Quinta, 8 de maio de 2020
Do MPF
Liminar pretende assegurar reparação dos danos causados em caso de condenação futura
Arte: Secom/PGR
A Justiça Federal acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) e concedeu liminar que decreta a indisponibilidade de bens dos envolvidos na ação de improbidade administrativa que apura irregularidades nas obras do BRT-Sul. Entre os acusados estão o ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz e o vice, Tadeu Filippelli. Investigações conduzidas pelo MPF e pela Polícia Federal apontam a existência de um esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e construtoras, que, por meio de processos licitatórios fraudulentos, combinavam pagamento de vantagens indevidas. O bloqueio supera o montante de R$ 28 milhões.
As informações das fraudes foram obtidas durante as investigações da Operação Lava Jato por meio do acordo de colaboração premiada firmado entre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e executivos das empreiteiras Andrade Gutierrez e Odebrecht. O esquema começou durante as eleições de 2006, quando o então candidato a governador do DF José Roberto Arruda e seu futuro secretário de Obras, Márcio Machado, estruturaram acordos de mercado com empreiteiras atuantes no Distrito Federal. Elas deveriam contribuir financeiramente com a campanha eleitoral e repassar parte dos pagamentos quando as obras começassem.

