contida na Circular nº 11, demonstrando, assim, sua não aceitação do papel que o GDF lhes quer imputar: de agente de punição dos colegas.
- Exigir do secretário de Educação, Júlio Gregório, a imediata revogação da Circular n° 11 e o respeito ao direito de greve de todos os(as) professores(as) e orientadores(as) do DF.
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- Entenda o caso da coação aos professores de contrato temporário, acessando a postagem "Tocando o terror. Êta governinho esquisito", postada aqui no blog Gama Livre às 14h50 desta quarta (15/3)
segunda-feira, 13 de março de 2017
No Sinpro, parlamentares debatem reforma da Previdência e PDE
quinta-feira, 9 de março de 2017
No Gama: Sinpro debate reforma da Previdência nesta quinta (9/3)
O debate é aberto a todas as pessoas.











