“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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terça-feira, 9 de junho de 2020

A democracia recebeu o indispensável: apoio das ruas

Terça, 9 de junho de 2020
Por
Helio Fernandes*

No Brasil inteiro, o povão saiu de casa, se juntou à comunidade, que emocionada se manifestava contra o terrorismo do racismo. Não houve apelo. Foi a convocação, da convicção, do coração. 

O Brasil inteiro se pronunciou. No Rio, em duas grandes concentrações: Copacabana e Candelária. 

HOJE, terça, o TSE tem tudo para proclamar: a voz das ruas é ouvida pelos tribunais. Bolsonarovirus com sua amalucada ideia, (todas são) também obteve grande "vitória": conseguiu que órgãos de comunicação fizessem parceria para publicar os dados verdadeiros sobre o número de mortos.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Assim como não existe licença para matar, militares não têm poder moderador

Quinta, 4 de junho de 2020
Por
Helio Fernandes*

A última ditadura, 21 anos, dividiu seu tempo entre roubar e matar. Nunca se roubou tanto, nos mais diversos setores. Shigeaki Ueki fez fortuna colossal, foi para o Texas, protegido pelo "presidente" Geisel. Eu denunciava, mandava me prender, e garantia o "japonezinho".

Delfin Netto e Andreazza, construíram a Ponte Rio -Niterói, os ingleses ganharam tanto dinheiro, que a Rainha Elizabeth deixou Londres  e veio inaugurar uma ponte municipal. 

E este repórter escreveu uma série de reportagens sobre o assunto, com o tí tulo geral, "A ponte de ouro sobre o mar de lama".

Quando Costa e Silva morreu, foi substituído por Médici, que se destacou por gostar de assistir tortura, escondido.

Logo depois, quis se realizar como "administrador" gastando fortuna colossal para abrir a Transamazônica, que eu glorifiquei com a definição, "a estrada que liga o nada a coisa alguma". A estrada era tão inútil, que desapareceu. Se tivesse gasto uma parte do dinheiro em ferrovias, maravilha.

No capitulo "torturar e matar", ninguém superou o "presidente" Geisel.  Irresponsável, aconselhava, por escrito, "matem os membros da oposição, MAS COM CUIDADO".

Os americanos, que protegiam a ditadura do Brasil, quando ela acabou, mandaram cópia para cá, está arquivada. O general Geisel teve tempo de coordenar a "anistia ampla, geral e irrestrita", que INOCENTOU todos os generais torturadores, que jamais foram punidos.

Ao contrário do que aconteceu na Argentina. O general Videla e o Almirante Massera, que dominavam tudo, foram condenados à prisão perpetua, que cumpriram numa cela de 4 por 4, sem receber visitas.
  
Quando morreram, a família nem soube, seus corpos foram jogados no mar, para que não descobrissem o local. Escrevi sobre o assunto, e telefonei para a maior autoridade em português, notável figura, com uma pergunta: (já morreu, grande personagem, meu amigo) "eles foram jogados no mar, posso dizer que foram enterrados?". 

PS- Agora que vivemos uma inédita pré ditadura, até reconhecidos democratas, querem "diálogo" com Bolsonaro, candidatíssimo à  reeleição, com esta bandeira de campanha: "Temos que fechar o Congresso e o Supremo". 

PS2- Acusadíssimo, é perigoso e ameaçador.

PS3- Bolsonaro, só com uma frase a seguir: "Nunca mais". Mas querem reforçá-lo, garantindo que "os militares têm PODER MODERADOR".

PS4-  Já devíamos estar combatendo um governo civil dominado por militares.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Bolsonaro implantou a sua realidade: ditadura agora ou depois da derrota de 2022

Segunda, 1º de junho de 2020
Por
Helio Fernandes*

Isso se ele chegar lá e concorrer à reeleição. Para ele tanto faz. Está cumprindo o plano antecipado, soterrar a democracia, todos os indícios demonstram sua hostilidade à democracia, sua incompatibilidade de conviver com a  democracia.

Em 1930, final da chamada "república velha", quando os "presidentes" eram impostos numa convenção do único partido que existia, o Republicano, Vargas quebrou a rotina; deu o golpe, tomou o poder, intitulado por ele mesmo, "presidente em exercício".

No mesmo dia, 24 de outubro (e não 3 de outubro, data apenas do golpe não da posse) assinou ato inédito na nossa História. Prendeu e asilou nos EUA, o presidente Washington Luiz, o vice, Fernando Mello Viana, o chanceler Otavio Mangabeira. 

A situação de Bolsonaro, inteiramente diferente. SEM títulos. SEM credenciais. SEM gabarito, disputou a  eleição, foi eleito com  surpreendentes 57 milhões de votos. (É bom lembrar que o eleitorado era de 144 milhões).

Mas logo depois da posse, pela formação do ministério e das modificações que foram se impondo, ficou público e notório, que em matéria de poder, ele é uno e  indivisível, embora  sempre ditatorial.

PS- Em determinado momento, se julgava tão invencível, que com 3 anos  de antecedência, lançou a candidatura à reeleição. Naquela hora era para valer.

PS2- Mas a derrocada, o desprestigio e a impopularidade, cresceram com tal velocidade, que dos 57 milhões da eleição, permaneceram apenas os fanáticos seguidores. Que não saem da casa dos 20 milhões, cada vez mais baixos.

PS2- E teve que conviver publicamente com a vocação e a convicção arbitrária e nada democrática. O filho colaborou, declarando que a democracia está ameaçada de RUPTURA.

PS3- Em vez de recriminar o filho, aplaudiu-o, só que fez crescer o sentimento democrático do país. Nas mais diversas camadas.

PS4- Já vivi muito, tenho pouco para resistir. Mas no que depender de mim, gostaria de morrer numa democracia.

PROTESTO
Ao contrário dos torcedores de clubes de futebol, que protestam a favor da democracia. Blogueiros acusados em inquérito que investiga FAKE NEWS, pedem o fechamento do STF.

Usando tochas e berrando gritos de guerra. E não são presos. Nem pelo inquérito nem pela manifestação criminosa.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

A grande atração de ontem, o encontro Bolsonaro e governadores

Sexta, 22 de maio de 2020
Por
Helio Fernandes*

O presidente vinha tentando "diálogo" (palavra despropositada em se tratando dele e de seus objetivos politiqueiros) com estados. Por necessidades estes aceitavam. Mas conhecendo bastante o presidente, pediram: "Que o encontro seja respeitoso".

Como eram  muitos os participantes, decidiram: o encontro seria virtual. Os governadores nos seus estados, Bolsonaro no planalto, sozinho. A pauta, conhecida dos dois lados.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

BOLSONARO, COMBATENTE DA "GRIPIZINHA" (3)

Segunda, 18 de maio de 2020
Por
Helio Fernandes*

Desde o inicio, não só descumpriu todos os conselhos e recomendações da OMS. Como brigou com os ministros que ele mesmo escolheu e nomeou livremente. Sem consultar ninguém. 2 ministros em 1 mês, assombrando o mundo e o país.

O primeiro a precisar de um "voto de solidariedade"  foi Mandetta. Obteve no Palácio Presidencial do Planalto. Mas foi logo combatido pela inveja e o ciúme do próprio presidente.

terça-feira, 12 de maio de 2020

O SOL COMO TESTEMUNHA

Terça, 12 de maio de 2020
Por
Helio Fernandes*

Só mesmo Bolsonaro seria capaz, (leiam, incapaz) de convidar e nomear Regina  Duarte para um cargo, que logo no título, identifica sua completa incapacidade de  exercê-lo: "Secretária de Cultura".

Quando o nome dela surgiu no noticiário para esse cargo importante no governo Collor, as informações levadas ao então presidente, inutilizaram um suposto convite, e a inconseqüente nomeação. Isso ocorreu antes da posse, quase 30 anos.

Ela resistiu, mas ressurgiu com as mesmas pretensões, só que com indicação, apoio e suporte fortíssimo, que parecia irremovível e intransponível. É casada com poderoso senhor de terras. Bolsonarista, antes de ser ou fingir ser presidente.

quinta-feira, 7 de maio de 2020

A pandemia da crise, menor apenas do que a pandemia do coronavírus

Quinta, 7 de maio de 2020
Por
Helio Fernandes*

Bolsonaro e Moro ocupando o mesmo espaço dividido ou conjugado, antes de chegarem ao poder, íntimos e aparentemente aliados. Na verdade foram amigos e inimigos, com exageros e restrições de parte a parte.

Bolsonaro presidente, Moro ministro, chegaram ao auge da ligação. E o presidente, ao máximo da leviandade verbal e de admiração. Que ele mesmo publicou textual: "Moro é patrimônio nacional".