Domingo, 13 de novembro de 2016
Do Correio da Cidadania
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Escrito por Raphael Sanz, da Redação
Na quarta-feira, 9, o STJ encerrou a sessão ordinária sem encaminhar a
votação do projeto que regulariza contratos em regime de terceirização,
prevista na pauta que será reagendada. Organizações sindicais
protestaram o dia todo na Praça dos Três Poderes contra o projeto, em
discussão no Senado e já aprovado na Câmara dos Deputados. Faz parte de
um pacote de medidas do governo que busca promover mudanças
orçamentárias e no campo econômico – e que ainda conta com a proposta de
reforma trabalhista. O Correio da Cidadania conversou com Sérgio
Batalha, advogado trabalhista, para entender melhor as razões e
desdobramentos destas propostas.
“A terceirização é uma tentativa de suprimir os direitos trabalhistas
por via oblíqua. Ou seja, você admite que a empresa terceirize parte de
sua produção para outra empresa menor, que paga salários menores e não
cumpre a legislação trabalhista. A empresa tomadora dos serviços não
seria responsabilizada por eventuais irregularidades da empresa
terceirizada, reduzindo, na prática, o custo da mão de obra”, avaliou