Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Dinheiro apreendido com "aloprados" vai para a União

Segunda, 2 de junho de 2012
MPF/MT: dinheiro apreendido com “aloprados” vai para a União

Mais de R$ 1,5 milhão irá para os cofres públicos

A Justiça Federal determinou a perda, em favor da União, de R$ 1.168 milhão e mais US$ 248.800 mil apreendidos em 2006 pela Polícia Federal. O dinheiro foi encontrado com dois afiliados do Partido dos Trabalhadores nas vésperas da eleição de 2006 e seria usado para a compra de um suposto dossiê que revelariam o envolvimento de integrantes do PSDB com a organização criminosa que ficou conhecida como a “máfia dos sanguessugas”.

sábado, 23 de junho de 2012

Escândalo dos 'aloprados' do PT ainda não foi totalmente esclarecido

Sábado, 23 de junho de 2012

Trapaça eleitoral resultou na denúncia contra um grupo de petistas rasos. Apesar das evidências, não se descobriu de onde veio o dinheiro, muito menos quem foi o mandante da operação

Rodrigo Rangel e Otávio Cabral
Pressão - O delegado Edmilson Bruno, que prendeu os “aloprados”, disse que o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, telefonou para a delegacia e perguntou se o nome do presidente Lula havia sido citado pelos presos Pressão - O delegado Edmilson Bruno, que prendeu os “aloprados”, disse que o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, telefonou para a delegacia e perguntou se o nome do presidente Lula havia sido citado pelos presos (Tuca Vieira/ Folhapress; Dida Sampaio/ AE)
dinheiro! que dinheiro?   Surpreendidos pela polícia, os petistas tiveram um ataque de amnésia: esqueceram o nome dos mentores da trama e a origem do dinheiro
Na semana passada, a Justiça Federal abriu processo contra nove envolvidos no escândalo dos aloprados, aquele em que petistas foram presos em São Paulo, às vésperas das eleições de 2006, quando se preparavam para comprar um dossiê fajuto que serviria para enredar políticos do PSDB com a máfia que fraudava licitações no Ministério da Saúde. A decisão sugere que mais uma jogada rasteira de petistas interessados em se perpetuar no poder à base de práticas escusas — entre as quais o mensalão desponta como exemplo mais degradante — será, depois de seis anos, finalmente punida. Ledo engano. Os aloprados levados às barras dos tribunais são militantes de baixo escalão e meros tarefeiros a serviço de próceres do partido. Eles vão responder a um processo manco, que não esclarece duas das principais dúvidas relacionadas ao caso: quem encomendou a trapaça eleitoral e de onde saiu o dinheiro que financiaria a operação. Se essas questões não forem explicadas, restará a certeza de que compensa investir no vergonhoso vale-tudo que impera na política brasileira. Afinal, como castigo, só uma arraia-miúda do PT ficará pelo caminho. Leia mais Revista Veja

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Justiça de MT aceita denúncia contra 'aloprados'

Quarta, 20 de junho de 2012 
Militantes petistas foram acusados de tentar comprar um dossiê contra Serra e Alckmin

FÁTIMA LESSA - Agência Estado
CUIABÁ - Seis anos após o escândalo do dossiê antitucano, o juiz da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal em Mato Grosso, Paulo Cézar Alves Sodré, aceitou denúncia oferecida pela Procuradoria da República no Estado contra nove envolvidos no que ficou conhecido nacionalmente como o caso dos "aloprados". Leia a íntegra

 

sábado, 18 de junho de 2011

Mercadante e Quércia encabeçaram Aloprados, mostra reportagem de VEJA

Sábado, 18 de junho de 2011
Deu na Veja 
Escândalo dos Aloprados

Petista Expedito Veloso quebra pacto de silêncio e revela quem foram os mentores e os arrecadadores do dinheiro que financiaria uma das maiores fraudes eleitorais da história brasileira

Em 2006, às vésperas do primeiro turno das eleições, a Polícia Federal prendeu em um hotel de São Paulo petistas carregando uma mala com 1,7 milhão de reais. O dinheiro seria usado para a compra de documentos falsos que ligariam o tucano José Serra, candidato ao governo paulista, a um esquema de fraudes no Ministério da Saúde. O episódio ficou conhecido com escândalo do Dossiê dos Aloprados.


Nas investigações sobre o caso, a PF colheu 51 depoimentos, realizou 28 diligências, ordenou cinco prisões temporárias, quebrou o sigilo bancário e telefônico dos envolvidos, mas não chegou a lugar algum. Reportagem de VEJA desta semana desvenda o mistério cinco anos depois. A revista teve acesso às gravações de conversas de um dos acusados do crime, o bancário Expedito Veloso, atual secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal. Procurado pela reportagem, Expedito confirmou o teor das conversas, ao mesmo tempo em que se mostrou surpreso com o fato de terem sido gravadas. "Era um desabafo dirigido a colegas do partido", disse.


VEJA demonstra que o mentor e principal beneficiário da farsa foi o ex-senador e atual ministro da Ciência e Tecnologia Aloizio Mercadante. Não é a primeira vez que o nome do ministro surge na investigação. A PF chegou a indiciá-lo por considerar que era o único beneficiado pelo esquema. Mas a acusação acabou anulada por falta de provas. "Agora surgem elementos mais do que concretos para esclarecer de uma vez  por todas a verdade sobre o caso", diz a reportagem.


Em seu "desabafo", Expedito conta que o ministro e o PT apostavam que a estratégia de envolver Serra num escândalo lhes garantiria os votos necessários para que Mercadante conquistasse o governado de São Paulo. Ele explica ainda que a compra do dossiê foi financiada por dinheiro do caixa dois da campanha petista e ainda, de maneira inusitada, pelo então candidato do PMDB ao governo paulista, Orestes Quércia. “Os dois (Mercadante e Quércia) fizeram essa parceria, inclusive financeira”, revela o bancário. “Parte vinha do PT de São Paulo. A mais significativa que eu sei era do Quércia.” Tratava-se de um pacto. “Em caso de vitória do PT, ele (Quércia) ficaria com um naco do governo.” Procurado por VEJA, o ministro Mercadante não quis comentar o episódio.


VEJA mostra ainda que a investida dos aloprados contra Serra não foi a primeira. Esquema semelhante já havia sido testado anteriormente - dessa vez com sucesso - em Mato Grosso. E nem os próprios petistas a bruxaria poupou: quando candidata ao governo matogrossense, a atual senadora Serys Slhessarenko, do PT, foi abatida por um dossiê fabricado e divulgado pelos aloprados.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Mino Pedrosa: Senador Gim Argelo (PTB-DF) envolvido no esquema financeiro dos aloprados da campanha de Dilma.

Segunda, 14 de junho de 2010

Toda essa história dos aloprados, veio à tona atrás do biombo de um restaurante japonês na Academia de Tênis de Brasília. Como revelamos com exclusividade no dia 28, às 15h55, nesta coluna, a "reunião sigilosa" entre o coordenador de imprensa da campanha de Dilma Rousseff, Luiz Lanzetta e o jornalista Amaury Ribeiro Jr. teve como testemunhas o senador Gim Argelo (PTB-DF), o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), dois empresários e este jornalista. O que não sabíamos e revelamos hoje: um dos empresários era Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, responsável pelo pagamento de esquema de arapongagem contra a campanha do tucano José Serra.
Hoje, vem à tona a relação entre o senador Gim Argelo e o empresário Bené. Só agora, é possível entender como Bené ficou encarregado dos pagamentos na campanha de Dilma Rousseff. A indicação foi de Gim Argelo. Senador muito próximo a Dilma Rousseff e sócio oculto de Bené em vários imóveis em Brasília e empresas que atuam no governo do Distrito Federal e Governo Federal.
Benedito, um jovem de 34 anos, chamou a atenção da Controladoria Geral da União (CGU) pelo volume de contratos e milhões que abocanhou dos cofres públicos no governo petista, principalmente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e Ministério de Turismo como revelou esta coluna.
Gim credenciou Bené para ser o financiador de serviços prestados à campanha de Dilma Rousseff.
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