“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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sábado, 8 de agosto de 2026

O dia em que Jânio Quadros renunciou

Sábado, 8 de agosto de 2026

O dia em que Jânio Quadros renunciou

O telex começa a chacoalhar furioso, vomitando resmas de notícias. Onde está o presidente? Ninguém sabe. No Sul emerge a figura de Brizola. Diz que respeitará a Constituição e prenderá qualquer oficial que sugira o contrário

Foto: Presidente Jânio da Silva Quadros (Arquivo)
O texto a seguir abre a série Passageiro da História, em que o Outras Palavras passa a publicar as memórias do grande jornalista brasileiro, Carlos Azevedo.

Por Carlos Azevedo, em Passageiro da História

25 de agosto de 1961, um mês de agosto quente. Dia do Soldado. Parada militar em Brasília. Tudo tranquilo na redação do jornal “O Estado de S.Paulo”, na sua majestosa sede na esquina da rua Martins Fontes com Major Quedinho, centro da capital. São duas da tarde. De repente o luminoso da frente do jornal para de dar notícias. O jornalista Raul Bastos, chefe do sistema de comunicação por telefone, rádio e telex, que se comunica com cerca de 400 correspondentes no país e no Exterior, sai de sua cabine apressado. Tem uma bomba nas mãos: o presidente da República renunciou

Comunica a notícia a Perseu Abramo, o chefe de reportagem. Como assim? Deve ser boato. Qual é a fonte? Você confirmou? A fonte era o chefe da sucursal do jornal na capital federal que está ao telefone aos gritos. O telex começa a chacoalhar furioso, vomitando resmas de notícias que vão se estendendo pelo chão.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Cunha renuncia à presidência da Câmara; Pega ele! Pega ele! Pega ele, Moro!

Quinta, 7 de julho de 2016
Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil
O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), renunciou há pouco ao cargo de deputado federal e da presidência da Casa.
"Resolvi ceder ao apelos generalizados dos meus apoiadores [...] Somente a minha renúncia poderá pôr fim a esta instabilidade sem prazo. A Câmara não suportará infinidamente", disse.
Eduardo Cunha chegou no início da tarde pela chapelaria da Câmara, passou na Secretaria-Geral da Mesa e marcou a entrevista à imprensa no Salão Nobre da Casa, apesar de ter sido autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a circular na Câmara apenas para se defender do processo de cassação no Conselho de Ética ou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). 
Em ocasiões anteriores, por várias vezes, Cunha negou que iria renunciar.

terça-feira, 2 de março de 2010

Castigo dos Deuses

Terça, 2 de fevereiro de 2010
E Brunelli, o da oração da propina, renunciou. É capaz de querer se candidatar novamente nas eleições de outubro. Que os deuses não ouçam os seus pedidos e desejos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A renúncia como estratégia

Sexta, 26 de fevereiro de 2010
Com a renúncia ao mandato de deputado distrital, ocorrida hoje (26/2), Leonardo Prudente não pendurou as chuteiras, melhor, as meias. Ele apenas se retirou do atual jogo, pensando em voltar ao jogo possivelmente daqui a quatro anos. Está, ardilosamente, fugindo de uma possível cassação, o que lhe impediria de voltar a ser deputado nos próximos anos. E também, claro, protegendo seus negócios particulares. Como no Brasil político não costuma ser condenado, ele tem essa quase que certeza de escapar da prisão.
Outro que vai agir com esperteza é Júnior Brunelli. O distrital também deverá renunciar. Já Eurides Brito anda dizendo por aí que não sai. Mas que sai, sai. Pelo menos essa é a expectativa de alguns dos seus colegas de CLDF. Quanto aos demais distritais sob suspeita (Durval acusou 19) não estão nem aí para o problema. Têm a certeza da impunidade dentro da CLDF. Trocaram, dizem,   a tranquilidade de Patrício pela liberdade dos demais distritais apontados por Durval.
 
Foto: Marcello Casal Jr.- Agência Brasil
Olha só a cara do Leonardo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

“Soluções mágicas” não afastam possibilidade de intervenção no Distrito Federal, diz procurador

Sexta, 19 de fevereiro de 2010
Da Agência Brasil
Lísia Gusmão - Repórter da Agência Brasil
Brasília – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou hoje (18) que “soluções mágicas” não vão afastar a possibilidade de intervenção federal no Distrito Federal, palco de um escândalo político que envolve governo, Câmara Legislativa e empresários.

Para Gurgel, a eventual renúncia do governador em exercício Paulo Octávio (DEM) ou um acordo político para preservar deputados distritais investigados pela Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora não impedirá a Procuradoria-Geral da República de defender a intervenção.

“Hoje, no Distrito Federal, temos os Poderes Legislativo e Executivo incapacitados para exercer suas funções. Soluções mágicas não vão afastar a hipótese de intervenção”, reforçou o procurador.

Gurgel é autor do pedido de intervenção federal no DF protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF). Se o pedido for aprovado, será remetido ao presidente da República, que editará um decreto nomeando um interventor. Este decreto, segundo o procurador, deve ser submetido ao Congresso Nacional.

Em discurso no Palácio do Buriti, sede do governo do DF, Paulo Octávio anunciou que permanece à frente do governo, mas declarou que a carta de renúncia já está escrita, sinalizando que poderá abrir mão do cargo nos próximos dias.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Desculpas esfarrapadas

Quinta, 18 de fevereiro de 2010
Paulo Octávio, governador em exercício do Distrito Federal, declarou em seu discurso/declaração de hoje que não renunciaria agora atendendo recomendação de Lula. Também permaneceria no cargo para garantir a governabilidade.

Quantas coisas absurdas são feitas em nome dessa tal “governabilidade”. Mensalões, distribuições de cargos com o dinheiro público, corrupções, o diabo a quatro.

Não precisamos desse tipo de governabilidade assentada em coisas ilegais e imorais. Se já havia assinado a carta de renúncia, deveria tê-la entregue e livrado o Distrito Federal de continuar nesse calvário ético. Dessa forma, poderia ter dado um empurrãozinho para que o governador que está preso se enchesse de coragem e também renunciasse.

As renúncias necessárias

Quinta, 18 de fevereiro de 2010
O que estão esperando Arruda e Paulo Octávio que não renunciam logo? Que a Caixa de Pandora aperte mais ainda? Que saiam logo, ou se arrependam amargamente depois. O aviso está dado. Arruda, que esteve a pique de renunciar no dia 5 ou 6 de dezembro, poderia tomar essa decisão agora. De lá para cá novos fatos surgiram contra ele no bojo da Operação Caixa de Pandora, resultando inclusive na sua prisão na Polícia Federal. As renúncias dele e de seu vice cairiam bem nessa hora. Se não para eles, para Brasília seria muito bom.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Que a CLDF nos surpreenda

Sábado, 13 de fevereiro de 2010
Arruda meteu o Distrito Federal numa bananosa completa, numa situação que poderá servir inclusive para justificar até a intervenção federal requerida pelo procurador-geral da República, coisa que não interessa a ninguém. Mas o governador pode, num ato de humildade (coisa que não é do seu feitio), livrar os brasilienses dessa intervenção. Basta que ele renuncie imediatamente, convencendo ainda o seu vice, Paulo Octávio, de tomar a mesma decisão.
Caso isso não seja feito, a CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal) poderá salvar o Distrito Federal da intervenção. Como? Aprovando com rapidez o impeachment de Arruda e também do agora governador em exercício, Paulo Octávio. Numa hora de crise como a atual, a CLDF poderia, pelo menos dessa vez, surpreender a todos nós e retirar dos cargos os governadores (aquele que se encontra preso e também o que está no exercício do cargo).
Que a CLDF nos surpreenda!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A decisão certa

Sexta, 12 de fevereiro de 2010
Arruda, que tanto mal e azar trouxe a Brasília, bem que poderia, pelo  menos dessa vez, tomar uma decisão que beneficie o Distrito Federal: a sua renúncia, levando com ele o vice-governador Paulo Octávio, os seus 19 distritais e mais todos aqueles seus auxiliares. A cidade e a ética agradeceriam.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Quinta, 11 de fevereiro de 2010

Renuncia, rapaz!
Sai rápido daí, rapaz. Rápido!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A renúncia como remédio (para o DF)

Terça, 9 de fevereiro de 2010
Que tal se Arruda tomasse a mais sensata decisão nesta quarta-feira? Que renunciasse ou, no mínimo, se afastasse do cargo de governador. Impossível acontecer? Não, não é impossível. É possível, sim.
Sua prisão foi requerida hoje pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil); um bilhete de sua autoria é apontado como uma tentativa de mudar (ou corromper, como queiram) o depoimento que seria dado pelo Sombra, testemunha de Durval Barbosa, para que o governador ficasse bem na fita, mesmo tendo ficado horroroso no vídeo; agora a Polícia Federal tem documento que mostra o quanto Arruda pagava mensalmente para ser aplaudido em suas aparições públicas; escutas (ou tentativas de escutas) foram descobertas na CLDF, e o primeiro questionamento a ser feito é: a quem serviria tais escutas?
A defesa do governador fala uma coisa sobre qual a intenção do bilhete, mas o deputado Geraldo Naves, prova que a coisa é Barra Pesada (nome de seu programa na TV) e diz outra coisa totalmente diferente. Diz que recebeu o documento das mãos de Arruda para que o entregasse ao Sombra. Geraldo Naves, que era suplente, deixou o cargo de deputado na última sexta-feira.
Então, diante de tudo que já foi mostrado (vídeos, áudios, depoimentos, dinheiro, bolsas, sacos, sacolas, cuecas, meias) nesse escabroso caso envolvendo o Distrito Federal, não resta outra coisa que não seja a sensatez da renúncia ao cargo de governador. Mesmo que já tarde, mas que aconteça logo.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Jornalista carioca diz que Arruda examina a renúncia

Sexta, 18 de dezembro de 2009
Duas notas do jornalista Helio Fernandes na Tribuna da Imprensa de hoje:
Arruda pode renunciar

Está examinando a questão. Se for possível trocar 1 ano que falta de mandato, e ficar na expectativa para depois de 2010, sairá. O que não quer é perder os direitos por 8 anos. É muito tempo, até ele mesmo reconhece. Aguardem.

Roriz pode não concorrer

Depois que deixou o governo, pela primeira vez, viajou para os EUA, afirmou: “Não volto mais ao Brasil”. Voltou, disputou, ganhou. E aproveitou a reeeleição comprada por FHC. Agora não sabe o que fazer. Está certíssimo. Depois de renunciar a quase 8 anos no Senado, sabe que tudo pode acontecer.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Já que Arruda não governa mais Brasília,
por que não renuncia logo?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Há rumores de que Arruda pode renunciar logo

Sexta, 4 de dezembro de 2009.
Há rumores, surgidos agora à tarde de dentro do próprio governo do DF, de que o governador Arruda possivelmente vai jogar a toalha ainda neste fim de semana, provavelmente neste sábado. Teria se queixado que ninguém conseguiria suportar a pressão que está sobre ele. A renúncia também garantiria a possibilidade de concorrer a algum cargo nas próximas eleições. A esperança de Arruda, segundo uma fonte próxima ao governo, é que o seu vice, Paulo Octávio, fique à frente do governo.