Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."

(Millôr Fernandes)
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quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Descubra os segredos do sistema da dívida pública na live da TV Fórum com a participação da ACD

Quarta, 30 de agosto de 2023

Em uma live altamente educativa promovida pela TV Fórum, Maria Lúcia Fattorelli falou sobre o que está por trás do mistérios do sistema da dívida pública,  foco do trabalho da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD).\Entrevistada pelo jornalista Luiz Carlos Azenha, a fundadora da ACD contou a história da entidade, lembrando dos tempos do plebiscito popular no ano 2000, marcando o início de uma jornada para questionar a dívida do nosso país.

Maria Lúcia também trouxe à tona um paralelo impressionante entre a dívida brasileira e a de países da América Latina, com destaque para o Equador. Os mecanismos e interferências do FMI foram analisados, revelando padrões chocantes. A mesma história se repete, seja aqui ou lá.

Confira esta conversa esclarecedora. Assista à entrevista completa no vídeo abaixo e descubra como a Auditoria Cidadã da Dívida está trabalhando para um futuro financeiro mais justo e transparente para todos. 🎥🔗

https://youtu.be/1ivHOrHARt4?si=DVoZETRHueJcw6am

 Acesse também: https://www.youtube.com/watch?v=1ivHOrHARt4


#AuditoriaCidadãDaDívida #ACD #TransparênciaFinanceira #EmpoderamentoSocial

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

LIVE 12/12 (segunda-feira): ACD mostra à Equipe de Transição de Lula que temos R$ 5 TRILHÕES em caixa

 Sexta, 9 de dezembro de 2022

Da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD)

Nesta segunda-feira (12/12) a live da Auditoria Cidadã da Dívida vai tratar do conteúdo da Carta Aberta entregue à Equipe de Transição do Governo Lula, que aconteceu na última quarta-feira(07), no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília e contou com a participação da coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli e diversos representantes de várias entidades da sociedade civil. A Carta Aberta formulada pela ACD contém os principais aspectos a serem enfrentados pelo governo federal eleito e pelo Congresso Nacional, em especial os trilhões que temos em caixa há anos, reservados para o Sistema da Dívida. A Carta foi recebida pelo coordenador executivo do governo de transição, Floriano Pesaro e o economista Adauto Modesto Junior (membro do grupo de Planejamento, Orçamento e Gestão). Participe com a gente e acesse a Carta Aberta em: https://auditoriacidada.org.br/conteudo/carta-aberta-ao-presidente-eleito-luiz-inacio-lula-da-silva-ao-congresso-nacional-e-a-sociedade/

É ao vivo no Facebook da ACD e também em nosso canal no Youtube: https://www.youtube.com/@AuditoriaCidadadaDivida


terça-feira, 24 de maio de 2022

O rombo das contas públicas está no Sistema da Dívida

Terça, 24 de maio de 2022


Em meio a absurdas tentativas de contrarreformas e de privatizações dos nossos patrimônios públicos, o governo segue abdicando de nossa soberania nacional (privatização da Eletrobras, com a Petrobras já na mira) e tentando sucatear os serviços públicos (PEC 32 da reforma administrativa) atacando servidores e servidoras que trabalham em prol da população. Enquanto isso, banqueiros e rentistas enriquecem ainda mais vendo o principal vilão do rombo das contas públicas seguir intocado: o Sistema da Dívida.

Em dados corrigidos pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) nos últimos 20 anos podemos comprovar que os gastos financeiros com juros e amortizações da dívida e seus saltos coincidem com a produção de crises e desequilíbrios fiscais, econômicos e sociais. É AÍ QUE ESTÁ O PROBLEMA DAS CONTAS PÚBLICAS! É preciso atacar a raiz do problema e tirar esse “aspirador de recursos” da tomada, já que como afirmou o Tribunal de Contas da União (TCU), nem mesmo para investimentos esses gastos têm servido! #AuditoriaJá

Saiba mais em https://auditoriacidada.org.br/carta-aberta-questiona-reforma-administrativa-pec-32-2020/ e https://auditoriacidada.org.br/conteudo/gasto-com-divida-publica-sem-contrapartida-quase-dobrou-de-2019-a-2021

sábado, 18 de agosto de 2018

Nova realidade social sob o domínio financeiro

Sábado, 18 de agosto de 2018
Este capitalismo financeiro passa a ser o centro irradiador da corrupção.

Por 
Pedro Augusto Pinho

Ainda não houve a indispensável divulgação da mudança extraordinária que ocorreu no mundo, mas, no que me é importante, no Brasil; que altera, de modo radical a luta social e a conscientização do povo.

Não há única matriz, mas diversos eventos que, embora se desenvolvessem independentes, tiveram uma orientação, certa homogeneidade e o mesmo destino para formação do poder.

Estes eventos são:

a) o acirramento das contradições do capitalismo com o poder cada vez maior do capitalismo financeiro e seu braço operacional: o sistema financeiro internacional, a banca, como o abrevio;

b) o apogeu tecnológico com base na teoria da informação. A informática atinge todo sistema produtivo e, em decorrência, a condição de trabalho;

c) outras vertentes da informação são a comunicação de massa e a mídia digital;

d) alteração nos centros de poder com consequências relevantes para as instituições político-administrativas; e

e) novos padrões morais.

Poderia acrescentar a relação do homem com a natureza, mas as alterações foram decorrentes da tecnologia e da busca por insumos novos.

Todos estes eventos tiveram condições históricas e realidades regionais distintas. E não pretendo desenvolvê-los em sua universalidade, mas restringir meu olhar ao Brasil.

O BRASIL QUE NUNCA SE INDUSTRIALIZOU

Li, certa época, que a grande tragédia era entrar na decadência sem ter vivido o apogeu.

Examinando nossa história vemos que os interesses coloniais sempre foram condicionantes de nossa evolução civilizatória. Não perderemos tempo com o Império, embora algumas mazelas daquele período se perpetuem.

Creio que o grande romance “Macunaíma, o herói sem nenhum caráter”, de Mário de Andrade, apresenta alguns elementos que nos instruem sobre estas mazelas. A mais danosa, cruel e permanente é que o Brasil escondeu o trabalho.

“Ai! Que preguiça!...

E não dizia mais nada. Ficava ........ espiando o trabalho dos outros”. (todas citações são da 19ª edição, pela Editora Itatiaia, 1983).

O senhor é retratado, valorizado, estudado em oposição ao escravo, escondido, menosprezado, agredido. Jamais houve um partido, um projeto nacional de construção da cidadania. Esta herança será fundamental para a dominação colonial. Voltarmos para o exterior. Hoje, quando o conjunto das contradições torna a vida da classe média difícil, sem horizonte, não se pensa em reconstruir o País, reformar as instituições, mas “ir para Portugal”.

“Inda não tenho bastante força não. Macunaíma refletiu. Agarrou num dente de ratinho chamado crô, fez uma bruta incisão na perna, de preceito pra que é frouxo e voltou sangrando para pensão”.

O incrível é o desgarramento da realidade e o apelo macunaímico à fantasia. No romance, alguns bons críticos apontam o Brasil de Mário de Andrade como “um país em formação”. Mas já se passou um século, houve profunda e ampla mudança econômica e tecnológica, e continuamos buscando o milagre de fora, sem consciência de nós mesmos.

Poderia, sem estar simplificando em excesso, afirmar que a luta republicana foi pela industrialização, sempre provocadora dos golpes para os retrocessos.

O maior contato das Forças Armadas com a capacitação industrial, pelo avanço bélico, em especial da I Grande Guerra, fez surgir o tenentismo, fonte da Revolução de 1930.

A Revolução de 1930, como ocorrerá neste século 21 com os governos Lula, buscou uma acomodação dos impulsos progressistas das Forças Armadas (que não era unânime, mas majoritário) com os interesses da poderosa classe rural. A contrarrevolução de 1932 mostrou a Vargas que havia muito mais do que a insatisfação de um segmento da elite paulista. Havia o antigo dominador, o capital financeiro inglês, desejando reapoderar-se do Brasil. O Estado Novo, com apoio do novo colonizador – os Estados Unidos da América (EUA) – sufocou, mas não extirpou o que chamamos hoje “ruralismo”.

O golpe contra Getúlio foi o golpe contra a industrialização nacionalista, contra o poder que se formava no Brasil. São inúmeros os fatos, como o narrado pelo jornalista José Augusto Ribeiro sobre a chantagem de Assis Chateaubriand contra a criação da Petrobrás, que comprovam. As medidas de Café Filho, diametralmente opostas a de Vargas, parecem as de Temer substituindo Dilma Rousseff.

Tentaram-se golpes contra Juscelino, posse de Jango e finalmente, em 1964, vence o anti-industrialismo. Mas ainda permanecia um sentimento tenentista nas Forças Armadas e ocorre o contragolpe de Costa e Silva e o Brasil conhecerá, por 12 anos, o progresso industrial (1967-1979).

Devemos assinalar que, durante o Governo Geisel, que desenvolveu com algum sucesso as quatro tecnologias de ponta: informática, aeroespacial, nuclear e das energias renováveis, o mundo estava sendo dominado pelo capitalismo financeiro. E será a banca que aplicará os golpes para designação do General Figueiredo e para eleições de Collor e de Fernando Henrique Cardoso (FHC).

CONVIVÊNCIA IMPOSSÍVEL COM A BANCA

No século passado apontava-se a impossibilidade de conviverem o capitalismo industrial e o socialismo industrial. Desdobrou-se na industrialização bélica (complexo industrial-militar) em ambos os mundos: EUA e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). As tentativas de harmonização socialismo-capitalismo, como a democracia cristã e a social-democracia, foram detonadas por ambas ideologias, procurando a hegemonia em sua própria área de ação, seus espaços nos Estados nacionais: à direita e à esquerda.

Mas se havia a industrialização como plataforma comum, hoje, com o capitalismo financeiro, não existem pontes identificáveis entre a esterilidade rentista e o investimento reprodutivo. São, agora sim, dois mundos irreconciliáveis.

Vejamos no campo das instituições. O sistema financeiro vem destruindo os Estados Nacionais. É a consequência óbvia de um modelo que não gera atendimento às necessidades humanas, centrado na financeirização da vida e na concentração de riqueza. Os Estados Nacionais, mesmo com suas mínimas condições de sobrevivência, constituem um entrave á circulação do dinheiro e ao valor máximo, especulativo, do capital. Luiz Gonzaga Belluzzo, em artigo de 14/08/2018, “Acionistas de Valor”, escreve sobre “maximizar a extração de valor de um ativo já existente em detrimento da criação de valor mediante o investimento em um novo ativo reprodutivo”.

Este capitalismo financeiro passa a ser o centro irradiador da corrupção.

Vejamos a efetiva economia atual. Considerando o Produto Interno Bruto do Brasil (PIB) de US$ 1,8 trilhões, sabemos de quatro Fundos de Investimentos, podem ser mais, com valores muito superiores ou iguais à soma de nossas riquezas.

O gigantesco Blackrock com US$ 6,4 trilhões, o Vanguard Group com US$ 5,1 trilhões, o State Street Global Advisors com US$ 2,8 trilhões, Fidelity Investments com um PIB brasileiro. Como agem estes fundos?

Primeiro dominam todo um segmento econômico. Se você ainda se ilude com a concorrência, com a competição, saiba, por exemplo, que as grandes fabricantes de automóvel no ocidente (Ford, General Motors, Fiat, Volkswagen) tem entre seus principais acionistas a Blackrock e a Vanguard. O mesmo ocorre nas petroleiras, nas fabricantes de alimentos, produtos de higiene, farmacêuticos e em muitos mais. Ou seja, o mundo está nas mãos destas e de outras de menor porte mais poderosas, como, a Berkshire Hathaway, do bilionário Warren Buffet, com investimentos de quase meio PIB do Brasil, ou a europeia, Allianz Global Investors, com cerca de US$ 590 bilhões, etc.

E estes capitais tem, em grande parte, endereços nos paraísos fiscais.

Segundo, submetendo os Estados Nacionais ao seu domínio, quando não for  possível destrui-los (Líbia, Iraque, Ucrânia, Afeganistão). No Brasil, a banca, que já se apossara da mídia, concentrada em seis grupos familiares, comprou a cúpula do judiciário. Estas duas aplicações eliminaram a legislação em vigor, a garantia jurídica, e a confiança nas instituições, o reconhecimento do Estado.

Vivemos, pois, num Estado de absoluta insegurança: da existência, da propriedade, do uso e receita dos bens, do emprego, dos atendimentos de toda ordem. Um faroeste de cinema onde não há o mocinho.

SEGREDO DO MÁGICO E ALIENAÇÃO NACIONAL

É velho o truque do mágico: chama a atenção para onde não faz a mágica. A corrupção foi o truque do mágico para o golpe de estado e a implantação de um governo 100% da banca. Isto é, todos “poderes” da República agem e decidem favoravelmente ao sistema financeiro internacional.

O mais danoso é o poder judiciário. Por muitos anos, o poder judiciário estadunidense condenando grandes corporações, pessoas milionárias, manteve a confiança das demais instituições e do povo, foi poder sem contestação. No Brasil, atual o poder judiciário, com a cúpula inteiramente dominada pelos interesses da banca, perdeu a credibilidade e o respeito da população. É um poder sem perspectiva, que pode ser destituído por um governo nacionalista ou popular. Ele é gerador da insegurança.

E, assim, vão sendo alienadas as riquezas naturais e industriais do Brasil.

“Macunaíma aproveitava a espera se aperfeiçoando nas duas línguas da terra, o brasileiro falado e o português escrito”.

O Brasil de hoje tem duas línguas, duas percepções: a da elite voltada para fora e a do povo vivendo e voltado para o País.

O colonizador, a banca, coloca no poder os que não têm compromisso com a nacionalidade, Nacionalismo passa a ser o comunismo do século passado.

E o capitalismo financeiro, sem compromisso que não seja da multiplicação do capital e da conquista do poder, assume as mais diversas e contraditórias causas para cooptar pessoas, partidos, organizações.

Se o luta das mulheres pelo controle de seu corpo tem mais aceitação, ali ele será a favor do aborto; se a sociedade é bastante conservadora e a Igreja tem influência, a banca será contra o aborto. Foi assim que obteve voto socialista na França e, na eleição seguinte, voto conservador. Nas questões transversais, a banca é contra e a favor de todas as causas. O que desconcerta e desnorteia muitos cidadãos sérios e crédulos.

O comportamento da banca, nesta eleição presidencial no Brasil, seria até cômica se anunciasse a grande tragédia do fim do Estado Nacional.

A paz está longe de ser um objetivo da banca. Assim, podemos ver a mão visível do mercado nos candidatos bélicos, que abertamente pregam a distribuição de armas, a violência física, e nos candidatos que tentam convencer do paraíso que espera a sujeição de tudo e todos as capital financeiro.

Não creio ser difícil, ao atilado leitor, verificar a direção da mão do mágico e não se iludir. Nam tanto, diria eu, como os candidatos aos cargos executivos, mas, e principalmente, aos cargos no Congresso Nacional.

Este Congresso chegou ao fundo do poço, quando, de modo agressivo e farsante, no domingo, 17 de abril de 2016, 367 deputados federais votaram pelo afastamento da Presidente Dilma e 137 contra. Decisão confirmada pelo Senado e pela omissão do Supremo Tribunal Federal (STF). Como se expressou o senador Romero Jucá, do MDB de Roraima, presidente do partido, “com o Supremo, com tudo”.

Assim, os brasileiros precisam saber que mais do que candidatos, estará elegendo a possibilidade do reerguimento do Estado Nacional Brasileiro ou uma enorme e rica colônia da banca, ao votar em outubro próximo.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado 

domingo, 25 de dezembro de 2016

Um cronograma para devolver aos estados dinheiro que lhes foi roubado

Domingo, 25 de dezembro de 2016
Essa será a resposta que o próximo Governo brasileiro - não este que está aí, claro, mergulhado em corrupção e más intenções - pode dar ao neoliberalismo.
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Da Tribuna da Imprensa Sindical
José Carlos de Assis

No artigo anterior demonstrei que grande parte da dívida dos Estados junto à União é tecnicamente nula. Não só isso. Para pagar uma dívida inventada pelos tecnocratas da Fazenda federal no governo Fernando Henrique e confirmada nos governos posteriores de Lula e Dilma, os Estados foram obrigados a recorrer a endividamento externo adicional - o que Maria Lúcia Fatorelli, a grande especialista brasileira em dívida pública, assim como eu próprio, classificamos simplesmente como “aberração”. Em síntese, para pagar uma dívida que não existia em reais, os Estados se endividaram em dólar.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Veja vídeo em que a ex-presidente do parlamento grego fala sobre os fatos que levaram seu país à falência

Sexta, 2 de dezembro de 2016
A exposição foi no dia 24 de novembro. Veja o vídeo e entenda também o que nos espera aqui no Brasil com as medidas ecônomicas do governo Henrique Meirelles/Temer.
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Da Auditoria Cidadã da Dívida
Convidada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, a deputada grega Zoe Konstantopoulou, ex-presidente do Parlamento do país europeu e fundadora do partido Viagem para a Liberdade, alertou os senadores sobre o risco da financeirização da economia das nações em benefício de bancos e grandes corporações financeiras.

“Nada deve justificar a violação da democracia, liberdade e dignidade humana”, reforçou.

Ela relatou a experiência grega, que envolvida em esquemas financeiros, levou o país a uma crise econômica, social e política grave.

A ex-presidente do parlamento grego foi convidada para relatar os fatos que levaram o país aos caos econômico e social e como a auditoria da dívida grega revelou fortes mecanismos fraudulentos de emissão de dívida pública. “Estados não são companhias, ao contrário, devem ser garantidores de direitos do povo”, defendeu Konstantopoulous.

Ela sugeriu resistência aos projetos que impõe sacrifícios à população em benefício de interesses financeiros.

Confira a palestra completa:

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

terça-feira, 22 de novembro de 2016

PLS 204: Zoe Kostantopoulou vem ao Brasil falar sobre o esquema financeiro que quebrou a economia grega

Terça, 22 de novembro de 2016
Da Auditoria Cidadã da Dívida
Diante da possibilidade de aprovação do Projeto de Lei do Senado (PLS) 204/2016, que visa legalizar um esquema de geração de grandes somas de dívida pública, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal irá realizar audiência pública, na próxima quinta-feira (24) para debater o assunto.
Por ter um formato idêntico ao aplicado na Europa a partir de 2010, que literalmente quebrou a Grécia e respondeu pelo aprofundamento da financeirização e crise econômica no continente, o debate terá a participação da ex-presidente do parlamento grego, Zoe Kostantopoulou que irá relatar a experiência grega.
O PLS 204, de autoria do então senador José Serra, esse projeto, ocultado sob a propaganda de antecipação de receitas por meio da securitização de créditos de dívida ativa e outros, na verdade é mais um mecanismo que destina recursos públicos para o sistema financeiro. O esquema utiliza empresas não dependentes criadas para esse fim.(entenda mais: https://goo.gl/lvvJPe)
Zoe foi presidente do parlamento grego e foi dela a iniciativa de criar uma comissão para realizar uma auditoria da dívida do país, para a qual foi convidada a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli.
Serviço:
Audiência Pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)

Data: 24 de novembro
Local: CAE Senado Federal
Horário: 9 horas
Participem!

Ex-presidente do parlamento grego, Zoe Kostantoupoulou

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No próximo dia 24 (quinta-feira) será na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no Senado.

Já no dia seguinte, na sexta-feira (25/11), o evento será na UNB. Veja abaixo a programação.

Clique na imagem para torná-la mais nítida.

domingo, 6 de novembro de 2016

Desobedecer aos credores para romper a austeridade

Domingo, 6 de novembro de 2016
Do Esquerda.Net
A experiência mostra que os movimentos de esquerda podem chegar ao Governo sem conquistar o poder. A democracia, ou seja o exercício do poder pelo povo e para o povo, requer muito mais.

Por Eric Toussaint, Fátima Martín, CADTM.

Em 2015 o problema colocou-se na Grécia com o Syriza e no futuro colocar-se-á em Espanha e noutros países da Europa com as forças de mudança.

A questão colocar-se-á a qualquer movimento de esquerda que chegue ao Governo numa sociedade capitalista. Quando uma coligação eleitoral chega ao Governo, não obtém poder real, porque o poder econômico (que depende da posse e controlo dos grupos financeiros e industriais, dos grandes meios de comunicação privados, do grande comércio, etc.) permanece nas mãos da classe capitalista, ou seja, dos 1 % mais ricos da população. Além disso essa classe capitalista controla o Estado, o poder judicial, os Ministérios da Economia e das Finanças, o Banco Central (link is external) … Na Grécia e em Espanha, como noutros países, um Governo determinado a exercer mudanças estruturais reais terá de entrar em conflito com o poder econômico, para debilitar e portanto acabar com o controlo da classe capitalista sobre os meios de produção, os serviços, a comunicação social e o aparelho de Estado.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Auditoria Cidadã da Dívida é intolerante às fraudes. (Resposta ao jornal Folha S. Paulo)

Quarta, 5 de outubro de 2016
Da Auditoria Cidadã da Dívida

Maria Lucia Fattorelli
(Resposta ao jornal Folha S. Paulo)

Em geral, acredita-se que a dívida pública funciona como uma dívida pessoal. A dedicação de 16 anos à investigação do endividamento público no Brasil e outros países permitiu à Auditoria Cidadã da Dívida identificar que existe um “Sistema da Dívida”. O endividamento público está operando às avessas: em vez de ser um instrumento que aporta recursos aos orçamentos públicos, tem funcionado como um contínuo e crescente escoadouro.

A principal característica do “Sistema da Dívida” é a ausência de contrapartida real, ou seja, “dívidas públicas” são geradas por mecanismos financeiros de vários tipos. O dinheiro não entra.

O histórico da dívida compreende escândalos que passam até por suspeita de renúncia à prescrição, além da transformação de dívidas privadas em públicas. Novamente, o dinheiro não entra. Isso ocorreu em âmbito federal e estadual, como provou a CPI da Dívida concluída em 2010. O Banco Central (BC) respondeu expressamente que houve SIM transformação de dívidas privadas em públicas. Nos estados, a transformação de passivos dos bancos privatizados em “dívida pública” foi um escândalo e até hoje impacta fortemente suas finanças.

Operações suicidas realizadas pelo BC têm gerado centenas de bilhões de dívida pública sem contrapartida alguma ao país: o estoque da dívida interna saltou de R$3,204 trilhões em 31/01/2015 para R$3,937 trilhões em 31/12/2015, ou seja, a dívida cresceu R$732 bilhões em 2015. Onde foi parar essa montanha de dinheiro? Grande parte disso alimentou as escandalosas e sigilosas operações de swap, mediante as quais o BC garante a variação cambial a privilegiados contratantes, além da remuneração diária de toda a sobra de caixa dos bancos (operações compromissadas), em volume que alcança R$1 trilhão. Ambas de legalidade duvidosa e sem transparência alguma.

A CPI comprovou que grande parte dos juros (despesas correntes) está sendo contabilizada como se fosse amortização (despesa de capital). Isso tem possibilitado uma burla à Constituição Federal (art. 167, III), que proíbe emissão de títulos para pagar despesas correntes. Essa manobra tem provocado a emissão de centenas de bilhões de títulos para pagar juros, o que é inconstitucional! Dados oficiais indicam a destinação de quase 50% do orçamento federal, todo ano, ao pagamento de juros e amortizações da dívida. Basta destinar “12,5 segundos” para ver os dados do SIAFI no site do Senado.

Essas são algumas evidências de que a dívida pública não tem sido gerada por excesso de gastos sociais ou investimentos importantes para a sociedade que paga a conta. A dívida tem crescido devido a mecanismos financeiros e juros abusivos, além de juros sobre juros, o que é ilegal. A Súmula 121 do STF não deixa margem a dúvidas: “É vedada a capitalização de juros, ainda que expressamente convencionada.”

A Auditoria Cidadã da Dívida trabalha exclusivamente com dados e documentos oficiais e exige completa transparência, a fim de separar fraudes do que efetivamente devemos. Sequer sabemos a quem devemos, pois os detentores dos títulos são tratados com sigilo!

Por tudo isso, são descabidas as incriminações feitas pelo colunista da Folha, Alexandre Schwartsman, quando atrela “auditoria da dívida” a calote; acusa de fazer “confusão deliberada”, e chama de “caso de intolerância à dívida”. Na verdade, somos intolerantes às fraudes que têm impedido a vida digna em nosso rico país.

Publicado no dia 01/10/2016

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Há como evitar o caos? (Republicado)

Terça, 3 de fevereiro de 2016
Republicação do artigo postado aqui no Gama Livre ontem (2/2) às 0h19.
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Adriano BenayonDelfim Netto concedeu entrevista a Claudia Safatle, do Valor. Foi czar da economia em governos militares. No de Geisel, embaixador em Paris, voltando com Figueiredo. 
2. Muito ligado a banqueiros, ingressou no governo pela mão do Bradesco. Favoreceu as transnacionais com enormes subsídios às exportações, que não evitaram o crescimento exponencial da dívida externa. Depois, deputado e conselheiro de presidentes na Nova República.    Ninguém mais representativo do establishment.
3. Disse haver poucas chances de impeachment da presidente da República e que esta deveria, com urgência, assumir protagonismo,  apresentando ao Congresso projetos de reforma constitucional e infraconstitucional.
4. Também, que o Congresso deve ser pressionado a aprová-los, sem o que o caos será inevitável e se materializará nos próximos anos.
5. Ele propõe quatro reformas:  Previdência Social, desvinculação dos gastos orçamentários, desindexação e  mercado de trabalho.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Há como evitar o caos?

Terça, 2 de fevereiro de 2016
 Adriano Benayon
Delfim Netto concedeu entrevista a Claudia Safatle, do Valor. Foi czar da economia em governos militares. No de Geisel, embaixador em Paris, voltando com Figueiredo. 
2. Muito ligado a banqueiros, ingressou no governo pela mão do Bradesco. Favoreceu as transnacionais com enormes subsídios às exportações, que não evitaram o crescimento exponencial da dívida externa. Depois, deputado e conselheiro de presidentes na Nova República.    Ninguém mais representativo do establishment.
3. Disse haver poucas chances de impeachment da presidente da República e que esta deveria, com urgência, assumir protagonismo,  apresentando ao Congresso projetos de reforma constitucional e infraconstitucional.
4. Também, que o Congresso deve ser pressionado a aprová-los, sem o que o caos será inevitável e se materializará nos próximos anos.
5. Ele propõe quatro reformas:  Previdência Social, desvinculação dos gastos orçamentários, desindexação e  mercado de trabalho.
6. Ora, as duas primeiras foram objeto, por duas vezes, de reformas constitucionais, sob FHC e Lula, aprovadas em 1998 e 2003.   A reforma do mercado de trabalho significa que a legislação trabalhista não prevalecerá sobre a “negociação”.
7. A desindexação foi decretada pelo Plano Cruzado em 1986 e pelo Plano Real em 1994. Delfim não indicou se os títulos da dívida pública serão ou não isentados da desindexação. Quando do Real foi trágico: a taxa SELIC acumulou 53% em 1995.
8. Em suma, as propostas consistem em aumentar a dose de medidas em uso há muito tempo e até hoje, que nada solucionaram. Não obstante, muitos as aclamarão como solução, pois consideram  novidade tudo de que a TV não fala, desde há três meses.
9. Delfim não vê futuro nas propostas de Lula de reanimar a economia expandindo o crédito. Lembra: “Não há falta de crédito, Há falta de tomador. Não tem ninguém querendo crédito."
10. Claro, a renda das pessoas caiu, suas dívidas cresceram. Aliás, não há necessidade de keynesianismo para entender que só surge retomada de investimentos e criação de empregos, se se crê que haverá mercado para o que se pretende produzir.
11. Mas, e a verdadeira solução? Delfim não a pode apontar. Membro de escol da pseudoelite, ele julga impensável alijar-se da “comunidade financeira internacional”, abrir mão dos ganhos fabulosos das aplicações financeiras, e aprova a globalização do sistema de poder mundial, deixando a economia produtiva sob o comando dos carteis transnacionais.
12. Teorias sofisticadas, voltadas para conservar o império da oligarquia concentradora, como o keynesianismo, embora rotulado como progressista, são uma espécie de ópio de economistas, inclusive ditos de esquerda. 
13. Nessa linha, Delfim imagina vencer a crise, mudando as expectativas: “na economia as crenças são mais importantes do que os fatos.” Para ele, a eleição de Macri, na Argentina, fez o mundo crer que ela vai melhorar e já está melhor que o Brasil.
14. Claro que o império angloamericano vai tentar tornar isso verdade. Mas, mesmo que o consiga, a curto prazo, nas aparências, o resultado estrutural será afundar a Argentina no apartheid tecnológico.
15. Para Delfim, “o Brasil sofre de uma doença: não tem perspectiva.” Seu programa ganharia aplausos da grande mídia e dos muito endinheirados, os que têm meios para investir.
16. Se Dilma o  adotar – aderindo integralmente a esses – como já faz, por exemplo, elevando os juros da dívida pública – o sistema de poder financeiro e transnacional fará o Congresso aprová-lo.
17. Dilma acenaria a possibilidade de recuperar empregos perdidos durante a paralisia, advinda dos diversos fatores da crise.
18. Mas, em função principalmente da estrutura do modelo dependente, não há como repor as perdas e nem sequer estancar os fatores de prosseguimento delas, agravadas pela inflação e pela desvalorização cambial.
19. Só os bancos têm aumentado sempre os lucros. A renda total, em queda, concentra-se ainda mais, excluindo a perspectiva de ressurgimento da procura, ademais devido ao tripé: juros altos para o mentiroso combate à inflação, meta de superávit primário e câmbio flutuante.
20. Então: como vão surgir os investimentos e as expectativas keynesianas favoráveis aos investimentos?
21. Nem com injeção de recursos do Tesouro para o crédito público, como fez Lula, e Dilma até 2013, política injustamente acoimada de errada em si mesma, como causadora do “desequilíbrio fiscal”.
22. Essa política, a proposta por Delfim, e também as duas combinadas,  têm de dar errado, dadas estas realidades estruturais: 
1)    Financeirização, desnacionalização e concentração galopantes;
2)    Infraestrutura que prioriza a extração e o cultivo  predatórios de recursos naturais para exportar, e o faz de forma ineficiente e cara;
3)    Despesa pública descomunal, decorrente da  dívida interna   - indexada e objeto de taxas de juros e spreads absurdos -  a qual, para evitar déficit orçamentário muito alto, faz comprimir investimentos públicos;
4)    Déficits gigantes acumulados nas transações correntes com o exterior – que se aceleram quando a economia cresce -  conducentes ao crescimento da dívida externa e à elevação do passivo externo, proveniente principalmente dos investimentos diretos estrangeiros;
5)    Investimentos estrangeiros na dívida pública interna, cuja dimensão ameaça as reservas externas, em função do possível retorno ao exterior dessas aplicações, ao qual se juntariam saídas de capitais financeiros de residentes no País, eventualidade tanto  mais destrutiva, quanto a pseudoelite não quer recorrer aos controles de câmbio e capitais.
23. Esses fatores de corrosão da economia brasileira retroalimentam-se entre si, constituindo um processo cumulativo.
24. Diante disso e dos conselhos dos economistas do sistema, vem à mente grande parte da medicina ocidental, que atacando sintomas e não, causas, agrava as doenças, intoxicando, ainda mais, com drogas químicas, pacientes intoxicados por alimentação e modos de vida inadequados.    
* - Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo, Alemanha,  autor do livro Globalização versus Desenvolvimento
(abenayon.df@gmail.com).      

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Grécia: Mecanismos do Sistema da Dívida corroem Democracia e Direitos Humanos

Quinta, 28 de janeiro de 2016
Da Auditoria Cidadã da Dívida
Maria Lucia Fattorelli [i]

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Introdução
Investigações sobre a natureza da dívida pública em distintos países têm revelado a prática de mecanismos meramente financeiros que geram dívida sem contrapartida alguma ao país e à sociedade. Dessa forma, o processo de endividamento público deixa de ser um instrumento de aporte de recursos ao Estado, e passa a ser um veículo de transferência de recursos públicos para o setor financeiro privado. A isso denominamos Sistema da Dívida.

É preciso denunciar os mecanismos que geram dívida pública e levam à imposição de rigorosos planos de ajuste fiscal, provocando a paralisação de setores vitais da economia,  a corrosão da Democracia, a ofensa aos Direitos Humanos, ao mesmo tempo em que os recursos são transferidos para os bancos privados nacionais e internacionais.