Terça, 25 de abril de 2017
Presidente do PMDB, principal articulador de Michel Temer no
Congresso e uma das estrelas da Lava Jato, Romero Jucá defende uma
transição no lugar do extermínio da classe política encurralada pelo
maior escândalo de corrupção da história
Da Pública —Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
Da Pública —Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo
O senador Romero Jucá Filho é um homem ligeiro, com um quê de
hiperatividade, que veste sempre ternos bem cortados. A gravata costuma
ser um modelo slim que o deixa com uma aparência mais jovem que os seus
62 anos. Tem os olhos ariscos. Ao longo dos anos, ele desenvolveu uma
particular habilidade de falar ao mesmo tempo com diferentes
interlocutores sobre os mais variados assuntos.
Na manhã da primeira quarta-feira de abril, em seu gabinete no
subsolo do Senado, em Brasília, o senador começava o dia em meio a
inúmeros telefonemas, rápidos encontros em sua sala e despachos com os
assessores. Dali a pouco iria para o Palácio do Planalto para um almoço
convocado de última hora pelo presidente Michel Temer.
Quando finalmente se sentou à sua mesa, passando em revista os
compromissos que ainda teria no dia – encontro com um economista de um
banco americano para tratar da reforma da Previdência, reunião com
senadores no gabinete de Aécio Neves, uma conversa com o relator da
reforma política na Câmara, a posse simbólica de seu pupilo e substituto
no Ministério do Planejamento, Dyogo Oliveira, além de um encontro com
prefeitos de Roraima que estavam em Brasília –, ele disse qual era o seu
tipo ideal de político:


