“ Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)

terça-feira, 26 de março de 2019

Na Argentina, ninguém comemora golpe militar e ditadura

Terça, 26 de março de 2019

Enquanto Bolsonaro determina que sejam feitas ‘as comemorações devidas’ no dia 31 de março, quando o golpe militar no Brasil completa 55 anos, argentinos usam o 24 de março, Dia Nacional da Memória por Verdade e Justiça, para repudiar ditadura


Dia 24 de março é dia de luta na Argentina: para lembrar os mortos e desaparecidos do regime militar | Foto: Olavo Barros/Ponte Jornalismo

Da
“Eles matavam as mães”, diz uma jovem mulher a um menino ao seu lado que, visivelmente instigado, pergunta sobre as razões de haver milhares de manifestantes em marcha pela Avenida de Mayo, em Buenos Aires, em direção à praça de mesmo nome. Este 24 de março talvez seja, para muitas das crianças desta nova geração, o primeiro contato real com o que foi o último golpe de Estado argentino, ocorrido há exatos 43 anos. A ruptura democrática de 1976 inaugurou uma sangrenta ditadura militar, que deixou 30 mil detidos desaparecidos pelas mãos do Estado de exceção vigente.
A mensagem de quem foi às ruas da capital argentina no domingo (24/3) é clara: “Nunca Mais”. A marcha na Argentina aconteceu uma semana antes do 31 de março, dia em que o golpe militar no Brasil completa 55 anos. Mas diferente do país vizinho, por aqui, ano após o ano, a ditadura é comemorada com festa e tem levado cada vez mais pessoas para as ruas. No ano passado, por exemplo, a data, que caiu em um sábado no meio da Páscoa, atraiu centenas na avenida Paulista pedindo intervenção militar. É comum chamarem o golpe de 1964 de revolução, bem como negar as atrocidades cometidas nos porões da ditadura brasileira, como já fez, mais de uma vez, o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Em um vídeo de 2016, Bolsonaro, que era deputado federal, solta rojões em frente ao prédio do Ministério da Defesa com uma faixa parabenizando os militares por não deixarem o país virar Cuba e diz: “Hoje é o dia da segunda independência do Brasil”. No ano passado, ele também fez comemorações.

Direitos Humanos: MPF contesta recomendação de festejos ao golpe de Estado de 64; apologia à prática de atrocidades massivas e crimes internacionais

Terça, 26 de março de 2019
Para o órgão do Ministério Público Federal, iniciativa da Presidência soa como apologia à prática de atrocidades massivas e crimes internacionais
Imagem: Agência Brasil
Imagem: Agência Brasil
A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, lançou nesta terça-feira (26) nota pública em que se posiciona acerca da recomendação feita pela Presidência da República ao Ministério da Defesa para que seja comemorado o aniversário de 55 anos do golpe de Estado de 1964 no Brasil, no próximo dia 31.
No documento, a PFDC destaca que o ato se reveste de enorme gravidade constitucional, pois representa a defesa do desrespeito ao Estado Democrático de Direito, já que celebra um golpe de Estado e um regime ditatorial que resultou em violações sistemáticas aos direitos humanos, além de crimes internacionais.

Malas: MPF ratifica denúncia apresentada contra Michel Temer

Terça, 26 de março de 2019
Do MPG
Ação foi apresentada inicialmente pela Procuradoria-Geral da República em 2017

O Ministério Público Federal no Distrito Federal ratificou, nesta terça-feira (26), a denúncia contra o ex-presidente Michel Temer, no caso da mala transportada pelo ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, contendo o montante de R$ 500 mil. A ação foi apresentada inicialmente pela Procuradoria-Geral da República em 2017, quando o acusado era presidente da República. Com o fim do foro privilegiado de Temer, o processo foi remetido à primeira instância e tramita na 15ª Vara Federal, em segredo de Justiça.

MPDF deflagra terceira fase da Operação Checkout. Licitações fraudulentas na Secretaria de Saude

Teça, 26 de março de 2019
Do MPDF
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), deflagrou nesta terça-feira, 26 de março, a terceira fase da Operação Checkout. Nesta etapa, foi cumprido mandado de prisão contra Daniel Veras de Melo. Ele é acusado de direcionar licitações em troca de recebimento de propina, quando era gerente de Hotelaria da Secretaria de Saúde do DF (SES/DF), em 2014. Daniel também é ex-subsecretário de atenção a saúde.

Bolsonaro, o anti-Vargas

Terça, 26 de março de 2019

Bolsonaro, o anti-Vargas
                                                            
Carlos Alberto Almeida*
A política de Bolsonaro visando demolir as estruturas estatais e desregulamentar a economia e os direitos sociais e trabalhistas, promovendo a desindexação, portanto eliminando seus mecanismos de reajustes dos benefícios sociais contidos na Constituição, atinge frontalmente as estruturas do Estado do Bem Estar Social criadas pelo Presidente Getúlio Vargas, estadista que mereceu elogio do então presidente dos EUA, Franklin Roosevelt, que qualificou o gaúcho como o pioneiro e inventor do New Deal, quando de sua visita ao Rio de Janeiro. “Getúlio começou em 1930, antes de mim que só cheguei ao governo em 1933”, disse Roosevelt, acrescentando que se brasileiro fosse, votaria em Vargas.
Bolsonaro pretende o estado mínimo, situação encontrada por Getúlio Vargas ao chegar ao Palácio do Catete, em 1930, com base numa Revolução armada, selada pela aliança cívico-militar. Uma aliança cívico militar, portanto, bem antes de Hugo Chávez nascer! Na altura, o Brasil possuía apenas 5 ministérios:  o da Fazenda   -  que pagava religiosamente a dívida externa sem examinar se verdadeira ou não -   o Ministério da Guerra, o da Justiça, Relações Exteriores e da Agricultura. Estado mínimo, tal como planejaria hoje o atual governo, reduzindo o tamanho do estado drasticamente. Ou como diz o atual Ministro da Economia, Paulo Guedes, “privatizar o máximo possível”. Inclusive, defendendo a redução suicida do contingente de funcionários públicos. Guedes disse que irá demitir o máximo possível de funcionários e que não vai recontratar. E que os aposentados não serão substituídos.  Ou seja, enquanto a população cresce e demanda mais serviços, o estado será minimizado, deixando a maioria pobre do povo sem escolas, sem hospitais, sem creches, sem vacinas, com mais sarampo, com mais favelas, com menos metrôs, menos água encanada etc. É, claramente, uma declaração de guerra ao povo brasileiro. Nem precisa exército invasor! Tudo ao contrário do realizado na Era Vargas quando o Estado foi expandido, estruturado, qualificado, tendo sido criado, inclusive, o DASP, com suas carreiras de estado, com os concursos públicos. Está claro, o Anti Vargas está a construir uma tragédia social, para implantar aqui uma colônia moderna.
Trabalho, o ministério da revolução!
De cara, ao extinguir o Ministério do Trabalho, Jair Bolsonaro arremeteu contra uma das primeiras e principais ações de Getúlio Vargas. Logo ao tomar posse em 1930, Vargas criou o Ministério do Trabalho, no qual montou uma comissão de especialistas, com elevada consciência social, tendo como membro central o advogado socialista e revolucionário Joaquim Pimenta, este sim o autor do texto base do que viria a ser, mais tarde, a Consolidação das Leis Trabalhistas, a CLT. Nada a ver com a Carta Del Lavoro, conforme foi falsamente divulgado pelos veículos da burguesia, inclusive em alas da esquerda. A liberdade sindical, o direito de greve, a jornada de trabalho de 8 horas, o salário mínimo o descanso semanal, enfim os direitos básicos do trabalhador foram edificados durante a Era Vargas, e é isso exatamente que Bolsonaro planeja destruir ao demolir o Ministério do Trabalho, para desregulamentar ao máximo todos os direitos trabalhistas. Já está clara a intenção de achatar o salário, a começar por desindexá-lo. Vargas chamava o Ministério do Trabalho de “o ministério da revolução”.
O Ministério da Previdência nasce em 1943
A proposta da Reforma da Previdência de Bolsonaro, atenta contra o princípio público e de generosidade social implantado, também na Era Vargas, em pleno Estado Novo, quando o presidente gaúcho criou o Ministério da Previdência, até então inexistente. Praticamente não havia aposentadoria para a grande massa trabalhadora, o que apenas passou a existir como direito concreto quando, criado o Ministério da Previdência, são criados, também na Era Vargas, os Institutos de Aposentadoria. Havia clara coordenação entre os institutos de aposentadoria e a legislação sindical impulsionados, ambos, por Vargas.
Villa-Lobos e a educação musical da juventude brasileira
Getúlio Vargas também criou o Ministério da Educação e Saúde. Hoje, representantes do atual governo, entre eles o Presidente do Banco do Brasil, emitem espantosas declarações  queixando-se do desperdício de recursos públicos por ser o  estado obrigado a sustentar a educação de crianças pobres.  Foi na Era Vargas que se expandiu vigorosamente a educação pública, com a formação em massa de professores, a Escola Nova, a construção de universidades, a criação da CAPES, e também dos Institutos Nacionais de Música, para o qual foi convocado o Maestro Villa Lobos, o maior compositor das Américas, com a finalidade de cuidar (formação) da educação musical da juventude brasileira. Villa Lobos aceitou prontamente o convite-desafio que Vargas lhe fez.
Ainda no plano da educação e da cultura, Getúlio Vargas criou a Rádio Mauá, a emissora dos trabalhadores, que contava com a participação de entidades sindicais em sua direção, além de  sábios como Roquete Pinto, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meirelles, Nestor de Hollanda, etc. A Rádio Mauá foi fechada pelo golpe pró-EUA, em 1964. Agora, Bolsonaro alimenta o desejo de fechar a comunicação pública estruturada na EBC. Enquanto Getúlio Vargas legalizou os desfiles das Escolas de Samba, retirando-as da marginalidade da lei, Bolsonaro ataca o carnaval de rua, democrático e popular, sempre criativo nas críticas a governantes. Em respeito à comunidade afro-brasileira, Vargas legalizou a Capoeira, antes proibida, e abriu o Teatro Municipal à comunidade negra, cujo acesso até então era vetado, lá instalando o Teatro Experimental do Negro, sob coordenação do genialAbdias Nascimento. E ainda criou o Instituto Nacional do Cinema Educativo, sob a direção de dois sábios, Roquete Pinto e Humberto Mauro, pai do cinema brasileiro. Bolsonaro e Vargas possuem antagonismos históricos irremediáveis!

Emendas de deputado bancaram compra de bonecas de pano a R$ 4,9 mil. Verba foi destinada por Israel Batista, na época em que era distrital, a contratos firmados pela Secretaria da Criança

Terça, 26 de março de 2019

Do Metrópoles

MANOELA ALCÂNTARA

SUZANO ALMEIDA


Era para ser um conto com final feliz, mas o projeto que levaria cultura e fortalecimento da leitura a 7.812 crianças matriculadas em 50 escolas públicas do Distrito Federal caminha para se tornar mais um exemplo de mau uso de dinheiro público. Cinco contratos firmados entre a Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude (Secriança) com duas entidades – o Instituto Terra Utópica (ITU) e o Instituto Brasília para o Bem-Estar do Servidor Público (Ibesp) – hoje são investigados por uma série de irregularidades e revelaram-se um conto do vigário.
O total de repasses chegou a R$ 5.081.947,37, sendo R$ 1,9 milhão disponibilizado por meio de emendas parlamentares de Israel Batista (PV) em 2016, quando o hoje deputado federal era distrital.

Agrotóxicos e autismo: relação demonstrada

Segunda, 26 de março de 2019
Maior pesquisa já feita sobre a exposição a venenos agrícolas, durante a gravidez, conclui que ela aumenta risco de desenvolver transtorno. Dados parecem devastadores

OUTRA SAÚDE

por Raquel Torres
Durante a gravidez e na primeira infância, a exposição a alguns dos agrotóxicos mais usados no mundo está ligada a um maior risco de as crianças desenvolverem o Transtorno do Espectro Autista. Essa é a conclusão de um dos maiores estudos já realizados sobre esses efeitos, e o artigo foi publicado ontem [20/3] no British Medical Journal.
Ligados à Universidade da Califórnia e com recursos do Instituto Nacional de Ciências da Saúde Ambiental dos EUA, os pesquisadores examinaram registros de mais de 38 mil pessoas nascidas entre 1998 e 2010 em uma região do estado marcada por grande atividade agrícola; 2.961 delas haviam sido diagnosticadas com o transtorno, sendo 445 também com diagnóstico de deficiência intelectual.

Negodai, o artista que canta Brasília como deve ser cantada

Terça, 26 de março de 2019

Por Negodai, artistas dos bons. Compositor e cantor do Gama, de Brasília, do povo

Bom dia!

A música Brasília faz parte do álbum Uma parte de mim, meu primeiro CD autoral. A força da poética usa, em alguns versos, nomes das composições do cantor e compositor Lenine. A música faz uma crítica à sociedade ainda fundamentada nos preconceitos, na má distribuição de renda, num país que humilha os seus, que não leva em consideração àqueles que ainda não possuem voz nem vez. A composição compara às cidades satélites de Brasília às lavadeiras do rio que também vivem à margem. Propõe a educação como solução para sair dessa condição de margem, mas enquanto isso não acontece o que se vê é violência e morte nas ruas do Distrito Federal e também de todo Brasil.

Música: Brasília
Autor: Negodai

Eu não sou nenhum Leão do Norte Eu sou aqui do centro do Centro Oeste Canto falo ando as ruas e ninguém me vê Meus ecos não ecoaram Minha voz não reverberará Silêncio só se for o das estrelas, Pois tal qual ele também tenho voz Também tenho voz! Também tenho voz! Grito no silêncio Ecoa a surdez Como surdo mudo, no submundo Surjo, sugo, jogo o jogo sujo Surto, solto ao Leo Querendo ver o clarão da aurora Sem surdina para atrapalhar Agora, meus olhos negros hão de ver Nego, nego nem que seja daí Onde ninguém possa ver ou escutar A surdina do congresso mudo Muda não o timbre, Mas a essência Não sou um arauto de Ariano Suassuna, Mas queria ser Sou um detrito no Distrito Que não luta vendo tanta podridão social Pobres, pretos! Pretos pobres! Voz sem vez, vez sem sorte Quanta igualdade, tanta diferença Aqui em Brasília é assim Um céu lindo brilha para todos, Mas os direitos não brilham iguais Do Lago, Lago Sul, Lago norte Santa Maria, Samambaia, estrutural, P Norte. Do Lago, Lago Sul, Lago norte Santa Maria, Samambaia, estrutural, P Norte. E tanta diferença se ver aos extremos! De um lado a ponte Do outro a sorte É isso aí, pessoas soltas, lançadas ao trote Sem voz nem vez, voz nem vez, mas morte No Gama, na Ceilândia, Itapoã Sobradinho, Planaltina, Taguatinga, Dvo São Sebastião, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Vicente Pires, Vila São José Riqueza e pobreza Significados tão distantes Insignificantes como significado Da injusta distribuição social Em alguns instantes A lavadeira do rio Que vive a margem Aqui denominadas, ora são cidades Com todo seu encantamento Se sentará em frente ao quadro negro para assim quem sabe Tirar a mancha que polui e mata não só o ambiente, mas toda nossa Toda nossa! Toda nossa! Toda nossa gente... Em alguns instantes A lavadeira do rio Que vive a margem Aqui denominadas, ora são cidades Com todo seu encantamento Se sentará em frente ao quadro negro para assim quem sabe. Tirar a mancha que polui e mata não só o ambiente, mas toda nossa. Toda nossa! Toda nossa! Toda nossa gente... Eeee ee eooo Toda nossa, Toda nossa gente

Empresa sueca produz cortina que reduz poluição do ar dentro de casa

Terça, 26 de março de 2019
Da
ONU no Brasil
Arranha-céus cobertos de fumaça, engarrafamentos tóxicos e uma série de chaminés podem ser as primeiras imagens que vêm à mente quando se discute a poluição do ar. Mas novas pesquisas mostraram as toxinas invisíveis que poluem o ar em nossas casas.
Com o aumento da conscientização nos países desenvolvidos, soluções que vão desde purificadores de ar a plantas de interior têm sido discutidas para ajudar a remover partículas perigosas do ar em residências.
Agora, a fabricante de móveis sueca IKEA produziu uma cortina que, segundo a empresa, purifica o ar usando uma superfície tratada com minerais que permite ao tecido desmembrar os poluentes quando entra em contato com a luz interna ou natural. O processo é semelhante à fotossíntese. O relato é da ONU Meio Ambiente.

Supremo recebe novas ADIs contra pagamento de contribuição sindical somente por boleto

Terça, 26 de março de 2019
Do STF
Chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais seis Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 6098, 6099, 6101, 6105, 6107 e 6108) para questionar a Medida Provisória (MP) 873/2019, na parte em que revoga a possibilidade de os trabalhadores – públicos e privados – autorizarem o desconto da contribuição sindical em folha de pagamento, determinando sua quitação apenas por meio de boleto bancário.

Direitos do Cidadão: MPF solicita ao governo informações sobre decisão judicial que deve impactar financiamento da educação básica no Brasil

Terça, 26 de março de 2019
Do MPF
Integrantes do Conselho Nacional de Educação foram convocados extraordinariamente para discutir o tema em reunião nessa terça-feira, embora não tenham sido informados sobre teor da decisão
Banner com o texto: Direito à educação.
A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, encaminhou nesta segunda-feira (25) à presidência do Conselho Nacional de Educação (CNE) pedido de informações acerca da origem e do conteúdo de decisão judicial que trata do Custo Aluno Qualidade (CAQ) e Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi). A decisão será tema de uma reunião da Câmara de Educação Básica, convocada extraordinariamente pelo Conselho para amanhã.

Força-tarefa denuncia Paulo Preto (operador do PSDB) e outras cinco pessoas envolvidas em esquema de lavagem de dinheiro desviado da Petrobras

Terça, 26 de março de 2019
Do MPF
Denúncia aponta que Paulo Preto lavou mais de R$ 100 milhões em favor da Odebrecht e da UTC, inclusive mediante compra de um imóvel no Guarujá
A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR) denunciou Paulo Vieira de Souza (operador do Partido Social Democrata Brasileiro – PSDB, conhecido como “Paulo Preto”), Rodrigo Tacla Duran, Fernando Migliaccio, Olívio Rodrigues, Marcello Abbud e Samir Assad por diversos crimes de lavagem de dinheiro. O operador do PSDB também foi denunciado por embaraço de investigação de organização criminosa.

Direitos do Cidadão: PFDC recomenda ao Incra imediata revogação de portaria que cerceia atendimento a movimentos do campo

Terça, 26 de março de 2019
Do MPF
Normativa foi publicada após Ministério Público questionar orientações feitas pelo órgão em memorando. Para a Procuradoria, nova orientação mantém restrições no diálogo com movimentos sociais
Foto: www.pexels.com
Foto: www.pexels.com
Diante das violações constatadas, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, encaminhou uma recomendação ao Incra na quinta-feira (21) para que a normativa seja imediatamente revogada, sob pena das ações judiciais cabíveis e sem prejuízo de apuração da responsabilidade civil e criminal de agentes públicos.Estão em desconformidade com os preceitos constitucionais e legais as orientações contidas na mais recente portaria publicada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para tratar do atendimento ao público prestado pelo órgão em suas unidades em todo o país.

segunda-feira, 25 de março de 2019

O FÓRUM PARA O PROGRESSO DA AMÉRICA DO SUL


Segunda, 25 de março de 2019



O FÓRUM PARA O PROGRESSO DA

AMÉRICA DO SUL

 

Wladmir Coelho

Reunidos na capital chilena oito presidentes sul-americanos oficializaram a criação do   Fórum para o Progresso da América do Sul (PROSUR) agregando, este novo organismo, os seguintes países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai e Peru.

Ao final do encontro de três horas os mandatários assinaram uma declaração de seis pontos apresentando, de forma genérica, a disposição destes em promover o progresso e o desenvolvimento da América do Sul, a criação dos meios necessários ao funcionamento do PROSUR.

Combater o Neoliberalismo É Dever Patriótico

Segunda, 25 de março de 2019
Por
Pedro Augusto Pinho

O prezado leitor poderia imaginar o que seria um mundo sem lei, sem normas, sem regulamentos. Como sobreviveria numa sociedade sem regras, sem diretrizes, sem um freio para instintos malévolos, mesmo que os entendamos minoritários? E como conseguiria algum progresso, algum desenvolvimento sem proteção para que pudesse, minimamente que fosse, usufruir dos benefícios alcançados?

Pois o neoliberalismo deseja exatamente isso, mas sem lei apenas, unicamente, para as finanças. Um mundo para as especulações, para as farsas, para os engodos, para os lucros nas transações ou manipulações financeiras.

Vamos compreender e analisar, a partir de alguns fatos históricos e ocorridos neste século, o que é o neoliberalismo e para onde tem nos levado.

Algumas pessoas, inclusive neoliberais, se prendem aos dogmas econômicos de Adam Smith (1723-1790) e David Ricardo (1772-1823), mas nem se dão conta de que estas reflexões são do surgimento da industrialização e hoje já vivemos numa sociedade da informação, pós industrial.

Sem querer avançar além das minhas pernas, é possível ver nestes pensamentos fora de época ou que se pretendem eternos, aliados do neoliberalismo, sua aliança com os neopentecostais e os "olavetes". Mas é  apenas uma suposição.

No discurso de posse na presidência dos Estados Unidos da América (EUA), ainda no início da crise de 2008/2009, Barack Obama acusou o neoliberalismo, dominante nos últimos 30 anos, como responsável pelas crises vividas na maior nação capitalista do planeta, construída pelo industrialismo, e que estava sendo destruída pelas finanças (http://nytimes.com/2009/01/20/us/politics/20text-obama.html).

Robert B. Reich (Supercapitalism: The transformation of business, democracy and everyday life, Knopf, NY, 2008) resume admiravelmente o que fora a era de ouro do capitalismo: aquele fundado na industrialização, controlado pelo Estado - EUA:

"A economia se assentava na produção em série. Ela era lucrativa pois havia uma grande classe média que tinha dinheiro para adquirir os bens assim produzidos. Esta classe média tinha dinheiro porque os lucros da produção eram divididos entre as grandes empresas, seus fornecedores, transportadores, comerciantes e empregados. O poder de negociação destes grupos, especialmente dos empregados, foi aumentado pela ação do Estado: quase um terço da mão de obra estava sindicalizada. E estes benefícios se irradiaram, se expandiram por todo país, chegando às pequenas cidades, aos veteranos de guerra, aos camponeses pela regulação dos serviços públicos, pelas estradas de ferros, telefones, energias, pelos subsídios, controles de preços e empréstimos públicos" (in Manfred B. Steger e Ravi K. Roy, Introdução ao Neoliberalismo, Actual, Coimbra, 2013).

Meus leitores sabem que o objetivo número um da banca - como abrevio o sistema financeiro internacional, o gerenciador do neoliberalismo - é transformar todos os ganhos, sejam dos lucros, dos alugueis, dos salários, dos tributos, em ganhos financeiros, quer pela posse direta quer pelas dívidas, a que são obrigados Estados, empresas e pessoas. O sonho capitalista morre nos juros.

Um exemplo histórico.
Por meio século (1776 - Independência dos EUA - a 1826 - derrota do projeto de Bolívar da União Hispano-Americana) tivemos um caso concreto da aplicação do dogma neoliberal do equilíbrio fiscal contra a prioridade para a industrialização sem restrições orçamentárias, nas Américas.
George Washington e Alexandre Hamilton foram os principais artífices da construção estadunidense. Quando se iniciava a Revolução Industrial, eles tiveram a visão e a coragem de abandonar os princípios mercantilistas-financeiros ingleses e se guiar pela proposta que está consignada no "Relatório sobre as Manufaturas", de Hamilton (in Alexandre Hamilton, Henry Carey e Friedrich List, Cartas da Economia Nacional contra o Livre Comércio, Capax Dei Editora, RJ, 2009). Surge então, das treze colônias, o país que seria o mais rico do mundo, cuja liderança se faz sentir por todo último século.

Bolívar e seu vice na Grã-Colômbia, Francisco de Paula Santander, também foram grandes libertadores, lideraram exércitos e políticas. No entanto, Santander, hostil ao protecionismo estadunidense, preso ao equilíbrio fiscal, se endivida junto ao B. A. Goldschmidt & Co em 4 milhões de libras esterlinas e conclui seu governo sem qualquer déficit público (Indalecio Lievano Aguirre, Bolivar, Editorial Oveja Negra, Bogotá, 6ª edição, 1987). A grande pátria hispânica se fragmentou em países até hoje subdesenvolvidos.

Muitos leitores questionarão, eivados de razão, que outras influências levaram a estas situações. Sem dúvida. Mas a possibilidade de produzir riquezas, a perspectiva concreta de melhoria de vida, a ação impulsionadora do Estado e não as restritoras, austericidas como a PEC do Fim do Mundo (PEC 55), em muito contribuíram para o erguimento estadunidense, tão apreciado por Bolsonaro, ao invés da crônica pobreza andina. Quando em casa não há pão, todos brigam, ninguém tem razão.

Outros inconvenientes neoliberais
Inúmeros são os prejuízos de toda sorte, não apenas para a economia, que o neoliberalismo traz para nações e pessoas. Mas limitar-me-ei a um econômico e dois na área psicossocial: preços de mercado, mudanças semânticas e legalidade da corrupção.
Objetivo neoliberal é a concentração de riqueza. Vem-nos à mente o banqueiro bilionário e o mendigo esfarrapado. Mas isto se dá muito fortemente no mundo das empresas.

O neoliberalismo que estamos tratando e será o objetivo da conclusão deste artigo é o que vigora nesta segunda década do século XXI. Há diferenças deste com os do século XVIII/XIX, que já vimos, e mesmo com os do século XX.

Antes mesmo da banca assumir a direção da economia ocidental, já se processava de modo acentuado a concentração empresarial. Nem precisamos dar o exemplo do petróleo onde apenas meia dúzia de empresas e poucos Estados controlam sua produção e preços. Os produtos de higiene que estão em suas casas são controlados (tipos, quantidades, preços) por cinco empresas financeiras, que manipulam trilhões de dólares alterando a seu único interesse as economias de nações europeias e do próprio EUA.

Falar em preços de mercado é ofender a capacidade do interlocutor. Quando se estabelece o "câmbio flutuante", o que se deve ler é que o valor da moeda nacional será ditado pelo interesse especulativo dos bancos internacionais. E isso não é teoria econômica. Em novembro de 2014, de tal forma prejudicou interesses empresariais e nacionais, que os EUA, o Reino Unido (UK) e a Suíça impuseram multas da ordem de centenas de milhões de dólares estadunidenses (USD) aos União de Bancos Suíços (UBS), HSBC, Citibank, Royal Bank of Scotland, JP Morgan e Barclays. E não foi um ponto fora da curva, mas um corriqueiro negócio que, tão somente, incomodou algum outro trilionário negociante.
Os governos militares, a partir de 1967, sabiam perfeitamente disso e estabeleciam não apenas uma, mas diversas taxas cambiais de acordo com os interesses nacionais em importações, exportações, e outros gastos em divisas.
As comunicações, quer nos aspectos técnicos da informática/cibernética, quer nas divulgações pela indústria cultural, comunicação de massa e redes virtuais - como tão bem exemplificou Steve Bannon e a Cambridge Analytica Ltd. nas eleições nos EUA e no Brasil - criaram uma nova semântica que, no mínimo, confunde a vítima.
Esta questão que envolve o signo e seus significados já fora objeto de estudo, nos primórdios do século XX, pelo filólogo suíço Ferdinand de Saussure. Em resumo trata do uso de um mesmo signo ou de emissão vocálica para diversos significados. Todo criptólogo conhece e usa estas possibilidades. Veja, por exemplo, a palavra reforma. No Governo de João Goulart era usada para mudanças que não interessavam às elites agroexportadoras, eram chamadas de "coisas de comunistas". Hoje interessa a estas mesmas elites e as reformas de Temer e Bolsonaro passam a ser a "salvação do País".

A banca foi quem melhor se apropriou das técnicas que se originaram na teoria da informação de Shannon & Weaver (Claude Shannon and Warren Weaver, The Mathematical Theory of Communication, The University of Illinois Press, Urbana, 10ª impressão, 1964) e na compreensão ampla de Norbert Wiener, em Cybernetics or Control and Communication in the animal and the machine (The M.I.T. Press, 2ª edição, 1965). Temas já tratados em diversos artigos.

Ainda na área psicossocial, temos a legalização da corrupção. Vejamos o que é corrupção.

Em "Corrupção Ensaios e Críticas", um dos coordenadores da edição (Editora UFMG, 2008), Leonardo Avritzer (Problemas Conceituais - Esfera Pública) escreve: "a corrupção tanto para Hannah Arendt quanto para Habermas está ligada a uma disputa pela forma política". Portanto, a condição de organizar as instituições, estruturar as leis, está no cerne da corrupção. O que não corrompe, necessariamente, a forma de governo, ou seja, a corrupção convive maravilhosamente com democracias e ditaduras, parlamentarismos e presidencialismos.

O parlamento, órgãos do judiciário e instituições especialmente dedicadas a zelar por interesses que atingem diretamente o sistema financeiro, como o Banco Central, são focos do neoliberalismo. As formas de corromper não se limitam nas trocas de favores e transferências de valores monetários ou quantificáveis. Elas também trabalham na compreensão dos agentes, das pessoas, daí a extraordinária importância que a banca, desde seu primeiro instante, deu à informação, às comunicações.

Tomemos o caso da dívida, tão bem descrito e qualificado pela auditora Maria Lucia Fattorelli (https://www.brasildefato.com.br/2019/03/07/bancos-sao-responsaveis-pela-crise-diz-coordenadora-da-auditoria-cidada-da-divida/).
Resumindo. Temos um assalto invisível dos recursos nacionais que começa com a sonegação, as isenções e "incentivos fiscais" - com exceção da sonegação, que é um crime raras vezes punidos e muitas vezes perdoado, todos são legais.

Ora as receitas ficam insuficientes para as despesas. Os bancos se aproximam com seus recursos e pressionam o Banco Central pelos juros. Cria-se um ciclo vicioso com a dívida que corroi a receita pública. Acopla-se também a prioridade no pagamento dos juros levando saúde, transporte, educação à míngua e à dependência de populismos e corrupções de boteco.
Fecha-se com a inclusão do sistema financeiro na absorção dos recursos dos tráficos (drogas, armas, contrabandos) e na lavagem do dinheiro. Exemplos são inúmeros, e sempre fora do alcance, como o doleiro Dario Messer ou escondido das próprias autoridades, como o banqueiro David Muino. Para consulta ao Sergio Moro!

Conclusão
São inúmeros os males trazidos pela ideologia neoliberal. Corrompe a economia, a política, o psicossocial e a própria defesa nacional. Transformam um país numa colônia de banqueiros, como em 1934 já denominava seu livro o grande historiador brasileiro, nascido em Fortaleza, em 29 de dezembro de 1888, Gustavo Barroso, de quem transcrevo:

"A escravização se opera através dos favores, dos empréstimos, pois o primeiro passo para tornar um governo escravo é torná-lo devedor" (Brasil Colônia de Banqueiros, Revisão Editora, Porto Alegre, 1989).

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

Sem direitos: A mãe de um jovem negro que não teve direito à vida

Segunda, 25 de março de 2019

Da

‘O Estado tirou o direito de ver meu filho crescer’, denuncia Bruna Silva, mãe de Marcus Vinicius, morto aos 14 anos na Maré


“Quero conhecer a democracia e a justiça”, afirma Bruna Silva. Para ela, em todos os dias dos seus 36 anos de vida, sempre foram apenas palavras. Democracia. Justiça. Direitos. Tudo de se ouvir falar. Nada de se viver.
Negra, mulher e favelada, Bruna faz parte da maioria de brasileiros a quem o acesso a algum direito básico sempre foi negado. Nascida em São João de Meriti, viveu a vida toda em uma favela, o Complexo da Maré, um dos maiores da cidade do Rio de Janeiro, na zona norte da capital fluminense. Sua mãe trabalhava de 15 em 15 dias como auxiliar de serviços gerais, a mesma função que Bruna seguiu. Como tinha de trabalhar, só pode estudar até a terceira série do ensino fundamental. Seu marido é assistente de pedreiro e pai dos seus dois filhos, um menino e uma menina. O menino, Marcus Vinícius, é agora motivo de luta.

Artigo | Moçambique e o preço pago pelos mais pobres pelo aquecimento global

Segunda, 25 de março de 2019
Cientista defende que países pobres, expostos ao caos climático, sejam compensados pelos países ricos e corporações

Do
Brasil de Fato
Alexandre Costa*

Pessoas ilhadas aguardam resgate em Moçambique após passagem do Ciclone Tropical Idai.  - Créditos: Foto: Chris Sherrard (Irish Mirror)

Neste ano já tivemos enchentes devastadoras associadas a eventos extremos aqui mesmo no Brasil (com impacto bastante severo em nossas megacidades, Rio e São Paulo), nos EUA (com enormes danos e prejuízos em Minnesota e Nebraska).

Mas, como em tantas outras ocasiões, eventos similares produzem impactos maiores - e um número bem maior de mortes - quanto mais pobres e vulneráveis forem os países e as comunidades sobre os quais eles se abaterem.

Casos de dengue crescem 224% no Brasil com 229 mil pacientes este ano

Segunda, 25 de março de 2019
Doença mata 62 pessoas nas primeiras 11 semanas de 2019

Por Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil  
Dados do Ministério da Saúde divulgados hoje (25) apontam que o Brasil registrou 229.064 casos de dengue apenas nas 11 primeiras semanas deste ano. O número significa um aumento de 224% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados 62,9 mil casos.

Numa semana tumultuada em que o Ibope devastou e constatou. A impopularidade total de Bolsonaro e do seu desgoverno. Que ele mesmo frustrou, decepcionou e humilhou o país. Em que o retrocesso da Previdência é mais do que visível e não será concluído no primeiro semestre. A grande atração é a prisão esperada e demorada, do ex-presidente corrupto e usurpador

Segunda, 25 de março de 2019
Por
HELIO FERNANDES*

O juiz Marcelo Bretas, tem tudo para colocar Temer num patamar tão negativo e irrecuperável, que ficará sem liberdade pelo resto da vida, e entrará negativamente na Historia, para sempre. Numa decisão longa e corretíssima, Bretas cuidou de tudo, sem erros ou equívocos. Começou evitando intrigas ou imaginários confrontos com o STF, definindo sua competência e a base para a prisão.

Veemente, incisivo, elucidativo e definitivo: "A prisão do ex-presidente, NADA A VER COM CAIXA 2" .

E para não deixar duvida completou e complementou: "Temer foi preso pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro, corrupção, recebimento de propinas, formação de quadrilha, obstrução da Justiça".